segunda-feira, 23 de junho de 2008

Hoje não há forças para escrever. Descansem em paz irmãos zimbabweanos!

Aqui jaz a nossa homenagem às vítimas (já consumadas e/ou por consumar) face à "criancice" política nas eleições do Zimbabwé. Um dia vão se lembrar que o povo só é útil (e válido de ser governado) quando estiver em vida... Depois querem q a juventude seja patriota e goste da política-partidária...! Vocês é que sabem. Sinceramente, hoje só sei que estou muito aborrecido e metade dessa página deixo em branco. Descansem em paz, irmãos zimbabweanos, e que a história se desculpe algum dia!
Gociante Patissa
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sábado, 14 de junho de 2008

Pesquisa Fracassada... (*)

A ONU resolveu fazer uma pesquisa em todo o mundo.Enviou uma carta para o representante de cada país com a pergunta:

"Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".

A pesquisa foi um grande fracasso. Sabe porquê?
1. Todos os países europeus não entenderam o que era "escassez".

2. Os africanos não sabiam o que era "alimento".
3. Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era "opinião".
4. Os Portugueses mal sabem o significado de "por favor".
5. Os norte-americanos nem imaginam o que significa "resto do mundo".
6. A assembleia Angolana está até agora debatendo o que é "honestamente".

(*) Roubada ao Blog Desabafos Angolanos
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Encerramento do Hotel Mombaka é para seis meses

Seis meses é o tempo que permanecerá encerrado ao público o Hotel M'Ombaka, na sequência da determinação do Ministério da Hotelaria e Turismo após a morte do luso-caboverdiano ex-técnico dos "Palancas negras", Carlos Alhinho. O defeso será aproveitado para obras profundas, segundo revelou na manhã de hoje, 14/06, Nelson Ventura, que falava pela Maboque em directo ao programa "Aiué Sábado" da Rádio Morena comercial na cidade de Benguela. A "Maboque" é a empresa que gere aquela que é uma das mais antigas e referenciadas unidades hoteleiras na província de Benguela.
Durante a curta entrevista, por si solicitada à RMC, Nelson Ventura garantiu que o vínculo com os funcionários continua em pé. Disse também que está prevista a reinauguração do Hotel M'ombaka com "tudo novo", sendo que a louça actualmente em uso será distribuida aos trabalhadores.
O Angodebates constatou ainda ontem no local a aplicação de vedação à volta do edifício de seis andares, à base de chapas de zinco. Por outro lado, as cercanias assistem ao intenso movimento de operários e máquinas da construtora brasileira Odebrecht, por se enquadrarem no leque de ruas prioritárias a atacar no âmbito do programa do Governo de asfaltagem e recelagem de 36Km na cidade capital da província.
Gociante Patissa
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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mbi oyongola okupiñala o'telemovel ya inakulu yange? (Alguem quer herdar o celular do meo avô?)

Foto de autor não identificado
Tualisanga p'onambi olosayi viapita ndeti. Inakulu yange Kalonga yu wakala lokuliyeya. Ombangulo yaco yafetika eci vakota liange vo'pula heti:
- A vavó, puãi o telemovel yove yipi?
Eye yu watambulula hati:
- Ame ndakava. Ndaciyikila vo'mala. Nda umue oyiyongola eye ayupe. Ocina oco cilinga okuti ndacilandela ale ekui l'eceha (19) kolo'saldo alopo cilia ño olombongo?! Ame oco vo sicitela!!!
Inakulu yange lolopapelo vyaco kavisilivila vali kavinilesi. Okutala kosi yutima, walavokaile ño cimue okuti cilia ño lumosi, catela. O telemovel puãi yasapa!!!

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T R A D U Ç Ã O

Encotramo-nos num óbito nesses últimos meses. O meu avô Kalonga pôs-se então a lamentar. A conversa iniciou quando os meus/minhas kotas o questionaram:
- Onde andará o teu telemóvel, avô?
Foi então q respondeu:
- Estou farto. Fechei aquilo na mala. Sse alguem quiser que venha buscar. Então não basta ter comprado 19 saldos e aquilo continua a pedir mais (para recarregar), sempre a me dar cabo do dinheiro? Eu também assim não aguento!!!
O avô nem sequer deitou fora o que sobrou dos cartões já carregasdos, é como se fizesse colecção. No fundo, ele gostaria mesmo (e gostaria) é que o bicho comesse só uma única vez, para toda a vida. É que o telemóvel afinal é guloso!!!

