PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Habemus Director Geral na Rádio Ecclesia

A Rádio Ecclesia tem novo director, o regressado ao cargo Maurício Camuto, padre, que cumulativamente dirigia o Jornal online O Apostolado. Estranha-se de algum modo o tardar de notícias a confirmarem isto mesmo. Fecha-se assim um ciclo de "vacatura" deixada pelo seu antecessor, o também padre Kintino Kandandji, que saiu algum tempo depois de estalar o verniz na briga que opôs a emissora católica e a União Europeia.

Mais sobre o diferendo aqui

aqui

(arquivo) Nota solta | O Poeta Fulano

Por que razão vemos tanto jovem principiante a se dar a conhecer como sendo o poeta disso ou daquilo, antes de dizer o próprio nome? Como nunca cheguei a fazer parte de movimento literário algum e como tal sem experiência em tais “auto-catalogações”, procuro entender a razão por detrás da tendência reinante cá no país, no que respeita a títulos e epítetos no campo da escrita. Longe de mim ter algo contra os títulos, qualificações ou o que o valha, lá onde sejam plantados como corolário de uma estrada consistente. É diferente, por exemplo, do que testemunhamos nos novos talentos na escrita. Olho à volta e não encontro na minha estante de livros nenhum grande/bom escritor que se chame "poeta" disso ou daquilo. Temos um Fernando Pessoa, um Agostinho Neto, um Jorge Amado, um Shakespeare, assim mesmo, só nomes, nada desse avanço impessoal de cargos. Faz-me sempre mossa quando alguém se apresenta sob o título de escritor ou poeta antes do nome próprio, o que pode dever-se apenas, admito, à reluctância em aceitar o título como alcunha. Recordo bem da agressividade de um colega meu da 7.ª classe, há por aí 20 anos, por eu me recusar a trata-lo por "doutor", alcunha por si adoptada por influência de um personagem de novela brasileira. Com as antecipadas desculpas a quem se sentir eventualmente lesado, o esforço que dedicamos em assumir o título devíamos investi-lo em solidificar a cultura geral, o campo léxico, a coabitação com bons exemplos, ou seja, “a consistência devia sempre ser melhor do que a aparência”.
Gociante Patissa, Aeroporto Internacional da Katombela, 08.12.14
PS: Julgo que a tendência da declamação "aparatosa" como lhe chamo, que com alguns nomes deu certo e fez estrelato, criou um fenômeno que quase retira a literatura da esfera do isolamento e trabalho duro sobre a palavra... para a fixar no campo do show, do recitar espectacular. E o palco é o limite, onde o microfone relega a caneta para segundo plano, se não mais. Um abraço

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Diário | Também não tenho direito?

"Doutor, doutor!"
"Sim, faz favor..."
"Doutor! Vocês assim que lêem muito, doutor, me tira só uma dúvida, faxavor."
"Se estiver ao meu alcance..."
"Doutor, vê só. As minhas colegas aqui no serviço, quando assim dão parto, né?, lhes dão assim um subsídio de aleitamento..."
"Pois, parece que a Lei Geral do Trabalho deve prever isso."
"Então, mas ó doutor! Sabendo que as minhas colegas depois do parto recebem subsídio de mãe, com direito a dias de repouso, né?, assim então se a minha mulher em casa também deu à luz, eu como pai não vou ter os mesmos direitos das minhas colegas?"
GP. Benguela, 6 Dezembro 2016

domingo, 4 de dezembro de 2016

Divagações | QUE TAL UM CORRECTOR ORTOGRÁFICO POR ESTAS RUAS?

Estive cá a cogitar se o Facebook, a nossa montra mais colectiva do século, não podia introduzir assim tipo um corrector ortográfico para as publicações "muralinas", vulgo posts. E mesmo já que é para depois não se levantar o subterfúgio do clichê do custo elevado, tendo em conta os milhões de usuários da rede social de Mark Zuckerberg, para primeira experiência ajudaria pois a cobertura aleatória com base no perfil. Jornalistas, músicos, escritores, fazedores de opinião, linguistas, figuras públicas, professores e por aí vai. É que tem sido uma carrada de gralhas e desleixo de proporções violentas para o dicionário mental de qualquer generoso leitor. Neste campo de errar, sim senhor!, temos conseguido acertar. Claro que sei que os profissionais nunca têem problemas de base, a culpa dos erros gramaticais e ortográficos só pode ser do teclado dos computadores e telemóveis. O que um profissional publicou, está publicado e ponto final. Uns e outros amadores é que volta e meia ainda se dão ao caduco trabalho de reler e rever seus textos depois de publicados (editar se necessário), como forma de caça ao erro. Que desperdício de tempo!
 Ainda era só isso. Obrigado
www.angodebates.blogspot.com

(arquivo) Crónica | O empresário e a visita do governante

Não é para já dos temas que me excitem o gosto. Governante versus empresário? Não é mesmo! É por demais ténue a linha que divide os conceitos no hodierno mwangolê. Um significa outro, outro significa  um. Há por acaso como diferenciar sinónimos?

