sábado, 22 de março de 2008

Lista completa dos partidos políticos

Retomamos aqui a lista publicada pelo Blog "Pensar e falar angola" http://blogdangola.blogspot.com/2008/03/lista-completa-dos-partidos-polticos.html, que cita, por sua vez, o Jornal de Angola.

001 – Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)
002 – União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA)
003 – Partido da Aliança Juventude Operária e Camponesa de Angola (PAJOCA)
004 – Partido Social Democrata (PSD)
005 – Partido Renovador Democrático (PRD)
006 – Partido de Renovação Social (PRS)
007 – Convenção Nacional Democrática de Angola
008 – Partido Nacional Democrático de Angola
009 – Partido Democrático Pacífico de Angola
010 – Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA)
011 – Partido Democrático de Angola (PDA)
012 – Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional de Angola (P.D.P.-A.N.A)
013 – Frente para Democracia (FpD)
014 – Partido Angolano Liberal (PAL)
015 – Partido Angolano Independente (P.A.I)
016 – Partido Liberal Democrático (P.L.D)
017 – Movimento de Defesa dos Interesses de Angola – Partido de Consciência Nacional (M.I.D.A/P.C.N)
018 – Partido Social Democrático Angolano (P.S.D.A)
019 – Partido Democrático Liberal de Angola (PDLA)
020 – Unificação Democrática Angolana (U.D.A)
021 – Partido Renovador Angolano (P.R.A)
022 – União Nacional para a Democracia (U.N.D)
023 – União Nacional da Luz para a Democracia e Desenvolvimento de Angola (UNLDDA)
024 – Partido Angolano Conservador da Identidade Africana (PACIA)
025 – União Nacional Patriótica para a Democracia (U.N.D.P)
026 – União Nacional para Democracia e Progresso (UNDP)
027 – Partido de Solidariedade e da Consciência de Angola (P.S.C.A)
028 – Partido Social Liberal (P.S.L)
029 – Partido Democrático Radical de Angola (P.D.R.A)
030 – Partido Socialista Angolano (PSA)031 - Partido de Apoio Para Democracia e Desenvolvimento de Angola (PADDA)
032 - Tendência de Reflexão Democrática (TRD)
033 - Aliança Nacional Democrática (AND)
034 - União Democrática dos Povos de Angola (UDPA)
035 - Partido de Expressão Livre Angolano (PELA)
036 - Partido Social da Paz de Angola (PSPA)
037 - Partido Angolano para os Interesses Democráticos (PAID)
038 - Partido Frente Democrática de Angola (PFDA)
039 - Partido de Convergência Democrático Angolano (PCDA)
040 - União Social Democrática (USD)
041 - Partido Nacional e Progressista de Angola (PNPA)
042 - Partido Nacional Independente de Angola (PNIA)
043 - Partido para a Unidade Nacional de Angola (PUNA)
044 - Aliança para Democracia dos Povos de Angola (ADPA)
045 - Partido Angolano Do Desenvolvimento Social (PADS)
046 - Partido Nacional Ecológico de Angola (PNEA)
047 - Frente Nacional de Desenvolvimento Democrático de Angola (FNDDA)
048 – Partido Independente Renovador (P.I.R)
049 – Partido de Convenção Democrática e Progresso (P.C.D.P)
050 – Partido da Comunidade Comunista Angolana (P.C.C.A)
051 – Partido Congressista Angolano(P.C.A)
052 – Partido Democrático Unificado de Angola (P.D.U.A)
053 - Partido de Apoio a Liberdade e Democracia de Angolana (PALDA)
054 – Partido Angolano para Unidade e Democracia e Progresso (P.A.U.D.P)
055 – Partido Democrático para o Progresso Social (P.D.P.S)
056 – Movimento Democrático de Angola (M.D.A)
057 – Partido de Aliança Democrática para a Liberdade de Angola (ADLA)
058 – Partido Angolano para Unidade e Desenvolvimento (P.AU.D.)
059 – Partido Republicano Social Democrático (PRSD)
060 – Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (P.A.L.M.A)
061 – Partido Progressista Democrático Liberal de Angola (P.P.D.L.A)
062 – Partido Restaurador da Esperança (P.R.E)
063 – Movimento para Democracia de Angola (MPDA)
064 – Partido Trabalhista de Angola (P.T.A)
065 – União Democrática Nacional de Angola (UDNA)
066 – Partido Nacional (PN)
067 – Partido Operário Social Democrático (POSDA)
068 – Partido Liberal para o Progresso de Angola (PLPA)
069 – Partido de Apoio Democrático e Progresso de Angola (PA.DE.PA)
070 – União Angolana pela Paz Democracia e Desenvolvimento (U.A.P.D.D)
071 – Partido Democrático dos Trabalhadores (P.D.T)
072 – Movimento Patriótico Renovador da Salvação Nacional (M.P.R./S.N.)
073 – Partido de Convergência Nacional (P.C.N)
074 – Partido Social Independente de Angola (P.S.I.A.)
075 – Partido da Comunidade Socialista Angolana (P.C.S.ª)
076 – Centro Democrático Social (C.D.S.)
077 – Partido Angolano Unificado para a Solidariedade (P.A.U.S.)
078 – Partido Angolano Conservador do Povo (PACOPO)
079 – Partido Salvação Nacional (P.S.N.)
080 – Partido Nacional de Salvação de Angola (P.N.S.A.)
081 – Partido Republicano Conservador Angolano (P.R.C.A.)
082 – Partido Conservador (P.C.)
083 – Partido Liberal para a Unidade Nacional (P.L.U.N.)
084 – Aliança do Povo Independente e Democrático de Angola (A.P.I.D.A)
085 – Aliança Nacional (A.N.)
086 – União Nacional Angolano – Partido da Terra (U.N.A.-P.T.)
087 – Congresso de Aliança Democrática Angolana (C.A.D.A.)
088 – Partido Angolano Republicano (P.A.R.)
089 – Partido Pacífico Angolano (P.P.A.)
090 – Partido de Apoio à Liberdade Linguística de Angola (P.A.L.L.A.)
091 – Partido Democrático Nacional (P.D.N.)
092 – Partido de Reunificação do Povo Angolano (P.R.P.A.)
093 – Partido de Massas Democráticos (P.M.D.)
094 – Frente Juvenil de Salvação/Partido Juvenil da Social Democracia (F.R.E.S.A./P.J.S.D.)
095 – Aliança Nacional Independente de Angola (A.N.I.A.)
096 – Partido Republicano de Angola (P.R.E.A.)
097 – Aliança Democrática Angolana – Cristã (A.D.A.C.)
098 – Partido Democrático de União Nacional de Angola (P.D.U.N.A.)

