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sábado, 21 de setembro de 2013

Desta vez não tanto para turismo: Viagem à aldeia de "Chindumbo"

Uma viagem marcante, porque em companhia
para as últimas moradas do meu pai, do meu avô e
 chará mais a da tia em cujas costas me escudei
durante as fugas aos ataques de guerrilha ainda
em tenra idade.
A aldeia viveu um misto de tristeza e alegria. Tristeza, porque a morte esteve no centro; alegria, porque, finalmente, chegavam para repouso definitivo na aldeia que os criou e forjou as ossadas do cristão Manuel Patissa (1916-2008), do político e governante Victor Manuel Patissa (1946-2001), e da camponesa Adelina Mbali Manuel Patissa (1941-2007?), pai e filhos que vieram a falecer por doença na cidade do Lobito, que os adoptou no contexto de guerra que a história do país registou. Como bons Bantu, a família sente que a missão foi cumprida.

Foi na aldeia de Chindumbo que Victor Manuel Patissa viria a embarcar para o exercício da política-partidária (1973/4), de activista para representante do MPLA, tendo abandonado a aldeia em 1977 com o surgimento dos primeiros sinais de linchamento no quadro das rivalidades dos novos movimentos, indo viver para a comuna do Monte-Belo, onde nasci em Dezembro de 1978. Depois de rectificado (ou ractificado), em Dezembro de 1978, passando a militante de facto, outros desafios surgiram, como a governação da comuna da Chila, município do Bocoio, comuna da Equimina, município da Baía Farta, com a designação de comissário comunal, isso nas décadas de 1980-90. Mais tarde, foi nomeado para a comuna da Kalahanga, já com a designação de administrador comunal, no que foi, segundo relatos, o primeiro governante daquela localidade já na era de república em regime de democracia.


Manuel Patissa, ao centro, meu avô e xará, Adelina Mbali Manuel Patissa,esq,minha tia, e Victor Manuel Patissa, meu pai.

 Finalmente na tua aldeia, pai
 Túmulos de Manuel Patissa, Adelina Mbali, Victor Manuel Patissa e de uma prima do avô
Na localidade de Olondimba, a caminho da barragem de Lomaum, estão os túmulos de Patissa Mariano, meu bisavô, falecido no dia 16 de Janeiro de 1937, e o de sua esposa, Malinya, falecida a 22 de Dezembro de 1957.
Deu para visitar a aldeia de Kalombwe, onde foi recentemente inaugurada uma escola primária em memória de Belino Bastos, assassinado no quadro do conflito armado, um político e contemporâneo do meu pai.

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