PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Divagações | Aquele conto que só surge quando o livro já vai adiantado no prelo

Pela segunda vez, sua excelência eu vive a emoção de missão cumprida, na sua faceta de escriba. É o segundo desafio que me é colocado para criar com base na história de uma mulher. O conto está pronto e eu próprio estou satisfeito com resultado. Tem quatro páginas A4 e intitula-se «NÃO LAVEI PORQUE OS FIOS TÃO OCUPADOS», construído com base na relação entre uma jovem patroa e a sua empregada doméstica, assente no realismo social, um toque de drama/comédia também. A primeira experiência foi com A ALMA GÉMEA DO MAR, inserta no livro FÁTUSSENGÓLA, O HOMEM DO RÁDIO QUE ESPALHAVA DÚVIDAS (2014). Agora é este conto com o qual penso "aborrecer" os editores com o pedido de o inserir no O MOÇO QUE PLANTAVA AVES, que tem já a edição em curso simultaneamente no Brasil (pela PENALUX, dos notáveis Wilson Gorj e Tonho França) e em Angola (pela EDITORA ACÁCIA, ligada ao Movimento Lev'arte, cujo contacto é o não menos notável Kiocamba Cassua Cassua). Confesso que tenho este defeito de nunca parar de aprimorar os textos, mesmo depois de aprovados, o que imagino não ser confortável para quem tem de ir fazendo actualizações ao miolo. Voltando ao exercício oficinal que parte da "encomenda", normalmente os relatos verdadeiros são curtos e servem apenas de trampolim para dar azo à imaginação. A grande dificuldade mesmo é pôr-se na pele de mulher, vestir-lhe as emoções, as dores, as alterações hormonais de humor, o absorvente menstrual, morar no outro lado das barreiras baseadas no género, enfim, aquela ubiquidade que nunca poderemos experimentar (enquanto masculinos). Ainda era só isso. Obrigado

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Naqueles dias em que darias tudo para viajar no tempo. Ainda era só isso. Obrigado

Umbilical pára-quedas

Se voar é de asas abertas
Em replay põem-se a nu as cicatrizes.

Tudo é nada mais senão o vento
que faz assobiar e sublima cantos
tocar o céu pelo penteado da montanha
até ceder à lei de gravidade

Houve sempre uma mão
houve sempre uma mãe.


Gociante Patissa. In «Guardanapo de Papel», 2014. NósSomos, Lda. Vila Nova de Cerveira, Portugal

terça-feira, 20 de junho de 2017

Utilidade pública | Cursos de mestrado na Universidade Lusíada de Benguela

Sua excelência eu deu de caras hoje com o ofício da Lusíada dirigido à UKB, datado de princípios de Maio, dando conta das inscrições a decorrer para o mestrado nas instalações daquele instituto superior politécnico de origem portuguesa, sito no Lobito, em alinhamento com a Universidade Lusiada de Angola, com sede em Luanda. Os cursos são Direito, Recursos Humanos e Economia (salvo erro). O custo do curso, que tem a duração de dois anos e conta com docentes nacionais e estrangeiros, é de aproximadamente um 1,5 milhões de kwanzas, que presumo deverá ser parcelado pelo critério da mensalidade. Sua excelência eu, que para já não é herdeiro, daí valorizar cada kwanza que de forma honrada ganha, gostaria de ouvir ainda, caso alguma das excelências da sua lista de amizades tenha mais dados, qualquer coisa como a velha certeza quanto aos cursos terem o reconhecimento do INARES. Acresce-se que sua excelência eu, licenciado em 2012 de um curso terminado em 2010, gostaria mesmo era de fazer um mestrado em comunicação institucional, mas não havendo tal oferta nem em Benguela nem em qualquer outra província, então entende que um de recursos humanos seria melhor que nada. Ainda era só isso. Obrigado www.angodebates.blogspot.com

Será um direito da nossa história não absolver os juristas. Como é moda dizer, "não quero discutir com ninguém". Ainda era só isso

Quanta falta faz nestes conturbados dias a qualidade do jornalismo do portal REDE ANGOLA!... Sergio Guerra, nada mesmo de voltar?

domingo, 18 de junho de 2017

Escritor Gociante Patissa entrevistado sobre arte de escrever + reportagm monumentos Benguela

O programa “ENTRE NÓS”, da Rádio Benguela, conduzido pela jornalista Clementina Afonso e a técnica de som de André Martins, manteve uma conversa descontraída com o escritor benguelense Gociante Patissa, no dia 09.05.2017, sobre a arte de escrever, com incidência na revelação de novos talentos. No decorrer da entrevista de 39 minutos, houve dois apontamentos do repórter Lourenço Kavanda sobre monumentos históricos, nomeadamente a igreja católica da Nossa Senhora do Pópulo e ainda o Largo da Peça, no espírito da comemoração, a 17 de Maio, dos 400 anos da cidade das acácias rubras.

sábado, 17 de junho de 2017

Citação

“Nós vivemos num mundo de grande diletância, em que as pessoas têm um discurso teórico justo, mas com alguma discrepância entre o discurso e a ação, o que na minha juventude se chamavam os diletantes.”

