terça-feira, 12 de junho de 2018

Diário | Me apaixonei por uma pessoa fusca?!

“Amor, eu queria assim  sabes, né?… – falar uma coisa importante…”
“Deixa ver se adivinho. Será necessário reconhecimento pelo notário?”
“Também não precisa exagerar…”
“Um pouquinho de humor é a vitamina do amor, né? À espera do desenvolvimento e da conclusão. Só estamos na introdução. Quando penso que no fim de tudo, ainda resta a etapa de arranjarmos um título sugestivo para esta composição que tentas lançar…”
“Pára! Parvo…”
“Ok. Era só um aquecimento básico a ver se te rasgas logo em palavras. Deixas-me nervoso quando accionas o teu ar muito sério… será que te ofendi e não dei conta?”
“Até, não. Foste já logo ali?! Tu és atencioso, fofo. Dá cá ainda um beijo…”
“Será que sentes que vais reprovar outra vez na escola?”
“Ainda não sei bem, mas não é por aí…”
“Então, dama? Fala logo…”
“É assim: se não fizer maquilhagem, acho que não vou voltar aqui no teu quarto…”
“Como?! Acho que não percebi bem…”
“As minhas amigas me deram assim umas dicas que com a maquilhagem a pessoa fica radiante. Por onde passa, deixa…”
“Quer dizer que posso não pagar o pré-pago da ENDE, na casa toda escura vai bastar a tua maquilhagem para iluminar?”
“O que é que tem a ver?! Deixa falar. Não reparaste como elas agora estão tipo divas?”
“Ai, é? Por acaso, não me saltou à vista… Falam dos mesmos assuntos, moram onde sempre moraram, vestem as mesmas roupas…”
“Homem mesmo não entende, ya?… Afinal vos fizeram como?! Oh, raça de distraídos! Escuta uma coisa: maquilhagem é tudo… Uma mulher até se sente outra…”
“Ai, sim?… Estou a ver…”
“Estás a ver este cravo na cara?”
“Foi das características que me fizeram te conquistar; te torna diferente…”
“Estás a me ofender!”
“Amor, estamos a namorar há quatro anos, certo?”
“Assim mesmo!”
“Então só hoje é que estás à procura de brilhar? Queres-me convencer que durante estes anos todos, me apaixonei por uma pessoa fusca?! Não faças isso, por amor de Deus!”
“Também não precisa falar assim!!! Isso ofende, sabias?!”
“Mas a mulher angolana é assim porquê, que uma simples moda é suficiente para comprometer a auto-estima?!”
“Hã?…”
“Aparências, sempre as aparências! Sabe o quê? Eu dou razão ao governo quando decidiu dar a produção dos novos BI aos chineses. É tanta crise de identidade e máscaras sociais que simbolicamente até faz sentido colocar a nossa identidade nas mãos dos maiores falsificadores de mundo… Depois é só esperar chineses adultos naturais de Angola…”
“Já vi que não queres pagar o tratamento de beleza. Ó coiso, vamos só mudar de assunto, ya?”
www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Benguela, 12 Junho 2018
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Advogados e juristas são-tomenses queimam os seus diplomas em sinal de protesto

 Célia Posser, bastonária da Ordem dos
Advogados de São Tomé e Príncipe (AOSTP)
É um caso inédito. Juristas e advogados queimaram na tarde desta segunda-feira (11.06) os seus diplomas universitários na praça pública, numa manifestação contra a reforma da justiça em curso em São Tomé e Príncipe que está a ser implementada pelo Governo desde início do ano.

Texto e Fotos: DW 11.06.2018 (Ramusel Graça)

A comunidade jurídica do arquipélago não concorda com a implementação da referida reforma que no entender da Ordem dos Advogados visa apenas atingir um grupo de pessoas, garante a bastonária Célia Pósser.

"Desde a criação do Tribunal Constitucional, a exoneração compulsiva dos juízes, e posterior promulgação da lei tem acontecido muitas aberrações ao nível da reforma da justiça. Nós agora temos uma lei que prevê para nomeação dos novos juízes do Supremo, um concurso público e depois vem dizer na mesma lei que os juízes são nomeados pela Assembleia Nacional . Essa disposição legal vem anular todas as decisões tomadas pelos antigos juízes do Supremo Tribunal de Justiça e considera-as inexistentes", refere a bastonária.
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Bartolomeu não devia PUBLICITAR banco em set telejornal. A Directora do Instituto Defesa do Consumidor deve vender marca de leite?