Lista de partidos políticos em situação ilegal

001 - União do Povo Angolano (UPA)
002 -Frente Unida Pacífica de Angola (FUPA)
003 - Fórum Juvenil Integral (FIJ)
004 - Partido de Reconstrução Nacional (PRN)
005 - Movimento Independente Democrático de Angola (MIDA)
006 -Partido da Aliança Pacífica e Progresso de Angola (PAPPA)
007 - União Nacional da Resistência Democrática (UNRD)
008 - Unidade Liberal Democrática (ULDA)
009 - Frente Social Democrática Para o Progresso (FSDP)
010 - Partido Nacional dos Camponeses Angolanos (PNCA)
011 - Partido Republicano da Juventude de Angola (PRJA)
012 - Partido Democrático Social (PDS)
013 - Frente de Esperança para Democracia de Angola (FEDA)
014 - Partido da Unidade Democrática de Angola (PUDAD)
015 - Frente Unida para Liberdade Democrática (FULD)
016 - Partido da Classe Operária Camponesa (PCOC)
017 - Movimento Nacional Democrático (MND)
018 - Partido Unido dos Renovadores Angolanos (PURA)
019 - Partido do Desenvolvimento Operário Angolano (PDOA)
020 - Movimento para Estabilidade e Progresso (MNEP)
021 - (PUFRAS)*022 - Partido Popular Social Democrata (PPSD)
023 - Partido Unido do Povo (PUP)
024 - Partido Liberal Democrático para Solidariedade Angolana (PLDSA)
025 - Frente Unida de Salvação de Angola (FUSA)
026 - Aliança Democrática Trabalhista de Angola (ADTA)
027 - Congresso Nacional Angolano (CNA)028 - Partido Comunista Renovador Angolano (PCRA)
029 - Partido Progressista Democrático de Angola (PPDA)

Fonte: Pensar e Falar Angola
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quinta-feira, 20 de março de 2008

Páscoa Feliz a todos

Enquanto houver amizade

Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas se a amizade permanecer, um do outro ha de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos
Mas se formos amigos de verdade a amizade nos reaproximará

Pode ser que um dia não mais existamos
Mas se ainda sobrar amizade nasceremos de novo, um para o outro

Pode ser que um dia tudo acabe
Mas com a amizade construiremos tudo novamente
cada vez de forma difrente sendo unico e inesquecivel
cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas coisas para viver sua vida.
Uma é que nao existe milagres
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre


PS: Poema enviado via e-mail pela amiga Adilia Silva
Foto Tirada durante o "FestiNamibe 2005" no Parque de Campismo na maginal da cidade do Namibe
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REGRAS SÃO REGRAS!?

