PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 11 de março de 2014

Quem os vai proteger dos excessos do cliente?


"Protector", "efectivo", "operativo", "maior", "segurança", "ango-segu", "guarda", a lista de títulos destes pára-militares do sector privado é interminável. São bastante populares. A sua tarefa é que não é, contudo, das mais bem definidas. Muitos deles ex-militares desmobilizados, outros tantos nem por isso. Saem de casa para o trabalho, que é suposto oferecer guarnição, geralmente a imóveis, sejam residências ou instituições. São pagos (geralmente muito abaixo do que mereceriam) para assegurar a integridade física do posto em que são colocados, não se isentando de ressarcir o que se der por desaparecido durante o turno. O que se assiste, porém, na maioria dos casos, com maior incidência para residências, é que são eles que cuidam de ligar o gerador quando a energia geral falha, retiram do carro a botija de gás, o saco de carvão, hortaliças e demais compras quando o patrão chega, abrem e fecham o portão 24 horas por dia. Afinal é para serem guardas ou empregados domésticos? Por um lado, os excessos do cliente que os vê como pau para toda e qualquer obra enquanto, por outro lado, enfrentam as parcas condições de trabalho, onde os turnos são prolongados por mais de um dia, de vez em quando, em função do défice de recursos humanos. Como diria o outro, o trabalho (quando não dignifica) também danifica o homem. Faria sentido pensar-se em algum tipo de sindicato ou associação sócio-profissional? Bom dia!

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