segunda-feira, 6 de julho de 2015

Medida tardia mas ainda assim louvável | Cidadãos chineses só poderão conduzir em Angola mediante exame de condução local

Foto: Angop
A informação consta de uma nota de imprensa da Direcção de Comunicação Institucional e de Informação do Ministério das Relações Exteriores, difundida na tarde de segunda-feira (06/07) pela Angop.

“Esta medida, que consta de uma nota oficial do Ministério do Interior, não abrange ao Corpo Diplomático e Consulares da República Popular da China acreditados em Angola, face aos privilégios, imunidades e facilidades de que estes usufruem no exercício de funções, resultantes de acordos bilaterais ratificados pelo Ministério das Relações Exteriores”, explica.

O documento refere ainda que esta decisão resulta da inexistência de um Acordo Mútuo de Reconhecimento de Títulos de Condução, entre a República de Angola e a República Popular da China.

“A atribuição ou troca da Carta de Condução aos estrangeiros obedece a um critério baseado no princípio da reciprocidade firmado em acordo mútuo entre as partes, e que contempla o cumprimento das regras do Código de Estrada, a não sujeição dos respectivos cidadãos a exame de Código e de Condução, sem excluir a condição ou seu estatuto de estadia neste ou naquele país”, esclarece a nota.

Nota do Blog Angodebates: Vem um pouco tardia a medida, mas é ainda assim louvável, já que os nossos "compatriotas" chineses não trouxeram "mais-valia" alguma ao já complexo quadro de sinistralidade rodoviária. Não é segredo para ninguém, pelo menos em Benguela que, em caso de acidente envolvendo (camiões) chineses, os populares procuravam "sancioná-los" no local à "pancada própria", receando uma certa impunidade ou (como diria um antigo ministro) "confundibilidades" na justiça convencional. É bom que se combata a ideia de impunidade, seja ela com quem for.
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Diário | Ao sétimo ano, ao sexto título

Nessa coisa da escrita criativa, temos a possibilidade de impôr a um ou outro personagem passagens que nos são auto-biográficas, o também chamado «alter-ego». O meu preferido é «nós aqui só temos um lema: o nosso trabalho é trabalhar!» do personagem IC (investigador-comandante), no conto A Morte da Albina, um dos contos que compõem o meu livro A Última Ouvinte. Move-nos a certeza de que, estejamos onde estivermos, seremos sempre localizados desde que nos afinquemos no nosso ofício, que é por vocação «um trabalho mudo», como me disse certa vez um grande acadêmico e conselheiro. Daí que não me surpreendesse que só anteontem, ao sétimo ano portanto, me tivesse chegado, por telefone, o interesse das autoridades administrativas do Monte Belo, minha comuna natal, em conhecer o escritor que disse na televisão ser dali natural. Finalmente, a comuna que me viu nascer, que dista pouco menos de 150 km da cidade de Benguela, ouviu oficialmente falar do meu trabalho. Ao sétimo ano e a caminho de publicar o sexto livro. Seja como for, «nós aqui só temos um lema: o nosso trabalho é trabalhar!»
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domingo, 5 de julho de 2015

«Reencontros» de Nelo de Carvalho apresentado em Benguela

O músico Nelo de Carvalho escolheu a província de Benguela para o lançamento do seu segundo de disco de originais, intitulado «Reencontros», entre os dias 03 e 05 de Julho. Para além de duas sessões de venda e autógrafos no Jardim do Largo D’Africa, município de Benguela, e num dos supermercados da cidade do Lobito, respectivamente, o músico deu dois espectáculos memoráveis.

