PONTOS DE VENDA

PONTOS DE VENDA
PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

domingo, 17 de junho de 2018

Diário | Então gozas de imunidades como?

"Ó senhora, eu já falei. Ainda não sou casado, nunca bati uma mulher. Por isso, me cumpre só, ya? Não me obrigues a fazer uso de força, estás a ouvir?!"
"Isso é teu problema, ó mano. E eu é que vou fazer o quê, se as mulheres deste mundo não te aceitam?! Larga mais é o meu negócio, pá! Vá ser homem noutras coisas, entendeste?!"
"Já que não queres entregar a prova da infracção, estás renitente, é só subir na carrinha!..."
"Eu?! Tchaaa!!! Nunca!"
"Estás a te confiar em quê?"
"Nós gozamos de imunidades."
"Ó dona, vá, vamos embora, já falamos muito! Voz de mando! Eu sou autoridade!" 
"Oh! Mano, o mano não é fiscal?"
"Ainda perguntas?!"
"Fiscal não é civil? Como mais é que vai ser autoridade?"
"Só falta mesmo pouco, vou-te meter nas algemas. Isso então é desacato!"
"Desacato como?! Te fiz o quê?"
"A senhora estava a fazer pracinha na berma, por cima ainda a estrada é nacional..."
"Não vamos só falar à toa ainda, mano! Uma pessoa sozinha assim já vira pracinha?! Afinal se a outra é zungueira..."
"Não, não! A mim não enganas! Já namorei com uma gaja de Malanje que me ensinou umas quinze palavras de kimbundu. Zungueira significa mulher que circula, ambulante. Não é o caso. Você estava parada..."
"Mano, na vossa família andam, andam, andam, nunca ficam cansados?"
"Por acaso, tens ali o cartão de ambulante para vender essa ginguba torrada, abacate, mandioca e banana?"
"Não."
"Tens alvará de retalhista?"
"Não preciso..."
"Então gozas de imunidades como?"
"Mão então o meu marido não é chefe de departamento?! Alguma vez viste no Prado dele último grito algum selo de taxa de circulação?"
www.anogodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Catumbela, 17.06.2018

Não acho piada em vídeos mostrando jovens/civis a dominar agentes na luta, tal como não apoio o uso abusivo da autoridade policial

Citação

"A nossa pátria não pode engolir os seus filhos, desta forma, sem um reconhecimento. Foram 48 pessoas (jovens, mulheres, adultos) que morreram naquele acidente."
(Solito Gamba, preparador físico, um dos quatro sobreviventes da queda do avião do clube Maboque Desportivo, há 23 anos, que voltava da província do Kunene, onde venceu por 1-2 o Dínamos local. In Rádio Benguela)

sábado, 16 de junho de 2018

Citação

"Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes." 
(Machado de Assis, escritor brasileiro. In Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p.120.)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Citação

"Para ter lugar na TPA na década de 1990, você tinha de ter a pele clara, um familiar de peso ou então a 12ª classe feita. Nessa altura havia uma direcção que acreditava que a imagem em televisão ficava bem para pessoas com a pele clara. Esta distinção não era formalizada, nós conhecemos os fenómenos que acontecem detrás da cortina." 

(Apresentador Mário Santos neste momento (13h00-13h40) na Rádio Despertar, Luanda, 15.06.2018)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Utilidade pública | Fundação Calouste Gulbenkian abre candidaturas para residências artísticas para naturais dos PALOP

À parte o valor irrisório da bolsa (1500 euros) e os quase excessivos parâmetros formais de inscrição, recomendo candidaturas para esta oportunidade oferecida pela Fundação Calouste Gulbenkian

Diário | Assaltar os outros também não é assim, Ok?!

"Boa tarde, menina, tudo bem por aqui?"
"Boa tarde, senhor. Tá tudo, obrigada. E você?"
"É como diz o nosso povo: já dá..."
"Ok."
"A política do funji aqui neste estabelecimento de restauração é precisamente como?"
"É só servir. É buffet. Self-service. A peso."
(...)
"Hoko! Mas espera aí: esse bocadinho custa isso tudo?!"
"Como assim?! Não entendo..."
"Vocês desculpem-me lá, pá! Assaltar os outros também não é assim, Ok?!"
"Ó senhor! Senhoooor! Vai aonde? Volte aqui, senhor! Isso não é meu azar?... Não pode abandonar o prato na balança, sem pagar!"
"Esse vosso prato pesa muito, demais, pá! Qualquer dia terei de trazer pratos da minha casa, ouviu?..."
"O senhor tem que pagar o que serviu..."
"Me viste a comer? A pessoa vai pagar o que não consumiu? Onde já se viu isso, hã?!"
"Mesmo assim, senhor."
"Ó menina, mas assim meio prato de funji, um peixito desdenhoso e molho de tomate é que vou pagar a dois mil e quinhentos kwanzas?! Vocês pensam que o meu dinheiro fermenta ou quê?!"
"É o peso, senhor, nada a ver..."
"Aié?! Quer dizer que o vosso milho tinha chumbo ou aço, não é?!"
"Senhor, não vamos só discutir. Cliente serve e paga."
"Minha senhora, esses vossos restaurantes que são feitos só a pensar no estrangeiro, assim não dá. Por acaso, vocês costumam ver mais a vossa sala cheia de engenheiros de obras como antigamente?"
"Não é por aí senhor... Isso vai ter que reclamar com os gerentes..."
"É sempre assim. Em Angola a gastronomia dá pouco espaço aos pratos típicos. Não falta muito, os nossos patrões chineses vão dominar o negócio, vão ver só..."
"As pessoas também geralmente não comem funji do restaurante, tipo preferem de casa..."
"Até te daria razão. Mas você acha normal o critério do peso? Então o pirão tradicional (que é só mesm água quente, farinha de milho) vai custar mais caro que o bife, o peixe, e por aí fora?"
"Hum..."
"Abre o olho, filha. Então se o kilo de fuba é duzentos kwanzas, o tomate é duzentos, o peixe caxuxuo é trezentos, vocês não acham que estão a furar o bolso do pacato cidadão com estes vossos preços de dois e meio, ah porque é balança?!"
"Então vamos fazer mais como?"
"Custa estabelecer preço fixo para o funji, tipo assim um pratinho a trezentos kwanzas?!"

