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PONTOS DE VENDA: União dos Escritores Angolanos; Rede de Supermercados KERO; Tabacaria GRILO (edifício do Mercado de Benguela); Livraria SUCAM, Benguela; Livrarias LELLO, MENSAGEM e na SALA DE EMBARQUE do AEROPORTO INTERNACIONAL 4 DE FEVEREIRO, Luanda

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ainda a presença do livro ALMAS DE PORCELANA na imprensa brasileira. Desta vez a resenha é de Daniela Vieira, através do portal Biblioteca Leitora. Obrigado

Almas de porcelana | Gociante Patissa


Oi gente, tudo bem? Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela ausência no blog e na página do Facebook rs. Por aqui as coisas estavam um pouco corridas (casamento do meu irmão! Ownn…), e também eu estava sem internet em minha casa. Então, tudo o que eu postava, era com internet “roubada” da minha tia rs Quando eu ia lá para cuidar da minha avó, ou visitá-las, eu pegava um pouquinho da internet para atualizar as coisas por aqui e no Facebook. Mas agora as coisas já se ajeitaram, então vamos voltar à programação normal rsrs Assim espero…

Hoje vim apresentar a vocês um livro de poesias que li recentemente, que chegou até mim por meio da parceria com a editora Penalux. Almas de porcelana (Penalux, 2016, 86 p.) do autor angolano Gociante Patissa é dividido em três partes: Consulado do Vazio (livro de estreia do poeta, publicado pela primeira vez em Benguela); Guardanapo de papel (segundo livro do autor, lançado primeiramente em Portugal); e Poemas dispersos (que contém poemas inéditos e outros que foram publicados em revistas de Moçambique e Portugal).

Gociante é bem envolvido com causas sociais e políticas, e mostra muito disso em suas poesias. Vemos também paisagens da guerra, mas sobretudo mensagens de esperança ditas com palavras muito acariciadoras. A começar pelo título: Almas de porcelana. Almas, por vezes são coisas tão “duras”… mas que devem ser tratadas com cuidado, como porcelanas. Por coisas que o autor provavelmente passou, sentimos, ao ler seus escritos que ele próprio emoldura sua arte, e assim, sua alma.

Como irmãos (p. 22-23)

“D-me a tua mão
para andarmos de braços dados
torturando a solidão lado a lado
caminhemos sem temer as minas
do sol-posto à nascente
iluminados sem consultar o lusco-fusco
como irmãos.

Vamos derrubar o quintal que nos separa
apanhar pelas traquinices
se for o caso
mas como irmãos
vamos chorar em conjunto
e enxugar as lágrimas com o canto
da minha camisa
vamos rir da dor, reter a lição
sem nada ruminar
como irmãos

Vamos jogar à bola
ou no teu quintal a wela
vamos correr transpirar até cansar
depois da escola
vamos olhar juntos adiante
como irmãos
e a guerra não terá vez.”

O autor mantém ativo o blog Angola, Debates & Ideias. E vejam só, encontrei esta entrevista, de 2014, que ele participou, do programa Fair Play. Assistam até o final, porque em determinado ponto da entrevista ele declama um de seus poemas. E já adianto: é lindo, apaixonante!

Se vocês se sentirem à vontade, leiam esta entrevista. É longa, mas recheada de informações e coisas interessantíssimas (e até vemos características com o Brasil em algumas partes, hein?!).

Título: Almas de porcelana, Autor: Gociante Patissa, Editora: Penalux, Páginas: 86 p.

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