PONTOS DE VENDA

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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

terça-feira, 17 de junho de 2014

Diário: O QUE TÊM OS ESCRITORES (AFRICANOS) DE MOÇAMBIQUE CONTRA A DIVULGAÇÃO VIA VÍDEO?

A minha nova etapa de pesquisa passa por descarregar do youtube vídeos de entrevistas (e documentários) a escritores. Depois de alguns nomes de Angola, Portugal, Brasil e Colômbia, dediquei horas no youtube na ânsia de ouvir algum escriba da Terra de Samora, com tudo de tradição oral e idiossincrasia africana que isso implica. Nada! Quer dizer, exceptuando uma reportagem de canal brasileiro a respeito de José Craveirinha em conjunto com alguns nomes de Cabo-verde.

3 comentários:

Fernando Ribeiro disse...

Pondo de lado o inevitável Mia Couto, pode ver, por exemplo, vídeos sobre Ungulani Ba Ka Khosa aqui: https://www.google.pt/#q=ungulani+ba+ka+khosa&tbm=vid.

Angola Debates e Ideias- G. Patissa disse...

Grato pela partilha, Fernando Ribeiro, e essa presença habitual como "contra-regras".

Sinto muito em desiludí-lo, Fernando, mas quando o assunto é muito mais do que falar de títulos de livros escritos de e sobre Moçambique, no que qualquer autor em princípio está evidentemente habilitado, o Mia Couto tanto é evitável como simplesmente não se encaixa. Como sublinho, não basta ter cidadania moçambicana para perceber e ser interlocutor válido sobre a idiossincrasia dos vários grupos étnicos africanos. A minha pesquisa não se cinge à nacionalidade, mas à identidade, à forma como o sentir, pensar e falar das nossas línguas (africanas) vive e tem força nesse palco literário cada vez mais dominado pelos temas da intriga urbana e pela visão exótica.

Fernando Ribeiro disse...

Não me desiludiu, não, caro Patissa. Eu compreendi muito bem o que desejava. Fiz referência ao Mia apenas porque o nome dele aparece inevitavelmente sempre que se fala de escritores moçambicanos. Mas não tem a vivência nem o substrato cultural africano de um escritor negro, claro que não tem.

O nome de Ungulani Ba Ka Khosa veio-me logo à memória, porque este escritor esteve há muito poucos dias em Lisboa a autografar os seus livros na Feira do Livro da capital portuguesa. Mas também posso indicar-lhe um outro escritor moçambicano de grande qualidade, que é o Nelson Saúte: http://globotv.globo.com/canal-futura/umas-palavras/v/umas-palavras-ep-109-nelson-saute/1352264/, http://www.rtp.pt/rtpmemoria/?t=Por-Outro-Lado.rtp&article=3341&visual=2&layout=5&tm=8.