www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Catumbela, 14.06.2018

Quando a vida estiver difícil lembre-se da lição (ainda não dada) do pensador que mais inspira: "Depois do almoço, vem o jantar"😂

Crónica | Euforias de ciclo novo?

“A história repete-se, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” 
(Karl Marx (1818-1883), filósofo e revolucionário socialista alemão.


A agenda política desta semana está a ser animada pela entrevista que o empresário Bartolomeu Dias (BD) concedeu ao jornal Valor Económico, na qual dirige duras críticas ao presidente João Lourenço (JLo), empossado há oito meses. Em causa, o pronunciamento em termos bruscos do PR ao anunciar em entrevista à Euronews que o consórcio Air-Connection, que apelidou de fictício, não irá avançar.

O controverso consórcio, alvo de críticas nas redes sociais e na imprensa independente, entre ela o Correio Angolense e o portal Maka Angola, seria constituído pela companhia de Bandeira, Taag, pela  Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea de Angola (Enana) e por operadoras privadas angolanas, algumas delas com a licença cassada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (Inavic) em virtude de não terem conseguido superar as não-conformidades detectadas em auditorias. As acções estavam distribuídas assim:  Taag 30%, Enana 10%, Bestfly 8.57%, Air Jet 8.57%, Air 26 8.57%, Air Guicango 8.57%, Diexim 8.57%, Sjl 8.57% e Mavewa 8.57%.

Com o chamativo título “Governar um país não é como gerir a nossa casa”, BD vê-se aplaudido por ser o primeiro empresário “sem papas na língua” a opor-se às medidas de corte que marcam a estratégia inicial de JLo. Reprova os modos com que o veto foi a anunciado e lamenta o recuo naquilo que seria a criação de mais postos de emprego, precisamente num capítulo em que o país não anda nada bem.

Para os mais atentos, não é de todo a primeira vez que o empresário se posiciona na imprensa em termos algo musculosos, sempre legítimos, para refutar uma posição oficial. Diremos que é uma característica saudável de estar na mídia. Aquando do veto da sua Diexim Express de operar nos céus angolanos por conta das não-conformidades, BD chegou a ameaçar levar o Inavic às barras do tribunal, o que não se sabe se emperrou na lentidão processual ou conheceu recuo. Mas é desta vez, ainda voltando à entrevista ao jornal Valor Económico, que o empresário atingiria o fundo da baixaria, ao empobrecer o seu argumento de razão usando uma narrativa digna de ambientes de bar:

“Não estou a ver o ministro Augusto Tomás, um indivíduo experimentado nas lides de governação, a cometer este erro. O surgimento desta companhia já existe desde o anterior Governo, foi aprovado em Conselho de Ministros e a TAAG não seria sócia maioritária, teria um volume de acções inferior ao conjunto dos privados. Agora, além da especulação, há aquele negativismo do negro porque nós, raça negra, enfatizamos tudo o que é negativo, não somos indivíduos positivistas para desenvolver o nosso continente e país. Queremos sempre destacar o erro dos outros por mais pequenos que sejam, esquecendo os aspectos positivos”, disse BD.

Para bem da nossa democracia (vertentes de participação e liberdade de expressão), seria realmente bom manter-se esta tendência (esperemos que vire cultura) de a classe empresarial tomar posições contra medidas do executivo. Mas muito melhor ainda para a utopia da moralização de uma sociedade com um passivo considerável de promiscuidade, será se houver a mesma coragem de contestar mesmo em dossiês em que não se tenham interesses ou dividendos.

