PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Diário: MONOPÓLIO DA RAZÃO

Insurgiu-se contra a manhã. E teve razão, pois nada tinha que surgir nublada quando a pessoa disto não gostava. Retirou-se, calada, a culpada. E veio a tarde, também ela, aborrecer a pessoa, que se encontrava a meio caminho do trabalho. Quem julga a tarde que é para ousar abrir os poros das axilas da pessoa, que via deste modo nuvem húmida na domingueira camisa?! Como se não bastasse, e qual conspiração, vinha a noite de opaco véu, atrapalhando a sede de luz da pessoa. A briga é imediata. Mas tem razão a pessoa, pois assim nasceu e são para serem observados suas escolhas, gostos e birras, não importa como era a vida antes do Éden. Talvez porque mais idosos, intentam a manhã, a tarde, a noite, o calor e os ventos uma conciliação. Pobres criaturas cósmicas que não sabem que a pessoa não pode ser indagada, pela natural obrigação que tem o resto do universo de aceitar que assim nasceu. Isolada ou ovacionada, pouco importa. A pessoa, porque de si se basta, segue chocando contra paradigmas, quaisquer que sejam eles, chamando a si o monopólio da razão. Ter razão, tal como ser-se a vítima, é neste caso uma questão de perspectiva. 
Gociante Patissa

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