domingo, 12 de março de 2017

Utilidade pública | Imogestin divulga critérios e condições para aquisição de moradias nos Projetos Habitacionais (centralidades) sob sua gestão


1. Quando começam as vendas?
Início do processo de venda das habitações dos PHE e número de habitações:
· 2ºTrimestre de 2017 – Km 44 (1.984) e CAPIRI (3.504);
· 3º Trimestre de 2017 – LUBANGO (7.910), LOBITO (3.000), PRAIA AMELIA (2.000);
· 3º Trimestre de 2017 – LUHONGO (2.000), BAÍA FARTA (1.000), 5 de Abril (2.000);
· 3º Trimestre de 2017 – ZANGO 0 (2.464) e ZANGO 8000 (8.000).
Nos projectos de BENGUELA, NAMIBE e ZANGO 8.000 as vendas estão condicionadas ao início e conclusão das infra estruturas externas, sob responsabilidade do Ministério do Urbanismo e Habitação.
2. Quais os critérios de acesso?
Critérios de Acesso/Ilegibilidade:
·- Ter nacionalidade angolana;
 ·- Ser maior de idade;
 ·- Ser trabalhador e proceder a descontos para a segurança social;
·- Não ter antes comprado casa ao Estado, nem ter casa arrendada ao Estado.
3. Como se candidatar?
Na província de Luanda a candidatura será feita via internet. Deve proceder a inscrição na plataforma que será disponibilizada e juntar os documentos solicitados. Nas outras Províncias a venda ao público livre, além da venda via internet, será reservada uma parte das habitações para arrendamento directo por via de inscrições em locais identificados, através da entrega de documentos.

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Crónica | HABILITAÇÕES NECESSÁRIAS PARA SER MINISTRO (Eça de Queiroz, escritor português 1845 - 1900)

Foto de autor desconhecido
Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:
Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder... O poder não sai de uns certos grupos como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do país!

Os outros, os que não estão no poder, são, segundo sua própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.

Mas, coisa notável! — os cinco que estão no poder fazem tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do país, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se, para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros liberais, e os interesses do país!

Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros, os verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do país; entanto que os que caíram do poder se resignam, cheios de fel e de tédio — a vir a ser os verdadeiros liberais, e os interesses do país.

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sábado, 11 de março de 2017

Citação

"Eu entrei aqui como ajudante. Depois os meus chefes viram o meu desempenho e fui promovido para uma nova função: agora sou auxiliar administrativo." (De um jovem hoje no Telejornal, via TPA, hoje)
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Partilhando leituras | CARTA DE PINHEIRO CHAGAS A ANTERO QUENTAL (extracto)

"Sem espírito não há liberdade: sem liberdade não há espírito. Ora esta é a alma, a vida, a essência das literaturas, da poesia, da arte, de todo o trabalho do pensamento e inspiração. Literatura que respeita mais os homens do que a santidade do pensamento, a independência da inspiração; que pede conselho às autoridades encartadas; que depende de um aceno de cabeça dos vizires académicos; essa literatura não é livre – ubi libertas íbis spiritus – não tem, logo, espírito, não é viva e poética (…) não existe pois como coisa alta e ideal, isto é, não existe porque só ideal e alta se concebe literatura e poesia.

Lembremo-nos que a literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influe no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito, dizer que é ela quem prepara o berço aonde se há-de receber esse misterioso filho do tempo – o futuro.

Mas esta é a dura fatalidade das literaturas que sacrificam o ídolo ao vulgar do favor público e não às raras severas da consciência, do pensamento isolado mas enérgico. Como é a fama que procuram, passam ao lado da verdade e não a vêem nem a conhecem sequer. (…)

As nações têm um instinto secreto ainda que confuso de seus destinos e do que para o cumprimento deles convém. Se um momento aplaudem quem as lisonjeia, em breve desprezam e esquecem. Para amar, precisam odiar primeiro. Aqueles cujos nomes têm de gravar no coração, não são aduladores, são amigos sinceros e independentes, que lhes dizem as verdades em toda a sua dolorosa mas salutar crueza."

(Extracto da carta de Pinheiro Chagas, datada de Novembro 1865. In «A Palavra e a Diferença», 1986, pág. 167-8. Porto Editora. Portugal)
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Citação

"As mulheres ainda são o melhor sexo oposto que temos"
(anónimo)
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Diário | Mas o que tem a ver o teu pai com o nosso amor?

“Amor!”
“Ainda não me chames amor, por favor!”
“Ouve, temos andado nisso mas… sinceramente, uma vez que nunca me falaste que não me gostas, custa imaginar o porquê que ainda não estamos juntos a quebrar esse gelo que nos divide… Qualquer dia ainda, a andropausa me encontra de pé à espera do sim…”
“Também não exageres, ó camarada…”
“Já te falei. Não é só assim! Te querer é te querer, mas há outros paradigmas…”
“Quais?”

