quinta-feira, 8 de novembro de 2007

De repente desafio o meu vício

Estou num cyber café
E é sempre a mesma irónica sensação:
(esconder-se e, ao mesmo tempo, estar tão exposto ao mundo)
tomando o café vicioso chamado Internet!
O tempo passa e parece que nada disso importa
À minha direita abre-se e se fecha constantemente a porta
As atendedoras olham para mim
Feito um “louco” com os olhos atrás dos óculos
“comendo” a tela, como se nada mais houvesse à volta
Isso lá pouco importa!

Uma rápida visita aos e-mails
Diz que nada de novo há para hoje
Somente uns kambas que encaminharam o habitual:
Aqueles e-mails que, ora nos levantam, ora nos deixam lá embaixo

É grande a ambivalência
Um lado pede para levantar-me
O outro diz que não, que ainda não se matou a saudade com os kambas
O lado da razão me lembra de mais um elemento: a distância
30 km de estrada entre Lobito e Benguela para uns costumam durar eternidade

Um tanto estranho pensar assim,
mas ter 100 kz no bolso não garante que o taxi chegue cedo
portanto, convém pôr-me andando
enquanto o sol ainda tem rosto
e guardar para o fim
a vontade de relaxar depois de mais um dia de salo
Afinal, amanhã é dia de folga
e o que não der hoje, há-de-se fazer amnhã.
De repente me lembrei que deve sobrar um espaço tempo
Para a família, antes que anoiteça

De repente, a pessoa pensa o quanto muitas vezes
Sacrificamos o direito da famìlia à nossa companhia
Divagando em conversa com kambas ou torturando algum teclado qualquer!!!

(Mas que "vício")
De repente desliguei, e sapei

Gociante Patissa 08-11-2007/ 17:38
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Denúncia: há cábula em todas as instituições de ensino