Permito-me, ainda assim, enfim, partilhar um insólito relato. É desculpar só mais uma (indispensável) divagação. Governar a província de Benguela é um desafio espinhoso, em se tratando da segunda capital de facto do país. Nomes e mandatos houve que só de lembrar não são de favorecer a saúde mental. No entanto, pelo palácio da praia morena passaram alguns de quem as pessoas não se esquecem, uns pelo humanismo, outros pela brutalidade, havendo também quem tenha sabido combinar ambos num só consulado.

Continuando. Há algumas décadas já, certo governante recebeu em audiência um empresário. Presume-se que tenha decorrido sob a feliz dosagem entre o feitio rústico do poderoso (um) e a energia atlética do poderoso (outro), acabando tudo em grande com a marcação de uma data de visita às instalações fabris do empresário a convite deste. “Teremos muito gosto em recebê-lo, camarada excelência”, teria reforçado.

E cedo se fez o dia da visita. O camarada excelência lá todo ele ouvidos e perguntas pontuais, aparentemente a entender o funcionamento das máquinas, num relato recheado de toda a deferência feita pelo próprio empresário. O governante só a observar, de vez em quando depositando um elogio ao empreendedorismo do conterrâneo (o que, sendo ou não sincero, não é pecado, digamos).

No final da jornada, sua excelência o governante é surpreendido com (permitam-me especular) a mais cara mobília na montra. “É uma oferta nossa, camarada excelência, pelo seu esforço”. E o governante, sabe-se lá porquê, agradeceu a oferta com uma cara… só assim. E lá o empresário a se perguntar silenciosamente o que se passava na cabeça do governante que não mandava já chamar um camião para transportar.

Eis que, surpreendentemente, o governante mandou chamar o trabalhador mais antigo daquela fábrica e lhe ofereceu a mobília mais cara que havia na montra, ironicamente oferta do patrão. “Em meu nome, leva esta mobília. É tua, por todo o suor dedicado ao crescimento desta unidade de produção. Bem mereces”, teria sentenciado o visitante. E lá o funcionário agradeceu e assenhorou-se da inusitada oferta. Neste casos, o que dizer do gesto do governante?

Enfim, se vos conto isso, a culpa é dos colegas que um dia decidiram ocupar a borla nas aulas contando cenas dos bastidores da província de Benguela. Qualquer coisa, já sabem: não estive lá. Abraços!

Gociante Patissa, Benguela 11 Nvembro de 2009 (atualizada a 04 Dezembro 2016)
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Áudio/Entrevista a Gociante Patissa BALANÇO DA IDA À FEIRA DO LIVRO DE FRANKFURT Rádio Benguela 30.11.16 (25 min)

O escritor Gociante Patissa foi o convidado da edição de 30.11.2016 do programa Zona Jovem, realizado e conduzido por Gilceu de Almeida na Rádio Benguela, para falar do seu trabalho, com principal incidência na sua participação na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, onde esteve a representar a União dos Escritores Angolanos num grupo de 22 países visitantes internacionais, de 17 a 23 de Outubro 2016, a convite do Goethe -Institut / Embaixada Alemã / Ministério Alemão dos Negócios Estrangeiros.

Neste momento sua excelência eu encontra-se no estúdio da Rádio Benguela para um breve balanço da participação na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, Alemanha, que decorreu de 17 a 23 de Outubro. Ainda era só isso. Obrigado.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Áudio/Debate | A participação dos jovens no desenvolvimento das suas comunidades

O programa Tudo à Noite, conduzido por Aldemiro Cussivila na Rádio Benguela, debateu ontem (28/11/16) sobre "A participação dos jovens no desenvolvimento das suas comunidades", convidando um painel constituído por Júlio Brito (médico), Vicente Neto (estante universitário do curso de direito) e Gociante Patissa (escritor)

Colectânea de contos de Natal chega em breve às bancas

Uma colectânea de contos destinados tanto ao público infanto-juvenil como aos leitores mais adultos está em fase acelerada do seu processo gráfico. Com ilustrações de Lito Silva e textos de cinco escritores, designadamente, Luís Fernando (que coordena a colectânea), Eduardo Águaboa (a residir em Portugal), Cremilda de Lima, Onélio Santiago (ambos de Luanda) e Gociante Patissa (a residir em Benguela), o livro sai sobchancela da Mayamba Editora, com sede em Luanda, e conta com o patrocínio de uma marca angolana do ramo de refrigerantes. O assunto foi tornado público no passado dia 25 de Novembro, através da coluna que o escritor Luís Fernando assina no jornal O País, sem no entanto revelar o título da colectânea nem a data prevista para o seu lançamento. "O livro de contos de Natal a pedido do meu amigo (na verdade, uma amiga), ficou feito no curtíssimo tempo de uma semana. A dificuldade, extrema no caso, aguçou tudo o que era preciso aguçar no mecanismo complexo do cérebro", frisou.
DGP. Benguela, 29 Novembro 2016
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Citação

