PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Em linhas tortas (17)

A nova gestão da TPA, concretamente o segmento canal 2, liderado por Manuel da Silva, que prometeu introduzir 12 conteúdos (programas novos), aos poucos vai mostrando que é possível fazer-se televisão com recursos ao limite e que, acima de tudo, afinal também é possível oferecer qualidade contando só com técnicos angolanos (xenofobia pura! Ou não?). Alguns programas despontam pela positiva, como são os casos do "Nossa Geração" (debate conduzido por Miguel Manuel sobre temas actuantes da juventude), "Matabicho" (dirigido por Niurca, entrevista biográfica ou de perfil a diversas personalidades, só de Luanda) e aquele espaço de entrevista biográfica com mulheres de mérito. Já não diria o mesmo do "Conversa de Bar" (21h), apresentado por José Dange, que denota por enquanto, como é óbvio em principiante em coisas de apresentação em TV, uma falta de habituação. O positivo do programa, para além do cenário, está na música ao vivo. Fica-se com a impressão de o mesmo fazer apologia excessiva ao "Goz'aqui", produto comercial de humor ao qual pertence (conflito de interesses ou haverá algum compromisso de troca de serviços entre o projecto e a TPA?) O grande receio mesmo é que descambe no seu humor e voltemos a ter os mesmos excessos de Pedro Nzage e de Benvindo Magalhães. Uma das brincadeiras de muito péssimo gosto é, já não se esforçando em pronunciar bem os nomes africanos, ir troçando destes ou sugerindo que os interlocutores se apresentem apenas com os nomes "fáceis", quando podia muito bem procurar saber o significado e daí explorar curiosidades antropológicas. Não se devia nunca sugerir exotismo no nome desconhecido. A liberdade de humor, numa televisão que procura fazer um corte com produtos "plásticos" do passado, não devia tratar com leviandade aspectos não tão bem encaminhados na história do país e dos seus povos, como os da identidade/cultura. Somos por um entretenimento pedagógico. Ainda era só isso. Obrigado. Assina: sua excelência eu (que ainda não tem parabólica em casa, só vê mesmo TPA). hahaha
Gociante Patissa | Benguela, 19 Janeiro 2018 | www.angodebates.blogspot.com

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