sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nota de Imprensa - Poetas angolanos em Vila Nova de Famalicão

J. Maimona (foto: Jornal Cultura)
A. Paxe (foto de autor
desconhecido)
Os poetas João Maimona e Abreu Paxe participam, nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2012, de RAIS POÈTICAS, a convite da Presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão que o organiza.
Sob a Curadoria de Luís Filipe Serguilha, Jorge Velhote e a ter lugar na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco em V N de Famalicão, RAIAS POÈTICAS – Afluentes Ibero-Afro-Americanos de arte e pensamento é um encontro de poetas, artistas e professores que surge como agente potencializador da criatividade artística, do pensamento como experiência dançante, da interrelacionalidade, da sismologia das sensações, das mutabilidades, das correntezas transfronteiriças das línguas poéticas Ibero-Afro-Americanas e dos movimentos giratórios da interrogação estética.

RAIAS POÈTICAS surge também como elemento de aproximação da diversidade das resistências vivas das geografias do Nomadismo, das intensidades migratórias e das heterogeneidades dos fluxos cortantes; outro eixo de vocação de RAIAS POÈTICAS consiste também em projetar as multiplicidades, a profusão das diferenças, os segmentos dos entre cruzamentos, criando uma zona de vozes singulares, vozes-devires.

Abreu Paxe, poeta, ensaísta e docente universitário, é autor de “A Chave no Repouso da Porta (Poesia, 2003)” prémio literário António Jacinto em 2003 e “O Vento Fede de Luz (Poesia, 2007)”.
João Maimona, poeta ensaísta e dramaturgo com obra considerável é prémio literário Sagrada Esperança por duas ocasiões com as obras “Trajectória Obliteradas (Poesia, 1984) e Idade das Palavras (Poesia, 1996)” É detentor da Medalha de Bronze do Concurso Internacional de Poesia, organizado pela Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 1987.

João Maimona e Abreu Paxe, Curadores da Bienal Internacional de Poesia de Luanda, juntam-se, neste evento, a Poetas, Artistas e Professores de Portugal, Brasil, Moçambique e Espanha, marcando presença em Dobras de Pensamento “mesas-redondas” e Raias Sonoras “Leituras de Poesia”.
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Opinião: Uso obrigatório de capacete, é por aí que devíamos atacar?

Em 2008, um oficial da Polícia de Viação e Trânsito disse durante,
um debate por mim moderado, que "quatro em cada 
10 acidentes
 envolvem um kupapata (taxi motorizada)

Acompanho e apoio o compromisso das autoridades no combate à sinistralidade rodoviária. Já quanto às estratégias para se lá chegar, sinto-me no direito de questionar a pertinência destas quando a consciência assim o manda.

Resido na cidade de Benguela, que é das que registam em maior escala o serviço de mototáxi, vulgarmente conhecido como “kupapata” (motorizadas de marca Delop, 50 cmᵌ). E como observador, acrescento que a estrada que leva ao meu bairro é das que mais acidentes registam, acabando em perda de vidas humanas, quase que mensalmente. Refiro-me ao perímetro que vai do CRM ao aeroporto 17 de Setembro.

Relançada a campanha “Use o Capacete”, vimos acompanhando pela imprensa pronunciamentos de oficiais da Polícia Nacional alertando para breve o reforço de medidas coercivas. É bom lembrar que a mais recente polémica sobre a obrigatoriedade do uso do capacete, não apenas pelo condutor, mas também pelo cliente, data de 2008. A caminho de cinco anos, a questão que se impõe é: que há de diferente na aplicação de tal medida desta vez e que faltou em ocasiões anteriores?

Como automobilista, digo que não é a falta de capacete o problema principal. Longe de minimizar a importância daquele equipamento de protecção individual, realcemos, todavia, que há uma sequência de erros e lacunas que levam ao acidente. O que pretendemos proteger com o capacete é a vida, é certo, mas até chegarmos a esse ponto, já uma cadeia de conhecimentos, conduta e questões de comunicação foi quebrada.

