domingo, 12 de fevereiro de 2012

O sono é essa outra loucura de apagar as luzes, como se ao acendê-las, amanhã, a manhã as fosse renovar. E a manivela gira que gira, quase sempre no mesmo raio. É o que digo.
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A cantora Whitney Houston foi encontrada morta em Los Angels, aos 48 anos de idade. Triste fim de uma estrela que marcou a muitos.



Em 1997, no Lobito, quando frequentava o curso de pedreiro de construção civil pelo IED (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento), ONG financiada pela União Europeia, fomos "forçados" a ver o filme "The body guard", como forma de preencher a lacuna da palestra"/seminário que não se podia realizar. No final, acabei gostando do filme. Grande Whitney!

Se valesse a pena diríamos que as drogas são ilusão a curto prazo.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Acabado de chegar À casa, tranco por engano o feixe de chaves da casa na ignição do carro. São 22h50 e não tenho como entrar, e os mosquitos não poupam as pernas. Um amigo vem a caminho pra me dar, em 30 minutos, suas cópias das chaves da minha casa. Mas... e se não aparecer a chave alternativa do carro, é outra maçada. Mas não tem makas, uma solução de cada vez rsrsrs.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Se eu tivesse de indicar os títulos mais chamativos para a capa de um livro, com certeza no topo estaria "Autópsia de um Mar de Ruínas". É muita metáfora junta!!!

O autor é português e chama-se João de Melo.



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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Poemas do meu dorso: "Quadra cinza"

Quadra cinza

Estranhas meus poros indignados
E eu estranho que tal contestes
quando fui dos dardos lançados
ilustre balão de testes.

Gociante Patissa, Fevereiro 2012

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lançado livro sobre comunidade Ngangela


Menongue (Angop) – O livro “A Pérola Etno-antropológica dos Ngangelas”, de autoria de Bernardo Kativa, foi lançado, nesta quinta-feira, na Direcção Provincial da Cultura, em Menongue, província do Kuando Kubango.
 
Com nove capítulos, a obra fala da localização geográfica dos Ngangelas na era das fontes históricas, do estudo etnográfico dos Ngangelas, da vida sócio-cultural do povo Ngangela, do casamento inter-cultural e o perfil dos Ngangelas.
 
Fala ainda da psicologia dimensional do povo Ngangela, do enigma da morte, da sabedoria do povo e do tríptico folclórico inter-cultural.
 
Segundo o autor do livro, o objectivo fundamental da publicação foi exactamente a recuperação dos valores sócio-culturais do povo Ngangela, em particular, e do povo angolano em geral.
 
De acordo com Bernardo Kativa, que falava à Angop, o material foi preparado durante sete anos, tendo sido patrocinada pelo Governo da Província do Kuando Kubango, pelo Ministério da Cultura e por pessoas singulares.
 
Disse terem sido editados trezentos e dez exemplares, contra mil inicialmente preconizados, ao que prometeu a reimpressão dos restantes, desde que consiga apoios para o efeito.
 
Constou do programa da cerimónia de lançamento a intervenção do director da Cultura no Kuando Kubango, Luís Paulo Vissunju, o discurso do governador da província do Kuando Kubango, Eusébio de Brito Teixeira, a que se seguiu a sessão de venda de livros.
 
Ao intervir, o governador agradeceu ao autor pela obra e encorajo-o a prosseguir na mesma carreira, tendo desafiado os demais jovens da província a seguirem o mesmo exemplo, em diversos campos do  saber.
 
Além do governante, estiveram presentes na cerimónia o vice-governador para a área técnica, Simão Baptista, o comandante da Polícia Nacional, Tomé Laureano Neto, membros do governo da província, representantes dos partidos políticos, entidades religiosas e autoridades tradicionais.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ontem, um senhor (que conheço), ao passar à porta de um bar, abordou outro (que conheço de cara) para que lhe desse um cigarro do maço (azul e de produção tradicional benguelense) que começava a abrir. "Aí dentro estão a vender, vai comprar os teus cigarros!" Lição: o tabaco não produz irmandade sempre. É que desde cedo, a gente absorve de senso comum a noção de solidariedade que há entre os fumadores. De sorte que um maluco pode pedir cigarro a qualquer ser humano, lhe será dado. Em Angola é visão comum. Verdade ou não?
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Crónica: Publicidade não tem hora nem idade certa

Riram-se dele, como nunca se devia rir às custas de ninguém. Ele, a muito custo, não soltou disparate algum.