Você já fez cábula? É uma pergunta aparentemente simples, mas que deixa pouco à vontade muito boa gente, a depender da circunstância. Uma prática antiga e ainda polémica. A 47ª edição do programa radiofónico “Viver para Vencer”, oferta da AJS através da Rádio Morena, foi dedicada ao debate antecedido de uma reportagem sobre o fenómeno cábula. É simplesmente uma ajuda à memória ou algo que se deve combater?
Ouvimos Valdemar Manuel, estudante finalista do Instituto de Ciências Religiosas de Angola (Icra): “Já fiz cábula uma vez. Tinha dificuldades em História e decorar números. Na altura não sabia que era tão bom ter a capacidade de decorar números. Então as datas e séculos escrevia nas mãos”, confessou, para a seguir apontar a prováveis causas: “A preguiça mental, alguns porque são viciados, outros porque não se acreditam que são capazes de reter ou compreender o conteúdo que têm. Alguns alegam falta de tempo e por isso fazem cábula”. Preocupado com o futuro, Valdemar aconselha: “A cábula não leva a um conhecimento eterno, leva sim a um conhecimento imediato. Vocês têm que optar em estudar”, frisou.
Outra estudante, de 18 anos, finalista do Centro Pré-universitário (Puniv), que só sob anonimato aceitou falar à nossa reportagem, denuncia como o avanço da tecnologia é aproveitado para aperfeiçoar a cábula. “Agora, com a tecnologia, já dá para fazer cábula pelo telefone, pen-drives. Antes era com papelinhos, escrever nas carteiras, nas batas”.
Já o docente de Práticas de Metodologia de História no Imne do Lobito, Ismael Andrade, considera que a forma como se elabora a prova e a característica da sala podem estimular o aluno a fazer a cábula. “Temos que culpar alguns professores que na elaboração das suas provas convidam os alunos a, em vez de puxarem pela cabeça, tirarem o recurso ilegal que trazem para tirar notas positivas, e a disposição da própria sala de aula. Se o professor não verificar as carteiras, se a sala não permitir que os alunos se sentem mais confortavelmente também facilita a cábula. E, por último, a forma de elaborar a prova, usando perguntas directas do princípio ao fim, o aluno fica preguiçoso”. Desafiado a deixar recomendações, Ismael não hesitou: “Provas bem elaboradas, professores actuantes e com sanções adequadas, acredito que por essa via a prática da cábula vai diminuir gradualmente das nossas escolas”.
O painel de convidados no estúdio constituiu-se de agentes com experiência na docência, entre eles os representantes do Ministério da Juventude e Desportos e o da Escola do segundo nível Luís Gomes Sambo.
No entender de Manuel Kavambi, docente do ensino médio e estudante universitário, “a cábula é um fenómeno social que ameaça o futuro de qualquer sociedade e nunca foi ajuda à memória. Antes de mais, no momento em que um estudante estiver a usar a cábula, ao invés de ajudar a memória estará a dispensá-la”, asseverou, para adiante considerar com ironia que cabular é só “um simples exercício de caligrafia.”
O educador social Manuel Rita Gaspar vê na cábula um fenómeno social que atinge todos os níveis de ensino e lamentou ainda a falta de uniformidade nos critérios de sanção, já que, referiu, cada escola age à sua maneira. “Porque há até alunos apanhados a fazerem cábula e tiveram um tratamento, mas outros noutra escola o tratamento foi diferente; só foram retiradas as folhas de provas e receberam outras para continuaram a fazer. Acho que isto não é correcto!”, condenou, sugerindo ao Ministério da Educação a estipulação de medidas disciplinares. “Eu penso que, quando se trata de escola, independentemente da entidade que a promove, a política de estado é tutelada pelo Ministério da Educação. Quer seja a escola da igreja, ONG, colégio, é o Estado quem deve meter a mão e solicitar essas forças vivas e traçarem mecanismos para actuarem neste sentido”, asseverou.
Entretanto quanto a sanções disciplinares, defendeu o representante do Minjud, Ndituavava Gonçalves, “elas estão regulamentadas. A aplicação é que não tem sido aquela. Existem escolas mais flexíveis. A questão só está aí e não na falta de medidas”.
António José, docente da escola do segundo nível “Luís Gomes Sambo”, contou que naquela instituição as crianças também já dão sinais de prática de cábula, embora sejam fáceis de detectar dada a pouca experiência, mas no ensino de adultos, o problema é mais sério. Por exemplo, como se vendiam folhas de prova com certa antecedência, estudantes há que traziam-nas já preenchidas com o que presumiam vir à prova e outros escrevem a matéria nas carteiras.
É caso para pensar: qual é o resultado de um médico que se formou no ciclo vicioso da cábula? De resto, a preocupação contra as fraudes nas provas não é recente. Pelo menos até finais de década de 80 os enunciados, a chave bem como as folhas de prova do segundo nível em diante eram trazidos ao recinto escolar por oficiais da Segurança do Estado devidamente uniformizados e identificados, sendo óbvio o clima de medo quanto a eventuais consequências. Se foi o método mais eficaz ou não, isso não é para aqui chamado. Entretanto, o que importa é ver que, como qualquer problema, mais do que dar relevância ao tratamento das consequências, no caso a sanção, impõe-se a adopção de medidas que visem tratar o problema a partir da sua origem, sendo a cábula uma questão de atitude.
Víctor Barbosa, por exemplo, que durante mais de 30 anos foi director de um Puniv, em Luanda, é de opinião que “a cábula resolve-se com muitos outros aspectos, não apenas com punição quando ela acontece. Temos que criar um ambiente escolar, menos alunos por professor, espaços que permitam os alunos questionarem o que estão a aprender e sentirem que todos os momentos em que estão na sala de aulas são momentos para porem à prova aquilo que sabem e não apenas no momento da prova. Acabar com o excesso de peso que se dá à prova”, o que, em sua análise, “várias vezes traumatiza também os próprios alunos e é necessário criar um ambiente de maior diálogo; e a democratização da escola podem contribuir para o combate à cábula”, acentuou aquele pedagogo assumidamente seguidor de Paulo Freire.
(AV-O/ Palmas da Paz)
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Lucky Dube, gigante do reggae, assassinado na Africa do Sul

Fonte: BBC Brasil

Lucky Dube, o astro sul-africano do reggae, foi morto a tiros em Johannesburgo, na África do Sul.
Um porta-voz da polícia disse que o cantor, que tinha 43 anos, estava levando o filho de carro a uma localidade no subúrbio de Rosettenville quando foi atacado por bandidos armados que teriam tentado levar o seu carro.
Seu filho já tinha deixado o carro quando viu o ataque e avisou a polícia, segundo o porta-voz.
Um dos artistas mais populares do país, Lucky Dube fez várias turnês mundias, divulgando suas músicas pregando justiça social.
Ele esteve no Brasil em 1997, participando o Reggae Ruffles, e em 2004, quando foi o destaque do Expresso Brasil.
Nascido Ermelo Dube, segundo o site allmusic.com, o músico gravou seus primeiro álbuns cantando na língua zulu, no início dos anos 80. A partir de 84 ele passou a se dedicar exclusivamente ao reggae, inspirado na luta contra o apartheid.
Seu primeiro álbum do gênero, Rasta Never Die, foi proibido de ser executado nas rádios sul-africanas.
Seus álbuns Slave, Prisoner e Together As One, projetaram sua fama internacionalmente.
Lucky Dube lançou 21 álbuns, seu mais recente, Respect, em abril passado.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