Como alertou Marx, “a história repete-se, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. E a história parece repetir-se. Consta que quando o presidente José Eduardo dos Santos assumiu o poder, viveu-se uma euforia de críticas e "afrontas" por parte de entidades e sectores bem posicionados do aparelho e lobby do presidente Neto (falecido prematuramente), herdeiros em termos políticos de algum capital de poder e legitimidade para impôr pressão, aquela de quem acredita ter uma visão mais assertiva do que a do presidente da república, talvez mesmo mais autoridade do que este. Consta também que aos poucos muitos destes "corajosos" foram ficando fora de foco, criando-se com isso depois uma elite de descontentes e excluídos. Um dos grandes desafios do presidente Lourenço será seguramente o de resistir à tentação humana de repetir o que já sabemos. Ainda era só isso. Obrigado.

www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Benguela, 14 Junho 2018

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O país já pode saber o nome do cronista que animava o cómico KANZALA FILHO do Angolense ou ainda é cedo? Tive sempre um 'suspeito'

Em linhas tortas (53)

O mal-estar na UEA (União dos Escritores Angolanos), que motiva dos membros – uns mais expressivos, outros mais reservados – a exposição dos erros de gestão (com colagem depreciativa ao perfil do Secretário-geral), obriga, no mínimo, apontar também qualquer coisinha de positiva que se tenha registado ao longo do seu mandato. Qualquer referência favorável em relação a alguma decisão de que como membros tenhamos beneficiado, ainda que seja só para legitimar a narrativa do desalinhamento. Terá sido tudo erros e incompatibilidades? O escritor e confrade Carmo Neto, que sucedeu o confrade Adriano Botelho de Vasconcelos, está há oito anos à frente da nossa UEA, até então a mais representativa agremiação de escribas, no penúltimo dos três ciclos de três anos que deverá conhecer o seu termo em 2019. Sai com a grande nódoa de não se terem feito démarches atempadas que salvassem a vida do nosso funcionário Zacarias Falso, detido por suspeita de negligência em vandalização de viatura no recinto da UEA e mais tarde morto por tortura nas celas da polícia em Luanda. A lição que fica é que mandatos longânimos em instituições cooperativistas não se recomendam, quer pelo desgaste da imagem, quer pelo comodismo do líder em relação às obrigações estatutárias e, fundamentalmente, na consolidação da vida interna das organizações. Como sempre defendi internamente, um dos problemas é (já) não haver assembleias intermédias, estando a regularidade reservada só para as assembleias eleitoralistas, que como é de imaginar não dão espaço para abordar de forma conciliadora os recalcamentos e alguma falta de transparência na gestão da coisa pública. Talvez tivesse ouvido a voz interior quando a sua candidatura ao terceiro mandato se viu bastante protestada, tendo entretanto ganho o pleito à tangente, em se tratando de mandato de continuidade, à pala da grande obra demonstrada pelo antecessor. Tornei-me membro em 2009 e é realmente a primeira vez que vejo insatisfação de membros evoluir para desvinculação (formal). O que vem a seguir não está claro. Seja como for, estando distante de Luanda e das fontes mais próximas do "turbilhão", não sendo, ainda assim, de me calar perante circunstâncias em que a consciência obriga a uma tomada de posição, deixo um abraço de compreensão aos que saem, aos que ficam e aos indiferentes. Ainda era só isso. Obrigado
www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa, Benguela, 13.06.2018

Alguém confirma se ali no novo mambo das isenções aduaneiras a importação de livros está contemplada? Ainda era só isso. Obgdo

Utilidade pública | Recrutamento para formação técnica no sector petrolífero. Qualificação exigida - ensino médio ou Puniv (ciências exactas). Experiência na área não é necessária. Inscrições até 25 de Junho

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Ou porque divulga melhor ou porque é facto. A Embaixada Americana parece ser a que mais oportunidades de formação dá aos angolanos

#embaixadaamericana

"O jornalista nunca se cura desta condição" José Jorge Letria. Jurista/escritor/jornalista/cantor português, in Mar de Letras, RTP

Que tal vai de novos autores a literatura do seu país? Por acaso, só leio um da minha cidade, acho que este é o futuro (adaptado)

Diário | Me apaixonei por uma pessoa fusca?!

“Amor, eu queria assim  sabes, né?… – falar uma coisa importante…”
“Deixa ver se adivinho. Será necessário reconhecimento pelo notário?”
“Também não precisa exagerar…”
“Um pouquinho de humor é a vitamina do amor, né? À espera do desenvolvimento e da conclusão. Só estamos na introdução. Quando penso que no fim de tudo, ainda resta a etapa de arranjarmos um título sugestivo para esta composição que tentas lançar…”
“Pára! Parvo…”
“Ok. Era só um aquecimento básico a ver se te rasgas logo em palavras. Deixas-me nervoso quando accionas o teu ar muito sério… será que te ofendi e não dei conta?”
“Até, não. Foste já logo ali?! Tu és atencioso, fofo. Dá cá ainda um beijo…”
“Será que sentes que vais reprovar outra vez na escola?”
“Ainda não sei bem, mas não é por aí…”
“Então, dama? Fala logo…”
“É assim: se não fizer maquilhagem, acho que não vou voltar aqui no teu quarto…”
“Como?! Acho que não percebi bem…”
“As minhas amigas me deram assim umas dicas que com a maquilhagem a pessoa fica radiante. Por onde passa, deixa…”
“Quer dizer que posso não pagar o pré-pago da ENDE, na casa toda escura vai bastar a tua maquilhagem para iluminar?”
“O que é que tem a ver?! Deixa falar. Não reparaste como elas agora estão tipo divas?”
“Ai, é? Por acaso, não me saltou à vista… Falam dos mesmos assuntos, moram onde sempre moraram, vestem as mesmas roupas…”
“Homem mesmo não entende, ya?… Afinal vos fizeram como?! Oh, raça de distraídos! Escuta uma coisa: maquilhagem é tudo… Uma mulher até se sente outra…”
“Ai, sim?… Estou a ver…”
“Estás a ver este cravo na cara?”
“Foi das características que me fizeram te conquistar; te torna diferente…”
“Estás a me ofender!”
“Amor, estamos a namorar há quatro anos, certo?”
“Assim mesmo!”
“Então só hoje é que estás à procura de brilhar? Queres-me convencer que durante estes anos todos, me apaixonei por uma pessoa fusca?! Não faças isso, por amor de Deus!”
“Também não precisa falar assim!!! Isso ofende, sabias?!”
“Mas a mulher angolana é assim porquê, que uma simples moda é suficiente para comprometer a auto-estima?!”
“Hã?…”
“Aparências, sempre as aparências! Sabe o quê? Eu dou razão ao governo quando decidiu dar a produção dos novos BI aos chineses. É tanta crise de identidade e máscaras sociais que simbolicamente até faz sentido colocar a nossa identidade nas mãos dos maiores falsificadores de mundo… Depois é só esperar chineses adultos naturais de Angola…”
“Já vi que não queres pagar o tratamento de beleza. Ó coiso, vamos só mudar de assunto, ya?”
www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Benguela, 12 Junho 2018