Os “nossos” kupapatas, via de regra, desconhecem a noção de eixo da via. Sobre a rotunda, ocupam a faixa de dentro, quando desejam seguir adiante, logo a seguir mudam de faixa, sem considerar os sinais luminosos; andam cada vez mais fora de mão, por vezes desrespeitando o semáforo; retiram os retrovisores de suas morotizadas, o que os coloca em risco, pois calculam mal nas ultrapassagens o espaço entre veículos em movimento; não priorizam os travões, mesmo dentro das localidades, protegidos que se julgam pelo abuso das buzinas. Resumindo, os “nossos” kupapatas dão poucas garantias de dominarem noções elementares do código de estrada. Comprada a motorizada, basta-lhes saber que o polícia é azul e que a estrada é preta, creio.

Compreendo a necessidade que a Polícia Nacional e o governo de modo mais alargado sentem no sentido de controlar a situação. Mas penso que outras abordagens devem caminhar ao lado destas medidas coercivas, sob pena de continuarem sem efeito.

Como é feita a atribuição de licenças de condução? O que faz a Amotrang (que podia promover sessões de capacitação dos seus membros, enquanto interlocutora perante o governo)? Como será feita essa apreensão, tendo em conta a propensão que o kupapata tem de esquivar o polícia de trânsito? E para os outros, filhos de gente endinheirada, que vivem de “rachas”, “chutos” e “colagens”, haverá brigada especial?

Julgo que a sinistralidade rodoviária é reflexo da fraca moralidade social que assola o país, onde o desconhecimento e negligência andam abraçados. Há que reforçar, não só a prevenção e a punição, mas também o aprimoramento dos mecanismos de capacitação.

Gociante Patissa, Benguela, 28.11.12
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Opinião: "Deixem o Celso em paz" – Raul Danda

Texto e foto: Club-k - Estava aqui a pensar na acção que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) estará a mover contra o nosso amigo Celso Malavoloneke, e resolvi emitir aqui a minha opinião. Eu revejo-me nas preocupações/perguntas que o Celso levanta por julgar que têm toda a legitimidade e toda a razão de ser. Peço desde já perdão a todos os irmãos (em Cristo e de Pátria) ligados à IURD, mas eu próprio tenho pensado seriamente se escrevo alguma coisa sobre essa igreja. 

Desde logo, se concordamos que quem faz milagres é Deus e não os homens, em definitivo, porque razão a IURD cobra esses "milagres" que ali ocorrem? Vou "postar" aqui um pequeno episódio. 


Um camarada meu, cujo nome não vou obviamente aqui revelar, fervoroso "militante" da IURD, solteiro, apaixonou-se por uma "irmã" da mesma Igreja. A relação foi comunicada às instâncias "dirigentes" da IURD que, mesmo sabendo que a menina era seropositiva, nada disse ao meu camarada. 

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Nem ao portão

A chuva, que muito adoro, não cessa. O bairro, quando não faz pó, faz lama. O carro, o caminho mais prático para cumprir metas e horários, não cresce. Moral da história: gostar da chuva, sem sobrenome que caiba num jeep, não leva nada, nem ao portão.
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Texto que levou a IURD a processar Celso Malavoloneke e o Semanário Angolense

Nota do Blogue Angodebates: Enquanto
 se aguarda pela nova data para o julgamento,
depois de ter falhado a  primeira por doença do
juiz, o Angodebates e o seu editor juntam-se à
repulsa, não apenas contra os excessos da IURD,
mas de todos os que praticam mercantilismo em
nome de Deus, à custa da fragilidade identitária
e cultural de gente arrastada pelo "milagre" que
parece precisar de sotaque brasileiro para
existir.  Talvez acabemos todos com processo
judicial, mas chega! Acorda, ó minhaAngola!
Texto e foto: Club-k

Na seqüência da perseguição judicial que a IURD - Igreja Universal do Reino de Deus moveu contra o jornalista e docente  Universitário Celso Malavoloneke, este portal,  retoma o texto de opinião publicado  em 2010 que  levou esta congregação religiosa a processar  o também colaborador do Semanário Angolense.