DIRECTOR DO «SEMANÁRIO ANGOLENSE» CONDENADO A OITO MESES DE PRISÃO EFECTIVA

(03/10/2007)
O director do semanário Angolense, Graça Campos, foi condenado esta quarta-feira pelo Tribunal Provincial de Luanda, a oito meses de prisão efectiva, por crime de difamação e calúnia contra o antigo ministro da Justiça, Paulo Tchipilica. O actual Provedor de Justiça teria se sentido velipendiado na sua honra, na sequência de uma matéria publicada no «Semanário Angolense» sobre desconfiscos de bens imobiliários, tendo intentado uma acção judicial contra Graça Campos.
O jornal dizia que Paulo Tchiplica, enquanto ministro da Justiça, teria favorecido cidadãos portugueses no sentido de reaverem bens imobiliários que o Governo angolano havia confiscado no periódo pós-independência. A matéria em causa trazia como título, «Se este homem não for travado vai vender todo o país».
Tanto quanto se sabe, Graça Campo foi julgado à revelia, tendo comparecido ao Tribunal apenas hoje, dia da leitura da sentença. O seu advogado, Paulo Rangel, justifica que não houve uma comunicação eficiente entre o tribunal e o jornalista agora condenado, situação que impediu a recepção das convocatórias daquele órgão de justiça em tempo oportuno.
Paulo Rangel acrescentou que ainda tentou impor recurso com efeito suspensivo, mas o juíz da causa, Pedro Viana, rejeitou categoricamente o pedido. «O tribunal não o notificou convenientemente. Uma vez o notificou, mas ele não se encontrava no país, da outra vez foi notificado através de advogados indicados pela Ordem, que não lhe contactaram. Houve problemas de comunicação, mas ainda assim, o juiz avançou com o julgamento. E o que é caricato é o facto de ele ter sido condenado a uma pena de oito meses.
Quando nós nos apercebemos pedimos o adiamento da audiência ou a repetição do julgamento, o juiz não aceitou. Leu a sentença, fixou uma pena de oito meses e, sendo pena correccional, podia ter suspendido a execução da pena e aceitar a caução. Até porque no fim, eu como advogado, interpus recurso com efeito suspensivo e ele não aceitou e mandou o homem recolher à cadeia, o que é uma aberração de todo o tamanho. E quando eu o interpelei depois, disse que o julgamento correu à revia e a pena já constava na sentença».
Paulo Rangel anunciou que vai dar entrada amanhã, no Tribunal Supremo, de um recurso sobre admissão de recurso, ou seja como não foi admitido o recurso da defesa, esta fará uma reclamação pela forma como o juíz conduziu o processo.
«Também devo dizer que o ofendido é o doutor Paulo Tchipilica e que o próprio Tribunal não o tratava como um cidadão normal, mas como provedor, quando se sabe que ele não compareceu ao Tribunal nas vestes de provedor, nem de ex-ministro da justiça. Ele esteve lá como cidadão e não devia ser tratado de forma tão protocolar. Era senhor provedor para aqui, senhor provedor para ali. Portanto, Graça Campos partiu logo com estas de vantagens todas. Os advogados não sabiam de nada por falta de comunicação e eu próprio só fui lá para a leitura da sentença».
O director do «Semanário Angolense» foi encaminhado hoje mesmo para a cadeia central de Viana, onde se vai juntar a outros ilustres prisioneiros como o general Fernando Garcia Miala, ex-chefe dos serviços secretos angolanos e outros antigos responsáveis que foram recentemente condenados e encontram-se a cumprir pena no mesmo estabelecimento prisional.

Texto: http://www.multipress.info/ver.cfm?m_id=23638
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

“A senhora vai engravidar hoje mesmo”, garante pastor... Quando a fé caminha para publicidade enganosa

Uma senhora que, supostamente, anda aflita tanto quanto o marido, pelo facto de o casal não conseguir procriar, telefona para o programa da Igreja Universal do Reino de Deus, emitido pela Rádio privada em Benguela, na manhã de 27/09. O pastor, confundindo os seus limites e numa clara manifestação de ignorância, “atira à queima-roupa”: «A senhora vai engravidar hoje mesmo! Vou escrever seu nome no travesseiro sagrado».

Já não sendo a rádio a via mais aconselhável para consultas a esse nível, no seu característico sotaque brasileiro, o pastor nem sequer procurou saber de eventuais antecedentes de problemas de saúde, se a mulher está no período fértil e muito menos se o marido está presente. Será que a fé do pastor é determinante para o surgimento de uma gravidez na data em que ele, o pastor, pretende?

Pouco tempo depois, liga uma menina do Lobito cuja mãe andará com as pernas inflamadas há uma semana. Sem se dar conta, o megalómano das soluções instantâneas incentiva a violência: «Lançaram mau olhar sobre ela, alguém que quer tirar vida à sua mãe. A tendência é derrubar a sua mãe e atingir os filhos. Compareça na nossa Catedral da Fé, junto à identificação, no Lobito, a partir das 17 horas».

