Num espaço de 55 minutos conduzido pelo
radialista Zacarias Capoco, o representante da União Nacional dos Artistas e
Compositores (UNAC), Chico Sandro, o professor David Calivala e o escritor
Gociante Patissa abordaram a situação dos direitos do autor, tendo como pano de
fundo a entrada em vigor da Lei 15/14, de 31 de Julho, da Protecção dos
Direitos de Autor e Conexos nas áreas das Artes, Literatura, Ciência. A
mesa-redonda foi da iniciativa da Rádio Mais, na cidade do Lobito, no sábado,
dia 30.05.15
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
Crónica | Em que estou a pensar? No milagre das rosas...
Texto:
Arlindo Macedo (cedido pelo próprio)
Meu
amigo enviou um e-mail contando o milagre dele, mas não das rosas, sim do
carro. Vou repassar:
«Pela primeira vez na minha vida, por curiosidade, na semana passada fui a uma reunião da tão criticada Igreja Universal para ver como é que aquilo era.
O Pastor aproximou-se do lugar onde eu estava. Olhou-me fixamente e, apontando-me o dedo, disse “ajoelha-te, irmão!”. Ajoelhei-me, ele colocou então as mãos na minha cabeça e clamou em voz alta: “Você vai caminhar, irmão”. Eu respondi-lhe baixinho: “Mas não tenho nenhum problema de locomoção”. Ele nem ligou e continuou, agora gritando: “Irmão, você vai caminhar!!!”. Toda a Assembleia, com as mãos ao alto, começou a gritar e a chorar: “Ele vai caminhar! Ele vai caminhar!!!”
«Pela primeira vez na minha vida, por curiosidade, na semana passada fui a uma reunião da tão criticada Igreja Universal para ver como é que aquilo era.
O Pastor aproximou-se do lugar onde eu estava. Olhou-me fixamente e, apontando-me o dedo, disse “ajoelha-te, irmão!”. Ajoelhei-me, ele colocou então as mãos na minha cabeça e clamou em voz alta: “Você vai caminhar, irmão”. Eu respondi-lhe baixinho: “Mas não tenho nenhum problema de locomoção”. Ele nem ligou e continuou, agora gritando: “Irmão, você vai caminhar!!!”. Toda a Assembleia, com as mãos ao alto, começou a gritar e a chorar: “Ele vai caminhar! Ele vai caminhar!!!”
Mais uma vez, tentei explicar que não tinha nenhum problema com meus membros inferiores, mas foi em vão. Ele nem ouvia. Cada vez mais forte e com mais energia, ele repetiu: “Você vai caminhar!!!”, enquanto a Assembleia entrava em transe gritando ainda mais forte: “Irmão, você vai caminhar!!!”
Sem saber o que fazer deixei-me ficar quieto até ao fim da sessão. Quando o acto acabou, deixei a Assembleia e, acreditem ou não, o pastor tinha razão: Tinham-me fanado o carro!!!...»
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Citação (3)
"Casamento que vale mesmo é o primeiro. É
o casamento feliz. Alguém duvida disso? Uma pessoa que casa pela segunda vez,
assim, deve ter problemas. Vocês acham que a pessoa que vai no segundo
casamento deve ser boa pessoa?" (de uma conservadora dos Registos do
Lobito quando orientava acto de celebração de matrimónio civil. 28/05/15)
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Citação (2)
"Um solteiro quando viaja, até outros
governos o vêem como suspeito a partir do momento que lêem no seu documento o
estado civil de solteiro. O casado é que é 'senhor'"(de uma conservadora
dos Registos do Lobito quando orientava acto de celebração de matrimónio civil.