Um casal recém-casado vai viver para a sua nova casa e o rapaz diz:- Se queres viver comigo as minhas regras são as seguintes:

1). Às 2ªs feiras à noite vou tomar umas birras com meus amigos;
2). Às 3ªs à noite vou a Ponta da Restinga curtir;
3). Às 4.ªs vou ao cinema com o pessoal;
4). Às 5ªs, às 6ªs e sábados vou tomar umas birras e curto uma discoteca com os meus amigos.
5). Portanto, aos domingos deito-me cedo porque preciso de descansar. – E o jovem finaliza – Se queres, queres… Se não queres, eu “mando lixar!”


Ao que a rapariga responde: Para mim só existe uma regra: Cá em casa todas as noites há (fazer) sexo; Quem está, está… Quem não está, eu “mando lixar!”

Ps: Enviei por e-mails aos amigos em 2004

Um abraço a todos
Eu
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quarta-feira, 12 de março de 2008

Humor: "Diploma"

Um velho fazendeiro (do Uíge) está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali. Ele chama:

- Diploma, vai falar para sua avó trazer um cafezinho aqui pra visita!

E o amigo estranha:

- Mas que nome engraçado tem esse menino!!! É seu parente??- É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei minha filha estudar em Luanda e ela voltou com ele.


(Recebida por e-mail)
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quarta-feira, 5 de março de 2008

Lugar da Mulher é na cozinha? Porquê importar-se com o género? (Arquivo)

Há pouco menos de uma década, “o género” não fazia parte dos debates. A mulher era o foco de políticas ou programas virados à diminuição das desigualdades entre os sexos. Hoje, o paradigma mudou. Termos como “Saúde da mulher” foram substituídos por “saúde familiar”. As quotas para o acesso da mulher na política, no mundo académico e no comércio privado vêm sendo substituídas por políticas regulares de género.
Porquê pular de “mulheres” para “género”? Talvez estejamos a aprender que a desigualdade no género não é apenas um assunto feminino. Apercebemo-nos de que não se pode excluir os homens das oportunidades de micro-crédito sem causar ressentimentos, às vezes até violência, no lar. Os programas de saúde reprodutiva têm menos impacto se apenas metade da população é abrangida, e as mulheres – e não os casais – se encarregarem de tomar de forma isolada as decisões de planeamento familiar. Aumentar o número de mulheres no parlamento pelo critério de percentagens preestabelecidas, sem que haja uma mudança real de atitude, poderia aumentar a sua presença política, mas não o poder político.

Ademais, estamos a perceber que os estereótipos no género não são só prejudiciais para as mulheres, mas também aos homens. A noção de “trabalho feminino” restringe os homens de certas profissões. A pressão de ser o motor do “ganha-pão” limita nos homens a oportunidade de gastar mais tempo com os seus filhos. E a atitude de que “um homem nunca chora” força o homem a esconder as suas emoções, o que é um risco à saúde.

Finalmente, a sociedade no geral sofre os efeitos das desigualdades no género. As crianças têm mais saúde quando as mães têm educação formal. As sociedades são mais produtivas quando 50 por cento dos seus recursos humanos dão o máximo do seu potencial.

Com vista à trabalhar em prol de um mundo em que o homens e as mulheres têm oportunidades iguais, devemos identificar os estereótipos, entender como eles afectam as nossas vidas e reflectir sobre as suas origens. O que é desigualdade no género, como afecta as nossas vidas e sociedades, e como podemos minimizá-los?

Estava eu diante de um grupo de 15 mulheres angolanas e pensei: “o que é que estou aqui a fazer?”. Tinha entrado em Angola havia poucas semanas, o meu português era “péssimo”, e sabia muito pouco sobre a cultura. Ainda assim, encontrava-me a dar um workshop a mulheres rurais sobre “os estereótipos no género”.

Será que se importariam com o que eu iria dizer? Sairiam com o poder reforçado ou mais confusas? Para provocar a discussão, mostrei desenhos de um homem lavando a loiça e dando de comer um bebé e uma mulher reparando um carro e dando comícios políticos. Elas deram gargalhadas e disseram que era impossível – que o desenho não correspondia com a realidade. E quando perguntei porquê, houve silêncio na sala. “Quem decidiu que o homem devia fazer isso, e a mulher aquilo?”, perguntei, e de novo, silêncio. Na verdade, ninguém conhece a origem dos estereótipos. Serão biológicos e depois perpetuados pela cultura? Se for assim, até que ponto?

Os estereótipos no género limitam directamente as nossas oportunidades devido à discriminação. Porém, mais importante ainda, limitam as nossas ambições, autoconfiança e habilidade de sonhar um pouco mais sobre o futuro de cada um. Como podemos mudar os preconceitos sobre a relação entre o homem e a mulher se são biológicas, ou tão imbuídos na nossa cultura e perpetuamos por todos nós. Mas será que podem também às vezes ser positivos?