“Será que este pastor estudou?”, reage indignado um estudante do Instituto Industrial que vinha no Hiace do Lobito. “Tira esse boateiro!”, exigiam os demais passageiros, cujo pedido entretanto é chumbado por outros que, ou gostavam da mensagem, ou viam nela uma anedota “agradável” para começar o dia.
Gociante Patissa
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sábado, 22 de setembro de 2007

AUTOESTIMA OU ALIENAÇÃO DO POBRE ANGOLANO?

Voltei a vê-lo hoje na boleia (paragem de transportes públicos) e, quase quinze anos depois, era o mesmo invejável homem de personalidade rara, que me remeteu a uma urgente e profunda viagem mental aos seus tempos de glória. A forma como com a linguagem do corpo se punha em vantagem, numa situação até embaraçosa, fez-me lembrar o “optimismo” de meter medo, naquele filme americano sobre Edie, o pior realizador de sempre.
Quem me conhece sabe que sou sempre o mesmo, ora optimista e na maioria das vezes desesperado. Por acaso até, os últimos dias não me têm ajudado muito quando é para sustentar a auto estima, e você concordará comigo se lhe contar que é por carecer de dois elementos polémicos: mulher (mais do que sexo) e dinheiro (materialização de projectos, mais do que compra e venda, ou conta bancária encerrada); de resto, uma daquelas fases em que a pessoa só sai de casa por haver compromissos sociais inadiáveis, chegando mesmo a se esquecer de usar a calça mais limpa e coisas do género.
Conheci-o muito depois do nome na época das Lojas Francas, da Açucareira, da URSS, das motas MZ, óculos com jogo de luzes e vídeos Nokia. Só de pensar nele sinto-o tão perto, tão real, no seu habitual short (calções) jeans azul que usa propositadamente para exibir a marca e o feitio do calçado. Depois, já não é difícil ver o seu andar de extrema banga (vaidade), tanta assim que o calcanhar não toca o chão, para não falar do ritmo que se tornou regra – falo do balançar do seu “rabinho”, como se de uma moça à caça de homens se tratasse.Era o rei do “Domingo angolano”, as tardes de disbunda (farra) no centro turístico dos Bambus, onde os animais enjaulados assistiam a escassos passos, suportando o barulho do gira-discos e leitor de cassetes e/ou uns tantos chatos que depositariam alguns insultos, do tipo: esse macaco é feio, esse jacaré é aquilo, olha só… e tal. Como me lembro de nunca termos dinheiro para um simples rebuçado, nem já para o acesso ao quintal, tendo de pular o cerco ou passar debaixo do arame, ajudados pela pequenez, passando mais tempo a fugir do guarda do que a dançar ao lado dos kotas (adultos)?! Chamou para si a alcunha “Dá que dói”, uma corruptela intencionalmente sensual do nome de uma antiga figura militar angolana na luta pela independência. Às vezes me pergunto se ele conhece a etimologia do nome.
Famoso como ele e digno de dançar ao mesmo nível, só mesmo o “Gato”, feito de si célebre por dançar Vayola e possuir, dizia-se, cuecas com jogo de luzes!!!E hoje, estávamos no mesmo Hiace na boleia da unidade operativa na Caponte, Lobito, ali onde quase ninguém mais fala, senão os cobradores de Hiaces, cujo pregão se diferencia pelo destino entre a vila da Catumbela e a cidade de Benguela. Sempre a seu jeito, ele senta-se na baúca (a parte posterior do assento do motorista, tampa do motor) … a razão é que só tinha quarenta kwanzas, contra os cinquenta vigentes há bué (muito) d’anos. A barba rentinha já não consegue esconder a idade, o que confirma um olhar rápido à parte exposta entre os seus calções jeans e os tennis converse da mayuya (imitação do original e produto de baixa qualidade). Levava um disco pirateado de kizomba lusófono.
Ainda assim, estava aí, firme, sorridente, bangão, aparentemente feliz. Como será que consegue, com tanto desemprego, limitadas oportunidades de formação, corrupção em tudo quanto é canto… com tanta frustração social?“Dá que dói” é um daqueles compatriotas em cuja aparência buscamos alguma força para o equilíbrio, quando todo o optimismo e a autoestima parecem sucumbir; um daqueles que hoje lutam contra a ordem natural da vida, o legado de que tudo tem seu tempo, regra essa que ajuda a saber ser e estar de acordo com o contexto.
Mas será que tem noção disso? Será que o deixaram ascender à categoria tácita de cidadão observador atento, quando tudo indica que ele não sabe, no mínimo, assinar o próprio nome? É apenas uma questão de diferença de personalidade, ou “alienação” de mais um irmão angolano?
Gociante Patissa, quinta-feira, 24 de Agosto de 2006, 13:06
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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Galinha-do-mato e batuque foram ao palco

O Cine Imperium, situado na zona da Restinga, na cidade do Lobito, foi palco de duas peças teatrais, “Galinha-do-mato” e “O batuque”, exibidas nos dias 28 e 29/07 respectivamente pela Companhia Oásis. As peças da autoria do professor Africano Cangombe proporcionaram aos citadinos um fim-de-semana culturalmente rico. Casa cheia e calorosos aplausos serviram para manifestar a aproximação entre o público e a arte cénica.

