terça-feira, 31 de março de 2009

Ração-fria


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segunda-feira, 30 de março de 2009

Metamorfoses

sede
convíviodiabetes
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domingo, 29 de março de 2009

Leitor considera atendimento em Angola "mercenarismo profissionalizado"

Chegou-nos por e-mail o desabafo de um compatriota, que publicamos na íntegra sem lhe alterar uma vírgula sequer. A seu pedido omitimos a identidade. Certa (ou não) ou exagerada (ou não), é a legítima visão dele. Angodebates

O mercenarismo profissionalizado

Hoje em dia quase que as pessoas perderam a noção do que é trabalho. Vão ao local de trabalho sem aquele amor principalmente nas instituições públicas. Dificilmente encontramos funcionários que atendem bem as pessoas, quero com isto dizer que está sempre disposta a ralhar, sem o mínimo de respeito. Se os chefes sabem ou não este é o dilema que vivemos.

· Nas escolas quando remete o requerimento para pedir certificado, dizem logo passa daqui a oito dias; mas na realidade pode levar dois a três meses. Quem não trabalha é o Director ou o funcionário?
· Na identificação tratar bilhete; daqui a três meses mas na realidade pode levar dois a três anos.
· Nos hospitais a pessoa chega no banco de urgência mas a maneira do atendimento deixa a desejar. Porque o paciente fica ali a espera da intervenção dos enfermeiros que as vezes meteram-se em conversas banais.

Na maternidade a parturiente é abandonada na cama porque a(s) parteira(s) foi por a fofoca em dia ou escolher algumas roupas em detrimento da doente que precisa de cuidados. Se calhar algumas só morre por negligência das parteiras, já que ninguém vê o que acontece lá dentro excepto a parturiente e as funcionárias.

Como é que vai ser quando os antigos funcionários mais responsáveis forem a reforma? Haja vocação e não mercenarismo.
· Pessoas há que quando não têm emprego prometem fundos e mundos; depois de conseguir excede o limite de faltas puníveis pela Lei Geral de Trabalho. É com estes funcionários que queremos desenvolver Angola?

O exemplo dos candidatos a bolsa de estudo para o Brasil é uma vergonha. São preguiçosos mas querem ir além por fim setenta destes candidatos apresentaram certificados falsos; onde é que vamos parar, que quadros teremos futuramente? Será que é walende (bebida alcoólica) demais que os jovens ingerem ou os miolos é que não prestam?

Resumindo e concluindo as pessoas querem salário mas sem vontade de trabalhar. Que injustiça!?
Lamentações do citadino, 28-02-09
(foto tirada da net).
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sábado, 28 de março de 2009

Humor: Interpretações militares

Era dia do teste político-ideológico, a última etapa para se jurar a bandeira e atribuir patentes a um grupo de recrutas. Era impensável chumbar, mas o que todos almejavam mesmo era dar a resposta mais convincente e, consequentemente, ganhar o título de sargento mais honrado.

- A CINQUENTA METROS DE UM BATALHÃO INIMIGO, O QUE É QUE FARIAS? – perguntava o instrutor.

E a maioria respondia mais ou menos assim:
- Bem, chefe, considerando que as armas, mesmo a farda até, custam muito caro, e uma arma na mão do inimigo significa duas armas contra nós, e também por isso e por aquilo… eu fugiria, perdão, faria um recuo estratégico.

Ia quase no fim a longa fila de mancebos e, volvidas duas horas, ainda estava por surgir a “resposta de honra”. Passaram quase todos, quase disse, até chegar a vez do mancebo tido como o mais burro do pelotão.
- MANCEBO, JORGE!
- PRONTO, ILUSTRE INSTRUTOR!
- A CINQUENTA METROS DE UM BATALHÃO INIMIGO, O QUE É QUE FARIAS?
- OU MATO, OU MORRO, CHEFE!!!

Pronto!, estava encontrada a resposta da honra. Jorge recebeu a patente de oficial mais algumas regalias económicas. Intrigados pelo insólito, alguns colegas foram abordá-lo na caserna à noite:
- Mas tu és burro ou quê, ó Jorge, para dizeres que ou matas ou morres? Dar a vida, quando os outros se enriquecem com a guerra? – reprovou Esmeraldo.
- Ó Esmeraldo, eu queria dizer “OU FUJO PARA O MATO, OU FUJO PARA O MORRO!”. Só que tropa não fala muito. Agora, se vocês entenderam mal, a culpa não é minha. Pensam que sou burro, não??!!

