PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quem sabe se na próxima semana eu não retomo a leitura das "48 Leis do Poder"... É que ler aquilo durante a campanha eleitoral é como usar lanterna acesa em plena luz do sol, já que a natureza do poder fica excessivamente revelada, e deve fazer mal à esperança de voltar a acreditar na nobreza dos homens, acho.

Pois não?


Tenho estado a acompanhar os documentários do canal National Geographic, "Presos no Estrangeiro", que, como o nome diz, conta a vida de americanos e/ou europeus,  encarcerados longe da sua Terra. O curioso, muito curioso é que a causa é sempre o tráfico de drogas.
SOS: Alguém sabe da existência de uma localidade chamada Mukinda, no planalto central, ou Bié, para ser mais preciso? Estou a investigar sobre a origem da minha família do lado paterno. Soube que meu Bisavô, Maliyanu Patissa teria emigrado dali no século 19 para a aldeia de Kanhãla, a parte mais a leste da Comuna do Monte Belo, onde Balombo e Huambo se confundem.

Opinião: "Ainda o meu sonho (II)"


Por: Inácio Gil Tomás (Professor de Geografia do Ensino Secundário e Técnico de Desenvolvimento Comunitário, Benguela)

A materialização dos sonhos de qualquer cidadão ocorre num determinado tempo e espaço.

Por isso, é meu sonho ver que, no quadro da consolidação do processo de desconcentração e descentralização administrativa do Estado, as Províncias tenham, além dos Planos e/ou Programas de subordinação Central, Programas Locais Especificos cuja execução seja de responsabilidade local. Mas, como ainda é meu sonho ver a aceleração de processos de desenvolvimento sustentáveis, vou epxressar aqui algumas ideias, que considero serem desafios para a Província de Benguela, que vem disputando o título de segunda potência em todos os sectores (fundamentalmente no económico) com a Província do Huambo. Agora que outras Províncias como a Huíla e Cabinda podem entrar na corrida para alcançar tão importante título, não basta “jogar” com o nome, pois como se diz no futebol “os nomes não jogam”.

Espero que os Deputados do Círculo Provincial que serão eleitos neste pleito tenham em linha de conta de que devem reunir, regularmente, com os eleitores para auscultarem os seus problemas, as suas preocupações e/ou expectativas e estar disponíveis para receberem os cidadãos, quer seja individual ou colectivamente, por meio da aplicação de uma agenda de trabalho.

Também espero que a próxima governação local seja mais participativa, com o incremento da interacção entre os gestores públicos e os cidadãos (munícipes?), por meio de fóruns ou mecanismos próprios, da sua participação em eventos específicos, independentemente de quem as promova. Neste caso espero que os balanços não sejam apenas feitos no final do ano, mas regularmente, tal como já acontece ao nível do Governo Central. No entanto, para que tal ocorra, é necessário que os cidadãos melhorem a sua capacidade de articulação e interacção visando à busca de pontos de convergência que permitam a constituição e funcionamento de espaços de diálogo intra e inter sectorial.

Espero que melhore a qualidade do saneamento dos nossos bairros, o acesso à energia eléctrica seja permanente, os serviços públicos (saúde, identificação, justiça) melhorem a qualidade do seu atendimento. Espero que a acção de vários actores (públicos, privados e da sociedade civil) contribua para a elevação do nível de consciência ambiental da população.

Espero que a Comunicação Social na Província esteja mais fortificada, aberta e plural, de modo que se transforme num vector de promoção do desenvolvimento local sustentável. Para o efeito torna-se necessário o alargamento de espaços de opinião. Na Rádio pública local, é importante que a manutenção do espaço semanal de análise sobre as questões económicas seja complementada com correspondente espaço de comentários sobre as questões políticas, sociais e culturais de conhecidos Fazedores de opinião que, por esta razão, merecem ter espaço “cativo”,

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Assim mesmo como quem se julga independente, quando até vive do saldo que lhe dou e do calor do meu bolso, meu telemóvel perdeu rede. Não reconhece o cartão SIM. O apoio ao cliente já disse que terei de pedir uma 2ª via. Portanto, até depois de amanhã, em princípio estou incomunicável via telemóvel. Minhas desculpas pelos transtornos.
Apelo: Não elogiem trabalho de escritores jovens em Benguela, vive-se esses dias um surto de desinteligências. É um localizado vírus da "mais-velhice", que não permite que se veja potencial e mérito no trabalho que os jovens mostram, enquanto outros se deixam ultrapassar com a gaveta trancada.