A peça galinha-do-mato retrata a encarnação de um feiticeiro na pessoa do jovem Firmino, como maldição por cometer incesto com a galinha do primeiro. Já no batuque, a cena é em torno da turbulência social depois de um jovem da aldeia ter oferecido a um forasteiro o seu batuque, de si uma herança de grande valor tradicional.

Ouvido pelo Boletim “A Voz do Olho”, o actor e assistente de encenação, Adão de oliveira Rolf, revelou que a mensagem da peça galinha do mato “é de que não nos podemos apegar nas superstições”, enquanto que “ao falar do batuque estaríamos a falar da nossa identidade cultural angolana, que há bastante tempo está perdida”.

Rolf vê nos jovens a franja mais vulnerável. “A nossa juventude, hoje, se lhe falar por exemplo da cultura angolana, se lhe deres um conselho ‘você não se deve vestir assim, porque estas vestes não têm nada a ver connosco’ é capaz de dizer ‘épa, você está atrasado’. E não é por aí! – aconselha – Nós devemos preservar acima de tudo as nossas culturas, as nossas tradições”, rematou.

A satisfação era natural para o promotor do espectáculo e também responsável do Colectivo Tony Artes, António Pedro “Ratinho”. O objectivo do grupo “é fazer do Lobito palco nacional do teatro. E já estamos num bom caminho!”, desafiou.

(Fonte: Boletim "A Voz do lho, Edição Nº 6, Julho/2007)

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Língua suja mancha crescimento do teatro

Tem-se observado com inusitada frequência o uso de palavrões em doses exageradas por parte de diversos grupos teatrais que desfilam pelos principais palcos da província de Benguela. A situação não deve fugir muito daquilo que acontece nas restantes partes desta imensa Angola, na medida em que não é apenas prática de grupos emergentes. O flagrante mais recente deu-se com a exibição da peça “Galinha do mato” pela Companhia de teatro Oásis, ligada à Força Aérea Nacional e radicada na capital do país.

Não é preciso ser perito para perceber que no afã de arrancar gargalhadas da plateia, os actores parecem aproveitar-se da tendência do público vibrar mais quando propositadamente se erra na pronúncia das palavras, se usa palavrões ou se abusa no uso de gestos obscenos.

Cai-se então no imediatismo oportunista, comprometendo-se desta forma toda uma necessidade de inculcar em próximas gerações a cultura do teatro. E é aí onde seguramente se está a pecar. Que impressão é que queremos semear? De que o teatro feito em Angola é “palhaçada”, tal como o considerou em Portugal o actor Orlando Sérgio, o “Moisés”, do “Conversas no Quintal?”

Será que não se leva em conta que os apelos dos artistas por via da imprensa fazem alguns encarregados levar filhos a cultivarem o gosto por teatro? Colocou-se a questão no final da peça ao actor do Oásis e assistente de encenação, Adão de oliveira “Rolf”. O teatro é o contraste da vida e tal como ele é, – defendeu – nós nos preocupamos muito seriamente com as técnicas que ele exige; não estamos muito preocupados com os palavrões, porque, até certo ponto, esses palavrões fazem parte do dia a dia. E eles só surgem para enriquecer, até certo ponto, uma determinada cena”.

Não seria arte obviamente se ocultasse os disparates ditos no dia a dia. Mas usá-los para “enriquecer”!? E o nosso entrevistado contradiz-se, quando de seguida afirma que “os palavrões não fazem parte da cena”, mas que estes dependem da “liberdade artística” do actor, embalado na emoção do personagem. “Mas nós também estamos preocupados com isso. Por exemplo na peça de amanhã não poderá haver palavrões”, dizia.

Também questionado pelo AV-O enquanto promotor do espectáculo e falando como professor, António Pedro “Ratinho” advogou que o uso de palavrões não é bem próprio das artes cénicas, não sendo também algo de ruim. E argumenta: “Nós somos artistas e a nossa é uma arte viva. O teatro é uma ilusão de naturalidade, de acordo com a época e a personagem a representar. E uma vez que é o teatro como se fosse um flash do dia a dia, nem sempre estamos em condições de ocultar os factos.

Até se poderia levantar como argumento o facto de acontecer de noite, conquanto em condições normais já as crianças estariam a dormir. Mas seria ainda assim um falso argumento.