(Adaptação de Gociante Patissa. Foi-lhe contada pelo amigo Higino há coisa de dez anos)
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sexta-feira, 27 de março de 2009

Futebol: Mabi de Almeida apela paciência com a selecção

O seleccionador nacional, Mabi de Almeida, apelou hoje aos adeptos angolanos e não só que tenham paciência com os Palancas Negras para que no futuro possam tirar "frutos" do trabalho que está a ser feito.
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Em declarações à Angop, no final do único treino realizado hoje em Algarve, o treinador reiterou o facto de o grupo estar numa fase de preparação, tendo em vista o Campeonato Africano das Nações (CAN2010), a ser disputado em Angola.
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"Têm de ter compreensão e sensibilidade com a selecção e vamos trabalhar para fazer o melhor possível", salientou.Depois do encontro frente a Cabo Verde, com quem perdeu por 0-1, a selecção nacional efectuou hoje, no campo adjacente ao hotel onde está hospedado, uma sessão de treino ligeira.O grupo foi dividido em dois, com os que jogaram quarta-feira a trabalharem aspectos físicos, ao passo que os restantes realizaram um jogo de aproximadamente uma hora e meia.
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A preparação prossegue na sexta-feira com uma sessão bi-diária. Edson Nobre e Dedé, ambos do Paços Ferreira de Portugal, seguiram hoje para Paços onde vão se juntar ao clube para o jogo da liga Intercalar. Os dois regressam apenas no sábado. Por outro lado, Job, Jamuana, Sérgio, Yamba Asha (Petro de Luanda), Love, Roger (1º de Agosto), Capoco (Recreativo do Libolo) viajaram esta manhã para Luanda.
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Fonte (Angop)
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Crónica: Sujeitos a TUDO

Estava deitado, como que a “comemorar” a chegada do serviço (um pouco mais cedo do que o habitual). E para aumentar ainda mais a preguiça, vinha aquela sensação de estar papado, que toma conta da gente depois de uma boa feijoada ao almoço…! Nada me tiraria da cama, e ponto final!

A porta já andava fechada para despistar a possibilidade de me darem cabo da tarde de relaxe. Estava em posse de um DVD (pirata, confesso, porque é impossível achar o original) sobre a história de Che Guevara. Com isso, uma ambivalência instalava-se: DVD ou seria melhor ver o jogo amistoso de futebol entre Angola Vs Cabo-Verde?

E antes mesmo que me decidisse pela prioridade, iniciou a vibrar na cama o telemóvel. Número desconhecido. “Caramba!, não o desliguei só porquê?! Agora, atendo ou não? Atendo só já, vamos fazer mais como?!”
- Tá sim, boa tarde.
- Sim, boa tarde. É o Patissa?
- Sim, quem fala?
- Aqui fala o vizinho do anexo do outro lado.

Era a ligação mais distante que podia esperar. Há quinze meses que cada um de nós ocupa um anexo de uma mesma senhoria, sem que tivéssemos tido a mínima oportunidade de conversar. Sei que é um moço magro e alto (não é difícil lembrar-se desse detalhe, que é cópia da minha estatura afinal). Bom, mas como lhe foi possível conhecer o meu nome, se a vizinha acha que me chamo Manuel? Por outra, de onde terá conseguido o meu número? Até agora não sei.

A chamada era para alertar que, na minha ausência, a senhoria costuma abrir a janela do anexo em que moro para mostrar o interior aos eventuais interessados (uma vez que já não renovo o contrato de arrendamento, que termina dentro de três meses).

Num misto de conselho e culpabilização, o “irmão” recomendou-me a trancar (mesmo!) a janela quando for a sair, a não ser que tenha autorizado a espreitarem o meu beco. Infelizmente, a fechadura da janela não está lá muito bem, só encosta “com segurança”, o que facilita tal gesto de "desespero" (é claro que não contei este detalhe).

