PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Diário: VESTIR AS PALAVRAS DE ESCUSADO MEDO

No meio-termo está a virtude, diz a sabedoria popular. O que não deve ser tão saudável é repartir ainda mais a metade que cabe no campo do que se pode ou não dizer. Vêm estas palavras a propósito de um musculado texto à guisa de direito de resposta no Jornal Chela Press, visando crucificar o Nelson Sul D'Angola (correspondente em Benguela do Semanário Angolense), não tanto pelo conteúdo - num assunto ligado à pouca transparência na relação contratual, ou fim desta, entre o governo de Benguela e a GB Consultores. O pecado do Nelson foi ter frisado que o sócio-gerente da GB é luso-angolano. Outras vozes dentro da classe também "reprovaram" o Nelson (com cujo trabalho nem sempre estou de acordo, diga-se). Ora, porque é que se quer transformar em insulto em Angola dizer-se que se tem dupla nacionalidade, quando a outra é portuguesa? Carlos Alhinho, o histórico treinador dos palancas negras, era luso-caboverdiano, mas nunca choveu lâminas por se dizer isso. Estou ciente de que esse assunto é melindroso, e é o tal sentido de tabu que não entendo. Andamos a vestir as palavras de escusado medo. Se é português, é. Se tem ao mesmo tempo cidadania angolana, tudo bem... Mas que mal há em assumir tal condição?

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