quinta-feira, 17 de maio de 2018

“Palavras sentidas à madrugada” marcam estreia de Rosa Santos

A escritora Rosa Santos colocou ontem à disposição do público amante da literatura “Palavras sentidas à madrugada”, título da sua obra de estreia. Inscrita nas comemorações dos 401 anos da cidade de Benguela, a cerimónia de lançamento teve lugar no Museu Nacional de Arqueologia, à praia Morena. O livro traz 48 páginas e reúne poemas, na sua maioria líricos e datados, que vão do ano 2000 a 2017. A apresentação formal da obra esteve a cargo do radialista e médico Aldemiro Cussivila.
Share:

(arquivo) Crónica | Em que estou a pensar? No milagre das rosas...

Texto: Arlindo Macedo (cedido pelo próprio)

Meu amigo enviou um e-mail contando o milagre dele, mas não das rosas, sim do carro. Vou repassar: «Pela primeira vez na minha vida, por curiosidade, na semana passada fui a uma reunião da tão criticada Igreja Universal para ver como é que aquilo era. O Pastor aproximou-se do lugar onde eu estava. Olhou-me fixamente e, apontando-me o dedo, disse “ajoelha-te, irmão!”. Ajoelhei-me, ele colocou então as mãos na minha cabeça e clamou em voz alta: “Você vai caminhar, irmão”. Eu respondi-lhe baixinho: “Mas não tenho nenhum problema de locomoção”. Ele nem ligou e continuou, agora gritando: “Irmão, você vai caminhar!!!”. Toda a Assembleia, com as mãos ao alto, começou a gritar e a chorar: Ele vai caminhar! Ele vai caminhar!!!” Mais uma vez, tentei explicar que não tinha nenhum problema com meus membros inferiores, mas foi em vão. Ele nem ouvia. Cada vez mais forte e com mais energia, ele repetiu: “Você vai caminhar!!!”, enquanto a Assembleia entrava em transe gritando ainda mais forte: “Irmão, você vai caminhar!!!”Sem saber o que fazer deixei-me ficar quieto até ao fim da sessão. Quando o acto acabou, deixei a Assembleia e, acreditem ou não, o pastor tinha razão: Tinham-me fanado o carro!!!...»
Maio 2015
Share:

Um elogio aos profissionais do roubo neste 401.º aniversário de Benguela

Parece que há na cidade de Benguela algum criativo com o plano de montar peça por peça um carro do tipo que sua excelência eu tem. Vai daí, entendeu dar o ponto de partida roubando a parte espelhada do retrovisor direito. 
Isto aconteceu entre 19h40-20h30 de quarta-feira (16/05/18), o tempo que o carro esteve estacionado junto da CNE, enquanto jantava com amigos no restaurante que fica na margem oposta, cidade iluminada e tudo. Deve ser do tipo vaidoso o larápio, a julgar por iniciar logo pelo espelho. Creio que no final de cada dia, cuidará de conferir as rugas do rosto, de modo que a conclusão da montagem do carro com peças roubadas aconteça antes do limite de velhice. É só não esquecer de nos convidar no dia da inauguração. Mas não guardo ressentimentos, afinal gente competente merece um elogio. Deixo aqui votos de continuação de boas festas da cidade e um conselho... Meus irmãos profissionais do roubo, carro está difícil, este está com sua excelência eu há quatro anos. O segredo é cuidar bem, a vida não está fácil para ninguém. Até porque eu só não inicio a roubar para não lhes fazer concorrência, pois sei que o emprego está difícil. Mas, faxavori, roubai com moderação, excelências. Ainda era só isso. Obrigado | www.angodebates.blogspot.com
Share:

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Em linhas tortas (46)

Afinal não morreu. A contestação do Movimento Tolerância Linguística (MTL) ao livro "Ensaboado & Enxaguado - Língua Portuguesa & Etiqueta", do jurista e professor José Carlos de Almeida, lançado em 2010, evolui agora para um apelo aos empresários visando patrocinar a edição de um outro livro da autoria do referido movimento. Para o efeito, uma conta bancária foi disponibilizada para arrecadar donativos.

Em nota publicada pelo Club-k, o MTL argumenta que o livro na forja, "Enxaguando a língua ensaboada - Lições de gramática e linguística portuguesa(s)", para além de servir como corrector gramatical e sociolinguístico, "surge como um instrumento defensor e promotor, embora não tenha uma gramática externalizada, do Português Angolano, língua materna de muitos, aquele português falado por uma boa parte de angolanos, letrados ou não, em situações formais ou não."

