PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sábado, 11 de janeiro de 2014

Jornalismo em línguas nacionais ou mera tradução da informação?

Uma das questões que inquietam quem acompanha os serviços de informação radiofónica reside na prática cada vez mais comum: os locutores de línguas nacionais (de matriz africana), a quem designamos de jornalistas, são em boa verdade meros tradutores da edição em português. O que é pior, a tradução/interpretação é feita a quente, de improviso, sem texto, com os tropeços e deturpação que se podem imaginar. Um exemplo é peixe seco ser traduzido como "ombisi yomukaku" (quando "mukaku" significa assado). Enfim, se jornalismo é recolha, tratamento e difusão de informação, os nossos locutores em Umbundu não passam de vítimas da subalternização, onde a língua oficial segue como factor de auto-negação identitária. Na realidade Umbundu que domino, caso das províncias de Benguela e Huambo, a Rádio Mais do planalto é a única que experimenta um serviço autónomo, onde os noticiários incluem registo sonoro dos interlocutores em Umbundu. Como até somos dados a imitações, não custava seguir-lhes o exemplo.

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