Muitas vezes questiono o meu papel na promoção da igualdade no género. Numa conferência juvenil sobre os estereótipos no Paraguai rural, um jovem rapaz me disse: “o teu sistema aqui não funcionaria. Os homens e as mulheres precisam ter diferentes responsabilidades para que a vida doméstica ande mais amenamente”. Será que os movimentos pró igualdade no género deviam ser mais endógenos (desenvolvidos dentro da cultura)? Caso não, como podem os agentes externos gerar mudança? Até que ponto a cultural pode justificar as desigualdades no género?
........................
(*) Traducão do artigo “Make your voice heard” (de Elizabeth Coombs, EUA, elicoombs@yahoo.com) , publicado no site da ONU para os assuntos sociais. Títulos, Boletim "A Voz do Olho", Projecto informativo, educativo e cultural da AJS e amigos; Foto: (menina do biópio batendo funji) por Gociante Patissa
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terça-feira, 4 de março de 2008

Dei mais um passo

Desafiando os pés trémulos,
Dum tremor profundo, porque vem do coração,
Ou soberano, talvez, porque a ordem caiu do cérebro,
Dei mais um passo.

As nuvens andam cinzentas
à cor dos meus olhos ansiosos,
(Não é escuridão das chuvas,
Que quando fogem deixam saudades,
E quando vêm dão maçada)
É da ansiedade, da insegurança, que a tudo escurece

Esperar é um caminho espinhoso,
Quando são indefinidas as metas.
Também sei que bravura não é ir nadando ao mar,
Mas relaxar no momento de regressar.

Atiro-me, porém, à entrada procurando saída
(Quero lá saber se não são minhas as chaves?!)

O eufemismo colectivo choveu
nos recados e suspiros de amigos...
E lembraram-me que também consigo,
lembraram-me que o momento é sempre certo,
para quem se esforça e tem vontade!
Não pouparam oportunidades,
apanharam-me sem roupas, às vezes,
e incisivamente se instalaram.

Não consegui mais continuar a esconder a lavra.
Quando podia ter dito "não",
Eis que disse "sim",
Porque quero, porque também acredito.
Está agora a meio passo de ser pública
a logística com mais de doze anos...
E, com estas mãos, traçarei com orgulho
cada linha da minha marca -

A não ser que o mosaico todo não mereça...!

Gociante Patissa
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Diz BASTA ao RACISMO em ANGOLA

Olá a você amigo e leitor do Angola, Debates e ideias! Recebemos um email solicitando nossa contribuição no sentido de divulgar mais uma iniciativa de mobilização patriótica contra o racismo, conforme o texto que se segue:

«Angolanos e Angolanas,Consequência dos últimos comentários e das últimas conversas no blog REVOLUCAOEMANGOLA.BLOG.COM , foi escrito um artigo sobre o racismo em Angola no blog. Os membros deste Blog pretendem desta maneira discutir e analisar as origens, causas e consequências do RACISMO em Angola para que juntos possamos arranjar soluções para este assunto que ainda é muito delicado e que tornou-se quase tabu na sociedade Angolana.Angolano visita o blog e vem ajudar a combater esta doença que é o RACISMO em Angola!Paz,REVOLUCAOEMANGOLA.BLOG.COM»
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Discutir o acordo ortográfico em Angola

Publicado pelo Jornal Angolense: http://www.jornalangolense.com/full_index.php?id=2347&edit=471
Autora: Ana Faria