«Não vejo que haja uma oposição entre humor e levar as coisas a sério. Há aquela frase que as pessoas dizem, ‘Hey, não se brinca com coisas sérias’, eu acho que isso não podia estar mais errado. Só se brinca com coisas sérias, caso contrário não vale a brincar» (Ricardo Pereira Araújo, humorista português. In msn, hoje)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Nota geral

Divagações | Das várias mensagens que me chegam para avaliar livros em carteira

São muitas as mensagens que recebo de compatriotas (regra geral desconhecidos e alguns sem fotos até) a quem desde já gostaria de elogiar pelo sentido de irem directamente ao ponto. Depois do olá, dizem-se logo autores de uns textos, rabiscos, projectos (os termos diferem mas o objectivo é o mesmo) que gostariam de submeter à minha leitura/avaliação (e quem sabe ajudar a publicar). Como não é possível responder a cada um, faço-o aqui de forma pública. Infelizmente não encontro nem tempo nem energia nem aptidão para esse exercício de crítico literário, por um lado. E fico ainda mais preocupado, por outro lado, pois na maior parte dos casos, percebo que o pedido de ajuda/orientação vem de almas que ainda não leram um único livro que eu tenha publicado, o que só pode concorrer para o risco de se criar uma expectativa irrealista quanto ao meu nível/potencial como escritor. Há que ressaltar que a minha leitura baseia-se no puro gosto e sensibilidade e na pouca experiência de auto-didacta crónico, não tendo nesta ordem de ideias qualquer autoridade académica. No ano prestes a terminar, por exemplo, só consegui ler mais ou menos quatro projectos de livro (dois de contos, um de poesia e um ensaio) das gavetas de confrades com os quais tenho alguma relação de confiança (é sempre melindroso opinar sobre um trabalho criativo). Para terminar, ficam as desculpas de quem não se dedica exclusivamente à literatura e tem de conciliar o dia-a-dia com a ocupação profissional (num ramo que pouca margem deixa para leituras). Se eu tivesse mais tempo a dedicar ao exercício altruísta de parar a minha própria oficina de ler e escrever para só cuidar dos pedidos, certamente o faria. Ainda era só isso. Obrigado. 

Também acho

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

(arquivo) Just a question | ARTESÃO OU ARTISTA?

Perguntei, em tempos, a um famoso escultor e artista plástico sobre a diferença entre “o artista” e “o artesão”. O que retive de sua resposta foi que o artesão produz para vender, vindo daí a existência de milhares e milhares de peças de "o pensador", onde o que manda é a vontade do cliente. Por sua vez, o artista segue a sua intuição e, embora no final almeje comercializar, é a sua voz interior que prevalece, preocupando-se não apenas com a dimensão estética, mas também a originalidade. Difícil passou a ser para mim achar a caracterização justa para o velho Kacitoto [kat∫ito:to], escultor da comuna da Equimina, município da Baía Farta (décadas de 80 e 90), cujas obras marcaram até muito recentemente a decoração da nossa casa. Calhava às vezes um cliente gostar de uma determinada peça. Mas era inútil pedir que produzisse uma réplica. Aliás, até o camarada comissário/administrador comunal, Victor Manuel Patissa (1946-2001), respeitava tal condição. Ninguém o encomendava preferências, bastava solicitar estátua, que o tipo e forma ficavam por conta do que viesse ao imaginário do mestre durante o sono. E foi sempre respeitada a vontade do mestre Kacitoto, iletrado e sem a noção científica de filosofia da arte. Neste caso, era artista ou artesão?
Gociante Patissa
PS: Não tenho a certeza que a escultura da foto seja da autoria do velho Kacitoto
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A brincar, a brincar...

Repassando ainda a preocupação alheia e não só

Nzeto pra Luanda = 262km 
Luanda pra Nzeto = 262km

Rés-do-chão pra 10° andar =10 andares
10° andar pra rés-do-chão = 10 andares

Segunda-feira pra Domingo = 6 dias
Domingo pra segunda-feira = 1 dia!!!

*Mas porquêeeeee??????*😰😰😰

domingo, 20 de novembro de 2016

Crónica | Haja êxtase a lá SIC...

Por Isaac Paxe, Luanda, 19/11/2016

Qualquer um de nós na condição de cidadão decide indignar se com a gestão da República. Compreende a necessidade de discutirmos o país. Precisamos criar bases sustentáveis assentes na justiça para invertermos o buraco em que nos meteram aqueles que desde o tempo dos movimentos auto declaram-se detentores dos nossos destinos. E pior ainda quando um grupo decidiu governar sozinho, e outros decidiram o olho por olho, dente por dente. Esse que governou pensou e sentiu se quase deus.

