PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Diário | Até que caia suculento abacaxi de um eucalipto

Desafios do livro em Angola: Preguiça de leitura, fraca acutilância das editoras ou deficiente produção literária? São questões postas com alguma recorrência. Ultimamente, entre acusações de preguiça e desfile de algum narcisismo (que é comum no sector artístico, alimentado quase sempre pelo conflito de gerações), parece-me a mim que o verdadeiro problema do livro em Angola (muito mais do que os fracos hábitos de leitura) é a DISTRIBUIÇÃO, quer por privados, quer pela UEA. Antigamente, no tempo do partido único, a tiragem andava acima de 5 mil exemplares, o que alguém chegou a considerar quantidade industrial. Hoje, com uma população acima de 24 milhões de habitantes, a tiragem ronda, quando muito, em mil e 500 exemplares, comercializados a partir de mil kwanzas, que por sua vez ficam encaixotados em Luanda. Se conseguíssemos pelo menos levar 50 exemplares de cada livro tirado às 18 províncias, teríamos pelo menos 900 exemplares a circular. O que vai acontecer neste lapso é o grupo português Leya dominar o mercado, obviamente com os autores que lhe convier. Se o livro produzido internamente não circula, esperar que seja conhecido é pedir suculento abacaxi a um eucalipto.
Gociante Patissa, Benguela 13.08.15

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