O primeiro espectáculo, para um público mais restrito, tendo em conta até a envergadura da casa, teve lugar num dos mais antigos restaurantes da cidade de Benguela, recentemente reaberto. Foram aproximadamente três horas ao vivo com a sua guitarra, interpretando temas originais e vários clássicos da considerada «world music», sessão de resto testemunhada pelo Blog Angodebates na noite de sexta-feira (03/06). Nelo de Carvalho, a quem alguns benguelenses alcunharam de MP3, como forma até de lhe gabar o fôlego e a autossuficiência, soube ser grande sem deixar de ser simples. Se dependesse dos convivas, apreciadores incorrigíveis de boa música, o pobre do artista prolongar-se-ia até amanhecer.

O segundo acto, talvez o mais alargado, teve lugar num restaurante ao Morro da Katombela plantado, no sábado (04/05), estendendo-se até para lá das 4h00 da manhã de domingo.
Com 15 faixas musicais, «Reencontros» é uma sequência temática do primeiro álbum, «Encontros», lançado há coisa de dois anos. De participações especiais, destacam-se Bonga, Rui Veloso, Tanya Saint Val, Nanutu e Mindo Monteiro. «À Cidade com Amor», segunda faixa, é uma dedicatória que o músico faz a Benguela, por si musicada e com letra de Beto Monteiro.

Gociante Patissa (texto e fotos)
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sábado, 4 de julho de 2015

E porque não é só com misses e kú-duro que se conquista o mundo | ESTUDANTE ANGOLANA É MEDALHA DE OURO EM ARTES PLÁSTICAS NOS EUA

Jasmim Prakash, que aos 15 anos frequenta a 9.ª classe no colégio Esperança Internacional de Luanda, venceu em Nova Iorque, Estados Unidos da América, a medalha de ouro, na categoria de Arte, num concurso académico em que participaram mais de seiscentos concorrentes de vários países, de 14 a 19 de Junho. O desenho com que concorreu retratou a importância da preservação do meio ambiente e combate à poluição na natureza.

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Opinião | Por que razão «Nga Muturi» não é um clássico da literatura angolana?

por Luís Kandjimbo, ensaísta e crítico literário

Em 1980, a União dos Escritores Angolanos publicou a segunda edição da «noveleta», como lhe chamou Mário António, intitulada Nga Muturi cujo autor é Alfredo Troni (1845-1904), um jurista português que na segunda metade do século XIX se estabeleceu em Luanda, tendo desenvolvido outras atividades como advogado, juiz e diretor de jornais, entre os quais se destaca o Jornal de Loanda. Após a sua publicação em folhetins no jornal português Diário da Manhã em 1882, a primeira edição de Nga Muturi saiu em 1973 com a chancela portuguesa das Edições 70.

O ensaísta e poeta angolano Mário António que escreve o prefácio aproveitava então a oportunidade para lançar mais uma pedra no edifício da sua apologia da crioulidade fazendo eco do famigerado lusotropicalismo de Gilberto Freire, doutrina tão cara à ideologia fascista do Estado Novo em Portugal.

Ocorreu muito recentemente (2014) uma terceira edição com a chancela de um projeto de divulgação de «onze clássicos da Literatura Angolana». Ora, se um clássico é uma obra que deve ser recomendável para o ensino das novas gerações, reitera-se aqui o problema da seleção de textos que suportarão o processo de ensino-aprendizagem e consequentemente a formação do cânone literário angolano. Uma década após a polémica travada nas páginas do Jornal de Angola que mobilizou a atenção do público sobre a inclusão/exclusão de determinados escritores numa coleção denominada «biblioteca da literatura angolana», subsistem dúvidas acerca da representatividade de autores e textos no quadro do sistema literário nacional.

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

SUMÁRIO DA ANTOLOGIA «DiVersos 22», pelo editor, José Carlos Marques

QUATRO POETAS DE ANGOLA E OUTROS DE TODO O MUNDO

Recebemos há tempos (ver Publicações Recebidas, n.º 21, página 116), como oferta da Associação Porta Treze, de Vila Nova de Cerveira, animada por Luandino Vieira, quatro pequenos livros de quatro poetas angolanos, todos editados na coleção Vozes de Grilo, da editora NósSomos, de Luanda e Cerveira. Graças à gentileza do editor, conseguimos contactar os quatro autores e convidá-los a colaborar neste número da DiVersos. Mais adiante uma explicação complementar.