É com esse histórico que corrói a minha fé que assumo a minha condição de cidadão e predisponho-me lutar. Puxa, a Luta Continua mesmo... não era só jajão. Eles sabiam das coisas. E lá vou eu lutador pelas liberdades e pelos direitos. A minha realidade alcançada pelos olhos revolta me. Os relatos dos meus concidadãos nas redes sociais e também os que chegam pelas Rádios FMs são tônicos para a luta. Os órgãos oficiais revoltam me por no seu extremo enaltecedor cantarem e pintarem uma realidade de laboratório. 

Mas na realidade da vida quotidiana, a UCAN com os seus relatórios sociais vão nos dando indicadores do estado de facto das coisas. A Mosaico e o CICA vão dando também os seus subsídios. Eles geralmente destapam a pobreza. Mostram a sua geografia, cor, idade, padrão.....Como não vivemos só do social, outras Organizações como a AJPD, a Omunga, o NDI, o OPSA, a ADRA.... vão criando uma base de dados concreta sobre o Estado da Nação. As Agências das Nações Unidas nos seus ritmos e interesses também viram produtores das imagens dessa realidade.

Para nosso espanto, o nosso cidadão "conscientemente" indignado não recorre à essa base de dados para compreender o país e daí saber que projectos defender ou propor. Raramente enchem as salas em que esses relatórios são apresentados e discutidos. Não, essa realidade é exigente demais. Requer pensar e construir proposições fundamentadas. Não, isso é muito "politico". Cidadão indignado é aquele que aponta o dedo. Ganha coragem e assume o risco de ter voz. É preciso "bater" feito Ku-duro da vez.

sábado, 19 de novembro de 2016

UMA PEQUENA RAZÃO PARA CELEBRAR (OU NEM POR ISSO)

Recebi o e-mail do departamento de educação de uma instituição prisional de Califórnia, Estados Unidos da América, no sentido de autorizar o uso do conteúdo dos meus blogs www.angodebates.blogspot.com e www.ombembwa.blogspot.com (artigos, literatura e videos) para o ensino da língua portuguesa como língua segunda. Devo escrever manifestando a formalização da minha autorização para o efeito. O pedido vem de planificadores de conteúdos para o ensino de língua estrangeira dirigido a instituições académicas e a quadros do governo dos EUA. Ora, estou nisso de blogs há 10 anos e são destes incentivos inesperados que nos levam a recuar sempre quando bate aquela vontade de desistir. Em princípio não há qualquer contrapartida além da referência da fonte e do autor. Ainda era só isso. Obrigado. Assina: sua excelência eu.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

(arquivo) Citação

"Tens que ter sempre um mil. Você não pode deixar a mulher tocar no teu telefone. Quando ela falar 'amor, deixa fazer uma chamada', você diz 'toma dinheiro, compra saldo para ti, amor'. É assim, meu, fica esperto" (amigos conversando no bar, 17.11.12. Lobito).

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Crónica | A caneta explosiva

Tive a missão de representar Angola, de 17 a 23 de Outubro, na edição deste ano da Feira Internacional do Livro de Frankfurt, capital comercial da Terra de Gutenberg (antes arrolar este na elegia perifrástica do que aquele cujo apelido começa com H). Representar Angola é uma forma convencional de colocar as coisas, sabendo-se que não houve qualquer referendo para sondar a vontade dos demais, que até já vão em número superior a 20 milhões, a fazer fé no recente censo populacional.

A ida resultou de um convite feito à União dos Escritores Angolanos pela Embaixada Alemã em Luanda, tendo o domínio do inglês papel determinante no crivo do Goethe-Institut, que investe na divulgação da imagem do sector editorial no seu país através de conferências e algumas excursões. Este ano foram 22 países representados por escritores, jornalistas, editores, gestores culturais e livreiros.

Para quem um dia presenciou a 26.ª edição da Feira Internacional do Livro de Jerusalém, em 2013, e no mesmo ano a 6.ª Bienal de Jovens Criadores da CPLP, que teve lugar em Salvador da Bahia, Brasil, a de Frankfurt é de uma natureza contrária à noção comum de espaço para vendas promocionais. Ela privilegia os contactos entre profissionais do ramo editorial. Ao público o acesso é só nos dois últimos dias (dos cinco). As feiras são como os safaris; pouco se acha que não tenha já sido pensado, visto, lido. Não posso contudo deixar de elogiar o fabuloso desfile com aura de carnaval, levado a cabo por jovens e adolescentes inspirados em personagens da literatura alemã, que revela uma sociedade comprometida com a sua herança literária.