E foram-se rindo, que até parecia nunca mais terminar. Ele, só raiva no peito. Era um dia com tudo a correr muito bem no quintal. Os mais-velhos, como sempre para celebrar a vida, andavam embalados naquele dialéctico lamentar por isto e aquilo, ladainhas que retiram do foco qualquer mais-novo ali presente. Não é que um olhar fora de mão foi logo espreitar pelo intervalo entre a carne e o tecido dos calções do rapaz?! Pronto, acabou vendo o que não esperava. Lá estava o que devia estar, e o que não devia também. Uma camisinha envolvendo o instrumento do menino de oito anos apenas. Não se via bem com que adereço mais se prendia o insólito, dada a diferença cronológica entre os diâmetros do homem e da borracha. Mas, também, até aí, não é olhar demais?

"Use a camisinha", vive repetindo a máquina da propaganda, muitas vezes lacónica demais para se lembrar de dizer como e quando. "Use". A publicidade não tem hora nem idade certa. Logo, por quê a chacota, se o rapaz estava apenas a usar como muitas vezes ouve? Para os demais, era com certeza uma iniciativa precipitada e longe do previsto pela máquina da propaganda. Perguntar, que é bom, nada. Talvez com algum tabu implícito. Só depois de se cansarem de tanta consumição, se aperceberam que não se tratava de brincadeira, antes, de uma solução para não fazer xixi na cama. 

Quer dizer, se um gajo faz xixi na cama, riem-se. Se passa dia e noite com camisinha, como forma de evitar os raspanetes, riem-se. É chato ser-se puto, não é?!

Gociante Patissa
Bairro da Santa-Cruz, Lobito 1 Fevereiro 2012
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

sou citado como cronista (texto de Gociante Patissa, publicado aqui no Blog Angodebates, é a ferramenta de trabalho) neste exercício institucional da REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - GOVERNO REGIONAL SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA ESCOLA SECUNDÁRIA JAIME MONIZ Nº de Código do Estabelecimento de Ensino 3103-201, 2011/2012

(o texto é acessível como download do micrisoft word, através do link seguinte)


http://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=78&ved=0CFwQFjAHOEY&url=http%3A%2F%2Fefajm.wikispaces.com%2Ffile%2Fview%2FFicha_Uni7_Dr1.doc&ei=SjYhT52qG8eSOv6DkMwI&usg=AFQjCNF9pLAl493V3e8q3INZrxy8sSoKmg





REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
GOVERNO REGIONAL
SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA
ESCOLA SECUNDÁRIA JAIME MONIZ
Nº de Código do Estabelecimento de Ensino 3103-201
2011/2012
Cursos de Educação e Formação de Adultos

EFA Portaria nº80/2008 de 27 de Junho

S – Tipo A

Área de Competência Chave:
Núcleo Gerador:
Domínio de Referencia:
Data:
Cultura, Língua e Comunicação
Saberes Fundamentais (SF)
DR1 Contexto
Privado
09-01-2012
Formando:
Nº
Documento: Cultura/Língua/Comunicação DR1



Tema: Clima

Competência: Intervir tendo em conta que os percursos individuais são afetados pela posse de diversos recursos, incluindo competências ao nível da cultura, da língua e da comunicação.

Recursos/materiais: Computador, papel A4, Livros para consulta, Internet.

Guia de Trabalho

No âmbito do tema “O elemento” sugere-se a resolução desta Ficha de Trabalho n.º1. O exemplo proposto para trabalhar este tema é “O individuo e o projeto”.

Pretende-se que reflita, pesquise e responda ao questionário que acompanha o texto, que será materializado em suporte escrito.

Deverá indicar sempre as fontes consultadas, não podendo simplesmente copiar ou plagiar informação.

O seu conhecimento pessoal sobre o assunto deverá também fazer parte do trabalho.

Pode consultar ainda livros científicos, revistas científicas, Internet ou outros recursos, no sentido de obter informações que vão ao encontro das solicitações da ficha. Poderá ainda consultar outros elementos que considerar pertinentes.



