sábado, 8 de abril de 2017

Citação

“A dada altura, eu fechei-me em copas. Desapareci. Prefiro ficar em casa com os meus filhos a me fazerem rir do que andar aí por esta Luanda. Porque há muita falsidade no ramo da música, e eu não aprendi a ser falso, não aprendi a dar a mão a quem não se sente bem com a minha presença, não aprendi isso.”
(Flay, músico angolano, via Kutonoka, TPA1, 08.04.2017)
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Anedota | As contas do Joãozinho

Professor: "Se eu te desse dois gatos, e outros dois gatos e outros dois, quantos tu terias?"
Joãozinho: "Sete."
Mestre: "Não! Escuta com atenção... Se eu te desse dois gatos, e outros dois gatos e outros dois, quantos tu terias?"
Joãozinho: "Sete."
Professor: "Deixa-me colocar a pergunta de maneira diferente: se eu te desse duas maçãs, e mais duas maçãs e outras duas, quantas tu terias?"
Joãozinho: "Seis".
Professor: "Muito bem. Agora, se eu te desse dois gatos, e outros dois gatos e outros dois, quantos tu terias?"
Joãozinho: "Sete!"
Professor: "Francamente, Joãozinho! Mas de que raio de lugar é que foste arranjar sete?!"
Joãozinho: "É que eu já tenho um gato, professor!"

Tradução e título pelo blog www.angodebates.blogspot.com (Do site laugh factory)
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Just a question | Os efeitos da pena de morte diferem de país para país?

Numa das habituais visitas ao site da DW (Voz da Alemanha), que tem um serviço em português que cobre o continente africano, de que gosto porque disponibiliza texto e áudio, topei com uma notícia do país irmão Moçambique, cuja oposição optou por boicotar a visita do presidente da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang. A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), maior partido na oposição em terras de Machel, justifica, na voz da sua chefe da Bancada, Ivone Soares, que "não se compactua” com países ou personalidades que vêm na pena de morte” ou no "golpe de Estado uma solução”. Por seu turno, o repúdio do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) veio do deputado José de Sousa, estranhando que se tenha convidado um "indivíduo que defende aquilo que a nossa Constituição" - disse - "não permite, por exemplo, a pena de morte”. Há naturalmente outros defeitos que se apontam a Obiang e seu regime, mas fazer este estardalhaço contra a pena de morte da Guiné-Equatorial, quando se é parceiro de relações formidáveis com os Estados Unidos de América (que não tem dado grandes sinais de abolir a mesma medida), dá assim uma ideia de contrassenso. Por acaso os deputados reagiriam da mesma forma se a visita fosse de um chefe de Estado americano? Fica a questão de retórica. Ainda era só isso. Obrigado.   www.angodebates.blogspot.com
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Proposta de debate

"Nossa ideia de intelectual está, desgraçadamente, presa à do acadêmico — quase sempre um sociólogo — que, figura carimbada dos programas jornalísticos, aparenta ter uma opinião formada sobre os mais variados assuntos. Contudo, nada pode estar mais distante da vida intelectual do que esse esse falso expert que tem soluções mágicas para todos os problemas. Um intelectual é alguém que, ao mesmo tempo, se interroga e interroga o seu tempo; questiona-se e questiona a sua cultura, os valores da sua época, as escolhas e o modo de viver dos seus contemporâneos; investiga o que o passado nos legou e realiza o diálogo crítico entre essa tradição e o presente. Ou seja, ele transcende a ordem imediata das coisas e busca a verdade que nasce desse diálogo com o conhecimento universal, com a inteligência. O comentarista da tevê ou do rádio é, quase sempre, o servidor de um partido ou de uma ideologia — ele se traveste de intelectual, mas, por ser quem é, só consegue repetir fórmulas prontas, tem o desempenho de um ilusionista das palavras. O verdadeiro intelectual está em busca de respostas que independem da ideologia dominante ou dos modismos acadêmicos. O que ele busca é um encontro pessoal com a verdade." 
(Rodrigo Gourgel, académico e escritor brasileiro. 03.04.17. Ler entrevista completa no portal FaustoMag)
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Divagações | O lado saudável da crise energética