No aeroporto, despedi-me da colega sul-africana após o jantar chinês. Já estranhava não ter percalços com as autoridades migratórias, algo que sempre ocorre, sabe-se lá por conta de que karma. Na zona de rastreio, tirei dos bolsos o que podia, conforme a ordem. O que não podia deixei-o ficar. Não seria apropriado abrir ali a braguilha sem ser hora de tomar banho nem de fazer amor. Tens mais alguma coisa? Respondi que sim, o meu dinheirinho nos bolsos dos calções jeans que trazia por baixo das calças. É assim que levamos os Dólares. Pronto, aí o agente me leva ao biombo e provo que para além do dinheiro, os bolsos não podiam estar inflamados por conta de mais nada.

Quando ia recolher os meus pertences, um choque. A mochila da máquina fotográfica tinha acusado positivo na detecção de explosivos. Perguntam se fui eu quem fez a mala. E eu que não sou casado… Isso acontece algumas vezes por dia, diz o simpático agente, deixa-me chamar a polícia. E num instante, duas torres de espingarda ao peito. Há que abrir a mochila, retirar a máquina, as lentes, o iPad. O novo teste? Continua positivo.

Ali começa o revirar do passaporte, que não tem nada demais, só o visto de Israel na primeira página. Faltam 40 minutos para o início de embarque. Até que, por fim, desvendava-se o mistério. A caneta pen-drive, de tão multiforme, tem também um ponteiro laser alimentado à pilha, o que a faz potencialmente explosiva. Ufa!
Gociante Patissa, Katombela, 10 Novembro 2016 | 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Estive hoje a actualizar a informação do blog onde consta, entre outros, o inventário livresco envolvendo aquele gajo chamado Gociante Patissa

OBRAS PUBLICADAS:

— Consulado do Vazio (poesia), KAT - Consultoria e empreendimentos. Benguela, Angola, 2008.
— A Última Ouvinte (contos), União dos Escritores Angolanos. Luanda, Angola, 2010.
 Não Tem Pernas o Tempo (novela), União dos Escritores angolanos. Luanda, Angola, 2013.
— Guardanapo de Papel (poesia), NósSomos. Luanda, Angola / VN Cerveira, Portugal, 2014.
 Fátussengóla, O Homem do Rádio que Espalhava Dúvidas (contos). GRECIMA. Programa Ler Angola. Luanda, Angola, 2014.
— O Apito que não se Ouviu (crónicas).União dos Escritores Angolanos. Luanda, Angola, 2015.
— Almas de Porcelana (poesia reunida). Editora Penalux. São Paulo, Brasil, 2016.
PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:

— III Antologia de Poetas Lusófonos. Folheto Edições, Leiria. Portugal 2010.
— Conversas de Homens no Conto Angolano - Breve Antologia (1980 – 2010). União dos Escritores Angolanos, Luanda, Angola, 2011.
— Balada dos Homens que sonham - Breve Antologia do Conto Angolano(1980 – 2010). Clube do Autor, Lisboa, Portugal 2012.
— Di Versos - Poesia e Tradução, nº 18. Edições Sempre-em-pé. Maia, Portugal, Fevereiro 2013.
— A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua – Antologia Poética. Movimento Literário KuphaluxaMaputo, Moçambique, 2013.
— 800 ANOS / O Futuro da Língua Portuguesa. Bela e o Monstro, parceria entre o jornal PÚBLICO e o «Movimento-2014». Lisboa, Junho de 2014.
— Di Versos - Poesia e Tradução, N.º 22. Edições Sempre-em-pé. Maia, Portugal, Fevereiro 2015.
— Pássaros de Asas Abertas. A.23 Edições & União dos Escritores Angolanos. Lisboa, Portugal, 2015.
— Angola 40 Anos - 40 Contos - 40 AutoresMayamba Editora, Luanda, 2015.

Citação

"Desde que entrou mesmo essa coisa de Direitos Humanos, veio complicar muito o nosso trabalho. Os presos algumas vezes já mandam vir, também refilam."

Ovaka | Mãos | Hands

Casaram-se, deram início a uma vida nova

UMBUNDU | Ovo vakwela, vafetika omwenyo wokaliye 
PORTUGUêS | Casaram-se, deram início a uma vida nova 
ENGLISH | They got married and started a new life

domingo, 13 de novembro de 2016

Divagações | NÃO QUE NOS RALHEM

Quando um dia a lei da poluição sonora se fizer valer, mais do que punir, quem de esquerdo terá um trabalho muito básico a fazer e pedagógico com as igrejas: ensinar que quando quisermos gritar, melhor mesmo é nos certificarmos de que o microfone está desligado. Ou aquela coisa em desuso da equalização da mesa misturadora. É cada vez mais difícil suportar tantos decibéis. A amplificação está a desvirtuar a natureza das coisas e, em termos de tendências, parece que o crescimento das igrejas conta a partir do momento em que se adquire uma imponente aparelhagem de som. Neste quesito, o interior do templo já não fica atrás relativamente ao volume do som de eventos festivos ditos mundanos. Vai-se perdendo aquele ambiente de harmonia. A continuar como está, daqui a duas décadas não sobrarão ouvidos saudáveis para aguardar pela tão ansiada trompete a anunciar o reresso d'Ele. Não é por ser palavra de adoração que abusamos do volume e os nossos tímpanos sairão ilesos. Parafraseando o meu pai, é preciso que os meios comuniquem connosco, não que nos ralhem. Ainda era só isso, obrigado.
www.angodebates.blogspot.com