(Francisca Van Dunem, luso-angolana. Actual Ministra da Justiça em Portugal. In jornal Expresso, 11.06.2016 )

Citação

“Eu tenho um pensamento independente. O grande problema dos partidos é um bocado como as religiões, os clubes e outras coisas, pá. Você depois tem que seguir aquela norma; não há espaço para pensar. E eu não consigo. Já há muito tempo que o meu problema é esse”
(Lago de Carvalho. Economista, in TV Zimbo,2017) | http://angodebates.blogspot.com/

sexta-feira, 16 de junho de 2017

(Augusto Bafuabafua, in Tv Zimbo, 16.06.2107)

Diário | ASSIM ENTÃO QUAL É O PROBLEMA?

"Estás a chorar toda chateada porquê então?"
"Porque lutamos com aquela gaja, lhe bati, e ela não lutou. Ficou mesmo tipo ovelha no matadouro..."
"E assim agora então qual é o problema? Já não fizeste o que querias?!"
"O problema é que me deu as costas, não me ofendeu nem só um pouco..."
"Querias o quê? Já não ganhaste?"
"Mas se ela não lutou, uma pessoa lhe dá soco, nada; cabeçada, nada; lhe puxei nas xuxas, nada; arranquei postiços... Ela só está parada... assim não vão me chamar que a minha victória foi fraquinha?!"
Catumbela 16.06.2017 |  Gociante Patissa

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Opinião | A propósito da lei da nacionalidade que abrange netos de cidadãos portugueses (*)

Ismael Mateus (jornalista), Luanda 14/06/2017

Vejo com satisfação que alguns dos nossos compatriotas vão poder (re)confirmar-se como cidadãos portugueses graças a uma lei promulgada há dias pelo presidente português. Ninguém deve prescindir dos seus direitos. Boa sorte aos novos cidadãos europeus. Diversidade é isso. Devemos respeitar os nossos compatriotas que por razões históricas têm o direito a ser também portugueses tal como se exige que nos respeitem, nós que não queremos, não temos direito a ser mais do que angolanos, só angolanos. É preciso trazer de volta a nossa história, a nossa cultura, os nossos hábitos e coloca-los lado a lado com tudo o que também se tornou nosso apesar de vindo de fora. É preciso repensar o modo como olhamos para as nossas tradições, línguas nacionais e até mesmo grupos etno-linguísticos. Acabar com o medo de valorizar o particular para não afectar o nacional. como se isso fosse possível. Agora ainda vejo em televisões angolanas e em jornais angolanos discutir-se os do mato, os matumbos e o elemento civilizador da cultura ocidental. Diversidade é isso: Aceitar cada um como é, suas origens, sua cultura e, ao mesmo tempo, sua angolanidade. A grande maioria que não quer (e também outros que querem mas não têm direito a passaporte da União europeia) nem sempre é respeitada por imposição da cultura civilizadora da farda para as autoridades tradicionais, do espaço guetização dos programas em línguas nacionais, da musica folclore que é para "inglês ver" e da banalização de valores culturais como o casamento tradicional, o ritual da puberdade ou o komba. Viva a diversidade. Não custa nada.
_________

(*) Título da responsabilidade do Blog Angodebates

Divagações | Contributo de cidadão para o novo governador de Benguela

Afinal, o novo governador de Benguela, Rui Falcão, que não nasceu ave, tem técnicas de voar: é federado em karate-do. Foi o ministro do território que generosamente alertou isso mesmo. "Portanto", advertiu o mais-velho Bornito na cerimónia de apresentação do novo inquilino do palácio da Praia Morena, "tenham muito cuidado!". Assim sendo, se me autoriza ser o primeiro naquela coisa de colaborarmos para o bem de todos, de ver a floresta em detrimento da árvore e tal, ó Excelência​ Rui Falcão que voa tipo Bruce Lee... veja então se inova já em instituir um dia semanal para audiências no seu gabinete e distribuir pontapés protocolares. Acho que cairiam bem dois por pessoa assim abaixo da cintura numa quarta-feira de manhã, que é para dar tempo de recuperar na sexta e compensar com uns copos fraternais no weekend (o quê que uma boa sentada de grelhados não sara, né?) Não, não é violência, é pedagogia. Quem seria o destinatário da nova modalidade de auscultação? Muitos, é claro. Mas para não chorarmos pelos anjos espalmados, pronto, né?... É assim...  Sua excelência eu, como tal, não acredita em mujimbeiros, mas que os há, há. Ainda era só isso. Obrigado.
Gabinete de sua excelência eu, hoje, depois de seguir as incidências na rádio.
www.angodebates.blogspot.com

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Humor | Te amo

Um homem sentado na varanda da sua casa com a esposa diz:
“Eu te amo!”
Ela pergunta:
“Este é você ou a cerveja falando?”
Ele: responde:
“Sou eu… Falando com a cerveja.”
(de autor desconhecido)  |  www.angodebates.blogspot.com

terça-feira, 13 de junho de 2017

Obituário | Condolências pela morte do artista plástico Miguel Dafranca

Está aberto na sede da União dos Artistas Plásticos (Unap), em Luanda, o livro de condolências em homenagem ao pintor Miguel Dafranca, falecido no dia 4 deste, por doença. Não o conheci pessoalmente mas lhe aguardo gratidão pela autoria do quadro que foi escolhido pela União dos Escritores Angolanos para capa do meu livro de contos A ÚLTIMA OUVINTE, no ano 2010. Até sempre! Gociante Patissa