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Divagações | Porque criar também custa

Sua excelência eu, na qualidade de representante oficial único e legítimo, avisa que passará a cobrar pelo uso da marca "ainda era só isso", uma vez que vem já sendo usada tudo à casadamãejoanamente, sem citar o autor, sendo que os honorários do advogado ficam a cargo do partido que ganhar as próximas eleições. Cumpra-se! Ainda era só isso. Obrigado. Gabinete de sua excelência eu, hoje, agora.
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terça-feira, 7 de março de 2017

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"Para mim, a militância tem que estar fundada na lealdade".
(Fernando Heitor, político, docente e deputado, via Tv Zimbo, 07.03.2107)
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Deus perdoe o gerador alheio, a escuridão alheia, o sono que perdeu o caminho de casa, e que nasça logo uma manhã com a alegre mentira de termos passado bem a noite. Ainda era só isso. Amém.

PS: E dito isto, a energia eléctrica voltou. Tenho mesmo de voltar a frequentar a igreja. Aleluia irmãos!!!
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domingo, 5 de março de 2017

Divagações | E o partido vai a enterrar

Era uma vez uma barca que se prepara para o naufrágio, não podendo os seus tripulantes culpabilizar nem os ventos nem as marés nem os inimigos. A barca vai afundar, cada vez mais definida está a sorte de um tal cenário. E a afundar é porque os membros montaram a barca, lançada em movimento, mas tudo parece haver, menos FÉ NELA. Novos episódios na FNLA. Suspenso presidente a poucos meses das eleições. Ontem histórico, hoje uma estrutura fragmentada. E de implosão em implosão, vai o partido a enterrar. Ainda era só isso. Obrigado.    www.angodebates.blogspot.com
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Em Portugal | Lopito Feijó fala sobre poesia angolana

Texto e foto:  Jornal de Angola, 03.03.2017

O escritor, poeta e crítico literário Lopito Feijóo encontra-se em Portugal para, na qualidade de convidado, participar nas comemorações do 20.º da revista DiVersos,  publicada na cidade do Porto pelas Edições Sempre-Em-Pé.

Constam do programa comemorativo, iniciativas culturais nas cidades de Lisboa e Coimbra durante o mês de Março, sendo que hoje, na sede da Associação de Jornalistas e Homens de Letras na cidade do Porto, Lopito Feijóo fala sobre a poesia angolana e o perfil dos demais poetas angolanos que ao longo das duas décadas de existência da referida publicação colaboraram com os seus textos, entre os quais Ruy Duarte, David Mestre, Carlos Ferreira, Gociante Patissa, David Capelenguela e do próprio poeta com mais de uma dezena e meia de trabalhos de sua autoria.

No seu número 22 editado em 2015,  a DiVersos, tida como umas das mais importantes publicações divulgadoras de poesia e tradução pelo Mundo, inseriu um capítulo especial dedicado à nova poesia angolana ao lado de poetas traduzidos do africânder, alemão, inglês, catalão, polaco, russo, sueco, norueguês e francês.
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Citação

"Temos de descobrir uma nova prática de fazer política, onde o discurso seja mais do que o eco das palavras"
(João Paulo Nganga, via Tv Zimbo, 05.03.2017)
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sábado, 4 de março de 2017

(arquivo) Fábulas da nossa terra | Há muito jacaré por aí (*)

Quis o destino que a família Macaco habitasse numa árvore na margem do rio Catumbela, onde seria fácil cuidar da higiene e a comida abundava.

Imagem do jornal GGN
Estava o Macaco a fazer a barba, numa bela manhã, quando recebeu uma visita:
– Bom dia, Macaco! – saudou, eufórico, o Jacaré – Concluí que temos de ser amigos.
– Estás maluco ou quê? – retorquiu o Macaco – Somos vizinhos e isso BASTA!
– Está aí um ponto que tenho de discordar contigo, Sr. Macaco…
– Mas discordar como, ó Jacaré? – interrompeu – Se tu és incapaz de trepar a mais baixa das árvores, que amigo hei-de ser para ti, eu que mal sei nadar? – refilou o Macaco.

Como era já meio-dia, o Macaco chegou até a pensar que tudo não passava de truques do Jacaré só para «patar» o almoço da família do outro.
– Não vale a pena! Não é possível juntar o que a natureza quer separado.
– Não concordo, Macaco! Não é justo culpares a natureza, quando o que falta é vontade. Ao menos tenta! Eu fico na água, tu na árvore – propôs o Jacaré.

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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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