PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Grupo de activistas ci'vicos internacionais homenageia Martin Luther King em Portland, Oregon, EUA

Ora Viva!
Depois da primeira fase, que durou sete dias em Washington DC, os vinte participantes do programa de intercâmbio denominado “ONG’s e Activismo Cívico” suportaram cinco horas de avião, em direcção a cidade de Portland, estado de Oregon, onde se encontram desde sábado último.



A chegada coincidiu com a jornada do voluntariado, por conta do feriado observado na segunda-feira (18/01) em homenagem a Martin Luther King, o activista que completaria, na passada sexta-feira, 81 anos de idade. E tal como programado, os intercambistas vestiram a camisola azul com o busto de MLK e os dizeres “We are the dream” enquadrando-se na jornada da Universidade de Concordia. No salão multiuso daquela universidade, juntamente com estudantes de um total de 14 escolas, os visitantes internacionais aplaudiram aos cânticos, jograis e sermões. Melhor ainda, engajaram-se na campanha de limpeza e pintura de uma escola primária do ensino especial.


No próximo dia 21, o colectivo será repartido em pequenos subgrupos, que deixarão Portland para os seguintes destinos: Austin (em Texas), Santa Fe (New Mexico) e Salt Lake (Utah). Itinerários diferentes, um so' objectivo: partilhar experiencia com instituições americanas do sector voluntario. O reencontro será em Miami, já para o culminar do programa.

Recorde-se que os 20 participantes representam seis países da Europa, três da Ásia, dois da América Latina, quatro do Médio Oriente e cinco da África, sendo que Angola e’ o único pais de língua oficial portuguesa no grupo, fazendo-se representar pela AJS-Associacao Juvenil para a Solidariedade, com sede na provincia de Benguela. O programa ONG’s e Activismo Cívico e’ uma iniciativa do Departamento de Estado Norte Americano, que visa o intercambio profissional, de nove a 30 de Janeiro de 2010.

Gociante Patissa, Portland, 19 Janeiro 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

EUA acolhe programa de intercâmbio sobre ONG's e Activismo Civico



Arrancou no passado dia 9 de Janeiro, na cidade de Washington DC, Estados Unidos da Ame'rica, o programa denominado "ONG's e Activismo Civico". Vindos de va'rias partes do mundo, os 20 participantes partilham experiencias, na condição visitantes convidados pelo Departamento de Estado dos EUA, têm o ingles como lingua de intereaccao, bem como um vasto programa que culmina na Cidade de Miami, isso, no dia 30 de Janeiro. Amanha o grupo parte para o estado de Oregon, onde se preve uma serie de contactos e troca de experiencias com instituicoes e entidades da sociedade civil americana. As organizacoes que participam deste programa foram seleccionadas pela embaixada americana dos respectivos paises de Origem. Do medio oriente, destacam-se a Palestina e o Iraque. Da Africa vieram Angola, Egipto, Kenia, Nigeria e Zimbabwe. Angola e’ o unico pais de expressao portuguesa a participar do programa “ONG’s e Activismo Civico”, atraves da AJS-Associacao Juvenil para a Solidariedade.

A experincia esta' a ser enriquecedora. Um dos aspectos que chamam a atencao dos turistas e' a existencia de uma vigilia permanente junto ao cerco da Casa BRanca, residencia oficial do Presidente Barack Obama. Constatamos pelo menos tres cidadaos, dois homens e uma mulher, com idades apriximadamente acima de 40 anos. O que fazem? Cantam e rezam o dia todo para que os homens no poder entendam que a guerra nao e' solucao, nem em Ame'rica nem no Iraque. Vai aqui o inevitavel elogio as autoridades, que respeitam o direito a manifestacao nao violenta. Nisso, podemos dizer que ha' maturidade politica e cidada.

De Washinton DC, ate' ao pro'ximo post, as nossas saudacoes
Gociante Patissa
PS: Queiram aceitar nossas desculpas pelas falhas de acentuacao no texto... e' nisso que da, quando o computadort nao e' nosso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Crónica: Voando com o amigo Comandante

Comandante contemplava a partir do cais, com os profundos olhos de sua alma, o navio gigante que descrevia a última curva do seu destino, a baía da restinga, o porto do Lobito. Vinha dos lados de lá, onde, exactamente, não interessava saber na altura, talvez também não agora. O certo é que o homem estava quieto, estático mesmo, de pé, só olhando.
Are you sleeping, Commander? – perguntei-lhe, gesto do qual hoje me arrrependo, abortando o tão sublime momento.

No, I am watching New York… – respondia-me, com um inglês entoado a 2Pac, não obstante a correcção gramatical.