Advogados e juristas são-tomenses queimam os seus diplomas em sinal de protesto

 Célia Posser, bastonária da Ordem dos
Advogados de São Tomé e Príncipe (AOSTP)
É um caso inédito. Juristas e advogados queimaram na tarde desta segunda-feira (11.06) os seus diplomas universitários na praça pública, numa manifestação contra a reforma da justiça em curso em São Tomé e Príncipe que está a ser implementada pelo Governo desde início do ano.

Texto e Fotos: DW 11.06.2018 (Ramusel Graça)

A comunidade jurídica do arquipélago não concorda com a implementação da referida reforma que no entender da Ordem dos Advogados visa apenas atingir um grupo de pessoas, garante a bastonária Célia Pósser.

"Desde a criação do Tribunal Constitucional, a exoneração compulsiva dos juízes, e posterior promulgação da lei tem acontecido muitas aberrações ao nível da reforma da justiça. Nós agora temos uma lei que prevê para nomeação dos novos juízes do Supremo, um concurso público e depois vem dizer na mesma lei que os juízes são nomeados pela Assembleia Nacional . Essa disposição legal vem anular todas as decisões tomadas pelos antigos juízes do Supremo Tribunal de Justiça e considera-as inexistentes", refere a bastonária.

Bartolomeu não devia PUBLICITAR banco em set telejornal. A Directora do Instituto Defesa do Consumidor deve vender marca de leite?

Já imagino o argumento: como a lei não proíbe, se calhar pode. E o bom-senso, e a ética? A quem é que o cidadão se vai queixar em caso de algo correr mal na relação entre fornecedor e comprador, se a responsável do instituto nacional de defesa do consumidor (INADEC), entidade pública, é precisamente a garota-propaganda daquela marca comercial de leite? Que credibilidade é que a gestora espera, se afinal em pleno exercício de funções pelo estado serve de modelo publicitária de comerciante privado?

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Citação

"A excessiva censura mata o desenvolvimento. A excessiva abertura torna a sociedade completamente vulnerável.  A comunicação é uma faca com dois gumes bastante afiados.  É preciso saber manejá-la." (Drumond Jaime)

Diário | Não está assim com princípios de ébola nem nada?