Já imagino o argumento: como a lei não proíbe, se calhar pode. E o bom-senso, e a ética? A quem é que o cidadão se vai queixar em caso de algo correr mal na relação entre fornecedor e comprador, se a responsável do instituto nacional de defesa do consumidor (INADEC), entidade pública, é precisamente a garota-propaganda daquela marca comercial de leite? Que credibilidade é que a gestora espera, se afinal em pleno exercício de funções pelo estado serve de modelo publicitária de comerciante privado?
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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Com respeito pelos não-falantes de Umbundu, façam esforço! A Sra da publicidade "OK'TALA", para dizer OKU-TA-LA, ver, soa ridícula

Afinar só muito para quê?!!! Já atenuamos muito. Essa gente, quando é nome francês ou inglês, até quase vomitam os pulmões só para pronunciar correctamente. Se a língua Umbundu só serve para vender produtos e não merece respeito como língua e substrato cultural de uma grande camada da população, que fiquem só pelo português mesmo, ara xiça óme!!! hahhahha
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Citação

"A excessiva censura mata o desenvolvimento. A excessiva abertura torna a sociedade completamente vulnerável.  A comunicação é uma faca com dois gumes bastante afiados.  É preciso saber manejá-la." (Drumond Jaime)
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Diário | Não está assim com princípios de ébola nem nada?

“Ó meu caro amigo, eu não estou a gostar nada disto, pá!!!”
“Mas isso são modos?! Quer dizer, um gajo aqui sossegado (estamos a falar um bocado alto demais), a discutir assuntos sérios do futebol, com o Sporting lá de Portugal a cair aos pedaços, e você chega com chamadas de atenção?! Sinceramente, até não entendo…”
“Repito: Ó meu caro amigo, eu não estou a gostar nada disso!!!”
“Isso mesmo já é o tal último azar, palavra de honra! Fiz o quê? Aliás, de onde é que somos amigos?”
“Para mim, trato todo o mundo mesmo assim. Homem, amigo. Mulher, amiga. Não tenho inimigos, não gosto e nem quero… Ou é o que você procura na vida?”
“Desculpe, mas é mesmo comigo que pretendia implicar?”
“Só lhe falo uma coisa, ó meu caro amigo. Desapareça do meu caminho, ouviu bem?!”
“Eu?! O meu senhor não está assim com princípios de ébola nem nada?”
“Olha que se eu pudesse, abria uma cantina para vender saúde ao governo, percebe?!”
“Estou já a ficar passado. Vá, diga lá, por amor de Deus. Onde é que eu o incomodo?”
“Eu quero estar livre, estou a lhe avisar pacificamente… por enquanto!…”
“Mas como assim?”
“Ó meu caro amigo, ainda eram sete da manhã quando passei como quem não quer nada ali pela esplanada do 1.º de Dezembro, e lá estava você em ambiências. Duas horitas e meia, chego ao Café da Cidade, e lá está você, outra vez, a conviver. Certo ou errado?”
“Por acaso, cóf!, cóf!, é verdade.”
“Pois. Está a ver? Até notou! Eu é que não achei piada. Agora onze da manhã, chego à Flamingo para apetrechar assim uma coisita no estômago, e quem é que eu encontro de novo? Você! E não é de hoje. Tenho a certeza que onde eu for almoçar, o meu amigo lá estará. Se não é na sala, é logo à porta. No cair da tarde, se a pessoa entende chupar uma lambretinha, o fantasma do meu amigo certamente… Acha isto normal?”
“Mas são espaços públicos de reencontrar a malta cá da cidade, pôr a conversa em dia…”
“Eu quero estar livre, faço-me entender?! Está a aparecer demais no meu dia-a-dia!!!”
“Isso parece anedota, ó homem! Aonde é que quer chegar?”
“O que me faz espécie – e não diga que na escola não aprendeu o mínimo de geografia – é que os sítios ficam num perímetro poligonal com um raio mediano de 300 metros, pá! Assim vai dizer que o sabor da cerveja varia consoante o nome do estabelecimento? A sua garganta regula como então, que na mesma manhã matabicha em vários bares?”
“Mas ainda que fosse. Agora as pessoas já não podem chupar democraticamente?”
“Ó meu caro amigo!, na guerra ou na paz, cada bêbado com o bar dele, cada bar com o bêbado dele. Isso sempre foi assim!”
“Mas fique calmo. Não contribuo para o preço do copo subir. Da aguinha não passo…”
“Ainda mais! Neste caso, anda só a fazer verbo encher nos bares porquê?!”
“Que mal tem?”
“Ó meu! Você que só consome água, a sua parada é noutras bandas. É uma ideia… Não experimenta pausar no pátio da Empresa de Água e Saneamento porquê, né?”

www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Benguela, 8 Junho 2018
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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