Sua excelência eu tem dedicado as últimas semanas a um exercício de observação, principalmente​ naqueles dias em que a rotina profissional impede de fazer as refeições em casa. Resulta deste exercício (que não deixa de ser subjetivo, uma vez que sua excelência eu ainda não foi beneficiário do dom de falar pela boca e sensações de outrem)... que, na condição de piscívoro congénito, descobriu que o peixe nos restaurantes resgatou o sabor que é esperado de alimentos apanhados num mar cujas ondam se podem ouvir, tão perto que mora. A razão está na crise energética, que desencoraja investir grandes quantidades de pescado na congelação. Antigamente, dava até a impressão que os restaurantes todos da  cidade de Benguela, passe algum exagero, tinham a mesma fórmula de tempero: só sabia a sal. Há que aproveitar esta fase, o peixe chega no prato à mesa do cliente transpirando saúde. Ainda era só isso. Obrigado hahaha
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Citação

"Não! Por acaso! Sim senhora! Eu gosto muito das ideias, hã, que você publica! É assim mesmo! Tens que continuar mesmo assim, porque ajuda muito a cidadania social, mas... é assim... Sabes como é que é, né? Então, eh pá, pronto, né?, eu só que assim já, eh... como é que vou dizer?... portanto... ora... você até sabe que não é por mal nem receio nem nada disso, né?, sabes que até não sou disso, mas... é só que eu não coloco "gosto" ou "like" nas grandes ideias porque, estás a ver já, né?, pode ser que as publicações comprometam um gajo. Mas... não podes parar, estou contigo! Qualquer coisa, estamos aqui, ya?..."
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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Citação

"Você faz só como os outros, dum coro. Não vale a pena querer levar as coisas muito a sério. Vais complicar. Se mete só a ligar nas regras, para ver como vais acabar... Assim você nunca vais ser nada."
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Entrevista ao jornal Valor Económico | “HÁ QUE REACTIVAR A INDÚSTRIA DO PAPEL” - Gociante Patissa, escritor

LITERATURA. Gociante Patissa entende que se devia investir “numa crítica literária endógena”, mas nega que o futuro da literatura angolana passe pela diáspora. Em entrevista ao VALOR, o escritor reprova o “’status’ secundário” dado às línguas nacionais.


Nasceu, licenciou-se e trabalha em Benguela. O que falta para haver mais jovens a prosperarem nas suas províncias e não se afunilarem só em Luanda?
Luanda é o centro geográfico do poder e das oportunidades. Em algum momento na minha vida, pensei na possibilidade de deixar Benguela, enquanto melhores oportunidades de formação e progressão profissional surgissem. Não surgiram. Se calhar não era para ser.

Porque é que diz que, em Angola, as línguas nacionais têm ’status secundário’?
Houve uma certa distracção logo que se deu o corte com a dominação colonial. Sabe-se, por exemplo, que, nas comunidades dos trabalhadores dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), era expressamente proibido falar línguas indígenas. E não houve um trabalho posterior no sentido de libertar as mentes durante décadas formatadas. No interior, ainda nos anos 1980, era passível de castigo falar-se umbundu, com direito a uma espécie de caça e denúncia ao erro, para as merecidas reguadas do professor. Herdou-se a pedagogia da estigmatização. Ainda hoje, quando alguém fala mal o português, a reacção é rirem-se dele. A nível institucional, um exemplo é o do designado jornalismo em línguas nacionais, que, na verdade, nos serviços informativos, é apenas uma tradução a quente do texto em português. É frequente ver a preocupação em contratar-se um tradutor quando o país recebe entidades até de países de expressão espanhola. Quando se trata de autoridades tradicionais, vemo-las a esforçar-se num português que mal dominam, expondo-se ao ridículo da estigmatização social.

