PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Monique Seka e nosso registo

Monique Seka, da República Democrática do Congo e radicada em França, é uma das mais consistentes estrelas da música africana. Com uma carreira que vem mais ou menos da década de 80, pratica zouk e alguns ritmos mais africanos. Pela positiva, apontemos o facto de ser referenciada mais pela sua competência e criatividade do que por problemas e escândalos, que são uma espécie de prato preferido em nomes como Papa Wemba, Kofi, e por aí, seus colegas e conterrâneos. Do ponto de vista da imagem em palco na sua passagem mais recente por Benguela, Monique Seka encantou com o seu já conhecido repertório, não deixando de apresentar temas novos. O vestido é também merecedor de um elogio nosso, com conceito africano e sóbrio. Em noite de inspiração, Seka puxou da sua desenvoltura vocal, acompanhada por uma banda juvenil local, à qual fez o merecido elogio. Duas notas negativas dignas de se lhe assinalar: a primeira teve que ver com o facto de insistir no monólogo com a audiência, maioritariamente formada por jovens, esquecendo-se da barreira da língua, pois entre nós os falantes de francês contam-se aos dedos. (É que de um modo geral, os cantores parece que se esquecem que não é para os ver dar comícios ou forçar humor que pagamos as entradas.) A segunda nota negativa vai para a imagem, com uma maquilhagem a roçar o exagero, sem falar já da pele clareada por força de químicos, tendência que entre os nossos vizinhos da RDC já parece cultura, e dá uma tareia aos fotógrafos na hora de regular a máquina e fazer a fotometria. A nota final é positiva. Venha mais Monique Seka!

Sem comentários: