PONTOS DE VENDA

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

dos textos mais belos que já li do poeta agora conhecido como Mbangula Katúmua

UM POEMA NADA SABE

Não será num poema que direi
Se te amo ou simplesmente te quero
Se és real ou simplesmente algo que inventei
Para sustentar o sonho ou aliviar o desespero

Acredite pois, um poema seria impróprio
Talvez minimalista, lacónico e vulgar
Se te fiz real é porque mereces um império
Um mar aberto onde possas navegar

E não um pedaço de papel
Branco e ingénuo
Que nada sabe

O amor tem espaços contíguos
Como os mares o limpo sal
Depois que o sol os abre

Martinho Bangula, in «Poética», Vol. 1, pág. 385, Editorial Minerva, 2012. Lisboa.

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