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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Diário | O GRANDE AUXÍLIO DO MUHONGO

Quem acompanhou esta manhã a intervenção do jovem Auxílio Muhongo no programa Roteiro da Manhã, da Rádio Benguela, estação em que é habitué para análises da vida política do país, ouviu um parecer técnico, equidistante, sóbrio e essencialmente patriótico. O assunto é sensível, pois prende-se com a presença em Angola da eurodeputada Ana Gomes e o inflamar dos discursos de parte a parte, como já se sabe, dado o contexto de cidadãos (revús, como são apodados) encarcerados, para quem a portuguesa é acusada de fazer ingerência/militância. Sem tomar partido, Muhongo, o também docente universitário, usou (quanto a mim muito bem) o paradigma da «tese-antítese-síntese», regados com lógica e coerência discursiva. Não se esperava outra coisa de um académico no papel de fazedor de opinião, aliás, em condições normais. Mas o elogio impõe-se, quanto mais não seja porque últimamente já não se sabe bem a diferença entre um académico (com pressuposto científico) e um activista/consultor (com militância), quando se trata de fazer análises do tipo. Esta é a minha opinião, pelo que vale o que vale. E daqui desta tribuna, fica o recado de quem por acaso teve o desprazer de viver a guerra desde a infância, às costas de uma mãe camponesa e com o pai sempre distante em missões pela pátria: A PAZ (DO DISCURSO AOS ACTOS) É QUE O (SIMPLES) POVO CHAMA!

Gociante Patissa, Benguela. 05.08.15

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