domingo, 26 de agosto de 2012

"Quanto ao árbitro, não tenho nada a dizer. Nunca disse e nunca direi". (palavras do Sr. Castanheira, técnico da equipa de Futebol do Namibe. Fica o convite para um jornalismo de arquivo, e até ao fim do Gira-bola já poderemos apurar a coerência do homem)
Fonte: TPA
Talvez por vir de família "polinesa" (cruzamento de político com camponesa) de base, talvez por crescer com guarda-costas do pai em casa, não vejo sorte ou encanto nos uniformes. Daí não lamber botas.

sábado, 25 de agosto de 2012

Custa-me crer que o rato cá de casa tenha sumido, justo agora que preparei pedaços de frango recheados... de veneno!
Caberá a outros avaliar as nossas obras (livros e trajectória). O máximo que podemos fazer é avaliar a justeza das suas avaliações, quer nos vejam como escritores, quer como "escritores". É o que acho.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Opinião: "Ainda o meu sonho (I)"

Por: Inácio Gil Tomás (Professor de Geografia do Ensino Secundário e Técnico de Desenvolvimento Comunitário, Benguela)


A passagem de ano constitui norma geral, oportunidade para a realização de reflexões e/ou balanços, quer sejam pessoais ou colectivos sobre o desempenho de uma pessoa, família, ou instituição (pública ou privada), bem como serve para a definição de perspectivas, geralmente carregadas de elevado optimismo, seguindo o princípio de que “para o ano será melhor”. Esta prática é alargada à dimensão do País em função da dinâmica de desenvolvimento que se imprime.

Vivemos nestes dias com muita expectativa, pois uma série de eventos marcantes deverá ocorrer nos próximos dois ou três anos. Em 2012 estamos a viver a atmosfera do ambiente pré-eleitoral, que nos levará, dentro de dias, para o eleitoral e no dia 31 de Agosto todos os cidadãos angolanos serão chamados para exercer o direito de eleger e ser eleito para os cargos públicos, conforme consagrado na Constituição e legislação específica. Em 2013, de acordo com as previsões, realizar-se-à o Censo Geral da População, o primeiro desde a independência nacional, uma vez que o último foi feito em 1970. Em 2014 está prevista a realização das primeiras eleições autárquicas, que marcarão efectivamente a consolidação do funcionamento dos orgãos locais do poder local. Portanto são eventos que marcam profundamente a vida de qualquer cidadão e que podem determinar (para o bem ou para o mal) o rumo de desenvolvimento a ser seguido pelo País.

A relevância destes eventos reside no grau de influência sobre a vida de cada um de nós e sobre a do País de forma global. A realização das eleições gerais marca de facto o início da normalização do processo democrático com a segunda ida (consecutiva) às urnas. O Censo Geral da População permitirá saber quantos somos de facto, o que poderá contribuir para a elaboração e execução de políticas públicas assentes em dados demográficos reais, deixando para trás as estimativas. A realização de eleições municipais constituirá o passo importante para o alargamento da participação e engajamento do cidadão na vida pública e a dinamização de processos auto-sustentados de desenvolvimento. É verdade que cada um de nós, cidadãos angolanos anseia viver numa Angola melhor. Assim, o que vou expressar adiante é não só a minha expectativa e anseio em relação ao País de todos nós, mas acredito o de muitos cidadãos que pretendem ver “Angola um País bom para se viver”, o que nos faz sonhar. Por isso, ainda é o meu sonho ver Angola a crescer pelo que vou expor algumas ideias, que acredito, muitos alinharão e outros não.

Espero que na próxima legislatura um maior número de titulares de cargos públicos seja verdadeiros servidores e não se sirvam dos cargos públicos para benefício individual e que o processo de prestação de contas da Governação não seja feito apenas ao nível Central, mas também pelo Governo local, sem exclusão desde o Provincial, Municipal e Comunal.