Gociante Patissa
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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ministério da Hotelaria determina encerramento do Hotel Mombaka

Foto de autor não identificado
Na sequência do acidente com o elevador que resultou na morte do luso-caboverdiano profissional de futebol, Carlos Alhinho, o Hotel M'ombaka encontra-se oficialmente encerrado desde a passada sexta-feira, 06/05, deu hoje a conhecer a Rádio Nacional em Benguela. Com o encerramento, quer será provisório embora não se saiba até quando, a Direcção do Hotel M'ombaka cumpre uma determinação do Ministério da Hotelaria e Turismo.

À Direcção da referida unidade hoteleira foi ainda recomendada, pelo organismo de tutela, a contratação de uma empresa vocacionada à instalação e manutenção de elevadores, bem como a instalação do sistema de vigilência electrónica.

Segundo a fonte que vimos citando, o processo encontra-se em aberto sob a alçada da Polícia de Investigação Criminal, uma vez não estar concluida a peritagem policial.
Gociante Patissa
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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Transferir a capital de Angola para a província do Huambo. O que pensas? (*)

A capital de Angola devia ser transferida para outra província, por exemplo o Huambo ou o Bié, defendeu hoje em declarações à Lusa a escritora angolana Maria Alexandra Dáskalos."Sou defensora disso. O que aconteceu nestes mais de 30 anos foi que realmente houve uma altura muito megalómana, muito macrocéfala de Luanda em relação ao resto do país. E seria altamente positivo deslocar a capital, porque Luanda se tornou numa cidade de rotina insuportável. É um desastre urbanístico", disse.
Nascida no Huambo, Maria Alexandra é sobrinha do nacionalista angolano Sócrates Dáskalos, fundador em 1961 da Frente de Unidade Angolana (FUA), e lançou quinta-feira em Lisboa um livro em que publica a tese de mestrado em História Contemporânea, com o título "A Política de Norton de Matos para Angola - 1912/1915", da responsabilidade das Edições Minerva Coimbra.
Maria Alexandra Dáskalos justificou a escolha do tema pelo que considera ter sido o "papel fundamental de Norton de Matos no lançar das bases da Angola moderna" durante o primeiro período de governação, entre 1912 e 1915. "A reforma administrativa e o redesenhar do mapa de Angola, com as 'campanhas de pacificação', a rede de estradas e a penetração das três linhas férreas, a fundação da cidade do Huambo no planalto central e o objectivo de fazer desta área uma região estratégica no projecto da revolução agrícola, são factores que alteram e definem a Angola moderna", defendeu.
A mudança da capital de Angola permitiria ainda "rentabilizar uma zona como o planalto central e também dar ao povo Umbundu - e isto não é defender etnias -, uma dignidade que merecem", destacou. "O povo Umbundu está em todo o lado, mas aquela zona merecia a importância que perdeu, porque o Huambo foi das cidades mais modernas em termos de investigação e economia no tempo colonial. Tínhamos ali a fina-flor dos agrónomos e dos veterinários de toda a África", acrescentou. "Acho que se devia retomar a ideia do Huambo, como Norton de Matos a concebeu e está aqui neste livro como ele a concebeu, e dar importância não só à região, mas também ao povo do planalto central", frisou. "Um vulto da grandeza de Norton de Matos na I República foi esquecido pelo Estado Novo, por razões que nos parecem óbvias.
Porém, o facto de ele ter sido um colonialista provido de uma visão imperial correspondente à sua época levou também a que a revolução marcada pelo pós-25 de Abril e pela independência das colónias de África tenha relegado para um longo silêncio a sua obra em Angola", lê-se no livro de Maria Alexandra Dáskalos. A investigadora pretende demonstrar com este livro que "a Angola da modernidade nasceu com o projecto imperial de Norton de Matos neste primeiro período de governação e que muitas das suas ideias inovadoras apenas forma concretizadas mais tarde, quando o Estado Novo, isolado internacionalmente, as recupera".
José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos, nascido em Ponte de Lima, em 23 de Março de 1867, iniciou na Índia a carreira na administração colonial, tendo depois viajado por Macau e pela China em missão diplomática. O regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República e em 1912 assumiu o Governo-geral de Angola, cargo que exerceu até 1915, quando foi demitido em consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Entre 1921 e 1924 voltou a exercer o cargo de Governador-geral de Angola, tendo posteriormente sido nomeado embaixador de Portugal em Londres, de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar, que antecedeu o Estado Novo.
Eleito em 1929 grão-mestre da maçonaria portuguesa, participou nas eleições presidenciais de 1949, desafiando o regime de António Salazar, mas devido à falta de liberdade no acto eleitoral, e prevendo fraudes eleitorais, acabou por desistir depois de participar em comícios e outras manifestações de massas.NL
(*) Roubada ao Blog Uige Centrico
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Morte rompe secretismo no 1º de Maio... Alhinho "abatido" por elevador do hotel M'ombaka dias antes de assumir comando da equipa técnica