A sorte é que já encontrei um outro anexo (ligeiramente maior até). Brevemente termina a reabilitação e mal posso esperar pela primeira noite! Melhor era voltar ao Lobito (mais perto de amigos e família), mas com a escola à noite e o trabalho, Benguela é a opção mais certa.

Com os preços do arrendamento a atingirem o cume do absurdo, não ficando para trás os terrenos, está instalada uma ravina na esperança dos jovens. Ou as políticas de habitação económica aumentam em número e em eficiência, ou continuaremos sujeitos a tudo.

Gociante Patissa, 25 Mar. 09
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domingo, 22 de março de 2009

SOS Kunene... Benguelenses recolhem donativos para apoiar vítimas das cheias

“SOS Kunene”, assim se chama a campanha de solidariedade para com as vítimas das cheias da província do Kunene. Depois de Lobito, ontem, 21/03, hoje foi a vez de Benguela. Até ao meio dia, altura em que abordamos os pivots da campanha, o jornalista Mário Zeferino e a bancária Paula Ferreira, o inventário era mais ou menos o seguinte:

- 200 sacos de fuba
- 10 toneladas de sal
- 5 toneladas de peixe (seco e fresco)
- Ainda a destacar produtos como óleo vegetal, arroz, sabão, leite, pilhas, roupas diversas, calçado, bacias, fósforos.

A iniciativa é de um grupo de Benguelenses que fizeram parte da antiga direcção da Associação Acácias Rubras, tendo merecido acolhimento da Rádio Morena. Visivelmente satisfeitos pela resposta positiva dos vários extractos sociais, incluindo um cidadão português que, ao que soubemos, pediu anonimato, os organizadores garantiram que a recolha de bens vai continuar.

A questão da transportação está já a ser viabilizada, havendo até ao momento a garantia do patrocínio de um camionista, cujo nome não foi revelado.

Quanto aos que se encontram na diáspora, «eles também podem contribuir. É só uma questão de se organizarem e ajudar, embora ninguém possa prever calamidades», sustentou Paula Ferreira.
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sábado, 21 de março de 2009

Lobito-Velho (um dos bairros fundadores da cidade)

Essa é a rua que comanda o comércio de mariscos. Já agora, só entre nós, você sabia que a lagosta e o caranguejo são fervidos com água salgada (do mar)?






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sexta-feira, 20 de março de 2009

Crónica: Há dez anos que nos atrevemos a pensar mais que a idade

Seriam de lembrar com nostalgia – se fosse possível lembrar algo que nunca foi esquecido – as palavras de um “kota”, quando iniciávamos, ingénuos mas determinados, a caminhada no sector da sociedade civil. Dizia-nos, então, o companheiro que “os projectos são o sangue da organização”. A pertinente metáfora dos passos, se entendermos que, face aos problemas comunitários, a inteligência e a capacidade de acção das “Organizações” devem ser sistematizadas.

Fundar uma Organização Não Governamental em Angola é fácil, bastando para isso guiar-se pela Lei das Associações 14/92. Agora, manter a tocha do crescimento no contexto de desenvolvimento, aí já a conversa é outra! Não sendo a maior nem a mais antiga das ONG’s, é no entanto justo que na Associação Juvenil para a Solidariedade aumente a alegria por se completar uma década de vida em Dezembro próximo. O que ela, a AJS, não pode é ser culpabilizada pela mania que um dos seus membros tem, a de cronicar.

Éramos jovens, como quaisquer outros, por isso mesmo com o livre arbítrio para nos posicionarmos (ou não) contra os problemas
– os nossos e os da nossa sociedade. Talvez fosse utopia demais, naquela altura, para se assumir o inconformismo perante o drama dos “marginalizados”. Corria o ano de 1999 e estavam à vista as crueldades sociais da guerra civil, com muitas famílias angolanas juntando poupanças para a passagem de avião rumo ao estrangeiro. A maioria esmagadora porém estava “condenada” a não sair. Enquanto isso, intrigava-nos qualquer inércia perante velhos abandonados, deslocados, crianças de rua, bem como homens, mulheres e crianças possuídos pelos vícios do álcool e drogas, etc.

