domingo, 18 de agosto de 2013

Foi-se o João Serra

Acabo de receber a dolorosa informação da morte (súbita) do jornalista João Serra, ocorrida esta noite em Luanda. Curioso, ainda na segunda-feira passada entrevistou-me. Seguiu-se depois um questionário, que serviria para complementar o artigo sobre o meu trabalho, o qual publicaria no Jornal Cultura. Só me resta lamentar e guardar boa memória do pouco contacto que tivemos. Uma das passagens que retive dele é: "As pessoas devem olhar para um gajo e pensar que está velho. Estou velho é para o que não quero, para outras coisa estou bem vivo".
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HUMOR

Na aula de português, pergunta a professora:
- Joãozinho, procurar, que tempo é?
Responde o menino:
- A maior parte das vezes, senhora professora, é tempo perdido!
(in Jornal de Angola, 15/08/13)
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Se há coisa que não se pode dizer que não abunde na chamada música urbana ou estilos emergentes, é a constante ruptura com a mais elementar noção de harmonia. Temos com isso interessantes imagens pela inusitada sonoridade que, vez ou outra, nos chega pelo rádio de casa, do carro ou do taxi. No outro dia, entre Porto-Amboim e Sumbe, vindo de Luanda em companhia da Rádio Kwanza-Sul, ouvi algo que me remeteu a memórias do estaleiro. O instrumental lembrava o efeito combinado da rebarbadeira e as marteladas da serralharia. Muito bem, é a música superando o bom-senso!
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"O paciente é tão paciente que acredita e espera com paciência pela paciência dos enfermeiros".
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Concurso “NÃO TEM PERNAS O TEMPO”: Temos dois livros para oferecer

Ainda não adquiriu o seu exemplar? Já tem e quer mais um para oferecer? Gostaria de ganhar um exemplar autografado? Depende tudo de si, basta arriscar no Concurso “NÃO TEM PERNAS O TEMPO”. Eis o enunciado: durante as entrevistas promocionais, várias informações têm sido passadas sobre o que o livro retrata e como surgiu. Com base nisso, descreva a relação que há entre a presente fotografia e este novo livro de Gociante Patissa. A explicação, comentário e/ou interpretação do concorrente deverá conter pelo menos 10 linhas em tamanho 12, times new roman. Lembre-se, sortearemos dois exemplares desta vez. Participe, Você é capaz!
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Entrevista à Rádio Ecclesia

Na passagem por Luanda, tive a oportunidade de ser entrevistado pelo amigo Sy de Jesus, que realiza e conduz na Rádio Ecclesia (97.5) o programa "Meu Espaço, Meu Pacto", às 3ª e 5ª feiras a partir das 22 horas. Falamos de tudo um pouco sobre o meu trabalho em literatura, com realce para o retrato social de Angola nas quatro últimas décadas, presente no romance "Não Tem Pernas o Tempo". É capaz de passar na edição de hoje. Se estiver em Luanda, sintonize ou ligue-se através dahttp://radioecclesia.org/
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Sobre o livro Não Tem Pernas o Tempo, "apenas breves considerações"

Por Cristina Galhardo Amado, Benguela 14 Agosto 2013


Penso que o teu Não Tem Pernas o Tempo, que devorei com agrado em pouco tempo (repartido por duas noites antes de dormir), tem mais características de novela que de romance, não só ou sobretudo pela extensão, mas mais pelo ritmo narrativo, pouca descrição, pouco aprofundamento psicológico das personagens. O narrador facilita, pela sua necessidade (que revejo como influência das narrativas orais), o trabalho ao leitor, como se dispusesse de um tempo algo limitado para contar a sua estória.

Na tua passagem para um género narrativo mais extenso e complexo, de certo modo, pelo número de personagens, situações, linha temporal e espacial, creio que foste muito bem sucedido, conseguiste dar consistência à narrativa, tecendo bem as tramas, indo buscar os fios soltos, para os colocar no sítio justo, no tempo justo. O ritmo é fluído, acelerado, mas constante, o que nesta dimensão mais curta, achei importante, funcionou bem.

Penso que estás em busca da tua voz narrativa na prosa, mais do que na lírica. E contudo, a tua melhor prosa é a lírica. Não, não significa de modo algum que escrevas tão somente poesia. A tua melhor prosa é liricamente cantada. É muito notório no final do livro. O último capítulo distingue-se, naturalmente, de todos os anteriores. É ali que te movimentas, que comunicas com mais beleza.

A escrita é fortemente influenciada pela tradição da literatura oral, como julgo ser tua intenção (consciente?).  Acredito que neste ponto, te exercitas ainda, e que terias a ganhar com um uso da pontuação e estruturação frásica que possa moldar de forma mais consistente o teu estilo, que só a ti pertencerá. Penso que mesmo com esse fio precioso que leva à raiz da oralidade, a leitura que teimas em adiar iria ajudar muito. Muita leitura. Mas como fazer se não te apetece e se ainda assim realizas – e bem - teus intentos? J Talvez então o teu trilho seja outro, um trilho estranho para um escritor, que geralmente lê muito.