Espero também que os diferentes espaços de participação instituídos tanto ao nível nacional como ao nível local, como o CONSAN (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), os CACS (Conselho de Auscultação e Concertação Social), Conselhos da Juventude (nacional, provincial, municipal e comunal) e outros espaços/fóruns sejam dinamizados e/ou reforçados contribuam para o desenvolvimento sustentável do nosso País.

Espero que um maior número de Organizações da Sociedade Civil cumpra com os processos de gestão democrática por meio da realização das suas assembleias gerais, renovação de mandatos dos seus órgãos sociais de acordo com os seus estatutos e exercitem a transparência com a publicação dos seus relatórios de actividades e de contas, de modo que se alarguem as referências e exemplos de boas práticas.

E não é pedir demais...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"A literatura angolana: ontem, hoje e amanhã" - Entrevista ao Prof. Francisco Soares, conduzia por Carlos Ferreira, do Caderno Mutamba (Novo Jornal) de 17 Agosto 2012

Foto: Novo Jornal

Francisco Soares, sem dúvida uma das raras referências angolanas no panorama do estudo da Teoria Literária e, em particular no que diz respeito ao estudo e divulgação da literatura angolana. Organiza e dirige, neste momento, o sistema de ensino semi-presencial e à distância da Universidade Independente de Angola, organizando e preparando matérias de várias disciplinas curriculares. Está indicado para professor nos mestrados das Faculdades de Letras e de Ciências Sociais e no doutoramento da FCS, ambas da Universidade Agostinho Neto. De conversa fácil e aberta, muito longe da imagem “doutoral e excelentíssima” de alguns professores universitários, é um prazer entrevistá-lo, apreciando a sua lucidez, o desassombro, o conhecimento profundo da literatura angolana, sarcástico e mordaz quando é preciso, brilhante nas análises e na defesa dos seus pontos de vista, modesto na sua maneira de ser e estar. Só isso seria suficiente para ser um gosto ouvi-lo dissertar sobre os escritos angolanos de ontem, de hoje e de sempre.

Estudioso e atento participante no desenvolvimento da literatura angolana, quer-nos fazer uma espécie de diagnóstico actual a seu propósito?

É sempre arriscado, mas por algum motivo sempre corremos esses riscos. Penso que estamos a dirigir-nos para uma fase nova da nossa literatura, que deverá renovar-se após três décadas de surgimento, implementação e repetição de novos valores estéticos. Penso também que hoje não é tão fácil como antes notarmos isso, porque os meios de composição e divulgação se diversificaram muito. Alguns sinais, entretanto: alguns dos principais autores das gerações anteriores, esquecidos do que lhes aconteceu quando começaram, transformaram-se em guardiães da ‘qualidade’ literária, contra a péssima poesia que vem sendo feita, e chegam a defender opções estéticas que eles próprios combateram quando começaram. Não reparam, no entanto, nos que os imitam e escrevem muito mal. Quando isto acontece está, geralmente, em curso uma mudança.

Alguns novos poetas conseguiram, muito naturalmente e apesar da censura dos irmãos mais velhos, compor uma linguagem mais ‘nua’ – mais crua também, isso é verdade – mais simples e mais próxima do discurso quotidiano (é o caso do Paulo Secco e do Gociante Patissa); poetas ligeiramente mais velhos, como Abreu Paxe, ou ficcionistas como Victor Burity da Silva, exploraram muito para além dos limites os recursos dos anos 70 e 80 e, por essa via também, superaram os paradigmas poéticos anteriores.

Muitos poetas revelados nos anos 90 e 2000 repetem até à exaustão os modelos dos anos 80, liquidando a sua possível carreira poética por falta de imaginação. Isso é típico, também, do fim de uma época.

Outros novos poetas entraram decisivamente numa nova metodologia de composição, mais atenta às vantagens da revolução tecnológica e à evolução mundial da arte; além disso tornaram a poesia inseparável de outras artes, algumas delas ‘novas’, como a performance, a poesia visual, as imagens cinéticas (visuais e sonoras, mas importa é que são dadas em movimento). Nós ainda não nos apercebemos bem, nas universidades, de que aquilo é uma poesia total e nem sequer conhecemos bem o nome desses jovens, ou sequer assistimos às suas apresentações (e arrisco meter nisto o nome de Nástio Mosquito, uma figura cada vez mais instigante no nosso panorama criativo).