“Ó meu caro amigo, eu não estou a gostar nada disto, pá!!!”
“Mas isso são modos?! Quer dizer, um gajo aqui sossegado (estamos a falar um bocado alto demais), a discutir assuntos sérios do futebol, com o Sporting lá de Portugal a cair aos pedaços, e você chega com chamadas de atenção?! Sinceramente, até não entendo…”
“Repito: Ó meu caro amigo, eu não estou a gostar nada disso!!!”
“Isso mesmo já é o tal último azar, palavra de honra! Fiz o quê? Aliás, de onde é que somos amigos?”
“Para mim, trato todo o mundo mesmo assim. Homem, amigo. Mulher, amiga. Não tenho inimigos, não gosto e nem quero… Ou é o que você procura na vida?”
“Desculpe, mas é mesmo comigo que pretendia implicar?”
“Só lhe falo uma coisa, ó meu caro amigo. Desapareça do meu caminho, ouviu bem?!”
“Eu?! O meu senhor não está assim com princípios de ébola nem nada?”
“Olha que se eu pudesse, abria uma cantina para vender saúde ao governo, percebe?!”
“Estou já a ficar passado. Vá, diga lá, por amor de Deus. Onde é que eu o incomodo?”
“Eu quero estar livre, estou a lhe avisar pacificamente… por enquanto!…”
“Mas como assim?”
“Ó meu caro amigo, ainda eram sete da manhã quando passei como quem não quer nada ali pela esplanada do 1.º de Dezembro, e lá estava você em ambiências. Duas horitas e meia, chego ao Café da Cidade, e lá está você, outra vez, a conviver. Certo ou errado?”
“Por acaso, cóf!, cóf!, é verdade.”
“Pois. Está a ver? Até notou! Eu é que não achei piada. Agora onze da manhã, chego à Flamingo para apetrechar assim uma coisita no estômago, e quem é que eu encontro de novo? Você! E não é de hoje. Tenho a certeza que onde eu for almoçar, o meu amigo lá estará. Se não é na sala, é logo à porta. No cair da tarde, se a pessoa entende chupar uma lambretinha, o fantasma do meu amigo certamente… Acha isto normal?”
“Mas são espaços públicos de reencontrar a malta cá da cidade, pôr a conversa em dia…”
“Eu quero estar livre, faço-me entender?! Está a aparecer demais no meu dia-a-dia!!!”
“Isso parece anedota, ó homem! Aonde é que quer chegar?”
“O que me faz espécie – e não diga que na escola não aprendeu o mínimo de geografia – é que os sítios ficam num perímetro poligonal com um raio mediano de 300 metros, pá! Assim vai dizer que o sabor da cerveja varia consoante o nome do estabelecimento? A sua garganta regula como então, que na mesma manhã matabicha em vários bares?”
“Mas ainda que fosse. Agora as pessoas já não podem chupar democraticamente?”
“Ó meu caro amigo!, na guerra ou na paz, cada bêbado com o bar dele, cada bar com o bêbado dele. Isso sempre foi assim!”
“Mas fique calmo. Não contribuo para o preço do copo subir. Da aguinha não passo…”
“Ainda mais! Neste caso, anda só a fazer verbo encher nos bares porquê?!”
“Que mal tem?”
“Ó meu! Você que só consome água, a sua parada é noutras bandas. É uma ideia… Não experimenta pausar no pátio da Empresa de Água e Saneamento porquê, né?”

www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Benguela, 8 Junho 2018

Exª JLo, lance a CAMPANHA FOTO SEM LEGENDA 2 DIAS. Há peritos em escrever errado cá no Face. E se excluísse o português do ensino?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Humor | Quem manda levar trabalho para casa? (*)

Um funcionário de uma agência funerária trabalhava à noite para examinar corpos antes de serem sepultados ou cremados.

Certa noite, ele estava examinando o corpo de um homem identificado como José Chagas, que estava para ser cremado, quando descobre que o defunto tem o maior pénis que ele já viu em toda a sua vida.
- Desculpe-me, Sr Chagas - diz o funcionário - mas não posso mandá-lo para o crematório com essa coisa enorme. Ela tem que ser conservada para estudos e para a posteridade...

Com um bisturi, remove o pénis do morto, guarda-o num frasco e vai para casa. A primeira pessoa a quem ele mostra a monstruosidade é a sua mulher.
- Tenho algo inacreditável para te mostrar, querida. Algo que nunca viste e nunca verias se não fosse desta forma. Nem vais acreditar!!!
Abre o frasco e ela, ao ver o conteúdo, grita estarrecida: - Oh, meu Deus, o Chagas morreu???!!!...

MORAL DA ESTÓRIA: Nunca leve trabalho para casa.

(*) Recebido sem identificação de autor. Título do blog Angodebates

terça-feira, 5 de junho de 2018

Às vezes acho que os profs de português na base me devem desculpas pelo rigor. Isso hoje faz alguma diferença? Ainda era só isso

Custa crer na tese de o Min. da Educação não ter "localizado" a direcção da American School of Angola em Luanda e assim a encerrou

(arquivo) Opinião | Vale mesmo a pena ter um cartão de loja?

O senhor já tem o cartão da nossa loja? Abordou-me certa funcionária de uma cadeia de hipermercados na Namíbia. A pergunta soava-me familiar. Respondi que não, que estava ali em gozo de férias e não faria, pois, sentido despenderem custos para um cartão que não seria usado. Dona de um subtil poder de persuasão, a moça convenceu-me, ainda assim, a tratar um. São as tais decisões induzidas num cada vez mais frenético e ardiloso marketing globalizado.

Você não sai de casa com a intenção inequívoca de tratar um cartão de loja. Ouvimos falar dele no convívio social ou, na maioria dos casos, por aquele profissional de boa aparência e verbo, devidamente treinado para o papel. Descontos, bónus, acumulação de pontos. Todos falam de benefícios. E da desvantagem? Será que as lojas se tornaram instituições de caridade, deixaram de perseguir o lucro?

Façamos um pouco de contas. Você já parou para pensar que o cartão de fidelidade (dado aparentemente de graça) é feito tão-só do mesmo material que o cartão multicaixa (obtido mediante desconto de quase mil Kwanzas pela entidade bancária)? Você já pensou que o seu cartão de loja é feito do mesmo material usado na produção de passes de identificação em muitos estabelecimentos? Já agora, quanto é que você ou a entidade patronal paga pela impressão do cartão mesmo? Dou o meu exemplo a contas largas. A emissão normal do passe de acesso custa ao meu patrão anualmente dez mil Kwanzas (ao câmbio de USD 100). A perda implica uma penalização de 40 mil Kwanzas (USD 400).