28/05/15)
Citação (1)
"Sua excelência o presidente da república, quando no seu discurso diz 'minhas senhoras e meus senhores', está a dirigir-se àqueles que perante o Estado estão casados. Porque o Estado não tem confiança nos solteiros" (de uma conservadora dos Registos do Lobito, quando orientava o acto de celebração de matrimônio civil. 28/05/15)
Crónica | Nós e a sobrevalorização do telefone
Falo poucas vezes ao telefone. Por mim, até falaria ainda
menos, mas, enfim, escapar é difícil numa sociedade "dependente"
(qual droga) do telefone.
Não é que tenha algo contra a comunicação, não, pois até
tenho um activo bicho da comunicabilidade. O que me incomoda é dar-se ao
telefone um estatuto passível de fazer tábua rasa a outras práticas e valores.
Por exemplo, o senso comum indica que as 24 horas do dia
estão mais ou menos repartidas em três blocos, sendo oito para dormir, oito
laborais e oito para desfrutar. Isso faz sentido, de tal modo que ninguém vai
bater à porta do outro às altas da noite para saber de questões laborais,
salvas as justificadas excepções. Era assim até surgir algo chamado telemóvel.
Já não há espaço temporal privado. E nisso, as operadoras
de telefonia móvel "ajudam" com as suas campanhas de chamadas
pretensamente grátis da meia-noite às cinco da manhã ou os planos mensais. E
quem é que ganha de verdade com isso? O especialista em otorrinolaringologia.
Há ainda aqueles casos de estarmos sempre alegadamente às
pressas (o que nem sempre é bem verdade). Aí, a pessoa saúda-te, diz que
precisa de falar contigo e que... vai ligar mais tarde. Podia muito bem falar
naquele instante mas, para não variar, deixa tudo para tratar ao telefone, mais
tarde, altura em que tu poderás estar a conduzir, a ler, a conversar ou
reunido. E se não puderes atender é uma zanga a caminho.
Para quem como eu trabalha em aviação, até de madrugada
ligará sempre alguém, como se levássemos o balcão de atendimento para casa.
Outra coisa que me incomoda é a tendência de anular o sentido da palavra, que
de tão nobre vinha sendo ao longo dos séculos um indicador de bom carácter e
educação de familiar.
No outro dia, no final de um pequeno curativo, pedi ao
enfermeiro que marcasse a hora para a sessão seguinte. E ele de facto marcou,
mas "olha, antes me liga para confirmar, o meu número está mesmo no cartaz
à porta". Mas, caramba, pensei cá comigo, se isto é uma instituição com a
natureza que tem, por que raio teria eu de telefonar para o enfermeiro, quando
já chegamos a acordo quanto ao horário? E a palavra, o sentido de compromisso
não servem? Ocorreu-me logo uma imagem institucional de desorganização.
O telefone, fixo ou móvel, é um importante meio de
comunicação, do mesmo modo que o são a carta em papel, o correio electrónico e
qualquer outra forma de interacção. Nem um pouco mais nem um pouco menos. Em
pequeno, passei muito tempo a desempenhar o papel de carteiro do meu pai, muito
dado a comunicar-se com familiares e inclusivamente com individualidades
ligadas ao seu trabalho. Não tivemos telefone em casa e nem por isso faltava
ele à comunicação.
Gociante Patissa, Benguela 28.05.15
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Anedota (que ao menos sirva para fomentar o auto-rigor)
18 professores da Universidade Agostinho Neto
foram ditos para sentar em um avião. Quando eles estavam todos sentados e o
avião estava para descolar, eles foram informados que o avião foi feito pelos
próprios estudantes. Todos correram
rapidamente para fora do avião deixando apenas um e único professor que
permaneceu sentado confiante. E quando lhe perguntaram porque que ele ainda
estava sentado ele disse: "se este avião foi feito pelos nossos próprios
alunos, acredita, nem se quer vai decolar."