Benguela, Sábado, 31/05/08. Carlos Alhinho já não vai treinar o Maio, faleceu no elevador do Hotel M'ombaka, que está sob gestão da Maboque, do Grupo César e Filhos, propriedade do empresário angolano Armindo César. Já tinha feito o check-out e tudo, de malas feitas para mais um regresso a Luanda e, segundo fontes próximas do Clube 1º de Maio, rumar para Portugal, já que o Girabola conhecerá um interregno de um mês face às competições da Seleccção nacional para o apuramento ao Mundia de 2010 na (xenófoba) África do Sul. Mas voltou lá para cima pegar qualquer coisa e é alí que o elevador faz (muito mal) a sua parte.
Morreu de elevador? Como? Que consequências terá o hotel que até transporta na sua marca o emblemático nome da cidade mãe das cidades (Ombaka)? São perguntas que ficavam por responder, até abrandar o choque ou serem engolidas pela lei do esquecimento.
Enquanto isso, rumores sobem de tom sob duas versões: (1) que ao entrar ao compartimento não notou que a base não estava; (2) o cabo rebentou, mas a confirmação, esta, ninguém trazia à tona. A única fonte a quem se podia recorrer era a Direcção do 1º de Maio de Benguela, mas, para os benguelenses atentos, tal confirmação viria romper com o secretismo em volta das negociações. Com a Rádio Benguela, que sempre teve facilidades de penetrar nos bastidores do Estrela Clube 1º de Maio, algo de estranho se estava a passar, só assim se justificava tanto silêncio inoportuno.
Ao anoitecer, o Telejornal da TPA "brinca" com os angolanos atirando a seco e frio "Acidente trágico em Benguea, Carlos morre num acidente com elevador no Hotel M'ombaka", e nada mais foi dito.

2ª feira, 02/06, ao passar pelo Hotel, por volta das 12h, muito pranto no rosto de parentes e amigos do falecido vindos de Luanda. Nenhum movimento de estranho a notar, como era de esperar relativamente ao funcionamento do Hotel. Como se diz por aí "tipo nada!". Confirma-se isso mesmo com um "batalhão" de Nissans envolvidos no Raid Kwanza-Sul. À tarde, já no aeródromo da Catumbela, é visivel o cenário fúnebre. Homens de luto, entre eles as principais fuguras do futebol e mundo empresarial angolanos, camioneta funerária com o professor Alhinho, emudecido pela fatalidade e mansino no inteior da tábua, reduzido a "simples" corpo. O voo da Taag com destino à Ilha do Sal tarda chegar.

De noite, e fica por saber se é de se dizer "mais vale tarde que nunca" ou então "tarde e má hora", surge na peça de reportagem da TPA o ilustre Carlos Gregório dizendo que a morte interrompe um projecto ambicioso que a direcção do Maio e o finado idealizaram, que não se consusbtanciava apenas no campo do futebol. Daí não terem anunciado o Alhinho como treinador principal.
Que a paz nunca o anbandone!!!
Angodebates
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Acompanhe texto da Angop

"Cabo Verde chocado com morte do treinador Carlos Alhinho em Angola"