Há ainda a assinalar alguns ‘grafiteiros’ que, elevando a letra à categoria de arte, dão sequência a uma atenção ao visual que pode vir da poesia visual, do concretismo, no caso angolano também do Frederico Ningi, mas que é transformada radicalmente pelo grafitti. Processos apenas experimentados com moderação pela geração de 80 vêm sendo renovados e ganhando uma dimensão imprevista. É o caso das colagens e das técnicas que podemos prosaicamente chamar de ‘corte e costura’. Portanto é o caso também de uma poética DJ. Seria deslumbrante ver um DJ fazer com a declamação de um poema antigo (dos anos 50, por ex.) o mesmo que faz com um clássico da ‘pop’ anterior – e, nesse aspecto, aproximar-nos de experiências de vanguarda como a da poesia sonora.

Estão a ser usados novos meios de divulgação, principalmente a Internet (blogues, redes sociais) e há poetas que podemos conhecer melhor aí do que por livros. Vários deles me parecem nomes a reter para apreciação posterior. É o caso de Fridolim Kamolakamwe, que vem melhorando as suas performances e mostrando uma prosa interessante no seu blogue (pese embora, de quando em quando, uma deficiente prestação na língua portuguesa). Eu próprio, no início, não o levava a sério. Mas é preciso perceber que, na sua proposta poética e de vida, a poesia é inseparável da representação dramática por exemplo. É preciso também compreender que algum barroco (porém moderno) da sua prosa vem reaver uma genealogia banto, ambaquista por igual, de que Lopito Feijoo se aproximou em Doutrina mas que abandonou entretanto (não julgo mau nem bom tal abandono).

Temos, em resumo: o lamento de próceres da geração anterior face aos mais novos; a repetição, exausta e acrítica, dos modelos da geração anterior; novos meios de composição e divulgação; novos paradigmas poéticos a par de novos géneros musicais e artísticos. Temos, ainda, cerca de 30 anos a separar-nos do começo da geração anterior. É uma estatística conhecida: 15 a 20 anos é o tempo que demora a surgir uma nova geração literária, ou um novo paradigma artístico. A fruta está madura.

Como encara, do ponto de vista literário, a transição das gerações da luta cultural, politica e militar de resistência para as gerações pós-independência? A passagem do testemunho foi feita ou há autores que não podem/não devem ser “definidos” geracionalmente, mas em função do seu percurso individual?

É uma questão filosófica antiga e sempre atual, saber se os autores devem ser definidos em função de si próprios ou da sua geração. Para mim contam as duas vertentes, necessariamente. Há preocupações e conquistas estéticas que passaram para as novas gerações e, mesmo as que não passaram tal qual, estão na memória do sistema literário angolano. Repare, quando o Bonavena escreve ‘os olhos masturbam secos’, não vou discutir a qualidade do verso, mas aproveito-o para ilustrar que ele está a responder a um paradigma da geração anterior. Portanto, isso passou para a sua geração, embora possa agora ter uma conotação diferente – o que é inevitável nas literaturas vivas. O mesmo Bonavena, em Ulcerado de míngua luz, o Carlos Ferreira de praticamente as obras todas, são poetas que prolongam o sopro político da poesia anterior – nos outros poetas amortecido, ou quase aleatório.

O que também é preciso é percebermos que uma geração não se bitola por um único modelo poético. Pelo menos não hoje em dia. Ela é diversificada, cada vez mais diversificada. Por isso há sempre casos pessoais. Mas há questões, conquistas e mudanças que se registam em comum para aquela geração – e isso define-a.

A realidade sempre prevalece


Cartoon Jornal de Angola


Cartoon Jornal Angolense


sábado, 18 de agosto de 2012

Só para que não se esqueça quem frequenta a biblioteca do ISCED (Instituto Superior de Ciências da Educação) em Luanda: o meu livro de contos, A Última Ouvinte, faz parte dos seleccionados naquele estabelecimento. É o número 89. Obrigado http://isced.ed.ao/assets/246/Literatura.pdf

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Se nos ausentamos às vezes é porque...