Se, por um lado, a lei não permite que menos de sete pessoas criem uma associação, por outro, a própria história encarregou-se de neutralizar várias cooperativas cujos líderes ousaram ofuscar o espírito de grupo, chamando a si todo o protagonismo (como se fossem donos de empresa). Não sendo o nosso caso, modéstia à parte, estou à vontade em enunciar “recortes” da nossa fase embrionária sempre que forem necessários.

A ideia surge durante o habitual balanço que faço da minha vida quando chega a data do aniversário. Estava ameaçado o meu emprego de ajudante de soldador (na prática, era armazenista/tradutor/intérprete do Superintendente de Soldadura) no estaleiro da Sonamet-Lobito. Desobedecera a ordem de impedir que trabalhadores descontentes conversassem à sombra do meu armazém (eu ganhava apenas USD 120 por 10 horas diárias de trabalho, ou seja, o compatriota que cuidava do WC ganhava apenas USD 20 menos). Foi então que brotou a ideia de criar uma Associação, que juntasse voluntários pela causa da solidariedade.

Nos dias que se seguiram, fui ter com o Edmundo, amigo que conheci na Escola do 3º Nível dos Bambús, na Catumbela em 1995. Daí incluímos a Mirita, irmã dele, mais o Simão, um brincalhão por natureza que “aquece” qualquer iniciativa juvenil. O recrutamento cresceu até 15 membros fundadores. Mas para além da nossa sensibilidade, influenciada talvez pelo curso médio de ciências sociais no PUNIV, “nada” mais tínhamos. Faltavam-nos influência, métodos, fundos, conhecimentos – em suma, experiência. O pior é que já havíamos ido “longe demais” para pensar em recuar.

Tal o sentimos, por exemplo, no Cartório Notarial da Comarca do Lobito, onde reprovaram as nossas quatro páginas A4. «Isso aqui não é estatuto, ó jovens!», dizia funcionário. «Quer dizer, vocês se juntam, escrevem qualquer coisa e vêm para legalizar?!», posso me enganar na letra, mas era este o espírito do homem, que não imaginava o esforço em conceber o texto e, mais ainda, que aquelas páginas levaram a mãe do Edmundo a abdicar do almoço para a respectiva “computarização”. Houve ainda a promessa (seis meses à espera) de patrocínio do Director de uma empresa estatal que só chegou para encomendar o primeiro carimbo. «Estamos a fazer tudo para ter a nossa sede», prometíamos para tranquilizar os membros (quase todos mais velhos que nós, os da comissão instaladora), que transpiravam durante as reuniões no recinto da escola Rei Mandume sempre que o Director não quisesse deixar a chave de uma das salas. Quando concluímos o processo de legalização, escasseavam a logística do PAM, ditando o fim de muitas ONG’s.

As parcerias foram a luz guia. Pouco a pouco, as capacitações e intercâmbio foram enriquecendo as nossas capacidades e habilidades e aumentava a visibilidade. “Humildade, Justiça e Solidariedade” era a divisa, e aprendemos que os financiamentos/doações são bons, mas o melhor é não “parar de pensar” quando não existem. Lembro-me das caminhadas da praça da Kalumba até à Restinga (cerca de 7 km), cruzando a salina, para participar das reuniões da Rede Municipal da Criança de Rua do Lobito, com a Okutiuka à cabeça.

Um outro “formador” disse-nos certa vez que as instituições não existiam como tal, mas sim em função das pessoas que as representavam. E, já agora acrescentando, diria que são os representantes que por elas concebem as ideias, sentem a chatice directamente, assim como, merecidamente, sobre eles recaem os elogios por cada iniciativa pertinente ou posição corajosamente bem assumida (no caso, agradável ou não). Mobilizamos comunidades, convencemos doadores, mais jovens se juntam à causa. E mesmo que um dia nos falte tempo para continuar a servir, será com o sentido de ter feito história a nossa “aventura”.

Teria sido diferente a vida de jovens que (um dia) se envolve(ra)m de corpo e alma pela AJS? (A filosofia diz que tudo muda: ou para melhor, ou para pior). Provavelmente teríamos mais fins-de-semana livres, menos oportunidades de formação, menos compromisso com a sociedade. Bom, talvez não tivéssemos nunca de enfrentar olhares (invejosos?) de adultos “estáticos”, pouco acostumados a ombrear com jovens nas mais diversas frentes da cidadania. Ainda há gente que ensina e ao mesmo tempo se irrita se aprendemos.