Fonte: rede social, conforme partilhado em
comentário pelo cidadão Jair
Rangelterça-feira, 26 de maio de 2015
Crónica | Quando falta protecção ao protector
Ao
ouvir as palavras da directora da Rádio Mais na província do Huambo, que falava
à reportagem da TV Zimbo a propósito da invasão e consequente vandalização, em
plena luz do dia, dos meios de trabalho da Redacção da também conhecida
"Rádio da Nova Angola", ficou-me a ligeira impressão de que a causa
profunda teve a ver com a (in)definição das tarefas de um protector físico. A
senhora disse mais ou menos – e cito de memória – que o guarda estava a fazer
um outro trabalho na casa ao lado, momento aproveitado pelo invasor para levar
a cabo os seus intentos.
Ora,
o previsível seria ouvir que se devesse a uma eventual negligência do protector
físico do edifício, o famoso “abandono do posto”. Mas parece que não. Sendo
certo que para uma melhor leitura do quadro, só estando no terreno, é
inevitável entretanto inferir que neste “estar a fazer um trabalho ali ao
lado”, fica-se com a clara ideia de ter sido dada ao guarda uma tarefa muito
provavelmente secundária ao seu verdadeiro papel.
É
uma hipótese que sugere voltarmos à sociológica necessidade de repensar o país
em geral quanto ao estado do exercício da segurança privada patrimonial,
actividade que é tão-somente tida como complemento do policiamento na segurança
pública.
Foi
no ano passado, se estou bem recordado, que uma reportagem bem conseguida da
Rádio Benguela despertou a atenção da sociedade para as precárias condições dos
seguranças, que passam muitas horas em pé, alimentam-se em horários irregulares
e muitas vezes sem acesso a casas de banho para as suas necessidades
fisiológicas. "Protector", "efectivo",
"operativo", "maior", "segurança",
"ango-segu", "guarda", a lista de títulos destes
pára-militares do sector privado é interminável. A sua tarefa é que não é,
contudo, das mais bem definidas.
O
que se assiste na maioria dos casos, com maior incidência para
residências, é que são eles que cuidam de ligar o gerador quando a energia
geral falha, retiram do carro a botija de gás, o saco de carvão, hortaliças e
demais compras quando o patrão chega, abrem e fecham o portão 24 horas por dia.
Afinal é para serem guardas ou empregados domésticos? Por um lado, os excessos
do cliente, que os vê como “pau” para toda e qualquer obra enquanto, por outro
lado, enfrentam as parcas condições de trabalho, onde os turnos são prolongados
por mais de um dia, de vez em quando, em função do défice de recursos humanos.
Boa
parte deles ex-militares desmobilizados, outros nem tanto, deixam as suas casas
para o trabalho, que é suposto oferecer guarnição, geralmente a imóveis, sejam
residências ou instituições. São pagos (geralmente muito abaixo do que
mereceriam) para assegurar a integridade física do posto em que são colocados,
não se isentando de ressarcir o que se der por desaparecido durante o turno.
Não
seria já altura mais do que certa para se pensar em algum tipo de sindicato ou
associação socioprofissional? Bom dia!
Gociante
Patissa, Aeroporto Internacional da Katombela, 26.05.15
domingo, 24 de maio de 2015
Lançado em Lisboa pelo jornal PÚBLICO | LIVRO SOBRE OS 800 ANOS E O FUTURO DO PORTUGUÊS INCLUI SEIS AUTORES ANGOLANOS
Filipe Zau, Gociante Patissa, Kajim Ban-Gala, Luís Fernando,
Paulo de Carvalho e Salas Neto representam Angola numa colectânea de artigos,
entre ensaios, crónicas e até de opinião sobre o futuro da língua portuguesa,
dossier organizado pelo jornal português, PÚBLICO, por ocasião dos 800 anos da
língua europeia, assinalados em 27 de Junho de 2014. O livro intitula-se “800 anos, O Futuro da Língua Portuguesa” e foi
lançado no passado dia 6 de Maio na sede da CPLP, em Lisboa.
