terça-feira, 14 de novembro de 2017

Divagações | Pelas mãos do Quito, uma homenagem da ALCA

Na homenagem que lhe foi prestada pela ALCA (Associação Literária e Cultural de Angola), liderada pelo amigo Efraim Chinguto, a qual o cooptou sem direito à opinião contrária para membro honorário (não sabendo para já o que isso significa em termos mais concretos), Sua excelência eu se deu encontro com a excelência dele o Quito, se quiserem Henrique da Silva Pascoal, na sexta-feira passada. Foi das mãos dele que recebi a "comenda de membro honorário", em representação de um colega nosso nessas coisas de excelencismos - no caso o Administrador Municipal do Lobito (ele que não nos oiça, que de problemas já não tenho poucos hahah). 

O reencontro, mais um por sinal, diferencia-se dos demais pela aura solene e formal (por isso mesmo esquisita) da coisa. Desta vez sua excelência eu não esteve diante do "miúdo dele" o Quito (porque irmão mais novo do Nirvana, o Betinho, também ele meu puto, já que para todos os efeitos também nasceu depois de mim - eles que provem o contrário se podem - não obstante terem-se adiantado em outros compromissos sociais e coisa e tal, né?). 

Hoje economista, docente universitário e quadro sénior da edilidade do Lobito, conheci o rapaz por volta de 1998, na sequência da hospitalidade do seu kota Alberto (o soldador Betinho Nirvana, da cultura rock n' roll e meu colega na altura no estaleiro da Sonamet), o que me permitiu frequentar (muito bem acolhido) o lar da família da Silva Pascoal, erguido por dois professores. Foi também o ano em que fui morar no 28 (Zona Comercial) com a finalidade de fazer o curso de informática no período da noite, quando operar o computador era uma profissão, como aliás estampa o meu o meu passaporte. E vou seguindo com satisfação os passos e realizações de ambos, não obstante a distância que é o mais imediato sinal de maturidade no meio urbano. 

Quanto à homenagem propriamente dita, desta feita pelo acompanhamento e conselhos prestados na condição de escritor ao colectivo e outros fazedores de artes e letras por Benguela, é sempre com alguma ambivalência que vivo tais momentos, dada a aversão que nutro por gestos de auto-consumo. Ainda era só isso. Obrigado.
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