Pirataria provoca perturbações mentais no autor

Texto da Angop Luanda – O responsável da Direcção Nacional dos Direitos de Autor do Ministério da Cultura, Pinto Baptista, afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, que a pirataria leva abaixo todo um esforço intelectual de um indivíduo e cria perturbações mentais ao autor, por ver roubada a sua obra.

Ao dissertar uma palestra sobre “Problemática dos direitos de autor e conexos”, à margem da Feira Internacional da Música e da Leitura, que decorre de 13 a 19 deste mês, avançou que esta prática negativa beneficia infractores que a custo do esforço de outrem buscam rendimentos económicos ou fama.

Livrai-nos

Resistir a sermos o que temos

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Prémio Literário António Jacinto sem vencedor em 2012

Texto da Angop 14-08-2012 - Luanda- O Ministério da Cultura (Mincult), através do Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC), anunciou hoje, em Luanda, não haver vencedor do Prémio Literário António Jacinto, edição 2012.
Em nota de imprensa enviada hoje à Angop, a instituição avança que o júri presidido pelo escritor Abreu Paxe, considera não haver, entre as obras concorrentes, qualidade para arrecadarem o galardão.

“Apesar dos vários trabalhos sem condições, o corpo de jurado atribui ao escritor Marigan, pseudónimo literário de Manuel Adriano Paulo, a menção honrosa do prémio ao seu livro “O corcunda nú”, lê-se na nota.
O júri do prémio foi ainda constituído pelos escritores João Tala e Óscar Guimarães. 

O prémio foi instituído em 1993 em homenagem ao poeta António Jacinto, com o patrocínio do Banco de Poupança e Crédito (BPC).
Desde a sua criação, o concurso já atribuiu 13 prémios e sete menções honrosas, sendo 13 em poesia e sete em prosa.
O vencedor do prémio recebe em kwanzas o equivalente a cinco mil dólares, um diploma e a sua obra é publicada pelo INIC.

(Conforme recebido por e-mail) "Despedida do padre

O Padre no jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente de uma paróquia discursa:
- A primeira impressão que tive da paróquia, foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do chefe. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo.

Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé, e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio.

Chega o prefeito para entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre. Ele pede desculpas pelo atraso e começa o discurso:

- Nunca vou esquecer do dia em que o padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.

Silêncio total...

MORAL DA HISTÓRIA: Nunca se atrase!!!"

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Quando as estatísticas valem mais que a consistência, nasce a reforma educativa

Há uns anitos, um adolescente filho de uma entidade atropelou, esbofeteou o polícia de trânsito que o abordou, e o tribunal colocou-o em liberdade mediante pagamento do 12 mil kwanzas. Esse cartaz bem serve como recado

by Reage Brasil

Beber e conduzir, uma combinação a fugir

como vai a mesma arte ai em Angola?, pergunta-me um amigo virtual de Moçambique, a quem de imediato respondo: Meu mano, o quadro global é positivo. Será melhor quando os holofotes e a cultura visual incrementarem o lugar do livro, penso. Ele fecha, com toda a certeza tal como os holofotes nos queimam os timpanos com a musica barata

sábado, 11 de agosto de 2012

Coisas da banda: "Era suposto jogarem mais do que dançar"


As regras do jornalismo estabelecem que, no formato notícia, o jornalista apresenta a informação, não comenta. É por vezes difícil de assim o ser na prática, tão difícil como é achar a linha divisória entre o cidadão (dimensão humana) e o profissional (puro exercício da técnica). 

O exemplo mais recente deu-se no telejornal de hoje, 11/08/12, da TPA (Televisão Pública de Angola), numa matéria sobre os jogos olímpicos de Londres.

A peça, assinada pelo repórter Dedaldino da Conceição, mostrava a delegação angolana numa confraternização oferecida pelos nossos serviços consulares naquele país, com os previsíveis comes e bebes e a "quentura" do cantar e dançar da banda. A reportagem fechava com vistosas passadas e "abanar de nádegas" dos mesmos atletas que não conseguiram uma única medalha, ou, quando muito, um ou outro conseguiu superar somente a sua própria marca das olimpíadas passadas.