Apartir de Janeiro de 2008, todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deverão passar a adoptar a mesma ortografia, ao abrigo das últimas decisões tomadas para implementação do Acordo Ortográfico. O nosso país é membro desta comunidade e, como tal, vemo-nos abrangidos por essa medida. Daí, é importante que analisemos até que ponto a aplicação das resoluções deste acordo sobre a ortografia da língua portuguesa , a única que nos serve de veículo de comunicação e expressão oficial por todo o território e fora dele , nos traz mais vantagens do que desvantagens quer ao nível institucional, quer ao nível das comunidades e dos indivíduos.
Na base da argumentação para este Acordo pode –se ler que , sendo o português a terceira língua ocidental mais falada depois do inglês e do espanhol, a existência de duas ortografias "atrapalha" a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Por outro lado, advoga-se que a unificação ortográfica facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Se as justificações para as mudanças são estas, não é legítimo perguntar: que tipo de interesses se escondem por detrás destes argumentos, e muito mais quando se sabe que o Brasil é a "potência" que mais vibra e pressiona, com um horizonte de cerca de duas centenas de milhões de falantes? Se as modificações ortográficas propostas no Acordo resultam em 1,6% de alterações para a Língua Portuguesa escrita em Portugal (e, concomitantemente, em Angola) e apenas 0,45% para o Português do Brasil, que impacto terá essa predominância da grafia brasileira no mercado de importação de livros ao nível da CPLP? E em termos de acordos de cooperação entre estados, nomeadamente em matéria de formação de professores de português de que Angola tanto precisa , como vêem os brasileiros este mercado e que vantagens estão já a tirar dele?
O nosso grande problema é que, no nosso país, os técnicos nacionais (somos poucos, sim, mas existimos!) são denegridos a toda a hora em favor de estrangeiros que nem sequer têm a humildade de reconhecer que em Angola também existe massa cinzenta, que tem e produz saber e que não produz mais porque não é devidamente apoiada pelo estado/governo. Trocado em miúdos: o Acordo Ortográfico deveria ter sido discutido e analisado com o concurso dos mais dignos representantes da classe docente que ensina a Língua Portuguesa. Como não o foi, corremos o risco de aplicar resoluções que, na fase actual , poderão atrapalhar (isso sim!) o trabalho dos técnicos angolanos que trabalham com o Português falado e escrito, tentando imprimir-lhe as regras/normas que fazem muita falta a um correcto e eficiente processo de comunicação e expressão pelas comunidades e indivíduos que são daqui, aqui vivem e se reproduzem E PRECISAM DE SE ENTENDER EM PORTUGUÊS.
Por enquanto, limito-me a debitar algumas opiniões avulsas porque estou preocupada com o assunto e tenho responsabilidades na praça. Eu acho que o Português falado e escrito em Angola também reflecte o estado de confusão geral vivido de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste, numa só palavra: ausência de regras, primado do individualismo. Nas instituições do estado é o mesmo português que impera, falado e escrito, hoje, pela grande massa de jovens saídos das escolas e universidades.
O que está a faltar é uma eficiente política de estado para o estudo, a promoção e a difusão da Língua Portuguesa em Angola, sem preconceitos nem subterfúgios. O caminho que devemos percorrer já está traçado: é a constituição de um Português de Angola, autêntico e enriquecido por todas as variantes regionais e idiolectos de que o nosso país multicultural, multiétnico e pluri-linguístico é composto. Tal como o Português do Brasil, o de Portugal, o de Moçambique, o de Cabo Verde, o da Guiné –Bissau, o de São Tomé e Príncipe e o de Timor –leste, todos eles considerados variantes do Português . E isto não é nada de novo: assim como temos as variantes do Inglês da Grã-Bretanha, o inglês americano, o australiano, o sul-africano, o indiano, o paquistanês, etc, etc. Basta consultar um bom dicionário de Inglês monolingue e lá encontraremos especificados todos os registos destas variantes. E o ensino da língua inglesa, para os nativos ou os estrangeiros, em nada viu/vê seu desempenho afectado pelo facto de se escrever "centre"(ing. britânico) ou "center"(ing. americano).
Em conclusão, resta-me dizer que isto é um assunto que merece muito mais discussão por parte de todos os angolanos, primeiro, e depois, por parte de todos os membros da CPLP, a saber, linguistas, professores, deputados, homens e mulheres de cultura, políticos, comunidades e indivíduos, pois só a partir daí poderá o Governo orientar-se no sentido de um traçar de políticas objectivas e coerentes para a implementação do Português de Angola. Isso parece-me ser muito mais importante do que marcar balizas ortográficas com versões brasileiras, nesta fase.
Professora licenciada e profissionalizada para o ensino do Inglês e Português.
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«Língua Portuguesa é património dos Portugueses e de mais ninguém»?

(Voltamos a publicar esta matéria, como forma de contribuirmos para a chamada de atenção perante este assunto que, realçamos, é de capital importância para os lusófonos)
O “maldito” acordo de unificação do português, entenda-se entre as variantes brasileira e portuguesa, tem sido alvo de debates, suscitando tanto críticas recheadas de razão, como alguns dos mais infelizes argumentos. O canal televisivo português “Sic”, no espaço “Opinião Pública”, a 21/12, promoveu um fórum com a presença em estúdio de uma ilustre professora de Língua Portuguesa, contando com a participação de cidadãos de Portugal, Angola e Brasil, entre professores, tradutores e não só. Ficamos, nós os outros, a saber que neste acordo só o Brasil, Portugal e Cabo-Verde foram tidos e achados, «o resto virá por arrasto».
Conservadora e efusiva nos argumentos, a pedagoga vê no “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” uma questão de “lobby” político do Brasil, arrogando-se do simples facto de ter uma população maior (o Brasil tem oficialmente 120 milhões de habitantes e Portugal 11 milhões). Até porque a língua não é estática, o que pressupõe dizer que os brasileiros, que impõem a unificação, estão sujeitos à dinâmica evolutiva da língua e o neologismo continuará a ocorrer. Ou seja, quantos acordos de unificação mais serão necessários?

