segunda-feira, 20 de abril de 2020

Lançamento em Luanda |“ESCRITOS DE QUARENTENA” DÃO CORPO À COLECTÂNEA DIGITAL


A imagem pode conter: textoVários autores e diferentes géneros dão corpo aos “Escritos de Quarentena”, uma obra literária no formato digital que será disponibilizada no sábado, 23/04, pelas 16 horas, no site da editora www.edicoeshandyman.com, para saudar o Dia Mundial do Livro.

Com 52 páginas, o livro conta com textos de escritores consagrados, entre os quais Cremilda de Lima, João Tala, José Luís Mendonça e Helder Simbad, ao lado de textos de novos autores. A iniciativa é do projecto editorial Edições Handyman, criada em 2018 por estudantes do Curso de Língua e Literaturas em Língua Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto e que se dedica à publicação de e-books.

Conta já com três e-books disponibilizados no site da Revista Palavra e Arte, sendo eles, Revista O Fio da Palavra, em homenagem ao poeta Lopito Feijóo (2018), Antologia Poética Digital Nós e a Poesia, em homenagem ao poeta João Tala (2018) e a novela infato-juvenil A Palanca de Chifres Dourados, de Hélder Simbad (2019).
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(Download actualizado) a pedido de alguns interessados | 2+2 LIVROS PDF GRÁTIS DE GOCIANTE PATISSA (Contos. Literatura angolana)


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Prezado/a leitor/a

Nestes dias complexos em que a humanidade atravessa limitações e privações por conta da pandemia do Covid-19, tomei a liberdade de contribuir com a ocupação positiva do seu tempo, disponibilizando algumas obras de minha autoria na versão digital/PDF não comercial. Clique no link para descarga imediata

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Votos de boa leitura e continuação de dias seguros.
Gociante Patissa.
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domingo, 12 de abril de 2020

Just a question | UM ENFERMEIRO PORTUGUÊS NA EQUIPA QUE SALVOU DO COVID-19 O PRIMEIRO MINISTRO BRITÂNICO 

No discurso de gratidão após receber alta, o 1.º Ministro britânico, Boris Johnson, internado por agravamento do seu estado de infectado por Covid-19, ressaltou o serviço nacional de saúde do seu país, em especial dois enfermeiros que passaram 48 horas a cuidar de si, no momento crucial que podia dar tanto para sobreviver como para sucumbir entre eles um português, do Porto, chamado Luís. Este e uma enfermeira da Nova Zelandia tiveram o decisivo papel de monitorar a cada instante o equipamento de ventilação. Não seria demais, digo eu, que a imprensa portuguesa conferisse a este enfermeiro metade do destaque que dedicam ao futebolista Cristiano Ronaldo, considerando que ambos puseram o nome de Portugal nos lugares cimeiros das conquistas. Ou não?
www.angodebates.blogspot.com
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terça-feira, 7 de abril de 2020

Opinião | ABATE DE IMIGRANTES ILEGAIS? NÃO É POR AÍ, EMBAIXADOR NETO KIAMBATA! [actualizado]


O Embaixador Luís Neto Kiambata, proeminente figura da história de luta anti-colonial em Angola, um dos primeiros a liderar a Agência de Notícias Angola Press (Angop) na primeira república, é um fazedor de opinião que muitas vezes bate o seu próprio recorde pela virulência no verbo. No músculo também, literalmente, reza a história. É-lhe atribuído um embaraço diplomático por conta de uma eloquente bofetada por si administrada a um jornalista português, já lá vão décadas. Mas o assunto hoje é outro.

"Será que os 2 mil Km de fronteira que temos com o Congo Kinshansa (RDC) estão todos controlados? Acho que não! Eu defendo que aqueles que atravessam a fronteira ilegalmente e nos expõem ao risco do Coronavirus deviam ser abatidos! É matar, porque a situação é grave", cito de memoria com elevada repulsa as palavras do Embaixador Kiambata, proferidas ontem via telefone no espaço da Televisão Pública de Angola dedicado à conversa com especialista.

Foi a seguir à Conferência de imprensa para o ponto de situação da Comissão Interministerial de combate ao Coronavírus, a qual deu a conhecer o registo de mais um caso positivo de infecção pelo Covid-19, perfazendo 17 casos, dos quais dois óbitos e duas recuperações. Curiosamente, todos “importados” através de voos vindos de Portugal e Brasil.

Mais adiante, o ancião sugeriu às autoridades a adopção da tortura com chicotadas no rabo de quem trespassar a fronteira. E o que não falta ao diplomata é a ideia bem clara de como administrar tais chibatadas migratórias focadas nos glúteos: em público!

