PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Divagações | Para variar, umas linhas sobre os caminhos que só o amor sabe traçar

Para variar um pouco de ares, tão ofegante que já vai essa coisa do pré-eleitoral e a palha da contra-informação, da cegueira na dignidade humana por militâncias, sua excelência eu ainda ficou a sorrir quando se lembrou do enredo de uma reportagem emitida em tempos pelo canal 2 da TPA (projecto da Semba Comunicação que quando quer suplantar-se a si próprio, afinal consegue oferecer algo menos poluente que o sempre a subir, o pato e outros programas já fora da grelha e de memória nenhuma). Continuando. Aquela série de reportagens intitulada «Bodas», que ultimamente não passa de capítulos repetidos, continua, apesar disso, sendo secretamente o deleite de muitas beldades, solteiras, casadas, amigadas e não só – porque a cerimónia matrimonial afinal de contas é algo que de moda não sai. Amor e fantasia não passam de moda, não é mesmo? Ora pois. No outro dia, desenrolaram um caso de amor em Luanda, que terminou em casamento digno de narrativa literária. Acto 1: Ele e ela, até então desconhecidos, teriam fortuitamente tropeçado um ao outro a bordo de um apertado Hiace em cortejo funerário. Acto 2: Ele dias depois procura por ela na escola, turno da noite, e desejo puxa desejo, palavra puxa paixão. Resultado: namoro. Algum tempo depois ela descobre que ele tinha outra e faz o quê? Termina a relação. Dois anos volvidos, através de um amigo comum, ela toma conhecimento de que o ex atravessava uma fase de solteirice. Acto 3: Telefona para ele, combinam encontrar-se na paragem de táxis da Multiperfil ao entardecer e ali ficam madrugada fora. Reacendeu a relação. Resumindo, conheceram-se no funeral, começaram a namorar na escola e reconciliaram-se dois anos depois na paragem de táxis. O amor tem força, não tem? Como diria o outro, «o coração tem razões que a razão desconhece». De Cabinda ao Kunene, um só povo, um só amor! Ainda era só isso. Obrigado.

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