«É uma questão de facilitismo», considerou a professora que já garantiu não aderir a tal unificação, evocando ainda que a língua portuguesa tem uma origem, o latim, e uma história a respeitar. Ou seja, que o “h” mudo, o “c” (de acção) embora não se pronunciem, têm a utilidade de, não só evitar eventuais confusões com palavras semelhantes, como também ajudarem na entoação. Pelo que, os apologistas deste acordo para o qual nenhum exercício de auscultação pública foi experimentado, «estão a profanar as origens da língua portuguesa», disse.

«Portugal tem figuras da sua história cujo valor é reconhecido pelo mundo, como é o caso de Camões e as suas obras literárias. E, de repente, tudo isso não conta?», questionou. E com elevado pesar, viu-se a docente trazer cá fora os mais íntimos conceitos de património linguístico ao afirmar que «a língua portuguesa é património dos portugueses e de mais ninguém!». Será? Bom, a professora lá terá “bagagem” suficiente para tão arriscada asserção, embora nos pareça egoísta, considerando que, ao longo da história, Portugal e a língua portuguesa cruzaram a vida de muita gente, que se viu forçada a renunciar alguns dos aspectos mais sagrados da sua cultura, não tendo, hoje, língua própria, ou, se a tem, com pouco poder de expressão.

As participações ao telefone sustentaram, na sua maioria, a tese da professora convidada, defendendo que, «se os brasileiros quiserem falar "fato", por exemplo, em vez de "facto", que o façam, já que o acordo privilegia a pronúncia. Agora, forçar os outros, isso é que não!». E quase todos entendiam o acordo como uma vitória brasileira enquanto potência relativamente superior, perante (um) Portugal frágil, com o medo político de perder espaço. Basta ver que a variante brasileira cede apenas 0,5%, enquanto a variante padrão 1,6%. Tanta é a estranheza do acordo que o Brasil já disse que vai avançar com a implementação das propostas, quer Portugal concorde quer não, realçaram ainda os contestatários. «É um tipo de acordo que uma Inglaterra, por exemplo, jamais aceitaria, com todo interesse e respeito que tenha pelos Estados Unidos da América».

Do lado contra, um cidadão brasileiro realçou que o acordo vem acabar com as dificuldades de compreensão enfrentadas por pessoas que falam a mesma língua, reforçando aproximação. A opinião mais radical foi manifestada por um cidadão português que classificou a professora como fazendo parte de uma elite que vê a história como algo estático, que fica escrito em mármore, repugnando termos excessivos como «profanação». A reacção da professora não se fez esperar. Considerou os argumentos como sendo «de baixeza e usados», e deixou bem claro que não vai adoptar a unificação «para não ensinar erros aos alunos!!!».

Em 1911 dá-se a primeira tentativa de unificação ortográfica dos países lusófonos, que fracassou. O primeiro acordo ortográfico entre Brasil e Portugal data de 1931 e não resultou. Em 1945 houve, em Lisboa, um outro acordo, que também não efectivou a unificação, pois foi adoptado apenas em Portugal. O sistema ortográfico vigente no Brasil é de 1943.
Gociante Patissa
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O silêncio que reforça suspeita de sobrefacturação das despesas - INEA “põe água” na estrada Benguela/Lobito

Texto publicado pelo Jornal Angolense
Jornalista: João Marcos, em Benguela

-Afinal, o separador central físico inserido nos dados contratuais revistos, um investimento de 6 milhões e 430 mil Euros, já teria sido equacionado em 2000, ano da consignação do projecto de reabilitação e ampliação do troço rodoviário-João Marcos, em BenguelaEstamos em 31 de Agosto de 2005, data que marcou a apresentação do projecto que proporcionará a via rápida Benguela/Lobito, alterado, entre outros factores não tão relevantes, por imposição do cada vez mais intenso tráfego rodoviário.

É a justificação apontada para o reforço de pavimento e a colocação de um separador central físico (guardas duplas), acções que custarão mais de 13 milhões de Euros, montante acima de 70% do valor inicial, conforme referenciado na nossa edição anterior. Até a alteração do projecto, consumada em meados de 2007, o valor com o qual se presumia terminar a obra era de 19 milhões de Euros, tal como avançou, há pouco mais de dois anos, no acto de apresentação dos principais aspectos técnicos da empreitada, o director-geral do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Joaquim Sebastião.

Na altura, estamos lembrados, o responsável preferiu destacar as quatro faixas de rodagem, cinco estruturas, entre as quais duas pontes, o canteiro central, os 17,6 metros de largura e os 26 quilómetros de comprimento. Chegou a indicar o avançado estado de degradação da ponte sobre o rio Catumbela, prestes a ser substituída por uma outra, como ponto de estrangulamento de uma obra que se pretendia concluída dentro de dois meses.

