PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

domingo, 22 de novembro de 2015

Just a question

Ocorreu-me uma pergunta da esfera do futebol angolano, quanto ao destino dos treinadores. Era suposto falar da figura do educador, genericamente entendido como o professor, já que até o calendário lhe dedica o dia de hoje. Já agora, não é que não saiba da grande contradição (mais uma) da humanidade, onde o professor, com tudo o que carrega de responsabilidade na formação desta mesma humanidade, vale mil vezes menos do que um atleta de futebol, não raras vezes até analfabeto funcional. Indo ao ponto, o que me ocorreu é questionar a "moda" (no sentido estatístico do termo) entre os treinadores da selecção angolana de futebol - também conhecida por "Palancas Negras" -, sobretudo quando caem em desgraça, condenados por "teimosia". (a) Carlos Alhinho (o luso-caboverdiano, de boa memória, talvez o mais premiado no cargo de seleccionador nacional) viria a passar à besta por conta das "opções técnicas", acusado de convocar atletas já em fim de carreira, preterindo outros em melhor forma. Foi afastado por... "teimosia"; (b) O português Manuel José foi afastado (ainda bem!) pelo seu feitio arrogante (não o tinha antes da contratação?) e pela sua monumental... "teimosia"; (c) Oliveira Gonçalves, responsável pela primeira (única e provavelmente última) presença de Angola num mundial de futebol (Alemanha 2006) seria afastado mais tarde por... "teimosia"; (d) O luso-angolano Lito Vidigal perdeu o cargo por nada mais e nada menos do que a sua... "teimosia" (e) O uruguaio Gutavo Ferrín saiu de forma inglória por... "teimosia"; (f) Romeu Filemon, que esta semana anda na boca de todos pelo desaire diante da África do Sul (1-3 em casa), está a ser fustigado por exceder na sua "soberania" com as opções técnicas, deixando de fora atletas em boa forma no campeonato nacional e não só. A perder o cargo (não se exclui tal possibilidade), será, adivinhem, por... "teimosia". Ora, aqui chegados, a pergunta é: Será que o narcisismo e/ou génio casmurro é assim tão decisivo no perfil traçado para treinadores ou estaremos diante de algum problema crónico na Federação Angolana de Futebol (FAF)?

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