Como que a Fugir com o rabo à seringa: AS QUESTÕES QUE A IURD NÃO RESPONDE - Celso Malavoloneke

Esta semana, fui chamado à 2. Seccão do Tribunal Provincial de Luanda (TPL) para receber o libelo acusatório movido contra mim e o Semanário Angolense por uma tal de Raquel Reis (brasileira, para não variar), “pastora” da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Ela alega que um texto meu datado de Maio de 2009, titulado “Em vez da Fé a IURD prega o Sexo” assinado com o pseudónimo de Anastácio Ndunduma atenta contra a sua honra e pudôr. Por via disso pede uma indemnização módica de... 60 milhões de kwanzas, mais ou menos 630 mil dólares! Tenho dito na brincadeira que mesmo que vendesse todos os amigos que tenho na IURD – e olhem que são muitos – não conseguiria juntar tal quantia caso fosse condenado.

Está-se mesmo a ver o que a IURD pretende com essa acção judicial: acossada pelas críticas que sobem cada vez mais de tom, pensou que atacando pela via judicial um dos semanários de maior referência na capital e um dos colunistas mais vocais nestas críticas amedrontaria a comunidade jornalística que, assim remeter-se-is ao silêncio. Nada mais errado. Na verdade, a própria IURD cria agora condições para ser obrigada a responder a uma série de questões às quais tem fugido até agora. Nesse sentido, fez até agora melhor que a sua congénere Maná a qual acabou encostada às boxes mais ou menos pelos mesmos motivos.

Porque a questão levantada pela Sra. Raquel Reis, é uma falsa questão. O artigo – que peço ao Graça que reponha para ajudar o raciocínio dos caros leitores – em nenhum momento pretende atacar a dita senhora que, aliás, não conheço de lado nenhum; limita-se a mencionar o facto que, por a senhora estar mal vestida para uma “pastora” (pelo menos pela maneira como na cultura angolana percebe-se que uma pastora deve vestir-se – nada de óculos extravagantes e t-shirts decotadas a mostrar o corpo) e as reacções que a sua indumentária aliada ao inusitado do que estava a fazer suscitou no ambiente retratado. O artigo nem sequer sanciona o comentário dito ofensivo, tendo o cuidado de mencionar que as senhoras que lá estavam não gostaram.

As verdadeiras questões levantadas pelo artigo não foram respondidas pela Sra. Raquel – já que achou que deveria ser ela a dar o rosto pela IURD, a qual aliás paga-lhe o salário. E que questões são essas?

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Blogue Angodebates agraciado com prémio Dardos

O Angodebates foi distinguido pelo prémio Dardos através do Blogue 100viagensnoolhar.blogspot.com. Muito obrigado pelo gesto, sobretudo numa fase em que constato a letargia de muitos blogues de parceiros indirectos sobre Angola. O regulamento manda sugerir outros para o prémio, e é aqui que reside o problema. Retribuo a a força do simbolismo e atribuo o mesmo prémio para:

www.mesumajikuka.blogspot.com

http://cangue.blogspot.com/
http://morrodamaianga.blogspot.com/
http://edsonmacedo.zip.net/
100viagensnoolhar.blogspot.com


Gociante Patissa
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

voz do meu suor

O salário deixou saudades. É nessa hora que dá vontade de rezar para que o altíssimo ajude as infelizes almas que me devem (há caminho de cinco anos, com a cara de pau de fingirem que esqueceram) a se lembrarem de que não nasci propriamente num cofre do banco rsrsrsrs.
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A propósito

Às vezes tenho a impressão que os jornalistas, ao fazerem cobertura de eventos ligados à arte, acabam pecando por excesso de show, de tão bem intencionados à partida. Já não falo das entrevistas não estruturadas e baseadas apenas no vedetismo, o que os manuais não aconselham. Preocupa-me fundamentalmente essa tendência recorrente de transformar informação em crítica "especializada" sobre literatura, artes plásticas, dança, música, enfim. E acabamos espantados quando vemos que o narrador patina no lamaçal de floreados desencontrados. Não seria mais assertivo ouvir a opinião de quem entende um pouco melhor do assunto?
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"É mais fácil tirar da boca um dente sem anestesia do que a verdade" (Henry Vasconcelos, promotor de justiça brasileiro)
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domingo, 25 de novembro de 2012

Diálogos

Cigarra: Sabes que a censura começa mesmo em forma de conselho.
Grilo: Eu sempre a vi mais em forma de silêncio.
Cigarra: Mas, espera aí, de que censura estamos a pensar?
Grilo: Não seria melhor mudarmos já de tema, irmã?
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

Com tecnologia do Blogger.

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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