A inclusão dos autores angolanos no projecto impulsionado
pelo “Movimento 2014 – 800 anos da Língua Portuguesa” deu-se por intermédio de
um acordo entre o Semanário Angolense, dirigido por Salas Neto, que publicou
originalmente os textos de colunistas e colaboradores, e o periódico português,
PÚBLICO, que os veio a retomar.
Na sua página do Facebook, Salas Neto, que presenciou o
lançamento, indica que “representantes de todos os países lusófonos convidados
como jornalistas aos eventos comemorativos, num total de 15, assistiram a uma
«oração de sapiência» sobre como fazer um bom jornal, proferida por vários
membros da entidade anfitriã”. Realçou ainda que somente dois órgãos de
comunicação social angolanos participaram, sendo o segundo o Semanário Económico,
representado pelo director-adjunto, Mateus Cavambo.
Como é evidente, a iniciativa do PÚBLICO em oferecer aos
leitores do espaço de língua portuguesa esta plataforma de reflexões sobre o
futuro da língua, diversificando as perspectivas, representa um importante
desafio por uma humanidade mais inclusiva.
Gociante Patissa, Benguela 24.05.15
Diário | Uma causa sem ideologia?
Uma causa sem ideologia? Foi
a questão que me coloquei a mim mesmo logo que tive acesso às notícias que
davam conta de que o grupo armado "Estado Islâmico" assumia a autoria
do ataque à bomba, no passado dia 22/05, a uma mesquita xiita no leste da
Arábia Saudita, com o saldo de feridos e mortos que isso implica.
Sobre
o grupo fundamentalista e a sua extensa lista de acções antropófagas já
chegamos ao limite do surreal no que se podia assistir nesta era cibernética.
Na minha condição de observador leigo em matéria de ciências políticas, julgava
que o grupo sonhasse com a implantação de um estado islâmico na região. É o que
o nome do movimento dá a inferir. É
o que a destruição de patrimónios materiais e imateriais de outras culturas
transmite.
É claro que nenhuma retórica de ideais e humanismo faria sentido
quando a prática diária é brutal. E não sendo possível outro sentimento que não o repúdio diante de tanta barbárie, ficava a ingénua esperança de que lhes
restasse um mínimo sentido de reserva ideológica, algo que se lhes afigurasse
sagrado, digno de ser poupado. Ora, a existir, esta reserva seria a religião, o
islão e seus espaços sagrados, que por sinal são milenares e espalhados um
pouco pelo mundo.
Parece-me
a mim que esta explosão por um homem armadilhado dentro de uma mesquita, o
templo do islão, em pleno horário de adoração, tão depressa reivindicada como
victória (o que vincula o núcleo do EI), só vem reforçar a ideia de que o
"Estado Islâmico" é movido por uma causa cuja ideologia é a
demonstração de força bélica, nada mais. E uma causa sem ideologia é estéril.
Gociante
Patissa, Aeroporto Internacional da Katombela, 24.05.15
sábado, 23 de maio de 2015
Sobre teatro e cidadania | Festival São Filipe Benguela-2015 encerra amanhã
A associação provincial de teatro de Benguela
(Aproteb) leva a cabo desde quinta-feira última, 21/05, o "Festeatro São
Filipe Benguela-2015", que inscreve no seu programa de actividades a
exibição de peças teatrais nas cidades de Lobito, Catumbela e Benguela, bem
como a capacitação de actores, com o teatro ao serviço do exercício da
cidadania.
O evento fecha as portas no domingo, 24/05, no
Cine Monumental, estando em cartaz "A Victória", do grupo Bismas,
"Adeus à Hora da Largada", do grupo Horizonte D'Artes, e "Amor à
Primeira Voz", do grupo Protevida.
Falando em exclusivo ao Blog Angodebates
a propósito do tema do "Festeatro", o responsável da
Associação Provincial de Teatro de Benguela, Esteves Quina, qualificou de
"muito forte" a relação entre o teatro e a cidadania.
