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terça-feira, 18 de junho de 2013

Opinião: A incongruência que espero ver resolvida na Associação dos Estudantes do ISCED/Benguela


Não sei se já são conhecidos os resultados das eleições dos novos corpos sociais na Associação dos Estudantes do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), da Universidade Katyavala Bwila, um processo com cobertura mediática superior às edições anteriores, o que se deve ao facto de concorrer para o cargo de presidente o jornalista da Angop José Honório, o meu amigo Pensólogo Kazevy, pela lista C.

Sei que o processo eleitoral não ficou isento de polémicas, incluindo a ameaça de desistência, por, segundo denúncia da lista C, a comissão eleitoral ter inscrito a lista E quando pouco menos de dois dias faltavam para o pleito.

Evitei pronunciar-me precisamente para não influenciar o que quer que seja. Enquanto ex-estudante do ISCED, primeiro no curso regular, e depois no pós-laboral, entendo que aquela Associação está muito longe de entender a razão de ser do associativismo ou do cooperativismo. Para lá de permitir a auto-promoção dos seus dirigentes e organizar o baptismo de caloiros, pouco se lhe pode apontar de vitórias, ou, quiçá, cumprimento de metade das promessas eleitorais.

Quantas assembleias-gerais aconteceram entre 2006 e 2013? Que mecanismo de concertação existe entre aqueles "dignos" representantes e os representados? Tem sido por acaso tida e achada a Associação quando o ISCED decide subir o valor da propina? Que posição tem quanto à realidade de professores que vendem notas?

Se por acaso eu não fosse estruturalmente céptico às boas intenções dos candidatos, em qualquer contexto que seja, ainda alimentaria esperanças. A mais profunda das esperanças seria ver uma Associação que estimula afiliação em consciência e não de forma compulsiva como ocorre. Quer dizer, é uma espécie de contrato de adesão. Para quem não domina o assunto, logo que se aprova no exame de admissão, o estudante caloiro é confrontado com ficha de inscrição e automática cobrança de quotas para o ano todo, bem como se deduz que parte das mais de seis fotografias do tipo passe será para a Associação. Alguém se lembra de ter recebido um cartão de identificação? 

Como não se é membro por vontade própria, nunca me senti representado, e receberia com agrado, se tiver de ser, os trocos que me vi forçado a pagar como quota.

Resumindo, a incongruência que espero ver resolvida na Associação dos Estudantes do ISCED tem que ver com o facto de a afiliação não ser voluntária.

Gociante Patissa, Lobito 18 de Junho 2013

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