Divagações | AJS pode ter mudado de outras coisas, ainda não de nome

Nasceu como Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), está assim registada no cartório notarial e publicada no Jornal de Angola, como manda(va) a Lei das Associações 14/92. Mas por alguma tendência estranha, muito estranha para o meu gosto, e sabe-se se lá por "criatividade" de quem, vai aparecendo volta e meia na imprensa como sendo "Associação Jovens Solidários". Só podemos estar a falar de outra AJS, que não a do Lobito, com personalidade jurídica própria, ONG existente desde 1999, e cuja alteração a esse respeito em princípio implicaria uma legítima assembleia de membros subscritores dos estatutos e os cinco integrantes da assembleia constituinte. Não é um assunto que me seja confortável falar da AJS, mas calar a tudo também não dá. O caso mais recente é o da Voz da América, sublinho a VOA por já não ser a primeira vez que a designação do nosso sonho é deturpada. Mano Joao Marcos Pontes Antonio, cá entre nós e que ninguém nos oiça, não é por mal, mas tentem só um bocado respeitar o que nos deu muito trabalho para ser criado, mantido e granjear o respeito. Até que nos provem formalmente o contrário, a sigla AJS está mesmo para Associação Juvenil para a Solidariedade. Ainda era só isso. Obrigado hahaha

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Tríade da pedra do tempo e da obra

Resultado de imagem para capa consulado do vazio
Na madrugada
 acelera-se a pulsação 
no movimento irreversível do tempo 
os fantasmas da responsabilidade cantam
ecoam as lembranças 
é a despedida do repouso

De dia
o suor espalha-se 
pelos poros afora 
na orquestra de quem trabalha 
estradas rasgam-se na curva dos seios 
na nudez do arco-íris 
a vida é infindável caminhada

De noite
o corpo exausto cobra pelo descanso 
os olhos carregados enganam as almas 
que adormecem masturbadas

Ontem foi partida
hoje é caminhada

e o amanhã uma promessa ainda

Gociante Patissa, in «Consulado do Vazio» (KAT-Consultoria e empreendimentos, LDA, Benguela, Maio 2008)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Divagações | NOMEAÇÃO = prémio, EXONERAÇÃO = Castigo

Eis uma "construção sócio-política" que teremos de ultrapassar como sociedade angolana, seja qual for o governo. Há casos de quadros que não resistem ao "clima de humilhação" que em alguns casos sucede ao fim dos mandatos na missão que o Estado lhes confiou. Há, pois, que mitigar tal espectro sob todas as formas, resgatar a dimensão ética, do institucional ao individual (não deve ser normal organizarem-se festas de nomeação para um determinado cargo público, do mesmo jeito que são anormais as festas e/ou óbitos pela despromoção de alguém). Quem o diz é sua excelência eu, neto/xará de antigo combatente (preso político de São Nicolau entre 1961-1966) e filho de político militante de base, patriota e ex-governante (administrador de três comunas entre 1974-2001).
Ainda era só isso. Obrigado |  www.angodebates.blogspot.com

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sei que publiquei bwé hoje aqui Blog Angodebates, e deve cansar quem visita. Mas como bem ensina o doutor da Tv, I DON'T GIVE A CARE

Os MUJIMBEIROS, a existirem, andarão no 7.º orgasmo só hoje. Ainda era só isso. Obrigado

Saiu no jornal Público de 07/06 um artigo assinado por Joacir Moktar Moreira, intitulado Os três “P” ou a trilogia do racismo. Nas minhas contas, este será só este ano o terceiro artigo na imprensa portuguesa que sai sobre o desconfortável tema do racismo sob a perspectiva de intelectuais africanos. Não se sabe se será por conta de um "movimento de pressão" ou por uma abertura natural da sociedade europeia para tratar de um tão fracturante quesito. Inevitável é para já o elogio ao papel da imprensa, sobretudo o jornal Público, por "mediar"

JK Moreira (esq.), António Tomás e Inocência Mata

e no mesmo jornal o artigo do angolano António Tomás, intitulado

Ou ainda no Jornal Tornado a entrevista a Inocência Mata, sob o título “Há um silenciamento dos africanos em lugares de destaque na sociedade portuguesa”

Paparazzi mode in a book store | No modo aparazzi (fotografando disfarçadamente) dentro da livraria (Windhoek)

Live statues marketing concept | Conceito de estátuas humanas no negócio (Windhoek)

Windhoek street photography

Carlos Albano (músico e compositor)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Emoções

(o modelo é Claudino Kuenhe Kuenhe, antigo colega no sonho de vingar no jornalismo radiofónico no contexto da turma de um curso básico na Igreja Católica da Caponte, no município do Lobito, já lá vão 14 anos. Hoje dedica-se a cimentar carreira de docente universitário na província do Bié e autor de obras académicas)

Livro de Claudino Kuenhe lançado na cidade do Lobito | Jornal de Angola - Online

O segundo livro do autor Claudino Chipuco Kuenhe intitulado “Introdução à Ética Geral” foi lançado no domingo, na Instituto Superior Politécnico Católico de Angola – Pólo provincial de Benguela. O livro foi apresentado por Daniel Gociante Patissa, membro da União dos Escritores Angolanos (UEA).