Uma vez consumada a alteração do projecto, esperava-se que o INEA, na qualidade de dono, viesse à público explicar quais as principais transformações, disse ao Angolense um industrial de construção ligado ao sector rodoviário, o mesmo que se mostrou boquiaberto quanto ao valor decorrente das mudanças operadas. Só há três meses, depois de uma investida do Angolense, é que as cogitações que se ouviam foram confirmadas por fonte oficial, no caso o Engenheiro António Mota, presidente da Mota Engil, a construtora portuguesa que executa os trabalhos de reabilitação e ampliação do troço em referência.

Antes, realce para um prudente pronunciamento do Governador Dumilde Rangel, provavelmente o único digno de algum relevo, segundo o qual o elevado nível freático da área exigia muita paciência. Fonte ligada ao empreiteiro, conhecedora profunda do dossier, confidenciou ao Angolense que o silêncio do INEA quando chamado a prestar os esclarecimentos que se impunham acaba por dar consistência às alegações de sobrefacturação das despesas e jogo de interesses pelo meio. Tal como procedeu na altura da apresentação do projecto inicial, o Instituto Nacional de Estradas deveria ter falado das alterações e do tempo que será necessário para o térmo da obra, sublinham os nossos interlocutores. "A evidência de sobrefacturação das despesas é tão visível que até alguns técnicos da própria empresa fiscalizadora, a AFRICON, ficaram admirados quando confrontados com os mais de treze milhões de Euros de acréscimo", sublinhou.

Em relação ao atraso da obra, oficialmente justificado com a alteração do projecto e a escassez de betume no mercado angolano (roubou quatro meses úteis de trabalho), importa mencionar as limitações técnicas apresentadas pelo empreiteiro no início da obra como sendo outro factor a ter em conta. Unânimes, o INEA e o fiscal, empresa sul-africana, acreditam na conclusão do projecto dentro do primeiro semestre deste ano, ao passo que António Mota, certamente mais cauteloso, fala em finais de 2008.

O cerne da discórdia central

O projecto de reabilitação e ampliação da via Benguela/Lobito foi consignado em 2005, cinco anos antes do início dos trabalhos. Nesta altura, segundo as nossas fontes, já o separador central físico (vai custar 6 milhões 434 mil 983, 36 Euros), que agora surge como um elemento chave no projecto revisto, teria sido equacionado. Por outras palavras, fazendo jus às informações que nos foram prestadas, os 19 milhões e 700 mil Euros iniciais, certamente transportados do ano da consignação, bem serviriam para uma via rápida com um separador central (guardas duplas).

Os dados contratuais revistos indicam que a edificação do "separador da discórdia" vai consumir dois meses, sendo que a data de início se mantém indefinida. Um funcionário sénior das Obras Públicas em Benguela, contactado para dissipar eventuais dúvidas, explicou que um canteiro central e um separador central são estruturas diferentes, embora ambas sirvam, em rigor, para separar faixas de rodagem. "Estas estruturas podem coabitar, o que parece ser o caso, mas o canteiro, como diz o nome, tem mesmo o formato de um canteiro, ao passo que o separador é aquela estrutura que se encontra no Rocha Pinto, em Luanda", exemplificou.

Noutra vertente, a consignação da obra, em 2000, não teve em conta o crescente movimento rodoviário que hoje é justificado por dados estatísticos, razão pela qual o dono da obra e o empreiteiro tiveram de optar pelo reforço de pavimento, que custará cerca de 7 milhões de Euros.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Don Óscar Braga já não é Bispo da Diocese de Benguela

(Na foto, Don Óscar Braga saúda Durão Barroso, personalidade política de refrerência em Portugal e na Europa)

Três décadas depois de ter assumido a diercção da Diocese de Benguela, o Bispo católico Óscar Lino Lopes Braga, ou simplesmente Don Óscar Braga, passa à reforma. Será substituido por Don Eugénio del Alcorsio, que vem de Saurimo.
Óscar Braga já confirmou o facto à imprensa local e enquanto se aguarda pela chegada do substituto e a referida investidura formal, tratou de tranquiizar os fieis, na medida em que "receberão um pastor inteigente, mais jovem e melhor que o anteior", referiu. Don Óscar já anunciou o seu casamente com a província de Benguea, até que a morte os separe. "Se foi aqui que Deus me mandou para servir, aqui hei de ficar até à morte, disse.
Ao mesmo tempo que se anuncia a sua passagem à reforma, também dizem as fontes que Don Óscar será o Administrador da Diocese, uma confusão que se poderá esclarecer quando se efectivar a substituição.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Eleições: Líder do Pajoca considera abstenção falta de patriotismo

«Apesar de o processo de registo eleitoral ter ultrapassado as expectativas, há um grande receio de que muitos cidadãos venham optar pela abstenção nas próximas eleições», considerou o líder do Pajoca (Partido de Aliança Juventude, Operários e Camponeses de Angola) na província de Benguela, Alegria Agostinho.