Envolto num silêncio artisticamente engrossado pelo bater das ondas na estrutura de betão, Comandante viajava na força da abestenção, longe dos eléctrodos, distante das controvérsias de uma vida para lá do portão.

O que representaria New York na cena que contemplava? Seria o movimento das águas, que se rasgavam com o aproximar do navio? Seria da maresia, ou estava na sensação de voar, não obstante os pés estarem assentes num solo esquentado pelo sol do meio-dia? Bom,  devia ser muito atrevido o Comandante, atrás da sua postura sempre cordial e conciliadora… devia ser isso mesmo. É que estávamos em 1999, altura em que o conflito armado enchia de telas vermelhas esta terra, e de ácido nos olhares dos que a amam. O sonho da maioria era emigrar para Portugal, portanto dá para imaginar o atrevimento do outro em chamar para perto de si a longínqua América, como se já não bastasse a teimosia de se aplicar na aprenzagem do Inglês, comendo músicas e gramáticas vadias…

A New York imaginária de um “Commander”, cuja irreverência começava mesmo pela alcunha e respectiva tradução para o inglês, não passava de inconformismo hormonal da juventude. Apesar de se destacar pela altura e tom de maturidade com que se expressava, Comandante não passava de jovem angolano, com as utopias da nossa geração naquela época.

Obrigado, Comandante, por me teres levado contigo à New York dos teus sonhos, que só conhecias por essa via mesmo, já lá vão 11 anos. Pena é que não te possa levar desta vez para retribuir.

Um abraço de saudades dos velhos tempos no estaleiro do chefe Jean Louis Debout!

Gociante Patissa
Praia Morena, Benguela, 06 de Janeiro de 2009

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Crónica: CAN de futebol? Já?!

Numa visita, na manhã de hoje, ao balcão do banco BAI, verificamos duas filas compostas por aproximadamente 20 pessoas cada, somente do sexo masculino. Entre a impaciência e o atender de um ou outro telefonema, era visivel o entusiasmo pela obtenção do bilhete do CAN, mais especificamente das partidas a serem acolhidas pelo estádio nacional da Ombaka.

Rondando pelos principais restaurantes, era visível a presença de "caras estranhas à cidade", desde o turista nacional ao das mais diversas nacionalidades. Com toda a margem de erro que incorremos com tal associação, teimamos em atribuir tal fenómeno à vespera da Taça Africana das Nações, Orange Angola 2010.

Ao contrário de edições que já lá vão, é visivel o cepticismo quanto a resultados de relevo da parte da selecção angolana de futebol, os nossos Palancas Negras, soando nalguns casos como uma espécie de perdão antecipado para eventual safra magra dos comandados por Manuel José. De qualquer modo, julgamos, se os angolanos se destacarem por um milagre, não serão provavelmente os primeiros na história do futebol, ou não seria curriqueira a máxima de que o desporto é uma caixinha de surpresas.

Seja qual for o resultado que se obtiver nas quadras de jogo, os ganhos de Angola (como um todo) começam mesmo pela iniciativa de organizar o CAN, entre várias outras coisas. Dialéctica como é a vida, não faltam vozes críticas, algumas das quais defendendo que dava um grande jeito no reforço de infraestruturas do sector da edução o equivalente ao montante investido na construção dos quatro estádios. 

Por alguma ironia que escapa à compreensão (ou se calhar até não), justamente quando o país estiver a fervilhar, à velocidade do desenrolar do CAN, estarei a congelar, inalando bafos de um inverno, algures por este mundo. Quisera eu carregar o calor desta minha África, tanto nas palavras como nos poros.

Um abraço daqui perto!
Gociante Patissa, Benguela, 5 de Janeiro 2009

Semelhanças...


Fronteiras (Comuna do Monte-Belo, 2009)


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Gritos e corridas no bairro do Quioxe, mas de alegria... kandandus pelo novo ano revitalizam vizinhança


Faltavam alguns minutinhos ainda, a fazer fé em alguns relógios descompassados, quando uma corrente de gritos e correrias emergiu. Estamos no bairro do Quioxe, em Benguela, que tem um triste passivo de rivalidades juvenis e brigas selváticas. Seguidamente, rasga-se num céu relativamente distante, mas alcançavel, o espectáculo de pirotecnia. As músicas de quintal, como previsível no meio suburbano, subiam de tom, roubando o sono a uns, mas desconseguindo outros.

Pronto, que gritassem o mais alto que quisessem, desta vez, era de alegria. 2010 chegou e oxalá encha a vida de cada morador de surpresas agradáveis.

o Blog Angodebates endereça aos seus visitantes, leitores, parceiros e amigos, os votos de boas vindas ao novo ano.

Viva a paz!
Gociante Patissa