PONTOS DE VENDA

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Em Benguela | Yuri da Cunha de volta como intérprete

Visivelmente com uma gigantesca máquina de publicidade e marketing no substrato, Yuri da Cunha pôs o quintal da Rádio Morena apinhado de gente, onde esteve a autografar o seu mais recente álbum intitulado "O Intérprete". Como se pode depreender do conceito, Yuri junta neste trabalho temas já conhecidos de outros autores, cantados por si, onde se inclui o sucesso «Kaquinhento», de Robertinho.

Fica-se com a impressão de o músico procurar, com este trabalho, ressurgir em grande depois daquela polémica do álbum "Yuri da Cunha Canta Artur Nunes", onde o jovem terá sido induzido em erro pela cedência irregular que lhe foi feita por uma irmã do já falecido Artur Nunes, quando afinal, em termos de direitos de herança, ela não podia chamar a si a exclusividade do património, havendo em vida a mãe e outro irmão de Nunes. É uma espécie de desmistificar a conotação negativa que da polêmica se atribuiu de maneira generalizada ao acto de gravar e vender disco com temas alheios, quando a questão de base devia cingir-se à legitimidade e legalidade da cedência.
 
Da nossa parte, que não ouvimos o disco "O Intérprete" na íntegra, a impressão é globalmente positiva, com os gostos a recaírem também para aquele tema cujo coro incorpora um trecho do tema conhecido inicialmente através do brasileiro Alexandre Pires. Yuri é de talento inquestionável, uma persistência assinalável, com apadrinhamento de dois astros do semba, Paulo Flores e Bonga.

Em termos de internacionalização, teve o ponto mais alto da carreira ao cantar ao lado do italiano Eros Ramazzotti durante uma temporada.

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