Quero acreditar que tenha sido um pronunciamento a quente e que amanhã já terá um discurso mais comedido. É de resto o mesmo optimismo com que muitos de nós digerimos a metáfora do Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, quando confrontado com queixas sobre casos de excessos de zelo por parte das forças ordem, no contexto do Estado de Emergência. Ao mesmo tempo que se desculpava, o Ministro cuidou de esclarecer – na verdade desenganar gulosos em doçaria – que a polícia não está na rua para distribuir rebuçados… e nem chocolates.

Voltando ao Embaixador Kiambata, não sou propriamente adepto da visão expansionista segundo a qual a pessoa deve sentir-se pertencente ao lugar geográfico que goste/ame ou seja do seu interesse, apenas por assim ser. Desde logo porque é uma narrativa injusta e desproporcional, sobretudo olhando para a história da humanidade. O mesmo se aplica a qualquer outra proveniência. Se é para cumprir as leis do Direito Internacional, pois então que assim seja, com todos os critérios objectivos que regem as nações.

Não posso, contudo, deixar de manifestar indignação perante uma sugestão tão radical como esta do Embaixador Neto Kiambata, que pelos motivos óbvios tem responsabilidades acrescidas na formação da mentalidade e consciência cívica. Bastaria lembrar que Angola é contra a pena de morte e não se pode fazer apologia ao abate de seres humanos, nem dentro nem na fronteira.

À anfitriã do programa, Nadir Ferreira, dou igualmente uma nota negativa por não ter rebatido logo a opinião do seu interlocutor, demarcando de imediato a estação pública de uma tal diatribe, quanto mais não seja por se tratar de uma figura tida como herói nacional (ainda jovem, na era colonial, Kiambata e um correligionário tiveram a proeza de desviar um avião  de carreira, com tiroteio e tudo, rumo a um dos Congos onde se juntaram a outros combatentes pela liberdade).

Precisamos de frieza nas análises e não perder de vista o essencial, nomeadamente a observância das medidas de prevenção e o repensar das nossas políticas migratórias.
Repito, matar para prevenir a morte, em contexto de saúde pública, não faz o menor sentido.

Gociante Patissa (escritor e jornalista) | 07 Abril 2020 | | www.angodebates.blogspot.com
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terça-feira, 10 de março de 2020

áudio | PALAVRAS E TEXTOS entrevista escritor e jornalista Gociante Patissa, Rádio Nacional Angola 29.2.2020


Conversa descontraída conduzida pela jornalista Elione Falcão, tendo como convidado o escritor e jornalista Gociante Patissa. A conversa incidiu na produção literária, representação das várias línguas/grupos étnicos na literatura angolana, problemática do livro, no papel da rádio, entre outros assuntos. Realização de João Pedro, técnica de som de Falcão Tomás. A frequência é 93.5 FM, programa emitido em directo das 09-10h. Obrigado. Trilha sonora: Derito Tavares, Carlos Albano e Carlos Lopes

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GOCIANTE PATISSA, O ESCRITOR E A ÉTICA, artigo de opinião de Adriano Mixinge, publicado hoje na página 7 do Jornal de Angola, edição de 3 de Março, 2020

Conheci-o já há alguns anos através do seu blog, a que os interessados podem aceder no site https://angodebates.blogspot.com/: é dos poucos que tem um blog.
 Gosta das palavras e trabalha com elas, mas não é fanfarrão, nem aparece só para dar nas vistas. Por conseguinte, não tem aqueles tiques dos escritores convencidos de uma suposta genialidade que surge, como diria Hegel, por “geração espontânea”: confia na disciplina e no trabalho oficinal, que exercita sempre que pode.


Tem uma voz talhada pelos anos em que fez rádio, uma forma de estar e uma personalidade atendendo a serenidade e, como descobri há dias, com largos e intensos momentos de sentido de humor fino, apurado e surpreendente. Não utiliza a literatura como um meio para atingir um fim inconfesso, obscuro ou politicamente insosso: a literatura é, para ele,qualquer coisa que nos pode transportar para outros lugares ou, quando menos, pode fazer-nos pensar a sério. Produz tanto com regularidade como com uma qualidade digna de realce e acima dos níveis habituais entre muitos dos escritores e intelectuais angolanos. Daniel Gociante Patissa é o seu nome.