Alguma vez a loja lhe cobrou pela emissão (normal ou segunda via) do cartão? A resposta é, certamente, NÃO! E já que estamos em maré de generosidades, que tal converter o valor do custo de produção do cartão em bens de consumo? Seria interessante saber quantos consumidores angolanos aderiram aos cartões de fidelidade. Mas, como já é sabido, no campo das estatísticas temos ainda um longo trabalho a fazer. Façamos ao menos uma volta breve pelos websites dos principais operadores comerciais em Angola.

A Maxi, há 21 anos presente no mercado, tem os cartões de cliente Maxi Desconto e Maxi Gold. O site refere que “o cartão Maxi Desconto passou a possibilitar ao cliente acumular descontos sempre que o apresentar no momento de compra.”

Já o do Kero, aberto em 2010, é “pré-pago de fidelização que permite acumular eskebra”. Diz mais: “É fundamental na relação Kero/Cliente, pois permite beneficiar os nossos clientes mais fieis proporcionando-lhes vantagens na sua preferência.”

O site do Candando, aberto em 2015, anuncia que “o cartão Dando Candando permite escolher entre mais de 30 mil produtos alimentares, brinquedos, moda, decoração, tecnologia, bem-estar e muito mais.”

Na Shoprite, multinacional sul-africana, o cartão permite um depósito entre os 500 e os 200 mil Kwanzas, mas sem promessa de bónus nem oferta de nada. Um pouco à semelhança, na província de Benguela, da já falida Sodispal, sucedânea da Catermar.

Para o académico português  José Rousseau, numa reportagem do PUBLICO há três anos, “Estes cartões podem facultar ao retalhista informação directa e fidedigna que mais nenhuma outra ferramenta poderá dar.” Ou seja, “em troca de descontos, acumulação de pontos, ou eventos exclusivos, conseguem obter a informação mais valiosa de todas, determinante para aumentar vendas.”

Numa linguagem mais simples. Como se já não bastassem as câmaras de vigilância, toda a vez que usar cartão, você estará a ser submetido (sem saber) a um inquérito sobre o quanto gasta, com o que gasta, em que dia, e por aí vai. Nada mais é pessoal e íntimo.

Ora, não nos cabendo o papel de julgar, a preocupação é apenas de foro ético.Quem irá monitorar a confidencialidade e o uso adequado da informação recolhida? Terá o cliente, ao aderir ao cartão, noção das posteriores análises feitas ao seu comportamento? Ainda era só isso. Obrigado.

Gociante Patissa | Benguela, 4 Dezembro 2017 | www.angodebates.blogspot.com

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Diário | Assim vais dizer que estás melhor que eu?!

“Como é, parente, essa disposição é como?”
“É aquela, meu!… E convosco?”
“Ya… Vamos fazer mais como?…”
“Como é, velho, ali no multi-caixa tem papel?”
“Qual papel? De letras finas ou o que tem as caras dos pais dos outros?”
“Este mesmo, o de um morto e um vivo.”
“Nada. Também fui picar, a ver se aquela sujeira já caiu, e nada!”
“Vosso fim do mês continua a atrasar muito?”
“Isso até…”
“É o que te falei naquele tempo: tira voado desse empate profissional de figura pública que apanha poeira na fila do banco quando o salário cai, ainda estavas a mandar vir. Sócio, eu esses mambos de esperar salário no bolso do patrão, tipo mulher doméstica que depende do marido, já descalcei há bwé. Hoje, faço meus business, hã!, empresário por conta própria é outra coisa. A vida minimamente vai...”
“Nessa conversa já estás a ir com água, mô wi! Você já assim também é empresário?! Ó meu, baixa ainda a velocidade do sonho…”
“E vais dizer que não sou um empresário?!”
“Estás sempre a ir com água, ó pai! Empresário vem de empresa, estás as ver, né? Alguém que faz importação, que tem parceiros lá fora. Você tem empreendimento, és um pequeno empreendedor só ainda praticamente. Ou já pagas imposto nas finanças, no banco tens garantia de crédito e eu ainda não sei?!”
“Mas eu pago salários, ouviste?!”
“Hum! Fazes pagamento por biscato, mano, não vamos só se entrar na mente, engordar as ideias. Tipo assim: se é na classe dos carros, você ainda é só um kaleluya, rapaz! Não acabaste bem de ser mota, apesar da carroçaria. São vocês! Só viu uma esquina com seis galinhas, ah porque projecto no sector aviário com vista à diversificação da economia. Xê, você!!! Vai à escola, homem!”
“Sei ler e escrever. Contas é comigo. Assim vais dizer que estás melhor que eu?!”
“Em Setembro o salário dos professores já vai tomar anabolizantes, está no ginásio das finanças a ganhar músculos…”
“Tcha!!!”
“O novo estatuto de conversão da carreira docente é uma promessa! Aquela greve do Sinprof fez alguma coisa. O cágado da justiça vai chegar, lentinho, mas vai… Os outros que ainda abandonaram o estudo e o estado, isso já é com eles…”
“Só agora que vais conhecer dinheiro parece, né? Tudo o que vais comprar eu tenho ou já tive…”
“Será?”
“Eu vivo bem, sócio! Já dei grande passo. Quero resolver a minha vida. Quando atingir os quarenta e cinco anos, não preciso mais trabalhar. Aquilo é só comer, beber do bom e do melhor, muitas miúdas estão à espera. Agora, vens com essa conversa, ah porque tens de estudar?! Depois dos trinta e cinco anos, o tal estudo vou mais levar aonde?!”