Praia, 01/06 - Cabo Verde foi surpreendido na tarde de sábado com a morte trágica e inesperada do treinador Carlos Alhinho, aos 59 anos, na cidade centro-costeira angolana de Benguela, após uma queda do sexto andar de um hotel local, apurou a PANA.A notícia da morte deste homem do futebol, que dias antes tinha passado pela ilha cabo-verdiana do Sal acompanhando a equipa do Benfica de Lisboa então em digressão por Cabo Verde e por Angola, deixou a todos estupefactos e incrédulos perante as circunstâncias em que o malgrado perdeu a vida.
A morte de Carlos Alhinho, muito popular no arquipélago, causou profunda tristeza nos meios desportivos e não só, sobretudo na sua ilha natal, São Vicente, onde nasceu a 10 de Janeiro de 1949.O falecido é seguramente um dos nomes mais sonantes do desporto cabo-verdiano de todos os tempos.
O antigo futebolista internacional, que tinha também a nacionalidade portuguesa e que fez grande parte da sua carreira em Portugal, continuou, no entanto, sempre muito ligado à sua terra natal onde fundou, há já alguns anos, uma academia com o seu nome e que funciona como escola de aprendizagem do futebol.Enquanto futebolista profissional, o malogrado foi dos poucos atletas em Portugal a alinhar nos três grandes clubes do futebol português, Sporting, FC Porto e Benfica.

Do seu currículo constam várias presenças na selecção principal portuguesa bem como a conquista de vários títulos de campeão daquele país.Depois de terminar a sua carreira futebolística, que inclui também uma passagem pela Bélgica onde alinhou no Standart de Liége, Carlos Alhinho abraçou a carreira de treinador tendo neste âmbito orientado vários clubes em Portugal, Marrocos, Angola e países do Golfo Pérsico.

Pelo meio, orientou também as selecções de Cabo-verde e de Angola, equipa que conduziu, pela primeira vez, a uma fase final do Campeonato Africano das Nações (1996). Segundo o director do Hotel Mombaka, Valentim Gomes, citado pela Agência Angola Press (ANGOP), o insólito acidente de que foi vítima Carlos Alhinho ocorreu quando o malogrado abriu a porta e entrou para o elevador a partir do 6º andar do edifício, quando na verdade o aparelho se encontrava avariado no rés-do-chão.

A fonte não especificou há quanto tempo o elevador se encontrava avariado, acrescentando apenas tratar-se da primeira situação do género na instituição.Explicou que após a queda, o antigo treinador do Petro Atlético de Luanda e do Atlético Sport Aviação-ASA ainda foi levado à clínica São Filipe, mas que por falta de médicos foi transportado ao Hospital Central provisório de Benguela, onde veio a falecer meia hora depois acometido de um politraumatismo.

Até à data da sua morte, encetava contactos com a direcção da equipa de futebol do Primeiro de Maio de Benguela que recentemente rescindiu contrato com o treinador Rui Teixeira.
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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Debate: ser Chinês e ter irmãos não é possível

“China sem crianças” foi título de uma reportagem da CNN emitida, ontem, pelo canal televisivo português SIC.

Desde 1979 que, na China, a lei do Partido Nacional proíbe casais de terem mais de um filho. Cada casal um filho e nada mais, assim é a lei. Reabre agora o debate em função das consequências dos sismos registados recentemente naquele país, resultando na morte de pelo menos uma centena de crianças, que se encontravam, na sua maioria, a assistir às aulas.
O governo já autorizou os casais visados a “substituirem” o vazio gerando mais um filho. Estes, no entanto, encaram como sendo difícil o passo seguinte, na medida em que fazer mais um filho não mudaria a dor…
Vamos então ao debate:
1. Qual é a moldura penal para a eventualidade de surgir outro filho?
2. Em caso de separação (divórcio) em que já exista uma criança e cada “ex” decidir constituir outro lar, conta-se de zero ou parte um dos lados impedido?
3. É realista acreditar numa possível alteração à (tão radical) lei do planeamento familiar?
4. Podem ter mais de um filho os casais de estrangeiros?
5. E os chineses que residam no estrangeiro, podem ter mais? E no seu regresso à pátria mãe?
Gociante Patissa
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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Carlos Alhinho pode treinar 1º de Maio de Benguela

No último fim-de-semana intensificaram-se os movimentos para cobrir o vazio deixado por Rui Teixeira no Estrela Club 1º de Maio, detentor do título da Taça de Agola em futebol. O professor Carlos Alhinho, o luso-cabovediano que está sendo "namorado" com apadrinhamento do Ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, manteve um encontro com a elite do "Maio", tendo regressado a Luanda no passado dia 26/05.
Após ter desmentido em entrevista à Angop rumores que davam conta do afastamento do técnico Rui Teixeia, o Vice- presidente do Clube, (também) Rui Araújo viria confirmar o facto logo após a vitória em Luanda diante do 1º de Agosto por 1x0, resultado que quebra a onda de maus resultados e o consequente "azedume".