Com o lançamento deste livro de auto ajuda, com 189 páginas e 14 capítulos, o autor procura proporcional à sociedade um instrumento para reflexão e resgate de valores, essencialmente a solidariedade e o respeito.
 
Editado em Portugal pela Regra Papiro, o livro segundo Claudino Kuenhe foi escrito numa linguagem científica, onde se demonstra que a ética é uma ciência que deve ser estudada. “Verifiquei que a ética é uma ciência porque tem objecto de estudo e tem um método”, frisou o autor, acrescentando que a ética é uma ciência que procura analisar, interpretar e dar soluções aos problemas ligados a moral. 


“No meu ponto de vista, existe diferença entre a ética e a moral. A moral é um conjunto de normas que variam de grupo para grupo, enquanto a ética não varia”, salientou Claudino Kuenhe, de 33 anos.

O autor começou a escrever em 2010 após concluir o curso de Ética no Instituto Superior Politécnico (ISPOCAB), tendo quatro anos mais tarde lançado no mercado o seu primeiro livro intitulado “Metodologia de Ensino de Educação Moral e Cívica”, com uma tiragem de mil exemplares que se esgotaram em seis meses, o que o inspirou a escrever o segundo livro.


O livro, com uma tiragem de 500 exemplar,  está a ser comercializado ao preço de três mil kwanzas. Depois da cidade do Lobito, o autor tem agendada a apresentação do livro no próximo dia 16,  no Instituto Médio Normal de Educação Maristas, na cidade do Cuito (Bié), onde o escritor lecciona.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Opinião | A MINHA CAMPANHA É PELO PARTIDO LIVRO

Imaginando quão ousado será desviar as atenções de vossas excelências da agenda que o contexto impõe, sua excelência eu antecipa-se a estender o dourado carpete de desculpas. 

Mas estive a pensar sobre essa coisa de diversificar exportações, que de garantido mesmo por enquanto só temos os recursos naturais e minerais, nomeadamente o petróleo, os diamantes e o ouro, depois de uns tímidos contentores de banana e mangas despachados para Portugal. Mas e as ideias e o imaginário? Não são também exportáveis?

No campo da cultura, temos exportado alguma coisa de arte contemporânea urbana, com o ku-duro e a kizomba a despontarem (quase abafando um Bonga, um Waldemar Bastos). Enquanto isso, procuram-se mecenas com sensibilidade na recolha e divulgação da vasta riqueza etnomusical (onde temos mestres como Mito Gaspar, Gabriel Tchiema, Sabino Henda) e da oratura (onde temos José Samwila Kakweji, David Capelenguela) e não só, pela diversidade que constitui o conjunto de nações de uma Angola que se sonha nação.

Digam o que disserem os relativistas de fértil argumento míope, mas têem de existir sectores nevrálgicos que imponham algum investimento, para não dizer maior, do Estado, mesmo que financeiramente não haja retorno imediato. O capital nestes casos valora-se em outros termos. Do mesmo modo que o Estado mantém a ligação aérea da capital do país, Luanda, com outros pontos através da aviação comercial, por mais que (sob o ponto de vista da ocupação dos lugares de um Boeing 737-700, de 106 assentos em média) haja perdas, assim também se deveria repensar em garantir a subvenção do livro.

Que se articule uma instituição ou comissão inter-editoras, se necessário for, para assegurar uma selecção de obras publicáveis, com base nos critérios da qualidade e rigor estético. Uma tiragem superior a 5 mil exemplares seria bom começo. Que se incentive a figura do distribuidor, pôr o livro a circular, ressuscitar a múmia em que se transformaram as livrarias. Depois é estabelecer parcerias no espaço continental de expressão portuguesa, aumentar a presença de autores angolanos nos mercados representativos de Portugal e Brasil, sem deixar de considerar a tradução.

E hoje a internacionalização, vista pela exportação do livro, é um nado morto. A título de ilustração, esta semana expedi pelos correios de Benguela para o Brasil, por conta de uma permuta com um escritor amigo de lá, um exemplar cujo preço de capa é mil kwanzas, o equivalente a uma sanduiche de fiambre e queijo mais um refrigerante. O livro tem 123 páginas, é uma novela publicada em 2013 e custa relativamente barato por ser da União dos Escritores Angolanos, subvencionada pelo Estado angolano.

Façamos então as contas. Ora, mil kwanzas o livro mais 250 kwanzas do envelope almofadado, somados aos 2 mil kwanzas de porte de envio, por quanto é que pagamos pelo livro exportado no final? Praticamente o triplo do custo inicial. Imaginemos então quanto teria que desembolsar uma editora que expedisse mil exemplares. Não dá.

