terça-feira, 25 de setembro de 2018

Áudio | A Voz do Olho - crónica 01 - parceria Blog Angodebates e Radio Ecclesia Benguela 23-09-2018


Sob iniciativa do programa DOMINGO INTERACTIVO, emitido às tardes de domingo na Rádio Ecclesia Benguela, estabeleceu-se a parceria no sentido de as crónicas de sábado da rubrica A VOZ DO OLHO, do Blog Angodebates, serem servidas em formato áudio para os ouvintes da emissora católica. A parceiria foi lançada na edição de 23.09.2018. Domingo Interactivo é realizado e apresentado pelo jornalista Horácio dos Reis, ao passo que o Blog Angodebates (Angola, Debates & Ideias) é animado pelo escritor e jornalista Gociante Patissa. O genérico da rubrica, A VOZ DO OLHO, é pretexto para manter viva a memória de um jornal comunitário que se chamou Boletim A Voz do Olho, registado no Ministério da Comunicação Social e propriedade da AJS - Associação Juvenil para a Solidariedade, ONG angola com sede na cidade do Lobito, de que Patissa foi editor e co-fundador.
https://angodebates.blogspot.com/2018/09/a-voz-do-olho-01-iria-agora-deixar-de.html
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sábado, 22 de setembro de 2018

A voz do olho: 01 | IRIA AGORA DEIXAR DE VIAJAR?!

Há um ano e meio que venho adiando a crónica sobre a última viagem que fiz à República da Namíbia. Adoptei há uma década o país vizinho e irmão como rota de férias e turismo, não me movendo outro critério senão o de não possuir a paciência de monge. Situações há em que espreitar a lista de requisitos para a obtenção do visto até faz doer a vista, né?

Iria a conduzir para Lubango (400 km), pernoitar e voar duas horas até Hosea Kutaku, o heroico aeroporto internacional de Windhoek. O restante do roteiro é cheque em branco. A única certeza era a de não se ficar pelo mais do mesmo, a região norte ou a capital. Cheirava a litoral. Swakopmund e a portuária Walvis Bay? No ar, aquela inevitável tensão de pré-viagem que nos faz companhia em noite de véspera. Nem o sono consegue dormir.

Amanheceu. Estamos prontos, digo a mala, a mochila, a bolsa da máquina fotográfica e eu. O hiato entre a serventia alagada por inconveniente chuva de subúrbio sem drenagem e o parque de estacionamento faz-se a bordo de kupapata. É um meio de transporte motorizado que se define pela adrenalina. Na verdade, olhando para o quadro da sinistralidade rodoviária, kupapata é já questão de saúde pública. São 9h da manhã. O entusiasmo da viagem logo dá lugar ao choque. A viatura fora vandalizada no parque de estacionamento do hospital central. Vidro quebrado, portas abertas, interior da viatura feito caos. O que procuravam? Teorias de conspiração não seriam de todo descabidas.

Sabia por onde iniciar o inventário de perdas. A carteira de documentos: BI, carta de condução encarnada, cartões de eleitor, contribuinte, segurança social, passe de membro União dos Escritores Angolanos, cartões bancários e 900 USD. Você é figura pública, se calhar o erro foi comprar dólares na rua. Alguém te marcou. Ora, bem. E onde é suposto as figuras obterem divisas, com as casas de câmbio às moscas e a banca que conhecemos?

O telefone é todo tentáculos. Impressões digitais saltam à vista no pó da chaparia, ainda presente a pedra usada contra o vidro. O investigador, este, descarta. Alega contaminação do cenário. É para acreditar, senhor agente? Fácil inferir que não há estaleca laboratorial para o exame fora de Luanda, muito menos a base de dados para compulsar. No recinto da Investigação Criminal, outra viatura assaltada do mesmo jeito. É coisa de rede.

O questionário de abertura do processo é penoso, de tão repetitivo e lento. Daí sou encaminhado para o Comando Municipal onde se lavram declarações provisórias, cada documento furtado com o seu preço. Vejo-me roubado duas vezes. Intriga ler a catalogação “documentos extraviados”. Escusado é rebater, não vá eu perder ainda mais tempo. Posto na seguradora, inicia o processo de reembolso. São 12h já mas a fome está de folga. Informações quanto ao vidro substituto apontam para o Lobito. Para lá vamos.