O protagonista é um amálgama complexo. É o jovem escritor, és tu em momentos, até nos detalhes da passagem pela profissão de fotógrafo. É o angolano sonhador e honesto. É o angolano imaturo, também, o que não resiste em abusar da posição que obtém. Ao contrário do que sucede na realidade, porém, não resististe tu em castigá-lo. É a própria Angola, um emaranhado tremendo, tão denso e profundo, com o bom, o mau, o maravilhoso, o horrendo, que ora se apresentam distintos ora, como parte do emaranhado que são, se confundem e nos confundem, continuamente…É o angolano que se reinventa à força.  É, também…a Angola minada, que perde membros, e ainda assim caminha.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Balada angolana para italianos

Texto: Jornal de Angola - A editora italiana La Nuova Frontiera está a organizar o lançamento da edição italiana da antologia de contos angolanos “Balada dos Homens que Sonham - Breve Antologia do conto angolano”.

A tradução  e a publicação em Itália desta obra foi apoiada pela União dos Escritores Angolanos (UEA), e o seu editor, Lorenzo Ribaldi, informa que La Nuova Frontiera tenciona lançar o livro por ocasião da próxima Feira do Livro de Roma, intitulada “Più Libri più Liberi 2013”, que este ano vai decorrer entre os dias 5 e 8 de Dezembro.

No acto de lançamento, espera-se a presença do embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola em Itália, Florêncio de Almeida, e do secretário-geral da UEA, Carmo Neto.
A presente obra, lançada em Luanda em Agosto de 2011, numa edição da UEA, com o título “Conversa de homens no conto angolano”, é uma antologia de contos de autores angolanos, organizada pelo docente António Quino.

Tal como refere o organizador da antologia, entre os critérios utilizados para a selecção das obras contou o teor de contos que expressassem interesse, contexto, realidade, consciência colectiva, escolhas estéticas e temáticas de Angola e dos angolanos, e cujos invariantes não marginalizassem os paradigmas também simbólicos do ser angolano.

Na antologia participam 14 contistas de várias gerações, designadamente Timóteo Ulika, Eduardo Bettencourt Pinto, E. Bonavena, José Luís Mendonça, António Fonseca, Frederico Ningi, João Tala, Zetho Cunha Gonçalves, José Eduardo A­gualusa, Carmo Neto, Roderick Nehone, Albino Carlos, Ondjaki e Gociante Patissa.

De acordo com a introdução do livro, a intenção da UEA em apostar numa antologia foi a de divulgar ao máximo a literatura angolana, privilegiando os cadernos que condensam vários autores e acessíveis (financeiramente) a estudantes. Nessa perspectiva, a direcção da União dos Escritores Angolanos tem feito contactos com universidades, fundamentalmente para a tradução e divulgação das obras.
Assim, a referida antologia já foi traduzida em espanhol, hebraico e agora italiano, estando em curso a tradução em francês, inglês, alemão e japonês.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Escritor defende mais troca de experiência sobre literatura angolana

Texto: Angop - O escritor angolano Gociante Patissa considerou neste domingo, na cidade do Lobito (Benguela), ser necessário incrementar a troca de experiência entre a nova geração e os mais experimentados sobre a literatura angolana.

Em declarações à Angop, à margem de um encontro sobre o surgimento de novos valores na literatura e da formação artística, o escritor afirmou ser importante a troca de experiência para que haja entrega de testemunho aos novos escritores que têm representado a cultura nacional dentro e fora do país.

“Os mais novos não devem ter complexos em contactar os mais velhos quando querem uma opinião sobre o assunto ou ensinamentos para a interpretação em termos gramaticais”, disse.
Segundo Gociante Patissa, a literatura deve ser salvaguardada pelo valor que representa na história do livro e a política de Angola, razão pela qual os jovens devem saber com propriedade o valor e as origens da cultura.“É preciso que a juventude mostre o seu interesse por este estilo, de forma a preservar este dom de escrever que é um património nacional”, referiu. 

O também membro da União dos Escritores Angolanos disse haver bons executores da literatura na província de Benguela, realçando que os mais velhos devem estar disponíveis para oferecer todo o seu saber aos jovens, de modo a aumentar os conhecimentos dos mais novos.

O escritor, que procedeu sábado, em Benguela, ao lançamento da sua terceira obra literária intitulada “Não tem pernas o tempo”, é ainda autor de “Consulado do Vazio (poesia)” - 2008, “A última ouvinte (contos)” - 2010, “Guardanapo de Papel”, um inédito em poesia com edição em curso pela editora Nós Somos, em Lisboa (Portugal).

O autor nasceu no município do Bocoio, província de Benguela, em 1978, e é formado em linguística na especialidade de inglês, na Universidade Katyavala Bwila. É membro efectivo da União dos Escritores Angolanos.

Em 2012, foi distinguido com o Prémio Provincial de Cultura e Artes de Benguela, na categoria de Investigação em Ciências Sociais e Humanas, em reconhecimento pelo contributo na divulgação da tradição oral do grupo etnolinguístico Ovimbundu, por via das novas Tecnologias de Informação e Comunicação.
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domingo, 11 de agosto de 2013

Ligou-me esta tarde um confrade do Kunene a dar os parabéns pelo livro mas, principalmente, por ter ouvido que o salão esteve cheio

Costumam estar os salões, mas quase nunca por literatura. Obrigado à imprensa, obrigado aos amigos, obrigado aos curiosos, à minha família, às administrações municipais do Lobito e Benguela, àUnião Dos Escritores Angolanos, muito grato ao Movimento Lev'Arte Benguela. A culpa é também tua, Efraim Chinguto.
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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