O que o Estado devia fazer para definir uma política em que as línguas nacionais tivessem melhor ‘status’?
A primeira é a harmonização da grafia das línguas de raiz bantu, acabando-se com isso da grafia católica ‘versus’ a convencional. Até lá, fica comprometida a produção de literatura nas línguas nacionais. A segunda é rever a toponímia e devolver o sentido proverbial dos nomes das localidades. O que existe é a perpetuação da corruptela deixada pelo regime colonial. Deve haver maior diálogo entre os ministérios da Administração do Território e o da Cultura.

Publica regularmente, mas há quem se queixe dos custos para impressão no país…
Não forço nada. O meu trabalho é pesquisar, escrever e caçar gralhas; agora, financiar, promover e distribuir é tarefa de outros agentes do sector livreiro.

Em 2012, foi distinguido com o Prémio Provincial de Benguela de Cultura e Artes. Que impacto teve na sua carreira?
Recebi quase 600 mil kwanzas do Estado, o que sempre cobre alguma despesa. Mas o impacto não é muito grande, desde logo porque os livros não circulam. Contudo, fica o valor simbólico.

Concorda que o futuro da literatura angolana passa pela diáspora?
Negativo. Uma coisa é ter acesso a uma rede de editoras acutilantes, bem relacionada com o ‘lobby’ na academia e na imprensa, outra coisa é julgar-se o mais representativo de uma realidade vivida à distância. O futuro da nossa literatura passa por investir numa crítica literária endógena, que não nos meça pela bitola do leitor europeu. Isso consegue-se com formação consistente, bolsas para os nossos estudantes e pensadores irem ao estrangeiro, depois regressar com uma bagagem técnica que saiba comer funji, lombi, mahini, kitaba, fumbwa. Há que reactivar a indústria do papel. Se temos uma população com uma herança assente na oralidade, então um livro caro não vai figurar entre as prioridades.

Possui um blogue com espaço para críticas a livros, mas alguns nunca foram sequer comentados. Isso ocorre porque se lê pouco em Angola?
Com o ‘boom’ das redes sociais, os blogues passaram a ser passivos quanto a serem comentados. Mas há que lembrar que a crítica literária angolana é ainda inexistente. Quem determina o que tem ou não qualidade são os portugueses, salvo algumas excepções. Os estudiosos de letras enveredam logo para a docência. Talvez haja pouco incentivo à investigação.

De 0 a 10, que nota daria à qualidade da literatura feita actualmente por angolanos?
Não me julgo com autoridade académica para uma tão generalista avaliação.

PERFIL
Daniel Gociante Patissa- nasceu no Bocoio, Benguela, há 38 anos. É licenciado em Linguística, especialidade de inglês, pela Universidade Katyavala Bwila. Além de já ter publicado mais de seis livros, tem participação em diversas antologias, sendo também membro da União dos Escritores Angolanos.
Nota do Blog Angodebates:
Saiu na edição de hoje (03.04) do jornal Valor Económico uma entrevista com sua excelência eu, feita via questionário que me foi endereçado pelo profissional Onélio Santiago. Imagino o trabalho que terá dado essa coisa dos arranjos para o todo caber no espaço concedido pelo jornal, mas no essencial tudo se mantém. Contudo, manda a honestidade intelectual dizer que embora a versão publicada omita, faço uma citação na resposta quanto ao status secundário das línguas. A parte final seria:

"Alguém certa vez reclamou o que lhe parecia injusto, pois é frequente ver a preocupação em contratar-se um tradutor quando o país recebe entidades até de países de expressão espanhola. Entretanto, quando se tratar de autoridades tradicionais, é vê-las esforçando-se num português que mal dominam, expondo-se ao ridículo da estigmatização social."
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Citação

«É assim que os mais esdrúxulos “relativismos” pululam por aí. Para escapar das dificuldades da praxis literária, pretende-se que a qualidade da narrativa, ou o desempenho no campo textual, deem lugar ao “vivencial”, ao “testemunho literal do eu”. Mas aí o que temos não é literatura, e sim relatos existenciais quase sempre simplistas e deliriosos» (António Risério. Jornal Folha, Brasil, 30.03.2017)
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domingo, 2 de abril de 2017