Opolo | Rosto | Face

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Homenagem | Tio José Samuel presente

Estou a ouvir agora no noticiário da Rádio Mais uma peça que dá conta da requalificação do terreno adjacente ao BFA da zona comercial do Lobito, no quadro da celebração do 11 de Novembro, data da independência nacional. Parece que a Administração de Alberto Ngongo voltou a repor o nome José Samuel, não se sabendo se vai coabitar com a outra designação do largo, a de Terreiro do Pó. Por razões muito familiares eu só posso estar feliz com o pequeno gesto que (re)homenageia a memória do político do Mpla José Samuel, abatido nas rivalidades de 1975 por militantes da Unita (nada aqui além do interesse histórico), salvo erro. Como já frisei aqui em tempos, o herói é filho de Samuel Ferramenta, que morava no Kambembwa, zona alta do Lobito, primo de Gociante Kapiñala, do município da Ganda, pai da minha mãe. José Samuel tem irmãos ainda em vida, mas nós fomos sempre mais próximos do pai deles, que até à data da sua morte na comuna do Monte Belo substituiu com carinho o lugar do seu primo Gociante. Já que estamos nessa senda, ó camaradas do M, não era já tempo de reabilitar e manter aberto o comité do partido da mesma zona, ainda que cada deputado passasse a contribuir com 20 mil kwanzas do seu rendimento mensal? Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa, 10 Novembro 2016
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Opinião | Onde equiparar é falsear

Não me assiste o menor direito de criticar, pois não contribuí mais do que ele faz para homenagear um nome, o maior da história da nossa Kizomba, o maestro Eduardo Paim. O máximo que posso é lamentar esta lamentável realidade de querer equiparar C4 Pedro ao general Kambwengo, alcunha com que também Paim se apresenta. Nunca tive a menor dúvida do potencial vocal do jovem C4 Pedro, filho aliás de outra referência na história da música de Luanda, Lisboa Santos. Mas depois do primeiro álbum, temos visto um Pedro em ascendente descambar, distante da estética e profundidade inicial, distante de si próprio enquanto músico revelação. E a razão conhecemo-la e compreendemo-la, sem contudo estarmos de acordo. É uma resposta às leis do showbiz e do que o público quer ouvir, já que os consumidores utópicos, aqueles que ainda acreditam no poder do artista em reeducar os hábitos de consumo e exigente consigo próprio, estes não atingem um número suficientemente representativo capaz de recuperar os largos milhares de dólares investidos na produção de um CD. Somos um país jovem, de maioria jovem, e estes em quantidade e filas de autógrafo constituem um substrato esmagador. Eduardo Paim, que nunca deixou de interagir com novos autores e que bem merece as homenagens todas, podia ser poupado de certas comparações. No ritmo, na mensagem, na responsabilidade, Paim, compositor que à semelhança de Paulo Flores andou em trabalho oficinal durante anos com poetas do calibre de Cassé, está muito acima, muito mesmo, da estética rasca que grassa na geração pós 2002. C4 Pedro é questão de sucesso, Paim é de consistência. Equiparar é falsear, digo eu.
Gociante Patissa. Lwongo, Katombela, 10 Novembro 2016
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O Facebook e demais redes sociais hoje, conteudísticamente falando, andam enjoativos. E eu que só visitei os UEA uma vez na vida. E os EUA que não sabem nada do comprimento dos meus cabelos. Ainda era só isso. Obrigado

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Oratura | Ombweti yateka

«Ombweti yateka.» Esta expressão Umbundu, que se pronuncia tal como se escreve, significa literalmente que a bengala está partida. Emerge do sentimento de perda e o consequente vazio que deixa a fonte de apoio. Em alguns meios, não se imagina o dia-a-dia de um homem sem ter consigo sempre presente uma faca e um pau (aqui homem entendido antropologicamente como macho, a quem a sociedade atribui, entre outros, o papel de protector). Do ponto de vista alegórico, podíamos dizer que ela remete originalmente à relação de pertença/dependência do ser humano para com a natureza, à qual vai buscar um pedaço inerte para se equilibrar diante do risco de tombar. O ser humano não é se não pertence. Esta explicação poderá não fazer muito sentido a quem já domine profundamente a língua, conhecendo o contexto inequívoco em que se justifica a utilização da expressão «Ombweti yateka». Mas alguns de nós só a ouvimos pela primeira vez enquanto trecho de uma música de pranto, de Justino Handanga, onde o artista chorava a morte de Valentim Amões, o empresário que mais se sensibilizava com a carência profissional dos músicos do Huambo. Concluindo, a expressão «Ombweti yateka» é usada para dizer que perdemos a pessoa que nos servia de refúgio. Lembrei-me disto a propósito de Valeriano Manuel, 63 anos, o último em vida dos seis filhos do velho Manuel Patissa. Nada mais restou. «Ombweti yateka».
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Ainda clics de Frankfurt