O pivot do espaço desportivo, Neto Júnior, sublinhou: "Era suposto jogarem mais do que dançar".

É de facto o que todos gostaríamos enquanto angolanos, que o atleta jogue mais do que mostre saber dançar. Só que, ao compatriota Neto Júnior, faltou lembrar que, naquele lugar, o jornalista somente apresenta os factos. É ao público que a profissão reserva o direito de os julgar.

Gociante Patissa
Sonhei com Sadam Hussein, o visto no meu passaporte Iraquiano, uma viagem pelos seus filhos patrocinada, sendo que as notas para ajudas de custo - e aí a estranheza - pareciam ter rostos de acusação. Falamos da literatura à noção de moralidade. Melhor não voltar a dormir, não?

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Crónica: Uma vez mais, obrigado, senhor agente, é esse o polícia que queremos

Vinte e duas horas de uma húmida terça-feira de fim de cacimbo. Vou, lento, a conduzir em companhia de zouk antilhano, vindo da casa de minha kota (irmã mais velha), com mais um jantar “patado”. Bem, mas isso diz respeito à família somente, pelo que não caiu bem à partida o diálogo com o polícia de trânsito entre o aeroporto e o defunto Nosso Super:

“Boa noite, chefe”.
Do grupo de agentes naquele posto, saudou-me um que aparentava contar uns 45 aniversários, estatura média, ligeiramente menos pesado que eu.
“Boa noite, chefe”, correspondi.
“Vens de onde?”, lá prosseguiu o homem, sem saber que se tratava de uma segunda vez, em menos de dois meses, que um polícia cobrava detalhes da minha vida num país que não decretou estado de emergência. Mas como boa educação gera boa educação, sorri e colaborei:
“Venho de casa e vou para casa”…
“Como assim, vens de casa e vais para a casa?”

Procurei estacionar a viatura, prevendo já uma paragem relativamente demorada, o que era inevitável de inferir, tendo em conta a presença de várias outras viaturas sendo inspecionadas de focinho levantado.
“Venho da casa da minha irmã, fui jantar. Agora vou dormir”.
Ia-me preparando para localizar a pasta de documentos pessoais, que é o que vem logo a seguir à ordem de paragem, mas o polícia continuava sem cobrar pela papelada.
“Vens como? Passaste pela rotunda?”
“Sim, passei”.
“Não te mandaram parar?”
“Não. Vi-la polícias de trânsito, e por acaso achei estranho. Não é normal tanta polícia ali”.
“Bem, é assim, meu irmão, nós estamos a fazer um trabalho para localizar carros roubados. Leva algum tempo, mas precisamos confirmar o número do motor”.

Por algum instante, me perguntei se havia ladrões com espírito de “alfarrabista”, pois o meu “rabo de pato”, com quase duas décadas de fabrico e três anos de Angola, não seria tão roubável assim. Mas foi só olhar bem à volta para perceber que se inspecionavam veículos bem menos roubáveis que o meu, inclusive um de volante à direita que me fez lembrar de certo velhito Subaru com que andamos na má vida em 2006 na Namíbia. Sem dúvidas, tal como os gostos em carros não se discutem, há ladrões para todos. O resto eu já sei, nas aparentes impertinências do polícia podem morar estratégias pela minha própria segurança.
“Sim, claro. Deixa-me encostar bem então. Não tenho nada a esconder”.
O polícia aproximou-se um pouquinho mais, e disse:
“Pode seguir. Feliz noite”.
“Obrigado, bom trabalho”.

Arranquei e perdi-me na escuridão poeirenta dos bairros emergentes a sul do Aeroporto 17 de Setembro, sem ter chegado a mostrar o motor, sem ter sido tratado com desrespeito. Uma vez mais, obrigado, senhor agente, é esse o polícia que queremos.