Os seus três primeiros livros tiveram géneros literários diferentes: o primeiro foi de poesia, o segundo foi de contos e o terceiro foi uma novela. O escritor tem oito obras publicadas, designadamente, “Consulado do Vazio”(Kat Editora. Benguela, 2008), “A Última Ouvinte”(UEA. Luanda, 2010), “Não Tem Pernas o Tempo” (UEA. Luanda, 2013), “Guardanapo de Papel”(Nós Somos. Vila Nova de Cerveira, 2014), “Fátussengola, O Homem do Rádio Que Espalhava Dúvidas”(Grecima. Luanda, 2014), “O Apito Que Não Se Ouviu”(UEA. Luanda, 2015), “Almas de Porcelana”(Editora Penalux. São Paulo, 2015) e “O Homem Que Plantava Aves”(Editora Penalux. São Paulo, 2015), para além de nove participações em antologias, algumas das quais publicadas em Portugal e em Moçambique.

No entanto, foi na quinta-feira última que o escritor Daniel Gociante Patissa (Benguela, 1978) pela mão de Cíntia Gonçalves conversou com os leitores, na primeira sessão deste ano do programa “Textualidades”, organizado pelo Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN). Quem não esteve, saiba que perdeu uma boa oportunidade para conhecer melhor a vida do escritor e o transfundo do que está na origem e nas circunstâncias de algumas das suas obras, desde o acto criativo, passando pelas histórias de vida até chegar às voltas da criatividade, das línguas e da imaginação.

Ele é licenciado em Linguística, especialidade de Inglês, pelo Instituto Superior de Ciências da Educação da Universidade Katyavala Bwila. É membro efectivo da União dos Escritores Angolanos e colaborador do Jornal Cultura, da Edições Novembro. Foi distinguido com o Prémio Provincial de Benguela de Cultura e Artes 2012, na categoria de Investigação em Ciências Sociais e Humanas “pelo seu contributo na divulgação da língua local umbundu, na perspectiva das tradições orais, através do conto e das novas tecnologias de Informação e Comunicação” lê-se, na badana do seu último livro.

Na quinta-feira passada, além de ter-nos feito rir fartamente durante a hora e meia que durou a sessão, Gociante Patissa não evitou nem os temas candentes, nem os delicados, e nuns e noutros não caiu em lugares comuns. Quem o lê atentamente dar-se-á muito facilmente conta que a sua relação com a oralidade e com as línguas é mais dinâmica do que a mera tradução de uma para outra, do umbundu ao português.

Quando pouco antes da conversa formal com a Cíntia, entre as poltronas da sala de conferências do Memorial Dr. António Agostinho Neto, numa daquelas cavaqueiras que servem para distender e amenizar os momentos prévios à conversa com o público, ouvimos o Gociante Patissa falar em ética, sem retórica enfadonha nem com tantos malabarismos verbais, mas sim como algo simples e vital que deve estar em tudo que fazemos identificamo-lo como um “dos nossos”.

O escritor faz a ética estar presente tanto na sua escrita como na sua vida, vivida ao calor de experiências em organizações não-governamentais e apoiada numa consistente atitude de cidadão avisado: ele sabe que só haverá uma transformação positiva da literatura angolana actual e a do futuro se o acto criativo, no geral, e a escrita literária, em particular, forem, sobretudo, exercícios de verdade e de sincero comprometimento com os homens daqui, com estes nossos lugares, com a estética no seu sentido mais amplo e com as noções de beleza que inventarmos.

Neste sentido, pelo seu engenho, “O Homem Que Plantava Aves”, o conto que dá título ao seu último livro está, certamente, entre os contos mais interessantes que alguma vez eu tenha lido. Por todas estas razões e outras que, espero, o leitor descobrirá quando o ler recomendo seguir atentamente a obra e o percurso de Gociante Patissa.

Adriano Mixinge 
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POR ACASO MORRI BEM (Poema inédito)

POR ACASO MORRI BEM (Poema inédito)

Morri na semana passada
Dum jeito que seria sempre o mais aconselhável
Caso justa a vida fosse feita para ser
de motu proprio
Gabo-me a proeza
Por acaso morri bem
Salvo seja
À imagem das promessas do doutor

Em poucas linhas resumo o insólito
Cruzei-me com a morte
À hora que quis
No lugar que marquei
Apagão suave
Distante da agenda de perdida bala
e do tumulto
E da lei por baixo do tacão do fardado da sentença capital
a granel
E do livre arbítrio do meliante
E do rodoviário sinistro
Fio Luanda das missangas
Zamba 2 - Maianga! Maianga-Zamba 2 a sair, padrinho!!!

Na semana passada morri
Dum jeito que seria sempre o mais aconselhável
Desacompanhado
Com tempo para olear a espiral de medos
Todos eles
Algures no estômago
Bastou uma picada
Para curar o mundo
Das pandemias e dos leaks
Nada ouvi nada senti nada vi
e pensar que tantos meus vi partir…
Quem dera diluir a passagem pela Terra
Numa endoscopia...

Gociante Patissa, 10 Março 2020 | www.angodebates.blogspot.com
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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