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Humor | Tudo por igual

Depois de faltar uma semana ao trabalho e confrontado com ameaça de despedimento, o cidadão vai ter com o médico e implora por uma justificação médica. O médico em princípio diz que tal proposta é insultuosa por colocar em causa os seus valores éticos. O cidadão convence o médico argumentando que não há valor ético superior a salvar quem sofre. Passados trinta minutos, o médico nota que a nota de cem dólares paga era falsa. Chama o cliente de volta, muito chateado. "Caramba, meu! Você me dá um dinheiro falso?!" Ao que o outro automaticamente reponde: "mas do documento também era falso..."
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UMBUNDU
Tuyiliko kamwe | CALISOKA ÑO
Eci pakapita osimanu okuti umwe ulume wainda lokutila kupange, ceya petosi lyokutundisiwa. Eye wakasanda cimbanda covosipitali oco opitise ocicapa ndamunu akala lokuvela. Cimbanda weya okulinga eti epingilo lyaco lyuvalula kutima, omo okuti ha yo ko onjila alongiwa layo vulandu wokulilongisa ukulihinsõ wokusakula. Eye ulume walinga eti civalula vali enene ceci nda ka tukwatisa vana vasaka. Eci pakapita akwim vatatu kwakukutu, cimbanda walawulula okuti emenlã lyo cita kolo Dolares (USD 100) ha lyocili ko. Noke wavilikiya lenyeño lyalwa: “Ove okanyihã emenlã lyolombongo lyensanda?!” Ukwavo watambulula okuti: “Ocicapa wanyihã censanda vo…”
www.ombembwa.blogspot.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Divagações | A pobreza como escadote

No outro dia, no calor da polémica em torno de um restaurante a ser construído na praia denominada "Pequeno Brasil", na cidade de Benguela, projecto em relação ao qual se apontam "dois pecados", sendo o primeiro de ordem ecológica (construção definitiva sobre a areia da praia) e o segundo de ordem ética (defronte a um estabelecimento de ensino), algo soou-me mais ou menos infeliz. Soou infeliz mesmo ao meu ouvido de quem conhece desde criança a cor, o cheiro, o sentir e a forma da probreza material. Num trabalho mais ou menos jornalístico do meu amigo Constantino Eduardo, publicado por um portal online com a marca de Benguela, argumentava o empreendedor, em tom de auto-vitimização, que o seu projecto devia ser louvado, pois dará emprego a mais de 40 pessoas necessitadas. O que quer isso dizer? Que se o restaurante fosse construído em zona menos discutível empregaria menos gente? Este tipo de argumento assente na boa fé de quem só pensa em acudir jovens desempregados e tirá-los da delinquência, coitados, acaba jogando um papel de chantagem social. É usar a pobreza de outrem como escadote. É claro que neste caso, o empreendedor é apenas uma parte do problema, cabendo a maior fatia de responsabilidade à Administração Municipal comandada pelo meu antigo professor de jornalismo, Leopoldo Muhongo. Por hoje, ainda era só isso. Obrigado
Gociante Patissa. Benguela, 02.11.2016
www.angodebates.blogspot.com

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Advertência

Vem mui (ou muito?) respeitosamente sua excelência eu levar ao conhecimento de vossa excelência você que a antologia intitulada ANGOLA 40 ANOS | 40 CONTOS | 40 AUTORES está disponível nas bombas de combustível da Pumangol. A foto reporta a do Lwongo, Katombela. Sai ao preço de 3.750,00 kz. Foi editada pela Mayamba em 2015 para assinalar o 40.° aniversário da nossa independência. Sua excelência eu participa com o conto O Homem que Plantava Aves. Ainda era só isso. Obrigado

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Crónica | É do apoio ao cliente? Poupem-me só, sim?