Segundo a fonte, que manteremos sob anonimato apesar de não ser nenhum anónimo, "a vinda do Alhinho poderá meter ordem e acabar com a anarquia", para mais tarde adiantar que "o problema no Maio não é (do) treinador, é mesmo da área do futebol". Conhecedor por excelêcia dos bastidores daquele Clube, ou não fosse ele jornalista desportivo, desabafou: "Você acredita que Rui Teixeira (treinador) só foi corrido porque os jogadores disseram que já não lhe queriam...!?

Benguelenses ouvidos pelo Angodebates mostraram-se nada surpresos com tal "chicotada psicológica", ironizando que não ajuda muito um técnico que vai aprender táctica com o pastor de igreja para ganhar sempre por 1x0, satirizando a inusitada frequência com que o demitido atribuía em primeiro lugar a Deus o mérito das vitórias e aos atletas as causas das derrotas. Os mais ousados consideram o "Graças a Deus" apenas uma vítima da "terapia do milagre" da Igreja Universal do Reino de Deus de que seria crente.

Alhinho, com referências firmadas na história do futebol angolano pelos anos de glória em frente dos Palancas Negras (com Akwá, Paulão, Fua, Kinzinho, para só citar alguns atletas) conheceu também tempos difíceis com o seu afastamento (alegadamente injusto) do comando técnico do Atlético Sport Aviação (ASA), substituido na altura pelo adjunto Bernadino Pedroto, hoje ténico do Petro de Luanda. O desfecho da história viria ser "dourado" para o luso-caboverdiano, tendo inclusive beneficiado de uma indeminização de mais de USD 250 mil, após recurso às Instâncias desportivas internacionais.

Recorde-se que por altura do seu afastamento, há pouco mais de cinco anos, e questionado sobre o que iria fazer, Alhinho asseverou: "Continuar a trabalhar no futebol; para isso passei cinco anos na Universidade".
Gociante Patissa
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Cidade do Cabo despacha os primeiros "regressados" angolanos

Texto: Voz da América (http://www.multipress.info/viewnew.php?id=250), 27/05/2008

Emigrantes angolanos começaram a abandonar a África do Sul receosos de serem também colhidos pela onda de violência que sacode aquele país há cerca de duas semana.Este movimento de regresso acontece numa altura em que algumas fontes aventam a possibilidade do ministro angolano das Relações Exteriores, João Miranda, aportar àquele pais com uma mensagem do Presidente angolano para o seu homólogo Tabo Mbeki.
Embora funcionários do Ministério se tivessem recusado a confirmar ou não a viagem de João Miranda, fontes da Voz da América disseram que ele deverá seguir para a África do Sul ainda esta semana com uma mensagem cujo conteúdo deverá reflectir a preocupação das autoridades angolanas para com os ataques xenófobos naquele país.
Até ao momento o saque e o incêndio das casas de três angolanos protagonizados por cidadãos sul-africanos são os únicos dados conhecidos sobre vítimas angolanas. Mas mesmo assim o porta-voz da embaixada angolana em Pretória, António Nascimento, declarou hoje à rádio estatal angolana haver um movimento de cidadãos nacionais a regressarem ao país a partir das cidades do Cabo e de Joanesburgo por via terrestre e aérea. «Os consulados de Angola na África do Sul têm as portas abertas para ajudar todos os cidadãos nacionais que queiram regressar a Angola.
Na sexta- feira uma família regressou e amanhã dia 28 uma outra está prevista regressar».A violência xenófoba na África do Sul já provocou pelos menos 50 mortes entre estrangeiros, sobretudo moçambicanos, e 35 mil deslocados. Entretanto, os grupos que estão a atender estrangeiros têm –se multiplicado por várias regiões segundo, os jornais da região.
Como consequência da onda de violência cerca de 35 mil estrangeiros abandonaram o país, enquanto outros procuram abrigo em igrejas, esquadras de polícia e junto da Cruz Vermelha, que está a prestar assistência a cerca de 25 mil pessoas. Nove províncias, incluindo a Cidade do Cabo e a regiões da fronteira com Moçambique são os principais palcos dos confrontos, que começaram nos bairros pobres dos subúrbios de Joanesburgo.
O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, já lamentou o que está a acontecer, afirmando que a violência xenófoba é uma vergonha e uma humilhação para o país.
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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Crónica: O que fazer com os sul-africanos nos nossos países???