Às 17h, vidro reposto. A solidariedade da família e amigos aconselha abortar a viagem. Prevalece a determinação, embora pouco sustentável, sem poder movimentar as contas. Eis que alguém disponibilizava 40 mil Kwanzas, providenciais para hotel no Lubango e parque do carro. Contava eu com uma reserva apertada de dólares e o trunfo na manga: até então, sem querer, possuía duas cartas de condução, ficando a salvo a da SADC. Às 18h30 parti. Odeio conduzir à noite mas ousei passar por isso. Tinham-me roubado os documentos, o dinheiro. Iria agora deixar de viajar?! Assim eles ganhariam demais, né?

Gociante Patissa | Benguela, 22.09.2018 | www.angodebates.blogspot.com
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

No voo da Taag de Lisboa a Luanda | CIDADÃO PORTUGUÊS CONDENADO POR OFENSAS À TRIPULAÇÃO


O cidadão de nacionalidade portuguesa Ruben Jorge Martins Nunes, 34 anos, foi condenado, ontem, pelo Tribunal Provincial de Luanda, à pena de prisão de um ano, suspensa, por ter criado transtornos e proferido expressões obscenas e racistas contra a tripulação da TAAG, durante o voo DT 651, que fazia a rota Lisboa-Luanda, no passado dia 18, terça-feira.

Num julgamento sumário que decorreu na 4.ª secção do Palácio Dona Ana Joaquina, a juíza ditou ainda que durante os próximos dois anos, Ruben Nunes, trabalhador da Refriango e residente no país há oito anos, não pode cometer nenhum outro crime no território na-cional, enquanto durar a pena suspensa.

A juíza Fernanda Paciência decidiu, igualmente, aplicar a pena acessória de pagamento de 8.800 dólares e a taxa de justiça de 80 mil kwanzas.
Depois da audição das testemunhas e declarantes, entre passageiros e tripulação, Ruben Nunes foi considerado pelo tribunal como passageiro indisciplinado e perturbador nos termos da lei vigente no país.

Recorrendo à lei dos crimes contra a Aviação Civil, ao réu não foram imputadas quaisquer agravantes pela sua conduta diante do tribunal, pelo facto de ter confessado os factos, de forma espontânea, e pedido desculpas aos passageiros e à tripulação.

Tudo aconteceu quando a equipa de cabina do voo DT 651, que fazia o trajecto Lisboa-Luanda, transferiu um passageiro, que reclamou contra  avaria do seu monitor, para o lado  de Ruben Nunes. 
O cidadão português, por capricho, queria ter a cadeira ao lado vazia, contrariando as orientações da  equipa de tripulação e insurgiu-se contra ela, pelo que os passageiros que presenciaram a cena se sentiram  incomodados com a sua atitude, a julgar pelas palavras obscenas e racistas que proferiu.

Por essa razão, o comissário de bordo da companhia de bandeira TAAG, Alfredo Maqueta, apresentou queixa ao Departamento de Investigação Criminal no Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, tendo sido apresentado ao Ministério Público que remeteu o caso para o tribunal, onde foi julgado de forma sumária.

Texto do Jornal de Angola, foto da Angop, 20.09.2018
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John Bella lança livro na feira em São Paulo

O escritor John Bella lança hoje, às 18h00, na Feira da Literatura Infantil de Taubaté (FLIT), no estado de São Paulo, o seu mais recente livro intitulado “A Palanca dos Chifres Curvados”.

O autor, que se encontra em São Paulo a convite da Editora Casa Cultura, responsável pela publicação do livro, participou ontem de uma actividade literária com estudantes da cidade de Taubaté, uma iniciativa da prefeitura local.

Paralelamente ao lançamento do livro, John Bella foi igualmente convidado por várias instituições de ensino para apresentar o livro que visa explicar aos jovens a importância da conservação da fauna angolana e a de outros povos, com uma atenção muito especial sobre a Palanca Negra Gigante, e dissertar sobre o seu trabalho, em particular, e a literatura infantil angolana, em geral. A feira deste ano, que acontece até domingo, tem como tema central “Narizinho - reinações na terra de Lobato”. 

Amanhã, às 17h30,  o escritor angolano toma posse como membro correspondente  da Academia Taubateana de Letras (ATL), eleito pelas suas qualidades literárias e difusão da literatura, cerimónia para a qual foi convidado o cônsul geral de Angola em São Paulo. 


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Sugerindo leituras, poesia brasileira do Movimento Poetas na Praça

Se
Alguém
Lhe amar
Como eu
Não é alguém
Sou
Eu.

