domingo, 3 de agosto de 2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Citação

«Nós muitas vezes acusamos “o outro” de nos ter colonizado. Portanto, o nosso discurso quase sempre faz referência à colonização portuguesa, mas nós nos esquecemos do “colonialismo” de nós próprios. Hoje há mais repressão aos curandeiros do que no tempo dos portugueses. Hoje, há mais assimilação da cultura do “outro” do que no tempo de Portugal. A libertação nacional ou a libertação espiritual é um processo que deve continuar.» - Paulina Chiziane, escritora moçambicana ao programa A Páginas Tantas, canal TVM de Macau, disponível no Youtube
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Interessante contraponto de uma escritora moçambicana

Entrevistador (TVM de Macau, programa A Páginas Tantas): “Recusa também, com insistência, o rótulo de romancista. Diz sobretudo que é uma boa ouvinte e que, a partir das histórias que ouve, torna-se uma longa contadora de histórias. Porquê a recusa deste estatuto de romancista quando tem uma obra traduzida pelo mundo todo?”

Paulina Chiziane (escritora moçambicana): “Eu acho que o mundo está habituado a pôr rótulos em todas as coisas. Nós queremos liberdade, mas as pessoas nos rotulam. E a partir do momento em que a pessoa é rotulada de alguma coisa, tem que pertencer a esse gueto. Romance é algo europeu, pelo menos veio com os europeus para o nosso país, faz parte da academia europeia. Eu sou africana, contacto com o romance, sim. Agora, se eu aceito ser romancista, eu tenho que cumprir com as normas do romance, e eu não quero. Eu quero escrever em liberdade aquilo que me dá na cabeça. Porque se eu me apresento ao mundo como romancista, as pessoas vão querer cobrar de mim aquilo que são as regras de um bom romance. Estou a fugir das regras, é só isso.”
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Bom dia, capital

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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Porque existimos

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Homenagem: Artista plástico Délio Batista lembrado por Isidro Sanene, seu ex-aluno

Isidro Sanene (esq) e Délio Batista, arquivo GP
"Délio Baptista, ou mestre Délio como é chamado pelos do Núcleo de Jovens Pintores, inclusive para mim, foi um artista aberto e tinha um senso critico bem apurado em relação às artes plásticas. Como pessoa, conheci apenas a humanidade dele. Como pintor mostrou-me o significado da arte metafisica, o reconhecimento e a recolha de símbolos que enobrecem uma obra de arte, herdei dele a pesquisa e o dançar com as cores, aprendi que uma obra de arte tem o mesmo valor que uma vida. Uma vez, quando fui a casa dele pegar um cavalete emprestado, contou-me um mistério, e esse mistério consistia no que chamaria a psicanalítica quântica do verdadeiro artista plástico. Tenho frescas lembranças dele quando pinto, com ele aprendi que a arte não se resume apenas no belo senão em formas abstratas que pernoitam em nossas mentes. Foi um cientista silencioso! Não falo isso porque ele conscientemente não está entre nós, mas sim porque várias vezes o consultei e o apreciei. Aprendi com ele o que nenhuma universidade de artes visuais do mundo ensina, nem ele mesmo foi puramente autêntico no que me ensinou. queria tanto poder dizer a ele que me encontrei..."

Isidro Sanene, artista plástico angolano actualmente na diáspora, 29/07/2014
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Trecho


«Presenciava, inconformado, o funeral. A poucos passos do túmulo, um atraente vaso na cabeceira de uma campa de humilde aparência saltou-lhe à vista. Seria natural ou artificial? Agachou-se. Arrancou uma folhinha. O verde húmido entre o polegar e o indicador, ao esmagá-la, respondia: «natural, claro!». A planta, sem lhe dizer há quanto tempo não era irrigada, só mostrou que tem sobrevivido no meio de outras plásticas em vasos cheios de água. E a conversa com as flores não mais parou, o locutor Caçule ficou maluco.»
Gociante Patissa, in «A Última Ouvinte», pág. 25. União Dos Escritores Angolanos, Luanda, 2010
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terça-feira, 29 de julho de 2014

Diário: JULHO COM CARA DE BAÍA

Faltavam poucas pás para completar a saliência do túmulo. A família pede, se está cá um colega de serviço, que possa dizer algumas palavras. Surgiram olhares no vazio, uns à direita, outros à esquerda. Nada é mais esclarecedor do que o silêncio. O enterro se completa, a família é, afinal, o que resta quando o resto é tão abstracto como os próprios ideais. Na semana seguinte, porque muito bons camaradas, estão os camaradas a querer saber para quando o komba, para o qual havia fundo e disponibilidade humana. Não, nós não choramos e festejamos a morte ao mesmo tempo, não sabemos fazer isso. Hoje é terça-feira, Julho até já está a acabar, que se lixe a crónica.
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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