Benguela, 22/05: Não fazia parte dos meus planos escrever a essa hora (21), que religiosamente reservo para acompanhar o programa “Hora quente da TPA-2” (o qual não gosto mas não perco; bom disso falamos lá mais em frente). Mas quando o vizinho decide usufruir do direito a dar festa de aniversário no quintal, pela segunda vez em menos de um mês, não há sono que se instale ante a “arrogância” do volume da música.

Na verdade nada mais me preocupa nos últimos tempos, depois da luta para “tirar” a minha obra, a não ser a violência xenófoba na África do Sul, que inevitavelmente acompanho através da imprensa. Alega-se que os estrangeiros “roubam” oportunidades de emprego e estabilidade económica dos nacionais, e porque certo zimbabueano terá dito que os locais “não gostam de trabalhar, é só beber”.

Deixem-me já confessar que a África do Sul e o Brasil formam o par de países que nunca gostaria de visitar (de tanto “ver” assaltos a estrangeiros), não obstante a insofismável proximidade histórica à minha Angola. E relativamente ao primeiro, a certeza consolidou-se ainda mais após ao assassinato da proeminente estrela do Reggae, Lucky Dube, a 18 de Outubro de 2007, segundo a polícia, por dois sul-africanos e igual número de moçambicanos. É uma opção subjectiva longe de ignorar o facto de haver criminalidade em qualquer parte do mundo.

Voltando à violência, o mote parece simplório para um “outsider” angolano, figurante numa sociedade em que o estrangeiro lucra sem investir, desde os brasileiros, portugueses aos libaneses, vietnamitas (que acumulam e ostentam fortunas vendendo tudo), para já não falarmos dos “irmãos” chineses, que, não obstante os elevados índices de desemprego por cá, ainda trazem muita mão-de-obra não qualificada. Mas então o angolano é que é “mudo como ovelha”, ou o sul-africano é que é “cabeça quente” demais?
Procuro então (mas custa) compreender o que leva uma franja sociedade (comunidade de nativos) decidir, assim do nada, dar tareia a outra (comunidade de estrangeiros), ignorando a caminhada conjunta nos altos e baixos com os quais se traçam vários parágrafos da história. E sou tentado a reconhecer que não pode ser automático, já que, em tese, organizar tal onda pressupõe “uma liderança” com tempo para mobilizar.

Às vezes recuo no tempo, até 1999, aquando do crime (nunca esclarecido pela polícia portuguesa) que resultou na morte por asfixia de dezenas de angolanos na “Discoteca Luanda” em Lisboa. No furor do caso, odiámos os 500 anos de colonização e usamos camisas com mensagem anti-portugueses, desejando que o nosso governo os escorraçasse… Mas volta e meia praguejávamos a guerra em Angola, sonhando com a fezada de emigrar para a Tuga estudar (impossível para a maioria dos angolanos). Só então entendíamos que não há como viver isolando-se dos outros. E usando da mesma ingenuidade, perguntaria se os “nossos” xenófobos já pensaram na situação dos sul-africanos espalhados pelo mundo?

Estaremos perante um caso de pura intolerância? Ou será o cúmulo da insatisfação face ao desequilíbrio na mobilidade social onde o cidadão nacional “inveja” as facilidades que o estrangeiro esbanja? Para quem não está “lá dentro”, de que lado se deve dirigir a ênfase: à xenofobia (pura e simplesmente) ou à extrema miséria típica de vários países africanos, em que a luta pela libertação não trouxe a “glória” sonhada pelos autóctones que deram o litro para acabar com o domínio do branco carrasco? E perante este conflito social, já que cada pessoa é um universo singular, onde estão então os filósofos para acharem o “porquê” causal e a luz da solução? Quantos mais vão morrer? O que ganharão os braços desta onda de violência num país que, ao que tudo indica, tem dificuldades em se refazer das máculas do Apartheid, regime que musculou a segregação e introduziu o recurso à violência inter-tribal e anti-regime?