Está mais do que na hora de elevar ao nível das conquistas desportivas e diplomáticas a representação do país através da diplomacia cultural. Mas não haja ilusões, não se chega lá só a depender de esforços individuais, por sinal fadados a residuais. Portanto, a minha campanha é pelo partido livro. Já dizia alguém, o livro livra. Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa | Benguela, 6 Junho 2017 | www.angodebates.blogspot.com

segunda-feira, 5 de junho de 2017

É a segunda do autor | CLAUDINO KUENHE LANÇA OBRA DIDÁCTICA DE INTRODUÇÃO À ÉTICA GERAL


Claudino Kuenhe colocou hoje (05/06) à disposição da comunidade académica o livro intitulado Introdução À Ética Geral, composto por 198 páginas, que sai sob chancela da editora portuguesa Regra Papiro. A cerimónia de lançamento teve lugar no Instituto Superior Politécnico Católico (Ispocab) do Lobito, na província de Benguela.

De natureza científica e assente na metodologia de pesquisa bibliográfica, o livro tem 14 capítulos e reúne contribuições de grandes filósofos da história da humanidade, tais como Platão, Pitágoras, Hume, entre outros, cujos aportes dialogam com a perspetiva analítica de Claudino Kuenhe. Com esta Introdução À Ética Geral, o seu autor, que é também professor de ética e filosofia na província do Bié, pretende dar resposta à escassez que se assiste quando se fala de manuais em suporte de livro para o ensino da disciplina.

Para o linguista Gociante Patissa, que falava durante a cerimónia oficial de apresentação da obra, obras deste tipo revigoram o princípio da sustentabilidade no papel das universidades, na medida em que os quadros formados pelas instituições locais prestam o seu contributo em enriquecer a bibliografia académica com a produção de conhecimentos. Instou pelo facto os conselhos científicos no sentido de crivarem dentre o grosso de teses de fim de curso aquelas que se destaquem pelo rigor e criar condições para a sua publicação.

Claudino Kuenhe (à direita)
e Gociante Patissa
Os elogios a Claudino Kuenhe foram extensivos ao sociólogo Mbangula Katumwa e ao padre João Kasanji Santos (já falecido), referências principais na publicação de livros no campo das ciências sociais e humanas.

Claudino Kuenhe é natural da comuna da Praia de Bebé, município da Catumbela. Licenciou-se em ética social pela Universidade Católica de Benguela e é candidato ao grau de Mestre em Sociologia, na especialidade em Didáctica Universitária, pela Universidade Metropolitana de Assunção do Paraguai. É quadro da Escola de Formação de Professores Irmãos-Maristas, na cidade do Kuito, província do Bié.

Citação

"I don't give a care"
(expressão recém-cunhada e atribuída aos ingleses por uma das estrelas do panorama opinativo televisivo angolano. Não se sabe é se já se registou a patente deste descobrimento, que nos merece vivos parabéns ao autor.)

PS: até então usava-se "I don't care" (para dizer eu não me importo) ou o seu informal mais ou menos gráfico, "I don't give a fuck", havendo também quem alivie o palavrão por um "I don't give a damn".
Ainda era só isso. Obrigado
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Já sinto falta do portal informativo REDE ANGOLA, o clic obrigatório ao começar o dia. VOLTA SÓ, YA? Ainda era só isso. Obrigado

domingo, 4 de junho de 2017

Divagações | PRIMEIRA PARTE DO DEVER MORAL/SOCIAL CUMPRIDA

Dói-me literalmente a cabeça, algo em todo o caso já previsível​, em se tratando de situações de esforço mental mais ou menos extremo. Arrumei há alguns minutos as 198 páginas que formam esta obra didáctica, da autoria de Claudino Kuenhe, a qual estive a ler com olhos de estudar desde a tarde de sexta-feira (02/06), na sequência do compromisso que sua excelência eu firmou no sentido de a apresentar na cerimónia de lançamento agendada para a tarde de amanhã, segunda-feira (05/06) no Ispocab do Lobito. A margem de tempo é muito apertada e dizer não seria quiçá a saída mais à mão, entretanto reconsiderei em função de muitos ponderáveis: já desde o ano passado que vimos falando do assunto, além de termos sido colegas de carteira num curso básico de jornalismo radiofónico ministrado pela pastoral da criança da igreja católica em 2003, e ainda pela natureza académica do book, algo fora da minha zona de conforto, a literatura. Pronto, agora é ir bebendo água e esperar que a dor vá pastar por outras cabeças. Ainda era só isso. Obrigado
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Utilidade pública | Concurso de Fotografia da Alliance Française de Luanda 2017