Afinal, o crescimento do teatro angolano é um processo que hoje lança as bases, com o crescente surgimento de grupos e palcos. Enquanto coisa “nova” é ainda maior a responsabilidade educativa do artista, na medida em que não há limites de idade para massa assistente. (Fonte: Boletim "A Voz do lho, Julho/2007)

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Pensar como zungueira

Manhã de sol envergonhado, na periferia. Poucos meses faltam para o fim d’ano, numa altura em que o inverno dá lugar ao verão. De todos os cantos cresce o frenesim por um dia longo pela frente, em matérias de ganha-pão. Três mulheres distanciam-se cada vez mais da sanzala numa direcção ainda difícil de adivinhar para o observador por quem passam. “Bom dia, mano!”, saúdam as três mulheres, como mandam os bons costumes.

Uma delas leva às costas um bebé, que, tal como o observador, ignora positivamente se o passo semi-apressado é para findar apenas na paragem de Hiaces e autocarros, a dezena de metros, ou se a meta provisória é a estação de Comboio, a um quilómetro. Seja como for, o que é certo mesmo é que o mediático "Afrobsaquete" passa bem a leste das suas preocupações.

Vão na casa dos 24 anos em média, isso dependendo do ângulo de observação. O timbre de voz denuncia uma juventude corrompida por uma velhice existencial, enquanto suas vestes denunciam a coabitação entre a idade cronológica e a responsabilidade social no contexto peri-urbano. Ou seja, muitas vezes, não se é adulto só pelo número de vezes que se “viveu” o natal, mas, isso sim, a partir de quando se deu à luz. Não importa se em casa dos pais ou em “beco” próprio.

“Zungueira ou lavador de carros, não é de se ter vergonha”, o pensamento da música conjunta dos grupos de RAP angolano SSP e Afroman, na música “O vencedor”, é posto à prova:

– Zungueira te sustenta, diz uma.

– Mulher Kunanga é prejudicial, denuncia a segunda.

– Ele é burro, não sabe que enquanto sai, a mulher dele entra com outro homem em casa! – condena a terceira, trazendo à luz o motivo da conversa.

Já agora com o fio da conversa em posse, o observador, que não passa de simples figurante nesta cena flagrante da vida real, segue discreto os passos das jovens senhoras, para perceber ainda melhor como pensam as zungueiras. A curiosidade reside não tanto em “quem é ele?”, mas principalmente no “que se vende?”. Não levavam à cabeça baldes brancos, logo não podiam ser vendedoras de yogurte caseiro. Zungueiras de quê, então?

– Eu saio de manhã p’ra fazer o meu dinheiro. No fim do mês ainda posso apresentar uma quantia boa na minha pasta – insiste ainda a primeira.

– Ele não sabe. Pensa que Zungueira é mulher qualquer – dizia s segunda.

– Uma mulher é aquela que não se deixa!

Lá vão os tempos em que o ganha-pão era responsabilidade só dos homens, quando ninguém engravidava antes de formar seu próprio lar. Mas como é que a coisa mudou, então? Uns acusam as mulheres de facilitar, entretanto outros vêm na extrema natalidade uma questão de “patriotismo”. Convém explicar: se o país tem mais mulheres do que homens, é, matematicamente, “ético” os “poucos” que sobram fazerem a vez dos outros tombados pela liberdade histórica.

E a sobrevivência passa a ser uma questão de equilíbrio de género, onde a mulher carrega tudo: carrega a criança às costas, carrega o sol na testa quando sai e regressa com ele “nos cornos” à noitinha, trazendo os mantimentos para o dia – porque para amanhã, vê-se amanhã! Carrega, quando muito, a ingratidão do marido, que já está com os copos. Depois carrega mais ainda…

Pois, carrega as lamentações das crianças, as quais deverá aturar até à hora da novela, depois da qual virá a ordem do companheiro que “já quer fazer”, sem se lembrar que a esposa não teve tempo sequer de tomar um banho e preparar a mente para mais um exercício sagrado, muito menos se está no período fértil ou não. “Em minha mulher mando eu”, pensará com machismo o ignorante.

Conhecem a cidade não pelos monumentos, mas em função dos clientes que se familiarizaram com os seus pregões. Levam os supermercados ao portão do habitante preguiçoso, conhecendo pela necessidade a cidade de lés-a-lés. São o rosto visível do fenómeno que lançou a mulher para as ruas nos centros urbanos, no seu dever de produzir para sustentar a sociedade - sociedade essa, que a condenará amanhã por não ter ido à escola e não participar na vida política.

Gociante Patissa, Agosto 2007

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sábado, 11 de agosto de 2007

Morreu o músico Viñi, Viñi

Aos 48 anos de idade, António Venâncio, ou "Viñi, Viñi" como era conhecido no pela sua arte de bem cantar, faleceu domingo, num dos hospitais da capital de Cuba, Havana, vítima de diabetes de que, segundo informaou a TPA, padecia desde 2005. Citando os familiares do malogrado, a rádio Lobito dá conta que o empresário Valentim Amões foi dos que mais estenderam a mão toda vez a saude de Viñi, Viñi o exigiu, sendo por conta daquele empresário do Huambo que se materializou a viagem em busca de saúde em Cuba, de onde não mais pôde voltar com vida.