O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, já autorizou a intervenção do exército, com auxílio das empresas privadas de segurança, no sentido de conterem a violência. Até porque como dizem os manuais, “todo o grupo social dispõe de meios que o sustente. Sem esses mecanismos, os grupos sociais não existiriam, tudo seria uma anarquia geral. O primeiro mecanismo de sustentação é a liderança, que consiste na capacidade de alguém chefiar, comandar ou orientar outros indivíduos (…) As normas e sanções sociais são as formas de grupos sociais orientarem e controlarem as atitudes dos indivíduos (…), que vão desde as vaias e insultos até à prisão do(s) indivíduo(s)”.

E antes que me esqueça, vejo sempre que posso o programa “Hora Quente” do Canal 2 da TPA devido ao desfile de agentes culturais da nossa sociedade, não vendo nada de arte nem de cómico no “estúpido” (cito o próprio) egocêntrico apresentador. Como disse um cidadão britânico aquando de uma passagem (involuntária) pelos bastidores do referido programa, no momento em que iam retocando a maquilhagem, “It’s not his nose that needs attention, it’s his brain” (não é o nariz dele que precisa de atenção, é o próprio cérebro).

Gociante Patissa (foto extraida da Internet)
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Desabafo meu: Retirem os coveiros do Banco de Urgência do Hospital Central de Benguela, ponham lá enfermeiros sensíveis à dor do próximo

Sábado, 17 de Maio, Benguela festeja o 391º aniversário nesta data (polémica ainda por simbolizar, defendem vários intelectuais, a derrota dos nossos antepassados africanos ante a potência do invasor colonialista português Cerveira Pereira. Vale a pena festejar a vitória do inimigo em nome da história e da força do hábito?), mas isto é questão para outras questões.

Enquanto aguardávamos pelo almoço, em casa da kota Arminda, batíamos o tradicional papo sobre assuntos familiares correntes. 12H20, marcava o relógio, quando fomos alertados que o sobrinho de cinco anos acabava de se ferir no dedo mendinho de uma das mãos. O indicador da gravidade da lesão era a região da unha a baloiçar, presa apenas ao dedo por escassos milímetros de carne. Os restantes dedos perdiam-se na “lagoa” de sangue, que nunca mais parava.

De imediato pegamos na criança e surgia o debate: de um lado um primo, que defendia irmos a um destes postos médicos precários, enquanto eu, preconceituoso talvez, impunha irmos já, já ao Banco de Urgência do Hospital Central de Benguela. Este funciona defronte às instalações do Instituto Médio de Saúde (IMS), ao bairro do Kioxe. E o jovem teve de ceder ou não estivesse a disputar com um “mais velho”.

Tomada pela dor e pelo susto, a criança poluía o sossego do feriado com gritos e lágrimas. “DÓI, NÃO QUERO APANHAR PICA!!!”, ordenava o pequeno Alexandre.

Já no Banco de Urgência, fomos instruídos a entrar, sentar e esperar, porque “a enfermeira já vem”, disseram. Volvidos vinte minutos ou mais, já com o sangue quase a secar para a óbvia insatisfação da mãe da criança, eis que continuávamos aguardando pela (toda poderosa) enfermeira (ou coveira?), que, como reiteravam a empregada de limpeza e a registadora de ocorrências, “daqui a pouco vem”.

Nisto, aparentemente irritado, outro cidadão que aparentava ter 45 anos trocava as quatro paredes do Banco de Urgência pelo canteiro do pátio. Os lábios ensanguentados mostravam ser mais uma vítima de acidente com kupapatas. As nódoas de sangue na camisa confirmavam a leitura apriorística.

Já impacientes e rendidos à dor da criança, abandonamos o Hospital Central em direcção à clínica mais próxima. Esta não fez mais do que desinfectar a ferida com álcool, alegando não ter material para retirar o pedaço que ainda suspendia a unha.

