PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Diário | Não é por mal, é que já não há em casa

Em função de alguns pedidos que me chegam via mensagem, que sendo poucos entretanto representam muito em termos de consideração (e custos), gostaria de apresentar a minha justificação pública.
Muito me agrada a manifestação da vontade de ler os meus livros e daria tudo para disponibilizar exemplares gratuitos a todos os amigos interessados, mas infelizmente os livros pertencem à editora, cabendo ao escritor apenas 10% das vendas, o que na prática nunca acontece, pois os níveis de venda não são fabulosos. Eu fui aconselhado e muito bem a não gastar um centavo sequer na produção dos livros - o único foi o de estreia, Consulado do Vazio em 2008. Pelo que deixo este encargo com a editora que se interesse em assumir a publicação do original que remeto para apreciação (mesmo que depois nada me chegue às mãos como retorno do cérebro queimado na imaginação. Ou o livro sai porque tem algum valor litero-estérico, ou sai porque consegui pagá-lo.). Imaginemos que em cada mil exemplares tirados, o autor tem só direito a 20, os quais são gastos no trabalho de divulgação em véspera de lançamento. Ao contrário do que acontece com os colegas da música, que por acaso vende muito bem e garante retorno, a margem do autor/escritor é muito pouca, já que se trata praticamente de fundo perdido. O que na verdade se passa é que eu particularmente contava com o stock do KERO, aonde ia comprar a quinhentos kwanzas o livro FÁTUSSENGÓLA, O HOMEM DO RÁDIO QUE ESPALHAVA DÚVIDAS para depois o ir oferecendo. Esses dias já esgotaram. E como nada há a esconder, vale lembrar que no caso especial deste livro, o dinheiro que gasto na compra dos livros que ofereço é retirado do valor recebido do governo no âmbito da Bolsa Ler Angola, conduzido pelo GRECIMA, que foi de 250 mil Kwanzas. Resumindo, caros amigos, não é por mal, é que não há mesmo livros em casa. Aqui ficam as desculpas por eventualmente fazer menos para que me leiam mais.

Gociante Patissa, Katombela, 01.09.15

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