Em entrevista à Rádio Morena Comercial (estação privada que cobre os três municipios do litoral de Benguela: Lobito, Benguela e Baia Farta), o líder do Pajoca sublinhou que as eleições são úteis para o fortalecimento da democracia e representam um dever cívico do cidadão perante a pátria, pelo que, «os cidadãs que optarem pela abstenção nas eleições, não estarão a ser patriotas». Tal silogismo mereceu imediata constação de dois cidadãos, por sinal profissionais de informação, que acompanhavam a entrevista, por considerarem que o voto deve ser exercido em consciência, reservando-se o cidadão ao direito à abstenção se for a mais coerente decisão a tomar.

Alegria Agostinho referiu que o seu partido parte confiante na vontade dos cidadãos por uma mudança. Entretanto, não deixou de apelar aos cidadãos por um comportamento ético face ao momento especial que se avisinha, o da preparação e realização das segundas eleições, de modo a evitar experiências amargas de 1992, tais como violência e imaturidade. De resto, uma responsabilidade que passa também por mãos de diversos outros agentes sociais, como as igrejas, a família e a sociedade civi.

O discurso culpabilizador do representante do pajoca, Alegria Agostinho, quanto ao receio de abstenção, não é algo recente aos ouvidos dos benguelenses. Já em 2004, eram atribuidas ao Bispo Católico, Dom Óscar Braga, declarações segundo as quais «não votar é pecado», já que quem não vota viria beneficiar do esforço dos outros. Tais decarações teriam sido aventadas durante um encontro com fiéis no município do cubal.

Por: Gociante Patissa
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Burity da Silva fala fora dos contexto e deixa UNITA indignada VOA

Publicado pelo Angonoticias (http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=18395)

«Os filósofos gregos sempre disseram que depois dos eclipses apareciam sempre fenómenos e aqui no Kuanza-Sul não deixou de se viver esse fenómeno. A UNITA estava aqui a 20 quilómetros em 2000.

É mentira ou verdade? Vocês sabem disso, não sabem? Começamos a acabar com a guerra precisamente com o eclipse. A UNITA foi empurrada lá para os confins e podemos começar a trabalhar. Hoje estamos a inaugurar escolas-extras, amanhã com certeza vamos inaugurar escolas maiores».

Foi dessa forma que o ministro da Educação, António Burity da Silva (na foto), se dirigiu a cerca de duas centenas de pessoas dentre membros do governo, políticos, educadores, educandos e encarregados de educação no acto de inauguração do Iº Instituto Médio Politécnico na cidade do Sumbe.

Um dos renomados docentes da cadeira de psicologia contactado a respeito de tal pronunciamento, considerou-o de «baixo e cheio de emoções do passado o que em nada contribui para educação das gerações futuras pois no momento não era salutar proferir palavras de género sabendo que centenas de crianças estavam presentes».

Face ao tão grosseiro pronunciamento, o secretariado provincial da UNITA no Kuanza-Sul na pessoa do seu secretário provincial, Amaro Kaimana «Bokeló», em nota de repúdio mostrou a sua posição saudando em primeiro lugar a inauguração do Instituto Politécnico como sendo um ganho de gerações, pois a riqueza do país depende da qualidade dos seus cidadãos.

A UNITA manifestou estranheza, repugnação e surpresa pelo discurso do ministro Burity da Silva que considera de divisionista entre os angolanos.

«Essas declarações do senhor ministro, para além de serem um improviso, foram atentatórias ao espírito de reconciliação nacional que queremos construir e dão claras indicações de alguns círculos do regime de incitarem a divisão e a intolerância política. A UNITA considera que as marcas do conflito armado tiveram uma factura, sendo as causas sobejamente conhecidas pelos verdadeiros angolanos que com o seu suor e sangue souberam trazer a paz à pátria mãe.

De que passado que o senhor ministro fez alusão? sem acautelar a exaltação da educação cívica dos cidadãos que na óptica do governo está só virada para o CAN de 2010 e não para as eleições de 2008 ? culpados somos todos, vítimas somos todos e responsáveis também somos todos. O que atrasou o desenvolvimento do país não é só o passado a que o senhor ministro se refere com muita saudade mas, é também a incompetência e a militanciocracia que atirou para fora os melhores cérebros da pátria, muitos em fuga na diáspora».

O dirigente político apelou aos governantes do país no sentido de traçarem políticas claras para o emprego, a saúde, a educação, a habitação, a água potável, energia eléctrica, salário condigno e aceitação na diferença de factores que permitam a tolerância e a reconciliação nacional, sendo alguns pressupostos essenciais para estabilidade sócio-política do país.

13 Feb 2008, Fonte:VOA
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

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Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

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Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

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Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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