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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Sugestão de filme | THE SESSIONS (AS SESSÕES)

Foto do site 50 Anos de Filmes
Gostei de ver no Youtube o filme poético “As Sessões”, em inglês “The Sessions”, para maiores de 14 anos. Foi lançado nos EUA no ano de 2012 e debate com humor inteligente a delicada questão da sexualidade em pessoas com deficiência severa e o conflito entre a moral religiosa e a dimensão humana. Os personagens principais são o escritor e jornalista tetraplégico que aos 38 anos não gostaria de morrer sem ter tido a experiência sexual, uma terapeuta que tem um pacote de seis sessões implementadas com o próprio corpo, as moças contratadas para cuidar do artista acamado e um padre desconfortável no papel de confidente num tema tabu, o erótico antes/fora do casamento.

Sabe-se já que nesta era das tecnologias de informação, meter-se a fazer exercícios ensaísticos sobre um filme na óptica de consumidor é escusado, com tanto de resumos e sinopses feitos por especialistas que estão disponíveis na internet, pelo que a abordagem desta sugestão foca nas emoções pessoais e nada de técnico.

Escrito e dirigido por Ben Lewinficciona factos reais. No site adorocinema.com lê-se que “Mark O'Brien (John Hawkes) é um escritor e poeta que, ainda criança, contraiu poliomielite. Devido à doença ele perdeu os movimentos do corpo, com exceção da cabeça, e passa boa parte do dia dentro de um aparelho apelidado de "pulmão de aço". Passa os dias entre o trabalho e as visitas à igreja, onde conversa com o padre Brendan (William H. Macy), amigo pessoal. Sentindo-se incompleto por desconhecer o sexo, Mark contrata os serviços de Cheryl Cohen Greene (Helen Hunt), especialista em exercícios de consciência corporal, que o inicia no sexo.

Os diálogos são ao mesmo tempo simples e ricos, com o personagem principal bem-humorado e num enredo que cuidou de o não retratar como coitado e melancólico. Uma das passagens mais criativas nos diálogos é quando a terapeuta pergunta “Como é ser poeta?” e ele responde “é viver dentro da própria cabeça onde passamos a maior parte do tempo”. Ainda era só isso. Obrigado
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Em linhas tortas (3)

Duas semanas já. Tinha dado todas as voltas possíveis a visitar perfis mas, não, dela nada achava. Para lá do nome de registo, ao que tudo indica sem paradeiro, nada mais o ligava à rapariga como antecedente senão a vaga sensação de lhe soar familiar o rosto. Talvez a tivesse visto antes, a julgar pelo doce à vontade com que a rapariga o abordou em pleno horário de serviço. E ela? Diria o mesmo? De que servem as perguntas quando não encurtam os extremos? Há encontros, por casuais que sejam, que se negam a embarcar para o passado. É como se, inquietos no tempo, se revestissem de promessa de retoma. Ficou-lhe o contacto, as palavras, o sentido de humor, o sóbrio vestir, o olhar-lhe nos olhos a poucos palmos de distância. De nada vale agora o esforço, nem o rosto dela mais ele consegue imaginar. E quando acontece, e disso sabe-o bem o rapaz, é porque houve ali uma nascente de afectos. Sim, ele conhece-se a si próprio pela faculdade de não memorizar rostos de mulheres que lhe tenham com alguma profundidade marcado.

Gociante Patissa | Aeroporto Internacional da Catumbela 18.11.14 (Conto em construção) | www.angodebates.blogspot.com
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Em linhas tortas (2)

A quadra festiva é a época mais desgastante física e emocionalmente no ramo da aviação civil, de sorte que sua excelência eu (não podendo dizer que atingiu o zero, porque cabular até não fica muito bem) carece desesperadamente de um weekend de relaxe para reiniciar o sistema, desligar a ficha de tudo (makas familiares, amizades, trabalho, literaturas, enfim). O problema é só já o itinerário exequível e os desafios de ordem logística. Falaram que o carro que nos coube está fora de questão, que pode haver só ida e não "legresso". A propósito, excelências, alguém sabe informar se a hospedagem no espaço, nas dependências do magno Angosat-1, aceitam pagamentos em kwanzas? Ainda era só isso. Obrigado | www.angodebates.blogspot.com
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Em linhas tortas (1)

Do que não correu tão bem em 2017, agora sua excelência eu nota que foi com muita consternação e pesar patrióticos — outro sentimento contrário seria aliás impossível — que os angolanos se viram privados do um dos mais importantes símbolos nacionais, o concurso Miss Angola, aquela tradição de fim de ano que em boa hora nos enchia de água a boca (excitar a pontaria posterior na braguilha do empresário também, digamos), apreciando o desfile de esbeltas meninas de 20 e poucos anos em passerele (o momento de tangas ao léu sendo o ponto G da transmissão televisiva), misturado assim com um simulacrozinho de cultura geral. Foi realmente um duro golpe às conquistas científicas e culturais. Que faltasse tudo, menos as misses. Nem a crise merece perdão. Mas, excelências, será que faltou depilador? Ainda era só isso. Obrigado | www.angodebates.blogspot.com
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quem serão os três felizardos? (Governo de Benguela promete financiar obras literárias)

O governo da província de Benguela comprometeu-se a apoiar a publicação de pelo menos três obras literárias de autores locais, ainda este ano. A garantia foi feita pelo porta-voz do "palácio da praia-morena", Alexandre Lucas Tchilumbo, que é também Director Provincial da Comunicação Social.