TEMA: “A MODA E OS CÓDIGOS DE VESTIMENTA” 
DA PARTICIPAÇÃO, ARTIGO 1º: O Concurso é aberto a fotógrafos amadores e profissionais, de nacionalidade angolana, com idade mínima de 18 anos. A participação no presente concurso implica por si, a aceitação por parte dos inscritos, de todos os termos e condições deste regulamento.
DO OBJECTIVO DO CONCURSO, ARTIGO 2º: O objectivo deste concurso é de mostrar a abrangência e a riqueza do património e, sobretudo, da criatividade contemporânea e das inovações dos quatro cantos da Terra; em resumo, como nas seis edições anteriores, revelar a diversidade do mundo. Serão seleccionadas 10 fotos que melhor expressarem o tema do concurso. Serão premiadas as duas primeiras fotografias. Para que haja entrega de prémios, deverão ter pelo menos 30 candidaturas efectivas. As 10 fotos seleccionadas serão divulgadas, com créditos e legendas nas redes sociais da Alliance Française de Luanda e no seu website www.afluanda.com
DO PRÊMIO, ARTIGO 3º: O vencedor n*1 será agraciado com uma máquina fotográfica Canon EOS M10 e será inscrito no concurso internacional da Fundação Alliance Française para concorrer ao prémio “viagem a França”

sábado, 3 de junho de 2017

Utilidade pública | SEGUNDA VIA DO CARTÃO DE ELEITOR

Sua excelência eu, que sabe muito bem que o cartão de eleitor não vai para já curar as feridas de ninguém nem muito menos comprar camisa, vem, ainda assim, por esta via confirmar que está a sair na hora o cartão de eleitor para aqueles que o tiverem perdido depois de efectuada a actualização na base de dados. No caso concreto da Administração Municipal de Benguela, a brigada funciona no recinto do refeitório, que fica no quintal mais para o portão que vai dar ao campo de ténis, durante as horas normais de expediente. Ainda era só isso. Obrigado
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Leituras poligâmicas

Leitura "poligâmica". O primeiro veio de oferta do mano Edu Macieira, e reforça a escola do auto-didactismo numa área com que me identifiquei sempre mas que se mantém cada vez mais distante dos meus caminhos profissionais. O segundo book é fresquinho em Angola, da autoria do companheiro Claudino Kuenhe Kuenhe e será apresentado formalmente por sua excelência eu ja na próxima segunda-feira, 07/05, no espaço do Instituto Superior Politécnico Católico de Benguela (Ispocab). Ainda era só isso. Obrigado

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Já tem preço. Faz favor de passar pelo Kero de Benguela. Ainda era só isso. Obrigado

Piratas cibernéticos e falta de apoios ameaçam projecto informativo | PORTAL PÉROLA DAS ACÁCIAS RECUPERA DE MAIS UM ATAQUE

O portal Pérola das Acácias foi lançado há dois anos, com hospedagem online no endereço www.peroladasacacias.net . Assume-se como veículo generalista de informação alternativa, tendo a província de Benguela em primeiro plano e depois o país e o resto do mundo. Na semana passada, leitores do portal estiveram privados do seu serviço. Foram quatro dias com o site fora do ar. Na verdade, este não foi o primeiro “apagão”. O blog Angodebates manteve uma breve conversa com o gestor técnico do portal Pérolas, o jornalista Horácio dos Reis, que conta na iniciativa arrojada com a parceria do também jornalista João Marcos.

Angodebates: Quais foram as razões da queda e que prejuízos, se é que há, a registar?

Horácio dos Reis (HR): Primeiro, razões técnicas. Fomos fortemente atacados. o ataque provocou sérios danos à estrutura anterior e na base de dados. Facilitou o ataque a falta de pagamento de alguns serviços de protecção, o que fragilizou ainda mais o nosso sistema de segurança. Criou-se uma nova estrutura e agora estamos no ar, mas a maka financeira continua. Porque mesmo tendo uma audiência na ordem dos 100 mil acessos diários, estamos sem publicidade.

Angodebates: Por quantos dias esteve o portal fora do ar?

HR: Foram quase quatro dias.

Angodebates: Quais são os principais desafios do projecto?
HR: O grande problema nessa altura é financeiro. Não se consegue sustentar em termos técnicos e remunerar o pessoal, daí que não temos jornalistas efectivos. Os milagres técnicos são todos feitos por mim. Se não tivesse uma formação nessa área, já era...

Angodebates: Quem sustenta o site?

HR: O site é financeiramente assegurado por benfeitores do próprio projecto, o João Marcos e eu.

Angodebates: Quando foi lançado o Pérolas?

HR: Estamos a caminho do segundo ano. Em termos de publicação de notícias começamos em outubro de 2015, mas criamos o projecto em Maio do mesmo ano.

Angodebates: Que avaliação faz do projecto e seu impacto?

HR: Grande impacto, é só olharmos nos números de acessos...estamos no site com mais 100 mil visualizações por dia, quase 60 mil gostos na página.
Gociante Patissa, Benguela, 26.05.2017
www.angodebates.blogspot.com

quinta-feira, 25 de maio de 2017

África Mãe Zungueira

ÁFRICA MÃE ZUNGUEIRA

Esta que se aproxima
carrega uma criança às costas e outra no ventre
uma nuvem húmida rasga-lhe a blusa
lembrando que é hora de parar e amamentar
e lá vai ela seguindo o itinerário que a barriga traçar
gestora de um ovário condenado a não parar
porque é património social
penhora o útero na luta contra a taxa de mortalidade