Divagações | Ainda o pregão do meu voto em leilão

Caros candidatos a governo ou regimes,
Sua excelência eu não pede muito, apenas a abertura de uma rádio FM que privilegie:
1- a promoção de uma pauta cultural (tal como já se conseguiu com a política, a música, as igrejas e o desporto),
2- a visibilidade e sistematização da recolha junto de fontes orais,
3- a investigação dos fenómenos linguísticos, considerando a diversidade etnolinguística e a riqueza que isso representa,
4- mais trabalho de campo do que o ar condicionado da cabine, quer dizer o tal dito jornalismo comunitário,
5- do ponto de vista jurisdicional, a garantia da aplicabilidade funcional da lei do mecenato para assim os empresários pagarem os salários dos profissionais e colaboradores (não havendo garantias da cobertura cabal desta rubrica por via da publicidade),

Assim será que sua excelência eu inflacionou muito o voto? O voto como é meu, e cada um manda no que é dele, ainda mba cumpra-se só. Gabinete de sua excelência eu, aos hoje. Ainda era só isso obrigado. 
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sábado, 1 de abril de 2017

Crónica | Bem é pouco

A minha rua sabe colorir-se a preceito dos modernos ventos à angolana, ou seja, é barulhenta. Não é bem minha e nem sei mesmo se é rua. Talvez tenha nome, já até ouvi falar de um, desses pomposos que ficam bem no documento. É uma rua de rostos socialmente bem colocados, entidades umas e outras. Pouco se ganha com isso, entretanto, na vertente cidadã do culto ao silêncio, tão imprescindível ao retempero de energias, à leitura e à paz dos níveis tensionais. Há sempre música alta, à noite, por vezes às altas horas. O Karaoke é sofrível, mas, mas, mas, e quem se manifesta contra? Deixa lá o outro fazer o negócio dele. Ninguém o diz como tal, é como se o dissessem. Se nem a polícia se importa com o caos nisso de poluição sonora, né?... E não é tudo. Se a cantina, uma e outra, para fidelizar etílicas gargantas assim o exigir, venham a nós os berrantes altifalantes. Cai Rap, palavrões na ementa, cu-duro, sobe o volume, sobe mais. Convivência é que é o quê?! Mas gosto mais dos ais e gooolos, e porras, assobios, cantares a benfica, a real, a barça, filha da puta, pá!, do árbitro. Marca, ó burro! A baliza mesmo é ali, e você faz esta porcaria?! E vai, segundo tempo, prolongamento, desconto. Até que, por fim, a êxtase morre e aterramos ao sem chão colectivo. Felizes da vida no caminho de volta à casa, a qual não cativa de quente e apagada, toca a acender as lanternas do telefone para ver onde pisar. Aqui chove mesmo depois de a chuva cessar. Houvesse semente de arroz... Ontem postes de iluminação pública, hoje múmia é favor. Lixo rente com saudades do contentor, leveda em águas vãs, o renovar do imundo e dos medicamentos em vias de faltar algures num banco de urgência. Mas a rua, se é que o é, no recato de muro a muro, do lacónico bom dia, por vezes vultos de cães de raça lavados e bronzeados ao portão, até já faz figas para que chegue a noite e se agigante num abstraído barulho. O de costume. Geradores veteranos. Goooolo! Viva CR7. Ronaldo, não! Viva o Messi. É bom que a equipa não perca, isto é alta competição. Até esse burro do defesa deviam lhe transferir só, mete muita água. Têm que saber que somos hipertensos, e a noite de derrota é perigosa. Tudo menos derrota. Temos que organizar passeata também, como os demais no centro da city. Por cá corre-nos a vida muito bem, obrigado. Correcção: bem é pouco. Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa, Benguela, 01.04.2017
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Citação

Está cada vez mais difícil ser angolano. Os fundamentalistas democráticos crescem a cada dia que passa. Esquecem-se de que numa luta há sempre dois lados. Falar bem suscita reacções negativas, criticar pior ainda. Tornou-se sinônimo de falar mal. A independência de cada um torna-se mais difícil que o pão nosso de cada dia. Infelizmente tudo é verdade, apesar de estarmos no dia das mentiras."
(Dani Costa, jornalista angolano, via Facebook)
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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