Daqui a uma hora entra em vigor a nova tabela de preços por UTT em Angola. Fala-se em um aumento na ordem dos 40%. As empresas de telefonia móvel não cabem em si de tanta ansiedade, quais noivos loucos pela chegada da noite de núpcias e poderem fazer o que já há muito vinham fazendo, mas agora com o sabor da legitimação: o coito, antes fornicação, agora comunhão. O mesmíssimo paralelo ocorre-me relativamente ao preço do consumo no ramo das telecomunicações, onde em boa verdade já há muito se deu conta de falarmos cada vez menos por um mesmo serviço/pacote. Basta lembrar que há coisa de cinco anos, com um cartão de 625UTT (AKZ 4.500,00) tínhamos internet por 30 dias, mas que de lá para cá o saldo evapora mais rápido que o gás butano. Até provas em contrário, mais a mais não tendo o INADEC (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor) algum tipo de estaleca técnica para aferir a transparência do sector, o cidadão é tentado a abraçar a hipótese segundo a qual a lei só vem legitimar o que ocorria em forma de "adultério", entenda-se um aumento que já estávamos com ele. Não sei se haverá alguma relação ou não, mas não posso deixar de partilhar uma cena trágicómica que testemunhei acidentalmente ao passar por uma taberna da minha rua. Tendo recebido mais uma dessas SMS a raiar o spam, ora do apelo ao registo para o voto, ora de campanhas aparentemente beneficentes das operadoras, ora da polícia a apelar a isto e aquilo, certo conviva ligou para o serviço de apoio ao cliente aos berros: Meus senhores!, observava ele, só quero vos avisar de uma coisa. Me tirem da vossa lista, ok?! Eu não sou cidadão angolano, portanto párem de me enviar essas mensagens, ouviram?! Por acaso o tipo era angolano, mas fiquei a pensar com os meus botões se não deveria haver uma cláusula que permitisse o utente escolher se quer, ou não, ser recipiente de mensagens em massa... Porque em muitos dos casos o conteúdo não passa de publicidade, justamente vinda da quem nos cobra impiedosamente por cada cêntimo que gastamos, às vezes nem chegamos a gastar. Aquela coisa de mandar madres levarem filhos à vacinação, ou de me dizerem a mim para não conduzir se beber (provocação barata esta), quando o próprio álcool sabe que há para aí mais de dois anos que não nos beijamos. E digo mais! Até porque quer a Unitel, quer a Movicel não nos fazem favor algum com os seus serviços. Alguma vez eu telefonei de graça, hã?! Meus senhores, peço-vos também eu: párem só de me chatear com as vossas mensagens. Já não sou mais criança, se eu quiser uma informação, sei onde encontrar. Poupem-me só, sim? Ainda era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa, Benguela, 31.10.2016

Ulandu wocisola | Tratado do amor | Love treaty

1.
UMBUNDU | Kefetikilo, ovo valisanga vokololo
PORTUGUÊS | No começo, encontraram-se na rua
ENGLISH | It all started as they met on the street
2. 
UMBUNDU | Eye wosapwila olondaka visonsa vokañunuñunu petwim
PORTUGUÊS | Ele segredou-lhe doces palavras ao pé da orelha
ENGLISH | He told her sweet secrets by the ear
3. 
UMBUNDU | Okwiya vafetika okuliyonja
PORTUGUÊS | A seguir começaram a seduzir-se
ENGLISH | Next they started seducing each other
4. 
UMBUNDU | Noke valisisita
PORTUGUÊS | E depois acariciaram-se
ENGLISH | Then they touched each other

Sua excelência eu. Ainda era só isso. Obrigado

excursão turística à cidade de Mainz

UMBUNDU | eteke twatundile okukulihinsa imbo lyo Mainz, vofeka yo Alemanha, muna kosimbu umwe ulume londuko ya Gutenberg asovola ovikete vyokumyoñolõlã volwali wosi upange wo "imprensa".

PORTUGUÊS | excursão turística à cidade de Mainz, na Alemanha, onde no passado um homem chamado Gutenberg inventou a prensa, a máquina que viria a revolucionar na história universal a indústria da imprensa.

ENGLISH | excursion to the city of Mainz, in Germany, the land of a man named Gutenberg, who invented a machine that turned out to be a revolution in the world printing industry. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Os transportes públicos são eficientes em cidades do continente europeu

UMBUNDU | Ulala wovyendelo vyowiñi wendisiwa ciwa mwalupale vocifuka co Europa.
PORTUGUÊS | Os transportes públicos são eficientes em cidades do continente europeu.
ENGLISH | Public transports system is efficient throughout the European continent cities.

De passagem por Lisboa, em Portugal, já no percurso de regresso à casa, encontrei-me com as minhas amigas. Foi uma alegria enorme!


UMBUNDU | Okupita vo lupale wo Lisboa, ko Putu, vungende wokutyuka konjo, ndalisangapo lovakamba vange. Cakala esanju lyalwa!
PORTUGUÊS | De passagem por Lisboa, em Portugal, já no percurso de regresso à casa, encontrei-me com as minhas amigas. Foi uma alegria enorme!
ENGLISH | Passing through Lisbon in Portugal, in my trip back home, my friends were there to see me. It was such a great joy!

Citação

"A professora disse: amanhã é prova, quero o cabelo dos homens bem penteado. Não podem vir com o cabelo só assim..."

Olwi wupita vokati kolupale wo Frankfurt

UMBUNDU | Olwi wupita vokati kolupale wo Frankfurt

PORTUGUÊS | O rio atravessa a cidade de Frankfurt
ENGLISH | The river runs through the city of Frankfurt