PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Interessante contraponto de uma escritora moçambicana

Entrevistador (TVM de Macau, programa A Páginas Tantas): “Recusa também, com insistência, o rótulo de romancista. Diz sobretudo que é uma boa ouvinte e que, a partir das histórias que ouve, torna-se uma longa contadora de histórias. Porquê a recusa deste estatuto de romancista quando tem uma obra traduzida pelo mundo todo?”

Paulina Chiziane (escritora moçambicana): “Eu acho que o mundo está habituado a pôr rótulos em todas as coisas. Nós queremos liberdade, mas as pessoas nos rotulam. E a partir do momento em que a pessoa é rotulada de alguma coisa, tem que pertencer a esse gueto. Romance é algo europeu, pelo menos veio com os europeus para o nosso país, faz parte da academia europeia. Eu sou africana, contacto com o romance, sim. Agora, se eu aceito ser romancista, eu tenho que cumprir com as normas do romance, e eu não quero. Eu quero escrever em liberdade aquilo que me dá na cabeça. Porque se eu me apresento ao mundo como romancista, as pessoas vão querer cobrar de mim aquilo que são as regras de um bom romance. Estou a fugir das regras, é só isso.”

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