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segunda-feira, 3 de julho de 2017

EU NUNCA FAÇO PLAYBACK | Um dedo de prosa com Tomás Gomes, talento promissor do município da Catumbela

Prepara trabalho de defesa da sua licenciatura no curso de ciências da computação. É determinado e bom a comunicar. Ultimamente procura dar-se a conhecer ao público através dos seus dotes de compositor, vocalista e executante. É de Tomás Gomes que falamos, um jovem bastante versátil, residente na sede do município da Catumbela. A reportagem do Blog Angola, Debates & Ideias (Angodebates) www.angodebates.blogspot.com teve o privilégio de o ver cantar ao vivo num dos programas de fim-de-semana na Rádio Morena Comercial, na cidade de Benguela, e aproveitou o ensejo para travar uma agradável conversa.

Blog Angola, Debates & Ideias (Angodebates): É a primeira vez quem vem ao programa?

Tomás Gomes (TG): É, é primeira vez sim.

Angodebates: O que o motivou a vir cá participar?

TG: Exactamente a vontade de apresentar o material que nós fazemos, as músicas, cantar.

Angodebates: O que é que normalmente o Tomás Canta?

TG: Eu canto quase tudo. Praticamente tudo. Eu sou um artista que não gosta de ficar limitado. Faço pop, rock, jazz, blues, kizomba, semba. Na verdade, para mim, a uniformidade consiste mais no conteúdo cantado do que no estilo musical.

Angodebates: Há quanto tempo é que se dedica à arte de cantar?

TG: Já há nove anos, desde 2008.

Angodebates: E que palcos tem explorado por Benguela ou por outros pontos do país?

TG: Na verdade, eu não tenho sido até agora uma figura divulgada. Isto é uma coisa que estou a procurar fazer agora e essa é altura em que realmente eu estou à procura de sair a público, passar em grandes palcos. Então, no meu histórico existem algumas actividades, alguns palcos, mas não são os tão desejados até agora.
Angodebates: Dedica-se a tempo integral à música ou tem outra ocupação?

TG: Não, a tempo integral não, mas tenho esta perspectiva. Eu sou estudante, técnico superior formado em ciências da computação e presto serviços em projectos do género para certas instituições.

Angodebates: O que é que almeja conquistar com a música?

TG: A ideia é chegar longe. Eu acho que a música é muito forte, é um instrumento forte que permite expressar os nossos ideais ou as nossas ideias, não é? Eu pretendo cantar até sentir que me consegui expressar no todo.

Angodebates: É pelo acústico ou pelo electrónico? Ou seja, canta ao vivo ou em playback?

TG: Não, eu nunca faço playback. Canto sempre ao vivo. Com banda ou sozinho, com uma guitarra, e às vezes acompanhado com um instrumental. Mas a minha voz é sempre natural, sempre acústica.

Angodebates: Muita gente começa no espaço da igreja, outra no seio familiar. No seu caso, qual foi o alfobre? Onde começou?

TG: É igual. Eu cantei, tive uma carreira muito marcante na igreja como cantor, como compositor, artista de banda, instrutor. Realmente foi ali onde eu aprendi a trabalhar essa tal memória musical que tenho hoje.

Angodebates: Que avaliação faz ou qual é o seu parecer relativamente à tendência daquilo que se toca na rádio? Representa-nos como povo ou acha que há uma espécie de favoritismo para uns estilos e nomes do que para outros?

TG: Não. Eu acho que, pelo contrário, as rádios têem feito um esforço grande, não só quando tocam as músicas, mas também quando lançam apelos constantes à preservação daquilo que é nosso. Eu consigo sentir que existe característica nossa naquilo que se apresenta. E pronto, temos que entender também que o mercado musical é vasto, é universal, inclusive. É sempre necessário tocar alguma coisa de fora, mas ainda posso dizer que nós temos a nossa cultura bem preservada.

Angodebates: Obrigado.
Reportagem: Gociante Patissa | Benguela, 02 Julho 2017

1 comentário:

Celmira De Almeida disse...

Continue a trabalhar que chegarás onde tanto almejas... 😉