Gociante Patissa, Benguela 7 agosto 2012 
"Até quando nos demoraremos a ver que a política não bebe água não respira,e que as bandeiras não se comem?vamos voltar a nos insultar uns aos outros,a urinarmos sobre as nossa próprias cabeças para depois,voltarmos ás missas.á mamã muxima,a comprarmos os mesmos discos,a vermos as mesmas novelas.aplaudirmos os mesmos cantores.a nos casarmos uns e outros...depois de estúpidamente nos termos massacrado e manietado?"
Por Fridolim Correia Kamolakamwe, In Facebook

Poverty is a matter of context

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

By humor inteligente

Movimento Lev´Arte - Nota de Imprensa: POESIA À VOLTA DA FOGUEIRA -2012


No próximo dia 11 de Agosto, sábado, a partir das 17h30, na sede da União dos Escritores Angolanos, o Movimento Lev´Arte, vai realizar a 8ª edição de 2012, do projecto "Poesia à Vvolta da Fogueira".
O evento tem como objectivo desenvolver a arte da declamação, incentivar o gosto pela leitura e a criatividade artística pelos jovens e não só, com a participação de poetas membros das várias agremiações literárias, trovadores e exibição de peça teatral.
Teremos ainda venda e sessão de autógrafos dos livros Palavras, Desabrochar e Outros Sorrisos Nos Nossos Lábios. Realçar que o movimento Lev'Arte está representado em Benguela, Brasil e em Portugal pelos Núcleos Internacionais.
Lev'Arte realiza todas as Quintas-Feiras, no Kings Club, Vila – Alice, pelas 19 horas, o seu evento tradicional, denominado POESIA, EU VIVO.
Com melhores cumprimentos. Luanda, 06 de Agosto de 2012 - Contactos: 927001780 - 917051550 www.fazemosacontecer.blospot.com///www.ebookangola.com Email: levarte.angola@gmail.com

domingo, 5 de agosto de 2012

Bispo católico só pode estar a brincar. Segundo Angop, Angola é uma Nação de raízes cristãs - diz dom Filomeno Vieira Dias

As raízes que o Cristtão quer branquear
Em condições normais, e em se tratando de uma figura com tão elevado poder de opinião, o Ministério da Cultura devia reagir imediatamente. Dizer que "Angola é uma Nação de raízes cristãs construída sobre os alicerces do cristianismo, de forma livre e espontânea", é um insulto daqueles à história. Só faltou mesmo dizer que  Angola terá nascido no Vaticano. Oh santa estupidificação! Seja lá quem for que patrocina esta lavagem cerebral, deve saber que só consegue fazer da miscigenação cultural um elemento negativo, uma vez redutor e alienante.

Já em tempos escrevemos neste Blogue  para que África não siga negando-se a si própria em nome do cristianismo



Eis a matéria da Angop na íntegra 05-08-2012 14:56 Angola é uma Nação de raízes cristãs - diz dom Filomeno Vieira Dias 


Luanda – O bispo da diocese de Cabinda, dom Filomeno Vieira Dias, sublinhou hoje (domingo), na missa pontifical da peregrinação ao santuário da Muxima, que Angola é uma Nação de raízes cristãs construída sobre os alicerces do cristianismo, de forma livre e espontânea.

Eduardo Paim autografa "Etu Mudietu" no Lobito

De um lado, a fila de interessados, do outro o músico, a esposa
e uma figura de cultura em Benguela, Tó Manjenje

Polémica longe do fim: Uso das músicas de Artur Nunes desautorizado pela progenitora


Momento em que Maria Fernandes recebia das mãos do Presidente da SADIA Lopito Feijó o cartão de sócia da instituição do seu filho
Fotografia: Kindala Manuel
Texto e foto: Jornal de Angola (Roque Silva - 02 de Agosto, 2012)
Maria Luísa José Fernandes, mãe do falecido cantor  Artur Nunes, exige ao músico Yuri da Cunha uma indemnização e um pedido de desculpas pela utilização das suas canções, sem o seu consentimento.

A octogenária que não avançou o montante, revelou ontem a sua preocupação durante um encontro mantido com o presidente da Sociedade Angolana do Direito de Autor (SADIA), Lopito Feijó, que serviu também para a recepção do cartão de membro desta organização.