Conhece bem demais a cidade
não tanto pelos monumentos
mas pela necessidade
viandante como a borboleta
fez-se fiel e histérica amante
da lei da compra e venda de porta à porta
uma lei entretanto não prevista por lei
“depender só do marido? Nunca”
mal acordou a urbe já peleja aliciando clientes
no estômago só o funji do jantar de ontem
sem tempo sequer para escovar os dentes

Lá vai mais uma dobrando a esquina
de pregão firme como a voz do tambor
humilhada aos poucos pelo sol
nos mapas de salitre da poeira que adormeceu no suor

Forte por fora muitas vezes vulnerável no íntimo
veja esta
nos olhos encarnados grita despercebida
uma mulher mal amada
nunca descoberta
rainha de etapas queimadas
ele que devia ser companheiro
é de se esconder no copo
quando os ventos são ásperos
autentico chá em taças de champanhe
não estar disposta para mais um suor sagrado
é para ele frontal apelo à violência
habituada a levar da cara odeia a sinceridade do espelho

Por aqui passou mais uma profissional da zunga
protagonista anónima com mil mestrados da vida
contudo não contada na segurança social
para o turista uma espécie de paisagem
rosto de uma noite que lançou a mulher
às avenidas dialécticas dos centros urbanos
no seu dever de sustentar a sociedade
a mesma que a condenará antes de amanhecer
por não participar da vida política
ou por não saber ler
nem escrever

In «Consulado do Vazio» (Gociante Patissa-KAT consultoria e empreendimentos, Julho 2008)

(arquivo) Diário | A VÍTIMA MAIS É QUE TEM A CULPA?!

(I)
“Doutora Felismina! Venha só ver. O que é que eu fiz para merecer isto???!!!”
“O que foi, doutora Ernestina, para tamanho alarido?”
“O seu filho, um matulão destes, que até leite do biberão dei, hã!, hoje vai pegar à força a minha filha?! E quando vou-lhe perguntar me responde com duas bofetadas?!”
“Mas a doutora Ernestina já viu a gravidade da acusação? Qual é o corpo de delito?”
“Repare, doutora Felismina, as escoriações no corpo da menina, a lingerie rebentada…”
“Credo! A doutora agora sente o monstro que pari, né? É isso! Quando eu batia no gajo ou ralhava, a doutora defendia, ‘ah não, não podemos muito apertar com os miúdos’. Que me perdoe Deus, mas não somos mães para passar a vida a limpar as cagadas, quer dizer desvarios, dos filhos. Está aí ele, é maior de idade. Faça o que achar correcto.”

(II)
“Alô! É do 113? Preciso patrulheiro, é urgente!!! Tenho uma queixa. O senhor polícia está a ver o filho da doutora Felismina?” (…) “Ah, não conhece? Eu explico. É assim um pouco alto, músculo de pedreiro. Então não é que apanhei o gajo a violar a minha filha! Como mãe que sou, lhe chamei um nervo. E a resposta? Duas chapadas da minha cara. Pwá! Pwá! Isto assim é legal?” (…) “Onde fica a minha casa? Na casa da patroa! Moro no anexo atrás da casa.” (…) “O meu nome? Doutora Ernestina.” (…) “Como assim, ‘doutora é o seu nome?!’ Então, mas uma empregada doméstica não pode ter licenciatura, ó senhor agente?! Desculpe-me lá, mas há cada pergunta!… curso de Direito.” (…) Qual é o itinerário? Mas, ó senhor polícia, francamente! Numa situação de emergência pericial, o presumível delinquente pode escapulir, hã!, você ainda me pergunta o nome oficial da rua?! Não era mais fácil perguntar se a casa fica ao lado de quê?!” (…) “Ah, pronto. Está desculpado!”

(III)
“Doutora Ernestina, como vai esta saúde?”
“Vai bem, doutora Felismina. Até estou a estranhar a sua visita. Alguma coisa?”
“Quê isso, doutora?! Já não podemos mostrar preocupação com os mais próximos?”
“Quer saber quando é o julgamento do vosso filho na violação frustrada à minha filha?”
“Para ser franca, é por isso. A doutora nunca só cogitou, como mãe, retirar a queixa?”
“A doutora sabe que o agressor chegou a ser solto sem explicação? Tive de pedir uma audiência para questionar a justeza da instrução do processo. Depois de tudo voltar à primeira forma, fiquei mais descansada. Agora é com o ministério público…”
“Doutora Ernestina, acho que está a ser preciosista, a criar situações onde não existem.”
“Como assim, doutora Felismina?!”
“Mas a doutora não sabe que a cadeia não tem condições, há mosquitos, superlotação, doenças, desvios sexuais e tudo?! Quando penso que ainda ele não me deu netos…”
“Doutora Felismina, não acha que deve perguntar isso ao ministro da justiça? Então, se o habitáculo prisional é desprovido de habitabilidade, a vítima mais é que tem a culpa?”
“Não nego o erro do meu filho, mas tenta lá retirar a queixa, ser humana, doutora. Assim vai-me dizer que você nunca levou uma bofetada do seu falecido marido?”
“Doutora Felismina, por favor, não me faça envergonhar! Então gastamos quatro anos a estudar de noite o Direito para hoje defender que o lugar de criminoso é em casa?!”
Gociante Patissa. Benguela, 25 Maio 2016
www.angodebates.blogspot.com

terça-feira, 23 de maio de 2017

Banda FM reforçada com maior percussionista de Benguela

Conhece o mistério do batuque como pouquíssimos. Depois de um defeso forçado pela desintegração da Banda KS (Kamutangre Show), o homem regressa ao lugar de onde nunca deveria sair, o da arte. Há já um ano que Tony Tchoko faz parte da Banda FM, da Rádio Benguela, que o convidou para substituir um dos integrantes que se mudou para Luanda com uma nova proposta de trabalho. 