Manuka

In MOVIMENTO POETAS NA PRAÇA - entre a  transgressão e a tradição (antologia organizada por Douglas de Almeida). 2015. Selo editorial Castro Alves, Câmara Municipal de Salvador - Bahia, Brasil
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

No feriado do Herói Nacional, que tal ouvir a entrevista e recital de homenagem a Agostinho Neto na Rádio Benguela?

- Trova/Músicas originais: Syrimus Mulaja (músico e compositor benguelense)

- Emissão e concepção: Rádio Nacional de Angola-Benguela, programa "Entre Nós", manhã de Sexta-feira, 15.09.2017

- Apresentação: Filomena Maria
- Poesia de António Agostinho Neto (1922-1979) poeta, médico e político angolano)
- Compilação, narração de poemas e fotografia: Gociante Patissa
www.angodebates.blogspot.com

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Língua nacional Kimbundu na literatura angolana | SOBERANO KANYANGA DISSERTA NA UNIVERSIDADE DE MACAU

O escritor angolano Soberano Kanyanga encontra-se já no continente asiático para acertos, tendo em vista a sua prelecção na universidade de Macau. Ao Blog Angodebates, o autor de “O Relógio do Velho Trinta”, “Amor sem pudor”, e do “Coleccionador de pirilampos”, entre outros títulos, contou que “o convite veio da Universidade de Macau, para primeira semana de Novembro, e visa falar aos estudantes e professores do Departamento de Língua Portuguesa”.

Foto cedida pelo autor
A abordagem vai incidir nas peculiaridades do português de Angola e a presença do Kimbundu, como língua primeira, na literatura "aportuguesada" de Soberano Kanyanga. O evento será aproveitado para apresentar à comunidade académica “As travessuras de Jacinto”, o mais recente livro do autor, publicado pela TM Editora no ano passado.

O convite formulado ao escritor, que é também docente de história e jornalista de formação, surge na sequência do Projecto Libolo, de natureza científica, em curso no Município do Libolo, província do Kwanza-Sul, do qual fazem parte professores e estudantes de pós graduação e mestrado daquele centro universitário macaense.

projecto tem alcance internacional e multidisciplinar, centrado em quatro áreas de estudos das humanidades, nomeadamente a linguística, a história, a antropologia e a filologia, a partir de uma região sócio-histórica estratégica angolana. O cotejo empreendido entre essas áreas leva em conta o fluxo de escravizados do Libolo transplantados para fora de Angola entre os séculos XVI e XIX.


Luciano António Canhanga, de seu nome de registo, nasceu a 25 de Maio de 1976 no Libolo, província do Kwanza-Sul. Reside na cidade de Luanda. Escreve poesia, contos, romance e ensaios. É dos que publicam regularmente nos últimos dez anos. Consta na sua vasta obra a distinção pela Bolsa Ler Angola ao livro de contos “O Coleccionador de pirilampos”, no ano de 2014, num concurso literário nacional de iniciativa presidencial que apurou 11 obras na colecção designada “11 Novos Autores”.

Gociante Patissa, Benguela, 17.09.2018 | www.angodebates.blogspot.com
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

(áudio com download) Palavras e Textos RNA | Grande entrevista de Walter Arsénio ao escritor Gociante Patissa 08.08.2018

Para fins documentais, eis o bruto da entrevista que foi gravada na tarde de quarta-feira, 08.08.2018, no Canal A da Rádio Nacional de Angola, em Luanda, e consistiu num passeio por temas ligados aos desafios do livro e da literatura em Angola, tendo como pano de fundo a véspera da viagem para o Brasil, onde Gociante Patissa foi participar como escritor palestrante internacional na segunda edição da FLIPELÔ (Festa Literária do Pelourinho), na cidade de Salvador, de 8 a 12 de Agosto, a convite da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por intermédio da Fundação Pedro Calmon 
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(áudio sem download) Palavras e Textos RNA | Grande entrevista de Walter Arsénio ao escritor Gociante Patissa 08.08.2018

Para fins documentais, eis o bruto da entrevista que foi gravada na tarde de quarta-feira, 08.08.2018, no Canal A da Rádio Nacional de Angola, em Luanda, e consistiu num passeio por temas ligados aos desafios do livro e da literatura em Angola, tendo como pano de fundo a véspera da viagem para o Brasil, onde Gociante Patissa foi participar como escritor palestrante internacional na segunda edição da FLIPELÔ (Festa Literária do Pelourinho), na cidade de Salvador, de 8 a 12 de Agosto, a convite da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por intermédio da Fundação Pedro Calmon | www.ombembwa.blogspot.com  | http://angodebates.blogspot.com/
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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