www.angodebates.blogspot.com  | Gociante Patissa | Benguela, 04.06.2018

Ontem no cine o enredo do filme era tão ruim e inverosímil que quase liguei para o INADEC, não fosse domingo. Ainda era só isso. Obrigado

Autarcas de um futuro próximo

sábado, 2 de junho de 2018

Recebia emails para divulgar eventos de certa editora brasileira de nome africano até ao dia que perguntei se podia submeter livro

Pela claque virtual não surpreenderia ver manif à porta da cadeia a exigir soltura do agente do vídeo que fuzilou suposto meliante

Utilidade pública | PROCURA-SE EMPRESA PARA CONSTRUÇÃO DE HOSPITAL NO MUNICÍPIO DO CUBAL

Mulher angolana sente-se bonita em traje e penteado afro mas quer o homem em fato/gravata, corte à escovinha. Eliminem o 25 de Maio

Crónica | Vida de marginal hoje em dia não está fácil, quanto mais a do polícia…

Cartoon de autor não identificado
Prece solidificar-se a entrada para um ciclo, quando muito quinzenal, de termos de fazer uma tomada pública de posição, por imperativos de consciência, face aos excessos na relação entre o cidadão e o polícia, com alternâncias no papel de carrasco.

Ainda nem faz um mês que condenarmos a morte do compatriota Zacarias Falso, guarda da União dos escritores Angolanos (UEA), detido em serviço por um comandante policial na sequência do furto da placa electrónica da viatura Toyota Fortuner (da cidadã Lúcia Silveira, durante um evento da AJPD-Associação Justiça Paz e Democracia, que ela preside, albergado no espaço da UEA). Zacarias faleceu depois de dar entrada no hospital, vítima de tortura numa das esquadras policiais na capital, supostamente perpetrada (apenas) por três detidos na mesma cela como consequência de ter negado uma tarefa “doméstica” (uma tese longe de ser convincente). Neste caso, ficou mal na foto a polícia.

Mas é na mesma Luanda que pouquíssimos dias depois se deu um caso também digno de repúdio, só que desta vez estando o polícia na condição de vítima. Em pleno serviço, um agente regulador de trânsito aborda uma viatura e a atitude do motorista é insana. Atropela-o. Encontra-se em situação de saúde crítica. Levantamos logo a voz para condenar tal cobardia, tão lesiva quanto é a violência castrense, tantas vezes denunciada.

No dia dedicado à criança, agitam as redes sociais os três minutos de vídeo amador com uma barbárie institucional. Vêem-se um jovem a contorcer-se, aparentemente baleado, e um agente do SIC (Serviço de Investigação Criminal) empunhando uma AK-M. Este faz uns telefonemas e instantes depois entra outro à paisana, que saca da pistola e descarrega letal e à queima-roupa sobre o alegado marginal, ao que se via, desarmado. O morto aparentava ser de camada social desfavorecida, talvez por isso não se conheça a voz da família.

Isto, precisamente no dia em que o presidente da república, João Lourenço, em périplo pela Europa disse em entrevista à Euronews quanto à violação dos direitos humanos, e citamos, “Estamos a trabalhar no sentido de que isso não aconteça. Nos oito meses da minha governação, não sei se existem casos. (...) estarei atento para que isso não aconteça”, fim de citação.

A execução do alegado marginal, à luz do dia e exposta ao trânsito da zona do Benfica em Luanda, divide opiniões. Uns condenam, outros encorajam uma abordagem enérgica no combate ao crime. O certo é que a história está incompleta. A vítima era assaltante? Só hoje ou andava à monte? O vídeo começa e termina no local do abate. Sugere alguma falta de contexto, porém a crueldade do acto faz ela mesma um contexto. A polícia já emitiu comunicado a condenar a acção do agente e promete medidas disciplinares e criminais.

É útil que condenemos. É também útil que nos solidarizemos com os polícias, de modo geral, apelando para um trabalho dentro da corporação na vertente psicossocial de quem arrisca a vida todas as noites para garantir a tranquilidade da maioria, mas que nem por isso tem as condições sociais minimamente asseguradas; aquele que escapa à morte no dever de capturar um marginal e lida com a frustração de o ver logo de seguida livre por aí, em virtude de a entidade competente, o Procurador, não ver evidência que justifique manter a situação carcerária do suspeito. Caso para dizer que se a vida de marginal hoje em dia não está fácil, quanto mais a do polícia… Ainda era só isso. Obrigado.

Gociante Patissa | Benguela, 1 Junho 2018 | www.angodebates.blogspot.com

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Ex-presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, pode ser detido

O antigo Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, poderá ser detido se no novo prazo de 15 dias não se apresentar à comissão parlamentar de indústria extractiva, que investiga o seu envolvimento num caso de corrupção no sector de diamantes.