É provável que alguns dos nossos leitores não façam ideia de quem se trate, posto que, como todo o trabalho de equipa, há os que se destacam mais, a exemplo do vulcão que é a vocalista Alexandra, em comparação com os da linha de trás, os instrumentistas.

Tony Tchoko, o bangão da então comuna da Catumbela, bairro do Akala, havendo também quem o conheça pela acunha de Tchoma, é para todos os efeitos o mais regular percussionista nos palcos da música quando se fala em bandas profissionais nos últimos trinta anos da história da província de Benguela.

Com pouco menos de seis anos de existência, a Banda FM conseguiu catapultar-se para referência obrigatória, em função da qualidade e coesão do seu produto, não ficando em nada a dever a outras do país e não só. Do seu palmarés constam o suporte a nomes como Bonga, Yuri da Cunha, Ricardo Lemvo, Monic Seka, para só citar estes.

Segundo uma fonte muito bem posicionada nos bastidores do sector, Tony Tchoko teria dado os primeiros passos, já em termos profissionais, na Banda Kamoringue, da BCA, ligada às então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (Fapla). Na década de 90, do século vinte, atingiria o auge com a Banda KS (Kamutangre Show), do Lobito, que deu suporte a diversas realizações institucionais e não só, sob liderança de Chico Sandro, actual representante da União Nacional dos Artistas e Compositores (Unac).

Não poucas vezes, Tony Tchoko foi visto, durante a vigência da Banda KS, no papel de vocalista de um clássico do grupo, o vibrante tema conhecido pelo trecho “segura a garina, dá-lhe aquele toque da moda.” O certo é que o KS se desintegrou e nem todos os membros conseguiram manter a actividade a solo.

O blog Angodebates presta aqui o tributo a Tchoko, na esperança de que ele continue a resistir à tentação de “migrar” para a capital, onde obviamente não lhe faltariam oportunidades de singrar, o que, no entanto, empobreceria a província de Benguela. Estamos consigo, mano!
Gociante Patissa, Benguela, 23 Maio 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Neusa Linda Sessa a "Cantar um conto"

Divagações | Ponto de situação

Há muito mais a publicar de fotos e texto sobre incidências em torno do Top Benguela Acácias de Ouro, mas sua excelência eu anda assim com uma preguiça daquelas, sem falar do tempo complexo de conciliar o emprego e o louco lado das letras. Essa vida de "faztudo" ainda um dia me mata rsrsrs. Acho que vou pedir ao chinês para me fotocopiar. Dá mais jeito. Ainda era só isso. Obrigado

domingo, 21 de maio de 2017

(DOS ANÚNCIOS INSÓLITOS) Na verdade aplicam-se outras coisas mais que entretanto não couberam no cartaz. O sítio? Aquele mesmo, Benguela periferia. Ainda era só isso. Obrigado

SOS | Flash barato para Nikon

Ao cabo de quatro anos de trabalho voluntário (é isso mesmo, andamos a fotografar por pura paixão), o flash de sua excelência eu, adquirido a cem dólares americanos no norte da Namíbia, entendeu ainda avariar. A sapata (plástica) que encaixa no corpo da máquina rachou. Assim, as últimas fotos do Top Acácias de Ouro tive de fazê-las com o embutido pop up. Assim sendo, mesmo que não caia bem chatear vossas excelências ao fim-de-semana, ainda pergunto. Alguém sabe onde se pode achar um flash não caro para NIKON? Ainda era só isso. Obrigado.

Não faltou polémica no cardápio | NELZY GARANTE QUE NÃO É PRECISO SAIR DE BENGUELA PARA FAZER MÚSICA DE QUALIDADE

O rapper Nelzy do Apruve, na qualidade de líder da produtora Hard Nel School, foi chamado ao palco do Top Benguela Acácias de Ouro, na noite de quinta-feira (18/05), para receber das mãos do empresário Adérito Areias o troféu de melhor produtora.

A nomeação resulta da votação por cupom feita por residentes do litoral da província sob iniciativa estreante da Rádio Nacional de Angola no município de Benguela, um pouco à semelhança do já tradicional Top Rádio Luanda.

Dirigindo-se a uma plateia em que despontavam o governador provincial, Isaac dos Anjos, o administrador do município que completa 400 anos, Leopoldo Muhongo, bem como alguns rostos da classe empresarial, Nelzy encheu a boca para afirmar com todas as letras que não é necessário sair de Benguela para produzir música de qualidade. Afiançou uma tal auto-suficiência em clara alusão ao resultado do que a sua produtora e eventualmente outras locais conseguem lançar, não obstante as exigências do mercado musical angolano.