Inicia-se outra correria. Desta vez tive de reconhecer que o primo tinha razão. A opção (não que seja certa, mas pragmática) devia ter sido afinal um posto de saúde precário, a avaliar pelo atendimento eficiente que recebemos, não obstante um senão: também não tinham anestesia, remetendo-nos, por isso, ao Banco do Hospital Central. “Outra vez? Não!!!”, retorquimos dada a experiência com o que já se revelou, de facto, um “Banco de Relaxe”, onde a pressa do doente não encontra sensibilidade profissional. Preferimos a alternativa de comprar anestesia na farmácia mais próxima ao preço de mil Kwanzas, ao que adicionamos 800 Kwanzas do tratamento. E estava feita a parte dos primeiros socorros, da cura se encarregará o “mestre” tempo.

Diante do susto e da fome, só mesmo a ingenuidade típica de criança para nos devolver o humor; questionado pela enfermeira sobre a história do acidente, lá respondeu o rapaz: “eu, como tomei copo de leite, queria treinar, só que o peso escorregou e me entalou na pedra”, explicou.

Perante esse episódio (oxalá não seja frequente) em que no Banco de Urgência do maior hospital da província de Benguela se esbanja mais de meia hora, só podemos referir que o profissional de serviço tem “vocação para coveiro”, onde já não se justifica tanto a pressa no agir. E há que dar razão aos críticos apologistas de que muitas vezes se morre por desleixo dos enfermeiros.

Fica então o pedido deste cidadão no sentido de a gestão hospitalar cortar as asas desta inusitada negligência em Benguela (como deveria ser em qualquer parte do mundo). Será pedir demais?

Gociante Patissa
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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Treinamento de aperfeiçoamento 'engraxar' no trabalho

Nota: Vale a pena ler este treinamento sem mestre de aperfeiçoamento "Engraxar no trabalho", recebido por e-mail, ilustrando "o mais prático" critério de promoção no emprego em Angola.

1. Nunca caminhe sem um documento nas mãos - Pessoas com documentos em uma das mãos parecem funcionários ocupadíssimos que se dirigem para reuniões importantes. - As pessoas de mãos vazias parecem que estão se dirigindo para a cafeteria. - As pessoas com um jornal nas mãos parecem que estão se dirigindo para o banheiro. - Sobretudo, leve algum material para casa, isso causa a falsa impressão de que você trabalha mais horas do que você costuma trabalhar.
2..Use o computador para parecer ocupado - Quando você usa um computador, parece que você está 'trabalhando' para quem observa ocasionalmente. Você pode emitir e receber e-mail pessoal, ficar no bate papo ou ter uma explosão sem que isso tenha alguma coisa a ver com trabalho.
3. Mesa bagunçada - Quando sua mesa está bagunçada parece que você está trabalhando duramente. - Construa pilhas enormes de documentos em torno de seu espaço de trabalho. - Ao observador, o trabalho do ano passado parece o mesmo que o trabalho de hoje; é o volume que conta. Se você souber que alguém está vindo à sua sala, finja que está procurando algum papel.
4. O correio de voz- Nunca responda o seu telefone se você tiver o correio de voz. As pessoas não te ligam para te dar nada além de mais trabalho.- Selecione todas suas chamadas através do correio de voz.- Se alguém deixar uma mensagem do correio de voz para você e se for para trabalho, responda durante a hora do almoço quando você sabe que elesnão estão lá.
5. Pareça impaciente e irritado.- Você deve estar sempre parecendo impaciente e irritado, para dar ao seu chefe a impressão de que você está realmente ocupado.
6. Sempre vá embora tarde- Sempre deixe o escritório mais tarde, especialmente se o seu chefe estiver por perto.- Sempre passe na frente da sala do seu Chefe quando estiver indo embora.- Emita e-mails importantes bem tarde (por exemplo 21:35, 6:00, etc...) e durante feriados e finais de semana.
7. Reclame sozinho- Fale sozinho quando tiver muita gente por perto, dando a impressão de que você está sob pressão extrema.
8. Estratégia de empilhamento.- Empilhar documentos em cima da mesa não é o bastante.- Ponha vários livros no chão. (os manuais grossos do computador são melhores ainda)
9. Construa um vocabulário.- Procure no dicionário palavras difíceis.Construa frases e use-as quando estiver conversando com o seu chefe.Lembre-se: ele não tem que entender o que você diz, desde que o que você dê a entender de que você está certo.
10. O MAIS IMPORTANTE!!!:- Não envie isto ao seu chefe por engano!!!
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