O assunto arrasta-se há mais de dois anos, tendo inclusive movimentado uma manifestação pelas artérias da cidade de Luanda no dia 16 de Julho de 2016. Mas já naquela altura, a "causa" do MTL, um grupo de estudiosos da língua, de estudantes e de professores de língua portuguesa, era vista com certo cepticismo por parte de quem não conseguia divisar até que ponto o ângulo de intervenção (um livro sem cariz institucional) é representativo, relevante e pertinente, num país com tantos problemas estruturantes no campo da pesquisa e do ensino. Houve quem lhes acusasse de invejosos e imaturos, e que estariam involuntariamente a promover o livro com a "feroz" contestação do mesmo.

Auto-intitulado escritor, José Almeida (que não é formado em linguística, pelo que presta um serviço de "curioso") pode ter-se excedido no tom normativo e punitivo com que tricota as linhas do "Ensaboado e Enxaguado", para além do defeito de não alistar a bibliografia consultada, como bem mandam as regras da honestidade intelectual. Ainda assim, está no seu direito de se exprimir quanto ao que julga saber, no caso vertente usando o formato do livro. Da mediatização de eventuais "dislates", dando-lhes peso de "português correcto", os próprios órgãos de comunicação social (principalmente a rádio e a TV que fazem dele um modelo de referência) levam parte da culpa, por omissão do crivo que seria a figura do editor de cultura.

Outras vozes academicamente autorizadas já esgrimiram os seus argumentos nas páginas do jornal O País, aqui a destacar o jornalista, docente, escritor e crítico literário António Quino, para quem o autor de Ensaboado & Enxaguado, ao tentar impôr uma norma estática e que ignora a contribuição das línguas e linguagens locais, a par da deturpação do significado de alguns verbos que o livro diz não existirem (quando na verdade estão correctos), revela desconhecer aspectos básicos da sociolínguística e da pragmática.

Na matéria estampada ontem pelo club-k, o internauta Rodrigo Assis faz uma chamada de atenção aos contestatários: "A ideia é boa, mas seria melhor se estudasse[m] as línguas nativas, até porque a língua portuguesa está bem servida e com vasta comunidade, enquanto que o nosso kimbundu, umbundu, fiote, ngangela, tchokwe entre outras precisam de mais atenção para que se evite a extinção."

Ainda era só isso. Obrigado. Gociante Patissa | Benguela, 16.05.2018 |www.angodebates.blogspot.com e www.ombebwa.blogspot.com
Share:

Ao vivo hoje com entradas grátis em Benguela | NDAKA YO WIÑI ABANDONOU CARREIRAS NOS PETRÓLEOS E NA BANCA PARA SER MÚSICO

Ndaka Yo Wiñi ensaiando com grupos folclóricos
do Bocoio e Dombe Grande.
Os músicos Ndaka Yo Wiñi, Madalena Kassapi e Katiliana Kapindiça, vindos de Luanda, são cabeças de cartaz da primeira noite de espectáculo no «Acácias-Fest 2018», nesta quarta-feira (16/05), pelas 21 horas, numa iniciativa da cervejeira Cuca alusiva aos 401 anos da cidade de Benguela. O palco está montado no Museu Nacional de Arqueologia.

Ndaka Yo Wiñi, em umbundu A Voz do Povo, 37 anos, natural do Lobito, reside em Luanda. Prevê lançar em Julho o seu primeiro álbum do género Afro jazz, intitulado «Olukwembo». Cultor do estilo folclórico Olundongo, da região sul de Angola, alvo de fusões com diversas sonoridades, ganha notoriedade nos três últimos anos, fruto do seu talento e de sua ousadia. Aliás, ousadia é já um traço saliente da sua identidade artística.
  
Abandonou uma próspera carreira no ramo petrolífero, especialidade de engenharia química, para seguir a vocação da música. Pelas mesmas razões abdicou a carreira de gestor bancário. Nem sempre foi bem compreendido. Ndaka volta a surpreender ao lançar a carreira da anciã Madalena Kassapi, de 67 anos de idade, sua mãe, com quem faz dueto.
Share:

A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

Com tecnologia do Blogger.

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

Categories

Tags

Publicações arquivadas