Uma poetisa sueca (Edith Södergran), um clássico do Século de Ouro espanhol (Francisco Quevedo), a grande poetisa chilena Gabriela Mistral e o poeta argentino Rodolfo Alonso como presença da América Hispânica, e dois poetas gregos do século XX, um Prémio Nobel (Giorgos Seféris) e outro de estatura equiparada por muitos (Nikiforos Vrettakos), e pela primeira vez na DiVersos um poeta traduzido de uma língua africana (umbundu), traduzido pelo próprio, Gociante Patissa, para português, são mais alguns poetas de todo o mundo, de diferentes línguas, dois deles ainda nossos contemporâneos, incluídos neste número. Após seis números (16 a 21) de edição bilingue na DiVersos, surge desta vez adiante uma curta explicação para esta escolha.

A opção bilingue manifesta-se habitualmente tendo o português como língua de chegada. Com a tradução para catalão de poemas em português de Pedro Silva Sena por Gabriel de la S. T. Sampol (DiVersos n.º 18) iniciámos traduções bilingues em que o português é a língua de partida. Neste número, temos algo idêntico com a tradução de poemas de Cristino Cortes para alemão por Maria de Nazaré Sanches, ambos já anteriormente presentes na DiVersos quer como autores quer como tradutores.

Outros poetas de língua portuguesa, agora do Brasil, enfileiram lado a lado com os poetas angolanos a que já aludimos, os jovens Ana Estaregui e André Argolo. Do Brasil igualmente o tradutor de Rodolfo Alonso, Anderson Braga Horta, também ele poeta, de que publicaremos no próximo número alguns poemas. Poetas portugueses, alguns com obra extensa ou significativa já, como José Carlos Breia, Nuno Rebocho e Paulo Pego, este último já presente anteriormente na DiVersos quer como autor quer como tradutor. E finalmente Vergílio Alberto Vieira, de que inserimos uma miniantologia em que se procura dar uma panorâmica breve de uma obra vasta (quadratura de círculo?), como já anteriormente fizemos com Pedro Tamen, Glória de Sant’Anna, Albano Martins, António Manuel Pires Cabral, Matilde Rosa Araújo, e alguns outros.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Conforme a nota de imprensa que chegou ao meu blog | Prémio Literário UCCLA, NOVOS TALENTOS, NOVAS OBRAS EM LÍNGUA PORTUGUESA

Terá lugar no próximo dia 7 de julho, às 18h30, a apresentação do Prémio Literário UCCLA “Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa”, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (Praça dos Restauradores), em Lisboa, Portugal.
O Prémio Literário UCCLA - iniciativa conjunta da UCCLA e do Movimento 2014 – destina-se a promover e divulgar a literatura em língua portuguesa e tem como objetivo estimular a produção de obras literárias em língua portuguesa por novos escritores.
Lisboa, 2 de julho de 2015

Minha nota: Até ver o regulamento do Prémio, prevalece o cepticismo quanto ao zénite dos olheiros na busca destes "novos talentos na escrita do espaço de língua portuguesa" (Angola, Macau, Brasil, Moçambique, Guiné, São Tomé, Cabo-verde Portugal) ir além daquilo que o lobby academia-arrastão editora-imprensa em Portugal e Brasil já nos acostumou. É desculpar a inconveniência da verdade, but... We'd better not get our hopes up! Gociante Patissa
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Be careful

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Trilhos

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Citação

"Qualquer alimentação pode ser saudável, a dose é que pode muitas vezes ser o veneno. Um chocolate, uma lasanha, de vez em quando, não faz mal" (de uma jovem nutricionista portuguesa que falava ao canal português Correio da Manhã, hoje)
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

Com tecnologia do Blogger.

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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