Tópicos
Cultura:
Tipo I – Identificar os diversos contextos que podem afetar a configuração das trajetórias individuais (família, escola, locais de trabalho, redes de sociabilidades).
Tipo II – Compreender de que modo as oportunidades/contextos de formação não formal (aquelas que não conferem títulos escolares) constituem uma das fontes da aprendizagem ao longo da vida e podem contribuir para o reforço de recursos culturais.
Tipo III – Explorar, a partir da própria história de vida e/ou da de outros, em que medida a alteração da posse de um (ou mais) tipo de recursos – económicos, culturais, sociais – afectou a evolução da trajectória pessoal.

Língua:
Tipo I – Identificar em memórias, diários, cartas, retratos, elementos de natureza informativa que expressem trajetórias individuais ou colectivas.
Tipo II – Compreender, em textos orais e escritos, as variedades linguísticas individuais ou regionais.
Tipo III – Atuar adequadamente face aos textos orais e/ou escritos, desenvolvendo a capacidade de autoanálise, conhecimento e aceitação do outro.

Comunicação:
Tipo I – Identificar aspetos de uma determinada situação de comunicação veiculada pelos media, exemplificativa das relações interpessoais.
Tipo II – Compreender, através do visionamento/leitura de diversos media, as diferentes intenções do emissor e os efeitos produzidos no receptor, consoante os aspetos distintivos individuais ou contextuais.
Tipo III – Atuar, com recurso à informação facilitada pelos media, relatando vivências e experiências relativas ao conhecimento da (s) sociedade (s) onde a língua portuguesa é falada.


Ficha de trabalho

I
Leia o texto com atenção e responda correctamente ao questionário que o acompanha.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWccfWSLn46XTTXD-dteUtQ0nvlLaH9VYI3CFFArtK7-dCNsaELNLnuoB0CCz3kRaUFjBh4DzUi0ooK_5ZirZ63RQOL8JVZfMoSDlvA0oHYrz-FiIxWPbHZHZlJd4B45NgwszL/s320/Retrovisor+G.Patissa.jpgA guerra tinha o hábito de entrar muito cedo na vida de alguns angolanos. Na minha também.
Há já dois anos que, ao contrário de muitos, o meu dia preferido no serviço é a segunda-feira, quando cada colega chega e conta como foi o fim-de-semana… atenua a chatice de desempenhar uma função sem prazer nenhum, entretanto impotente para desempregar-se, qual prostituta apenas atrás do pagamento.
Esta semana, por exemplo, um dos colegas queixava-se do cansaço físico. E eu, todo ouvidos, fui agarrado de surpresa ao saber que era devido à “kitota” (guerrilha). E enquanto o meu lado tendencioso especulava qualquer coisa como “andar na rosca”, lá vinha o desenvolvimento da notícia. “Uma kitota mesmo a sério… com balas de tinta”. Puxei os lábios para trás, como que a sorrir, enquanto procurava entender o sentimento que me “possuía”. O colega e amigos tinham-se divertido à brava, no Vale do Cavaco, brincando de guerra.
Sem estragar o entusiasmo do outro – legítimo aliás para quem andou envolvido num passatempo radical –, quando dei por mim, já a mente vagueava nas memórias de infância.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Papita ale ulima. "Okusipa ño, owisi lakamwe". (Umbundu)

Traduzindo... já passa um ano. - e o provérbio - "Continuamos a fumar sem que o fumo tenha a força de ser visto".
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os homens engravidam com a mesma naturalidade que as mulheres. E quando chega às mãos do leitor o fruto, se esquece a gestação, aquele ciclo de emoções e custos, entre a produção e a impressão do livro. Digo eu.
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domingo, 22 de janeiro de 2012

Assim como o camponês aprende a trabalhar a terra, o poeta aprende a trabalhar com a palavra, aprende a não dizer demais e a não dizer de menos, aprende a sugerir. A poesia não deve fazer mais que sugerir; ela é um compromisso entre a palavra e o silêncio, não o silêncio de quem não tem nada para dizer, mas o silêncio que é o sumo de muita coisa. Então o poeta traduz. Ele é uma boca, e deve ser a boca daqueles que não têm boca (BARBEITOS, Arlindo. Angola, angolê, angolema. Luanda: Maianga, 2004, p.8.)
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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