Viñi, Viñi nasceu na província do Huambo, tendo-se notabilizado na arena musical ainda na década de oitenta com a sua participação em diversos concursos, entre os quais o da melhor canção política no tempo do monoipartidarismo. "A morte de um Herói", que dedicou ao guerrilheiro Apolinário, foi uma pérola do acervo musical do finado artista. Sua trajectória conta com três CD's publicados.

Viñi, Viñi foi um cantor "do povo", habituado a "acasalar" a harmonia melódica com uma letra sempre retratando o quotidiano da maioria dos angolanos. Na música "Trititi, não chores mais", por exemplo, retrata um pai que esgotado de recursos e palavras de consolo ante o seu filho que clamava por um pão a dada altura se ouve "Ukalile vali, ota, nadaka. Não chores mais, porque o papá não tem pão para te dar".

Qualquer isenção é falsa quando se está perante a morte de músicos e artistas tão comprometidos com a causa do povo, e, embora não siginifique muito, esse vosso escriba rende aqui parte da sua profunda dor. O país, a cultura e o Huambo perderam um
verdadeiro músico e Heroi.
Gociante Patissa

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terça-feira, 26 de junho de 2007

Uma mulher fala aos chefes da África



A carta de Elisa
(In: Boletim "A Voz do Olho", Projecto informativo, educativo e Cultural da AJS www.ajslobito.blogspot.com)

Elisa Kidané é uma mulher etiópica. O amor pelo seu continente levou-a a escrever esta carta aos chefes de África.
Caríssimos governantes dos 54 Estados de África e Chefes de Vários grupos de Oposição,
Queria nomear-vos um por um, mas devido à vossa instabilidade, poderia acontecer que, ao chegar esta minha carta, alguns de vocês se encontrassem já presos, destituídos, ou até mortos e… enterrados.
Limito-me, portanto, a generalizar, visto que a linguagem militar é o vosso forte.
Sou uma mulher africana. Não tenho habilitações literárias nem segurança económica. Sou uma mulher do povo. Chega. Escrevo-vos só porque amo a África.
Amo a África de hoje, aquela que vós sois chamados a guiar.
Amo esta África oprimida e martirizada.
Amo esta África nobre e orgulhosa.
Amo esta África à qual fecharam a boca para se não ouvir o seu grito de dor e assim, sem escrúpulo, explorar as suas riquezas naturais… ordenhá-la até à última gota como se fosse vaca, enquanto que desde sempre foi e será uma leoa, apesar de estar ferida de morte. Amo esta África, à qual se dão ordens de Moscovo, Washington, Roma… como se fosse incapaz de pensar por si própria, ao passo que a sua sabedoria é antiga e proverbial.
Amo esta África, à qual se arrancam as suas matérias-primas para depois descarregar-lhe em cima contentores de alimentos… como sinal de solidariedade.
Amo e choro por esta minha África. Por isso, vos escrevo.
Governantes, irmãos mais velhos, hoje cabe a vós a tarefa de romper com o jugo da miséria, da violência institucionalizada que esmaga milhões de africanos. Cabe a vós os promotores de uma economia e indústrias africanas. Sois vós que quereis apoiar e favorecer a expansão de uma cultura e identidade sempre mais sofisticada e descarada dum novo colonialismo.
Que tristeza quando vejo alguns de vós macaquear modelos de governo em contradição com a nossa personalidade e dignidade africanas!
Que tristeza quando vejo que esqueceis a regra da nossa convivência africana: o diálogo com o Ser Supremo, o diálogo com as pessoas, o diálogo com a natureza!
Ficará para sempre um sonho a figura do ancião do clã que reunia o povo debaixo da grande árvore e dava a palavra a todos e respeitava o pensamento de cada um? Agora a lei está do lado do mais forte. O pobre, o fraco, cai debaixo do peso da injustiça.
Governantes desta minha África, à qual estou orgulhosa de pertencer;
Não deixeis que o poder vos torne cegos até esmagar o elementar do direito do homem viver.
Não deixeis que se perca a voz dos melhores poetas e artistas que lutam pela valorização de uma cultura africana.
Divorciai-vos de toda a forma de sistema político que rasga o equilíbrio do nosso ser africano.
Devolvei àqueles que fazem planos de morte as suas armas pagas, aliás trocadas, pelos nossos géneros de primeira necessidade.
Devolvei tudo e dizei-lhes que tendes optado por um projecto tipicamente africano: Vida-paz.Em seguida, falai com o povo. Escutai-o e, juntos reconstruí uma sociedade com sistema económico e político que olhe para a formação e o respeito do homem, da mulher, do Jovem, da criança, na autonomia de cada nação.