No princípio a notícia guiava-se pelo facto e pela verdade. Depois passou a guiar-se pela dúvida e pelo gosto ideológico do órgão😥

Em linhas tortas (51)

Se se refere ao tempo passado, use "HÁ" (este mesmo, do verbo haver) e não simplesmente o "A" (aquele do artigo definido e não só). Ex: "As greves começaram há uma semana"; ou "há quase um ano, a porta-voz da CNE bebia muita água em serviço (sem perder a pose da jurisprudência, diga-se. Cada gole, um flash)". Para futuro use "A" (querendo dizer dentro de X tempo). Ex: "Daqui a seis meses volto a chupar cerveja (só se for você; eu, não!)"; ou "daqui a duas semanas inicia o ópio chamado mundial de futebol". Embora o "H" seja mudo, quer dizer não aspirado/soado, deve lá estar. Portanto, se eu disser que "Escrevi isso a três minutos", a frase está errada. O correcto é, por se tratar de tempo passado, "escrevi isto há três minutos". Imagino que daqui a poucos minutos, alguém irá clicar "gosto" no mambo, né?Ainda era só isso. Obrigado | www.angodebates.blogspot.com

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Em linhas tortas (50)


Sua Excelência Eu aproveitou metade do dia de hoje para levar o carro a uma estação de serviço no coração de Benguela, naquilo que foi a primeira lavagem desde que se fechou o ciclo das chuvas de 2018. Lá posto, ainda tive a oportunidade de testemunhar o show de dois jovens (24 anos mais ou menos) entrarem em socos da cara e de onde mais lhes apetecesse, constando do cardápio quedas aparatosas e tudo no duro chão, em pleno serviço. Motivo, um, o ligeiramente mais velhito, fez chacota ao colega mas não tolerou que lhe fosse devolvida pelo seu mais novo, que por sua vez não admitia a bofetada, até porque já passou dos 22 anos. Enfim, diríamos que foi assim uma porrada de motivação etária. A sessão deverá ter durado uns três minutos, findos os quais os contendores distribuíram equitativamente o resultado, ou seja, ninguém ganhou e ninguém perdeu. No final das contas, com este inovador atractivo, tendo em conta o binómio preço-qualidade, achei o preço (2000 kz) barato. Porque algo tão original numa sala convencional de cinema ainda incluiria o preço da pipoca e das lentes 3D. De sorte que, já parafraseando uma sátira que li hoje nas redes sociais, o pugilato sem guião em pleno local de serviço é realmente "uma prova de que nem tudo está perdido, ainda há muito mais a perder". Não sendo este detalhe tudo, chamou-me atenção pela negativa o facto de o sistema de drenagem não funcionar, o que leva o pessoal de serviço a se desfazer da água residual, já a feder, usando baldes, num cenário pouco higiénico e como tal apelativo à penalização pelos fiscais da sanidade urbana. Se por lá passassem esta tarde, teriam muito provavelmente o maior flagrante do ano. Ainda era só isso. Obrigado | www.angodebates.blogspot.com

terça-feira, 29 de maio de 2018

Receio construirmos um país de Direito mas sem vergonha e sem memória. Um exemplo? A toponímia onde a lei se sobrepõe ao bom-senso

Se estão habilitados a curar todos os males,o Facebook não podia contratar NATUROPATAS angolanos para combater erros de português?

Criar um projecto e, quando a coisa dá frutos, ser combatido pelo grupo, fere. Não admiro políticos mas tenho pena do Chivukuvuku

Just a question

É de intrigar o bom-senso em certa medida ver o compatriota David Mendes em tantos papéis de uma só vez. Sendo ele deputado da Unita, é ético ser constituído advogado pelos cinco partidos integrantes da CASA-CE no processo contra o líder da coligação, até mesmo tendo em conta o histórico de ser o acusado dissidente do partido cuja camisola o advogado veste? (Aventa-se a hipótese de estar em causa um desvio de 15 milhões de USD, até ao momento não confirmado de fonte oficial.) Bem, enquanto se aguarda pelos vossos fundamentos e sofismas, ainda era só isso. Obrigado 

Está duro no Quénia | É preciso licença para divulgar vídeos nas redes sociais

Seja no Facebook, Instagram, Twitter ou YouTube: no Quénia, quem quiser publicar vídeos nas redes sociais terá de pagar dezenas de dólares em licenças. Vloggers falam em violação da liberdade de expressão.

Poemário GUARDANAPO DE PAPEL (lançado em 2014 e desaparecido em Portugal) é lido pela editora Gloria de Sousa

Chegou, já há algum tempo, à minha caixa de correio. Leio-o, releio-o, em brechas que consigo abrir, na azáfama dos meus dias.
O livro saiu no mercado português
pela editora NósSomos,que por falta
de apoio teve de fechar as portas.
A editora é propriedade de uma
incontornável figura da literatura
angolana, em particular, e do espaço de
língua portuguesa, de modo geral

Deixo-vos com um dos meus poemas preferidos, deste "Guardanapo de Papel" de Gociante Patissa.


AMBIVALÊNCIAS

Dois caminhos levam ao moinho
o direito passa longe.

Margem do rio.
Na pressa pro moinho

calcei as alparcatas vigentes

leigo à simbologia do solo.
Acabei por cair
sobre os espinhos do rio.