"Porque em todas as peças que escrevemos e
montamos, o objectivo é mesmo alertar os cidadãos sobre os fenómenos que estão
a acontecer. E sobretudo porque o nosso principal alvo é mesmo o cidadão, os
aspectos culturais que se vão perdendo", afiançou o também actor do
Colectivo de Artes Ombaka, para de seguida acrescentar: "O grupo do Bié,
por exemplo, trouxe o realce da essência do papel das autoridades
tradicionais".
Esteves Quina mostrou-se satisfeito pela adesão do
público, com uma média de 300 assistentes só nos dois primeiros dias. Revelou
ainda que as entradas deixaram de ser grátis nesta altura, passando para
"um preço simbólico de 500 kwanzas", de modo a colmatar pequenas
lacunas logísticas, "uma vez que vieram grupos convidados de Luanda
(Protevida) e Bié (Omãlã vetu veya)." Outros grupos intervenientes são:
Tweya, Tcha kwokwo, Monumental Teatro e Bem-Amados.
O "Festeatro São Filipe Benguela-2015" marca
também o fim do ciclo de um projecto da Aproteb que durante seis meses contou
com o financiamento da Adra, ONG angolana, através da linha da União Europeia
que visa o reforço de capacidades do sector não estatal.
Benguela, 23.05.15
Diário | Crónico viajante
Há uma parte de mim que eu muito invejo. Com o
onírico alimenta-se e só ele faz agenda. Esta parte muito em mim não se deixa
controlar, conformar, medir. Nem pára quieta. Quanto a isto, não há volta a
dar. Faz-se à estrada o tempo inteiro, constantes ciclos de renovação. Às vezes
me falta o tempo, e ela parte livre de minhas preocupações. Não lhe prende o
fraco orçamento, o dever laboral, a burocracia migratória. Há esta parte de mim
que muito invejo, talvez porque nem eu próprio controlo.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Oratura | Sumi ou "Sumé", um monte que tem tudo para ser enigmático
Sou dos que têm preferido uma postura contemplativa quanto aos acontecimentos de 17 de Abril no monte Sumi (ou será Sumé?), município da Kahala, província do Wambu, desde logo pela nebulosidade que paira sobre o que realmente se passou no confronto entre as forças da ordem e os fiéis da Igreja de Kalupeteka (também não uso a palavra seita, considerando haver tantas e várias denominações religiosas na mesma condição de aguardarem por um posicionamento do Ministério da Cultura, em causa a requisição de legalização). Dados oficiais quantificam nove agentes policiais assassinados e 13 civis da outra parte. Sou também dos que deploram a violência e seus efeitos colaterais, o que independe de quem a pratique, esperando que a justiça cumpra o seu papel . Posto isto, vou para o que nos traz hoje. O nome do monte que foi palco da tragédia vem surgindo na imprensa, à boa maneira angolana no que respeita à toponímia. Ora Sumi, ora Sumé. É a velha questão do desleixo de uma sociedade e a arbitrariedade oficial quando se trata de nomes e ou substantivos nas línguas africanas, onde o proverbial e a parábola são ignorados. Partindo de novo por um exercício de especulação, na hipótese de ser uma palavra na língua Umbundu, exclui-se a possibilidade de ser Sumé por dois motivos: (a) são raras, se é que existem, as palavras com terminações silábicas tónicas e (b) não se vislumbra para já uma imagem que se possa associar à palavra "sumé" como sendo o seu significado. Depois de ouvir várias fontes, algumas das quais com raízes naquela região, parece evidente que seria Sumi, o modo imperativo do verbo “okusuma” (adivinhar), pronunciado de maneira silabada [su-mi]. Aqui chegados, até parece que o nome do monte foi profecia concebida para os tempos de hoje, pois, meus amigos, não havendo relatos de testemunhas oculares sobre o que realmente se passou... “Sumi!”, quer dizer, adivinhem!
Gociante Patissa, Benguela 21.05.15.
Gociante Patissa, Benguela 21.05.15.