Gociante Patissa, Benguela-19 de Março de 2009 (Coordenar do Programa de Direitos Humanos e responsável pela vertente de comunicação e TIC na AJS).
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quinta-feira, 19 de março de 2009

Hospital de Benguela, dicas e fotos (I)

Pediu-me por e-mail o amigo internauta, João Pronome, dicas e fotos do Hospital Central (passará a "Geral") de Benguela. «O certo é que eu sou enfermeiro e toda a informação que se relaciona com esse hospital para mim é gratificante. O Hospital estava localizado junto à praia e tinha como um dos Enfermeiros Supervisores o Enfº Neves e havia uma Madre chamada Irmã Raimundo. Fui colega da Enfermeira Manuela, cujo pai trabalhava na secretaria desse hospital», referiu.

Pois aqui vai: o hospital (está no mesmo sítio) encontra-se em obras há coisa de dois anos, entretanto tudo indica que terminem em breve. Amanhã devo andar por aqueles lados com a minha Canon e brevemente poderei mostrar fotos (do exterior do edifício por fora, claro). Os construtores são chineses. Para além da reabilitação, houve também ampliação. O mais mediático hoje é o centro oftalmológico, tido como o maior/melhor do país, que tem um grosso de médicos cubanos a fazerem operações cirúrgicas "maravilhosas" grátis. Provisoriamente, o hospital central de Benguela funciona defronte as instalações do Instituto Médio de Saúde (na rua da câmara mortuária). Ora bem, não me sendo possível legendar as fotos, solicito vosso sentido de “bófia” para distinguir os edifícios através da aparência. O novo é sempre mais luzente.

Não me crucifiquem pela "negligência" ao rigor jornalístico. Nãao deu.

Abraços!
Gociante Patissa

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segunda-feira, 16 de março de 2009

Pelas estradas do Dombe-Grande num jeep-starlet

Era necessário quebrar a rotina e caía bem, de facto, uma viagem por estrada. Observar as obras na via do Dombe-Grande faria um bom passatempo (Sábado, 14/03). Ora conduzes tu, ora conduzo eu, lá se tornava divertida a viagem, melhor ainda porque o «Starlet bebucho» portou-se como um verdadeiro jeep, galgando os cerca de 94 quilómetros entre Benguela e a comuna do Dombe-Gande. Salomão convidou e não consegui dizer “não”, eram por aí 15 horas.

Sintonizando a Rádio Benguela (92.9 FM), ganhávamos a agradável companhia musical. Qual não foi o meu espanto ao descobrir que há uma nascente na área do Parque de Chimalavera! Ironicamente, a nascente situa-se bem perto da estrada, só continuando desconhecida por falta de interesse dos entendidos quanto à sua divulgação. Já tem uma espécie de cifão, feita à base de pedras e cimento. É lá que o gado vai beber, só não falo de pessoas para não ser redundância. Aos meus 30 anos, finalmente, acabei de testemunhar o “parto” de um rio. Água limpa saindo da montanha, numa zona aparentemente seca (belisquem-me para acordar, acho que estou a sonhar…!).

Saudamos o rio Kupololo, que não parecia muito atento, qual leão adoentado. Menos mal, achamos, conquanto o caudal andasse baixo (pois assim não nos comprometeria o regresso). É bom lembrar que a chuva, que muito adoro, não tem sido generosa nos últimos tempos no Sul de Angola.

E como é impossível visitar o Dombe-Grande sem se encantar com a variedade de frutas, compramos banana, mamão, goiabas e gajajas (feitiço?! Não. Fica para a próxima). 18 horas, marcava o relógio, quando chegamos de volta. O céu andava escuro, cheirando a chuva, entretanto pintado com um grosso arco-íris. Eu, particularmente, sentia-me com aquele doce cansaço (o qual geralmente sente quem andou a fazer amor – não era o caso, claro!)…
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Gociante Patissa
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sábado, 14 de março de 2009

Humor: Falando duas línguas

Diz um brasileiro ao receber amigo americano:- Between, between! Drink a chair!!!

(Entre, entre! Toma a cadeira!!! - Isso mesmo custa interpretar????)

"Roubada" do livro de Ignacio Vigil
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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