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(*) Texto publicado em Abril de 1989, pela “Nova Vida” – Revista Mensal de Informação e Formação Cristã; Ano 29 – Nº 4 –, caixa postal 564, Nampula (Moçambique)
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sexta-feira, 23 de março de 2007

Sociedade debate sobre saúde sexual e reprodutiva para jovens e adolescentes

Na semana do dia de São Valentim
Sociedade debate sobre saúde sexual e reprodutiva para jovens e adolescentes

Não podia ser diferente para uma sociedade que tem os problemas que a nossa tem. É necessário que os comerciantes ponham à disposição dos apaixonados produtos que completem o lado material da necessidade de dar uma prenda a quem se ama, com todo o romancismo (nalguns casos até, fingimento e cinismo) que isso implica. O 14 de Fevereiro é um dia especial. Mas é também em dias especiais que, às vezes, se criam ambientes que fomentem erros, nalguns casos fatais, quando a emoção acaba por suplantar a razão.
Como prenda aos “aniversariantes”, o programa “Viver para Vencer” agendou para debate o tema “saúde sexual e reprodutiva de jovens e adolescentes”. Pretendia-se, em uma hora e meia, aproveitar a ânsia do dia dos namorados para acentuar o alerta da juventude para uma sexualidade responsável.
Presentes à sessão conjunta de reflexão social estiveram representados o Departamento de Saúde Reprodutiva, a Maternidade do Lobito, a Cruz Vermelha de Angola e ainda a AJS. Começando por analisar a forma como se valoriza excessivamente o lado material das prendas, a ponto de muitas vezes custar o corpo e a dignidade de muitos jovens, os presentes não deixaram de reconhecer que este é somente um dos vários problemas da nossa sociedade.
A participação de cidadãos ao telefone, numa média de oito, emprestou maior dinâmica e debate de ideias.
O desempenho da família, enquanto primeira instituição no processo de socialização, foi apontado como deficitário. “Não se fala da sexualidade no círculo familiar”, lembrou o representante da AJS, socorrendo-se dos resultados de um inquérito realizado em finais de 2005.
Mas o principal factor dos erros com a sexualidade, na visão da representante da Direcção provincial da saúde é ainda a falta de informação. “Muitos adolescentes sentem que já estão preparados para a vida, quando na realidade não é bem assim”.
A influência da globalização e a (ainda) fraca cultura de filtrar as influências do mundo ocidental, foram também denunciados.
Enquanto para uns as telenovelas são de negativa influência, pela forte capacidade de inculcar valores que muito pouco têm a ver com a vivência africana, outros contestavam. Defendiam ser obrigação da sociedade ajudar os seus filhos a saberem separar o bom e o mau, não sendo justo desta forma ignorar os aspectos positivos, entre os quais o desenvolvimento da cultura geral.
E com que idade é que os angolanos iniciam a actividade sexual? A essa questão os participantes ao debate denotaram alguma apreensão em responder, dada a sua sensibilidade. Entretanto, lamentou-se haver quem inicie aos dez anos. E as consequências são aquelas que só não vê quem não o pretenda.
Julieta Condumula, representante da Maternidade, mostrou-se preocupada pela considerável frequência daquela instituição de jovens e adolescentes gestantes ou mães prematuras.
Paulino Handa, jovem do Lobito, ouvinte assíduo do Programa “Viver para Vencer”, interveio ao telefone. Em seu entender uma das formas de ajudar a juventude passaria pela promoção de acções formativas informais, tais como debates e programas radiofónicos abordando temas tão importantes como este.
E várias outras sugestões foram registadas, no sentido de reagendar o tema. Assim será!
Refira-se que o aludido programa radiofónico é uma oferta conjunta do Projecto “Palmas da Paz-pacificação cidadania e prevenção de conflitos”, e do Projecto “Viver Contra a SIDA-3”.
Gociante Patissa (Boletim "A Voz do Olho-AV-O", propriedade da AJS - Associação Juvenil para a Solidariedade)
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Seminário sobre portadores de deficiências

Benguela, 2ª quinzena de Fevereiro - Organizações da sociedade civil angolana, que trabalham na Problemática da Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) beneficiaram da segunda etapa do seminário sobre elaboração e gestão de Projectos, com a duração de quatro dias.
A acção formativa, que contou com a realização da Handicap International (HI), numa facilitação da Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), faz parte do pacote de reforço de capacidades das Associações que constituem o núcleo dinamizador da Rede de apoio à PPD.
Segundo fontes do Boletim AV-O, é também intenção daquela HI continuar a financiar pequenos projectos de parceiros, ainda este ano. para além de ajudar na identificação de outros doadores para iniciativas maiores ainda este ano.

Gociante Patissa (Boletim "A Voz do Olho-AV-O", propriedade da AJS - Associação Juvenil para a Solidariedade)
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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