domingo, 5 de junho de 2022
sábado, 28 de maio de 2022
[Vídeo] Puxa Palavra com João Carrascoza (Brasil) e Gociante Patissa (Angola)
O escritor e docente Kaio Carmona conduz o bate-papo sobre as literaturas e meandros de Angola e Brasil, juntando respectivamente Gociante Patissa e João Carrascoza, num programa de mesa-redonda com selo do Centro Cultural Brasil Angola, em Luanda, transmitida em directo pelas redes sociais da instituição mo dia 26.05.2022sábado, 30 de abril de 2022
[Poema inédito] DE QUE NOS VALE DIA DO IDOSO?
Carrego a estiagem
Na ponta do dedo
Húmidos dedos regados
Salgado fluído do olhar
Feito guardanapo insubmisso
Carrego a estiagem
No punho cerrado
Que me alivia o peso da cabeça
Só somar troncos e frondes serrados
Enterrar bolsas de sombra
Tremer-nos o osso cada meia centena dos nossos
"Nda tukunamenla vali pi?"
Resulta que desse punho encharcado
Salgado fluído do olhar
Não flori
Um poema que seja
Desse ao menos um’estrofe
Algo que desce e destoa cifras
D'esperança micro-universo
Vida cá da gente
É semana cósmica abreviada
Na quarta a velha Flora seca
"Ame ame ciyunge"
Na sexta é o fogo que se afoga
"Sekulu Ndalu watusya vali"
De que nos vale Dia do Idoso
Oh fôlego taxado a meio século?
Gociante Patissa | Luanda 30 Abril 2022 | www.angodebates.blogspot.com
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
Benguela choca pelo não uso de máscaras
terça-feira, 21 de dezembro de 2021
sábado, 18 de dezembro de 2021
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
domingo, 5 de dezembro de 2021
Crónica | Quanto custa denunciar o corrupto à IGAE?
É com esta indagação de retórica que me dou ao luxo de iniciar esta reflexão solta e cidadã. Vem a propósito das recorrentes reportagens com flagrantes de detenção de fiscais, polícias e demais servidores públicos a partir de denúncias do cidadão via terminal 119, da IGAE (Inspecção Geral da Administração do Estado).
A série de enredos é longa. No trânsito, no ramo imobiliário, no comércio, na justiça. Tão omnipresente como a extorsão e o oportunismo, males que a sociocultura mwangolê há bwé que os amparou: "gasosa", "cabritismo", "mixa", "saldo", etc.
Com a agenda do executivo do presidente João Lourenço, voltada para o combate à corrupção e para a consequente moralização da sociedade, cresceu em mediatização a pauta. Só que sempre que se desnovela, senão sempre pelo menos na maioria das vezes, a trama envolve valores acima da metade do salário mínimo da função pública. Podemos afirmar que as vítimas denunciariam na mesma à IGAE caso o suborno fosse confortável ao bolso?
É necessário começar de algum lado, mas pode ser ilusório tomar tais flagrantes por indicadores satisfatórios de viragem para a almejada sociedade mais ética e patriota. Um combate à corrupção que se foque mais no corrupto do que na excessiva burocratização pode fracassar. É a complexidade dos processos que fomenta atalhos. Soma-se a isso outro fenómeno, o da elegibilidade. Subscrevo que o próximo combate terá de ser contra a incompetência.
Eu ainda hoje me vejo obrigado a corromper, não me orgulho em nada mas também não abraço a ingenuidade. E como só posso falar por mim, partilho alguns factores. Em 2014 adquiri o terceiro carro da minha vida. Até à data em que me desfiz do ligeiro, sete anos depois, continuei a carimbar verbete, nunca vi a cor do livrete. No mesmo ano, deixaria por esquecimento a carteira de documentos e cartões bancários num supermercado, aonde regressei volvidos dez minutos. Sugeri então que compulsassem o fluxo para aferir se o ladrão identificado estava cadastrado via cartão da loja. Tinha de ser o Serviço de Investigação Criminal (SIC) a fazê-lo.
No SIC fui bem atendido. O investigador que me foi "cedido" é que não pôde grande coisa. Aceder ao vídeo de CCTV sem autorização escrita da Procuradoria Geral da República (PGR)? Passados três dias, na PGR o processo ainda não tinha número, era para ir passando, crimes sem preso envolvido não são prioritários. Moral: desisti da queixa. Ainda hoje me viro com o verbete da carta de condução. A renovação do BI foi graças à amiga de um amigo.
Noutro dia fui interpelado na Maianga. O senhor viu o que fez? O que foi, senhor agente? Não sabe que neste cruzamento não se vira à esquerda? Mas não vi lá nenhum sinal, nem horizontal nem vertical. Mas o senhor está a ver mais algum condutor a praticar a mesma transgressão? E lá o homenzinho puxou do seu bloco de multas. Pedi-lhe que atenuasse. Mas atenuar como?!
Perante a minha insistência, o regulador de trânsito me impinge o cardápio de um snack-bar, diz que tem fome. O que podes fazer por nós? Era sexta-feira à noitinha, fim-de-semana prolongado. Até terça-feira nada garantia que não fosse extraviar os meus documentos. Que alternativas? Ocorreu-me lubrificar-lhe a mão com dois mil Kwanzas. Por azar, tinha nota de cinco mil. Aí diz ele: como estás a dar de coração, podes seguir; gostei da tua humildade, ya?
www.angodebates.blogspot.com | Gociante Patissa | Luanda, 05 Dezembro 2021
(Imagem do Jornal de Angola)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
Memória vegetal
Memória vegetal, o fogo, o afago. Todo o amar, abunde mar ou lago, foi antes de mais um bago, aquele bago no peito semeado por sabe-se lá quem, talvez um mago, todavia bem gago🤓 (GociantePatissa). Bom dia e boa semana, minha gente✅













