PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Just a question

Na ressaca dos 40 anos de independência, tropecei nesta citação captada em Janeiro 2015: "Esse pessoal a gente lhes vê a entrar sem papel, nem só já um visto provisório, nada. Basta irem a Luanda... até te esfregam o BI angolano na cara. Não vale a pena só, meu mano, Bilhete não é nada."

Nessa Angola onde tudo "ofende" (muitas vezes com mais gente de fora a decidir sobre quem somos do que os de dentro), que tal rever os modos com que se anda a "esbanjar" a nacionalidade? Do ponto de vista histórico, o desporto/futebol esteve sempre entre o que mais negativamente contribuiu para isso, com muita gente da RDC de repente a ser natural da mais recôndita aldeola do sul do país. Havia até em alguns clubes da província de Benguela indivíduos cuja actividade era mesmo fazer corredor junto dos registos. Em alguns aspectos, acho que a Namíbia tem as suas razões: ou se é namibiano ou se é outra coisa. A mim faz uma certa confusão volta e meia ver alguém tornar-se angolano pelo simples facto de saber correr atrás de uma bola, pela habilidade de subornar, ou por ser parceiro/afilhado deste ou daquele. E no final, o nosso "conterrâneo" ama Angola e lhe é indiferente o angolano. Que tal aprovar uma adenda para atribuição de uma espécie de nacionalidade provisória para aqueles a aquelas a quem este país pouco ou mais nada representa do que um espaço para sobrevir ou acumular dinheiro?

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