Para reflectir: o conflito eleitoral da última sexta-feira na rotunda do Coringe, em Benguela (resultando em engarrafamento e ambiente de certo pânico, que me fez bater com o meu já velhito carro, a ponto de quebrar um pisca), trouxe à tona um fenómeno intrigante: Sabe-se que o Director Provincial da Educação, Nelson da Conceição, acabou espancado. Todavia, a tendência é isolar o condenável mote eleitoral da briga, mas a grande maioria com quem venho falando, alguns com a mesma militância que a vítima, acha que as bofetadas vieram mesmo a calhar. Que mal andará o homem a fazer, enquanto cabeça do sector dos professores?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Crónica: Um encontro casual com o velho Luwawa ao almoço

Foto: Webshots
No Lobito, contam-se aos dedos os restaurantes que sobreviveram à segunda república. O calar das armas e a transição para a abertura do mercado abalaram economias e hábitos de consumo. De sorte que, quando a paz não precisar da guerra para se autodefinir, os humanos ter-se-ão transcendido a si próprios, digo eu.

As cidades são árvores que mantêm a essência enterrada, enquanto galhos, folhas e frutos vão e vêm. O centro do Lobito resume-se em duas ruas, a de entrada e a de saída, entre o bairro da Caponte e a na Zona Comercial. Só depois da Colina da Saudades se cruzam, para o Compão, a sul, à procura do bom pescado da Kabaia, ou para a ponta da Restinga, a norte, onde a cidade se liberta na língua da praia, em geral para tirar proveito da escuridão que o lugar regala aos casais.

O Gunga-Bar fica na rua de saída, resistindo a quaisquer infortúnios, sendo deles o mais pesaroso a morte do proprietário por acidente rodoviário, há coisa de três anos. Guardo na memória a cena da moça que tiramos do sono, às duas da manhã, em finais da década de noventa, para nos servir bebidas, numa breve fuga aos preços da discoteca ali perto. O restaurante prestava-se ao desafio de servir 24 horas por dia, muitas vezes à luz de poucas velas entre uma falha e outra da energia geral, não dispondo de uma simples fonte alternativa.

Tem rosto moderno mediano, o que só pode ter contribuído para maior fluxo de clientes. É um restaurante pequeno e fechado, rendido a essas irreverências ocidentais de igualdade entre classes, onde o cliente chega, como qualquer outro, serve a variedade que der, põe o bolso a falar com a balança, e ocupa a mesa. Só depois vem o garçon para o que se quer beber.

Estava lá eu a almoçar em tempos. Às tantas, entra o vigoroso septuagenário com duas raparigas, que tanto davam para meretrizes como para netas suas com défice de decência no trajo apenas. Ocupam uma mesa ao fundo, num canto entristecido pelos vidros fumados, onde poisam objectos irrelevantes como sinal de demarcação territorial. Luwawa é um farfalhoso intelectual Bantu, devolvido pela trama da história à sua cidade natal. Bons filhos sempre tornam à casa, os não tão bons também, há quem também o diga, e até mais previsíveis.

Há histórias de vida que revelam fatalidade, quando a personalidade não se dissocia da etimologia do nome atribuído pelos progenitores, ou o adoptado do xará. Luwawa, por falar nisso, é uma espécie vegetal odiada pelo seu fedor, o que, entretanto, não justifica que os Ovimbundu torcessem, à partida, o nariz a toda espécie humana com tal nome.

Velho Luwawa, de sorrisos largos como o casaco e a gravata, é um acontecimento em pessoa, um poço sem fundo que ninguém quer ter contra si. Talvez fosse por isso que, em se tratando de self-service, foi-lhe dada, e por arrasto às muchachas, uma deferência incomum: serviu, pagou e deixou os três pratos no balcão da balança, para serem pelo pessoal de serviço levados à sua mesa.

Bem, agora vou andando, que conheço ateus, conheço cristãos. Para ambos, é sagrada a hora da refeição.

Gociante Patissa, aeroporto 17 de Setembro, Benguela 2 Agosto 2012

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

 Meu computador é óptimo, eu é que não cuidei bem dele. Já caiu vezes sem conta para o chão, no outro dia quase passei por cima dele de "hiace". Vai morrendo aos poucos, em termos de estrutura, não de desempenho. O pior é que está dificil achar um Toshiba L505 com processador 4G e Dual Core a bom preço (custou-me USD 600 am janeiro de 2010 nos EUA). Procura-se!

O astro Matias Damásio e o promissor Terêncio Zua têm algo em comum: ambos vêm de concurso para descoberta de talentos anónimos