Tchilumbo, que fez questão de enfatizar que se tratava de uma decisão do governador, general Armando da Cruz Neto, discursava durante a cerimónia de lançamento do livro de contos, "O guardador de memórias", da escritora angolana Isabel Ferreira, na noite de sexta-feira, 03/04.

Sem falar dos critérios de selecção nem da entidade que se encarregará do processo, o representante do governo instou apenas os criadores a aprimorarem as suas obras.
Gociante Patissa
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Janeiro foi fatal - Um morto por dia nas estradas de Benguela

Cento e sessenta e quatro acidentes de viação foram registados na província de Benguela em Janeiro último, de que resultaram 33 mortos, numa cifra de um por dia. O número de feridos anda à volta de duas centenas, estando os danos materiais calculados em cerca de 18 milhões e meio de kwanzas. Já na primeira semana de Fevereiro ocorreram 28 acidentes, provocando três mortos e 36 feridos. O município de Benguela é o que mais casos registou.

Os dados foram revelados recentemente pelo 1º Superintendente Conceição Gomes, quando representava o Comando Provincial da Polícia Nacional na mesa redonda sobre “Perigos no Trânsito”, do programa radiofónico pela cidadania e saúde preventiva, “Viver para Vencer”, produzido pela ONG angolana AJS – Associação Juvenil para a Solidariedade.

«Nós temos como causas destes acidentes a imprudência, fundamentalmente, onde engloba o desrespeito às regras de trânsito, destas, as manobras perigosas, a condução em estado de embriagues, a fadiga, a utilização de instrumentos inapropriados, como sendo os telemóveis», realçou o
1º Superintendente Conceição Gomes.


KUPAPATAS RESISTENTES AOS REGULAMENTOS, DIZEM QUE A CULPA É DO CAPACETE

É quase impossível falar do trânsito em Benguela sem tocar na figura dialéctica do kupapata, ou mototaxistas. Tão úteis, que surgem no momento da aflição e da emergência. É só passar pelos hospitais para confirmar a sua prontidão. Mas, no melhor pano cai a mancha, tendo em conta os perigos que causam no trânsito com as suas ultrapassagens pela direita e, acima de tudo, generalizado desconhecimento do código de estrada. Este último, por sua vez, consequência do bastante débil mecanismo de atribuição de licenças de condução tutelado pelas administrações municipais. «Quatro em cada dez acidentes envolvem um kupapata», já lembrava, há coisa de um ano, uma alta patente da Polícia de Viação e Trânsito.

A equipa do Viver para Vencer procurou auscultar opiniões de três segmentos da população que mais usa dos transportes colectivos, um kupapata, um estudante e um zungueira.

«Quando estou a andar na minha mota, o que me atrapalhava é só o capacete», referiu o conterrâneo kupapata para adiante justificar que deixou de usar o referido protector por lhe causar subida de tensão arterial. Adepto do argumento segundo o qual o capacete impede o sentido de audição, o nosso interlocutor dramatiza: «muitos que estão a morrer por causa do capacete, porque aquilo mata. Só tem que ser na via longa, daqui ao Huambo, mas aqui na cidade traz acidente. Mesmo eu que estou a falar, escapei de morrer», asseverou.

No entender de Edmundo Francisco, presente à mesa redonda enquanto Coordenador Executivo da AJS e estudante de psicologia, o assunto dos perigos com o kupapata
«é importante e deve ser debatido, porque faz parte das preocupações da sociedade, que está preocupada com a segurança no trânsito».

Por seu turno, o sociólogo Ronaldo Fernandes considera paradoxal a tese da insegurança supostamente provocada pelo uso do capacete, já que «no mundo afora, o uso do capacete é tão normal e todo mundo usa, é diário e não incomoda nada». E para dissipar dúvidas, esclareceu que também já experimentou o uso do capacete.

Outra voz “irredutível” quanto o uso do capacete é a do 1º Superintendente Conceição Gomes, que junta à obrigatoriedade da lei a necessidade moral de protecção de uma das mais essenciais parte do corpo humano, no caso a cabeça. Pelo que, em seu entender, trata-se de irresponsabilidade dos jovens.

Começava a escurecer quando entrevistamos a conterrânea zungueira, justificando-se por isso a aflição em que se encontrava. Logo ela, que até tinha uma preocupação sagrada: «quero ir fazer jantar do meu marido, que essa hora está à espera que a mulher foi vender, e os táxis estão difíceis», revelou. Questionada se gostava (entenda-se tinha o hábito) de andar de mototaxi (kupapata), a cidadã zungueira disse que não,
«porque algumas pessoas não regulam».

Para o jovem estudante, o principal motivo de insegurança quando sai à rua é notar ausência dos agentes reguladores do trânsito. «Gosto de andar de hiace, porque mota é um perigo», disse. De autocarro sim, mas, por serem lentos, «só anda quando falham os táxis. De mota, mesmo já é no último caso», confessou.
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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