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domingo, 31 de agosto de 2014

Diário| Nota positiva ao kudurista Karliteira

Sou dos que se não revêm no formato do programa "Ouvi Dizer", da rádio Luanda e retransmitido pelo canal 2 da televisão estatal. Mas, como não uso o serviço de TV por parabólicas, só tenho os dois canais da TPA. E calhou hoje ver uma parte do programa conduzido por Patrícia Faria. Em agenda para "profanação" esteve a vida do kudurista Karliteira (nunca tinha ouvido falar dele nem do tema "botão" que o coloca no centro de mais uma polémica, uma vez existirem, conforme fiquei a saber, pessoas que atribuem autoria do "sucesso" ao filho de outro kudurista, no caso o Tony Amado. Nem vale a pena ir muito por ali, porquanto a autenticidade incerta dos temas e tons e o elemento polémica, muitas vezes até boçal, costumam ser a essência da visibilidade no estilo em causa). A nota positiva da prestação de Karliteira, quando comparada com a de outros que passaram por aquela tribuna do apedrejamento verbal pela exposição da vida privada do convidado via facebook e SMS, recai para a forma de se exprimir, o que revela alguma competência académica, bem como o ar cordato com que minimizou qualquer tentação de enxovalhar colegas, com elogios que sugeriam ter sido ele, que só agora conquista algum público, o factor decisivo para o êxito de nomes muito populares do ku-duro, como Madruga Yoyo, por exemplo. "Eu apresentava um programa lá no bairro, e o Madruga aparecia para cantar. Aquilo deu um boom grande, o público recebeu bem, não posso dizer que fui eu", teria dito. Karliteira, pelo menos nos últimos dez minutos que vi, não cedeu a tal tentação, cuidando de reconhecer o valor aos outros. Nem sei se quero ouvir a sua música, mas para já não custa dar-lhe a nota positiva pela maturidade e humanidade com que se saiu. Houvesse mais como ele, o ku-duro elevar-se-ia cada vez mais!

Gociante Patissa, Benguela, 31 Agosto 2014

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