segunda-feira, 10 de setembro de 2018
domingo, 9 de setembro de 2018
(áudio com download) Mesa redonda em língua Umbundu POPYA OTCHILI nº 12, Rádio Ecclesia Benguela com Gociante Patissa, 2018
Veteke lya lyakwim vavali la tatu, kosãi ya Kanyenye, vunyamo wolohulukãi vivali kekwim lecelãlã, ocipama citukwiwa eti Popya Otchili cakonga Gociante Patissa ndukusinumunlã evi vyatyama kokumina lovotila kwenda vo ndokusapela kwevi viletiwe kaliye okuti papita ale ulima tunde apa ocela caimbiwa vo feka yo Ngola. Ocipama Popya Otchili cendisiwa la João Guerra Sokópya, Arminda Mangandi kwenda vo Jesus Matende. Horácio dos Reis waka kovikwata vileñi
Gravidez precoce e o balanço do primeiro ano das eleições gerais de 2017 foram os temas centrais no dia 23.08.2018 da edição nº 12 do programa Popya Otchili (em português, diga a verdade), na Rádio Ecclesia de Benguela, emissora da igreja Católica. Gociante Patissa, escritor e actor social, foi o convidado da mesa redonda, que contou também com a intervenção de ouvintes ao telefone. O trio que conduz o Popya Otchili é composto por João Guerra Sokópya, Arminda Mangandi e Jesus Matende. Tecnica de som de Horácio dos Reis. | www.ombembwa.blogspot.com
sábado, 8 de setembro de 2018
Surpreende-nos, ó M, para, quem sabe, germinar a semente no caminho árido. Há quem te ingeriu, tenro e apegado, qual leite do peito e te acreditou pai e mãe, até que se instalou o babel. Conhecem-te os murmúrios do túmulo solitário. Acha-te a ti mesmo para que te achem os auto-enjeitados, órfãos calcinados na engrenagem do ideal e da literal camaradagem. Surpreende-nos, ó M. Condescendemos. Hipótese melhor não terás.
(áudio sem download) Mesa redonda em língua Umbundu POPYA OTCHILI nº 12 Radio Ecclesia Benguela com Gociante Patissa 2018
Veteke lya lyakwim vavali la tatu, kosãi ya Kanyenye, vunyamo wolohulukãi vivali kekwim lecelãlã, ocipama citukwiwa eti Popya Otchili cakonga Gociante Patissa ndukusinumunlã evi vyatyama kokumina lovotila kwenda vo ndokusapela kwevi viletiwe kaliye okuti papita ale ulima tunde apa ocela caimbiwa vo feka yo Ngola. Ocipama Popya Otchili cendisiwa la João Guerra Sokópya, Arminda Mangandi kwenda vo Jesus Matende. Horácio dos Reis waka kovikwata vileñi
Gravidez precoce e o balanço do primeiro ano das
eleições gerais de 2017 foram os temas centrais no dia 23.08.2018 da edição nº
12 do programa Popya Otchili (em português, diga a verdade), na Rádio Ecclesia
de Benguela, emissora da igreja Católica. Gociante Patissa, escritor e actor
social, foi o convidado da mesa redonda, que contou também com a intervenção de
ouvintes ao telefone. O trio que conduz o Popya Otchili é composto por João
Guerra Sokópya, Arminda Mangandi e Jesus Matende. Tecnica de som de Horácio dos
Reis. | www.ombembwa.blogspot.com
(áudio com download) UMBUNDU | OMBANGULO LUSONEHI (entrevista em língua Umbundu com escritor) GOCIANTE PATISSA, 2018
UMBUNDU | Ombangulo yaendisiwa vingungu vyo Lupito la António Firmino "Tula". Cakala veteke lyakwim vavali la mosi, kosãi ya Kanyenye, vunyamo wolohulukãi vivali kekwim lecelãlã. Vavangula kweci catyama kungende usonehi Gociante Patissa vofeka yo Brasil, muna akayevalisile ovihilahila vyetu konepa yakongamelã, vocipito co FLIPELÔ (Festa Literária do Pelourinho), kolupale wo Salvador, oluhumba wo Bahia, tunde veteke lya 08 toke ko 12 vosãi yaco ya Kanyenye. Eye wakongiwa lo Seketa Yovituwa Kwenda Olomapalo yo nguvulu (Secretaria de Estado da Cultura), vulala wocisoko co Fundação Pedro Calmon
PORTUGUÊS | Entrevista na Rádio Lobito conduzida António Firmino
“Tula”, a 21/08/2018. Trataram da viagem do escritor Gociante Patissa ao
Brasil, onde palestrou sobre a literatura angolana na FLIPELÔ (Festa Literária
do Pelourinho), na cidade de Salvador, de 8 a 12 de Agosto, a convite da
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por intermédio da Fundação Pedro
Calmon | www.ombembwa.blogspot.com
(áudio sem download) UMBUNDU | OMBANGULO LUSONEHI (entrevista em língua Umbundu com escritor) GOCIANTE PATISSA, 2018
UMBUNDU | Ombangulo yaendisiwa vingungu vyo Lupito la António Firmino "Tula". Cakala veteke lyakwim vavali la mosi, kosãi ya Kanyenye, vunyamo wolohulukãi vivali kekwim lecelãlã. Vavangula kweci catyama kungende usonehi Gociante Patissa vofeka yo Brasil, muna akayevalisile ovihilahila vyetu konepa yakongamelã, vocipito co FLIPELÔ (Festa Literária do Pelourinho), kolupale wo Salvador, oluhumba wo Bahia, tunde veteke lya 08 toke ko 12 vosãi yaco ya Kanyenye. Eye wakongiwa lo Seketa Yovituwa Kwenda Olomapalo yo nguvulu (Secretaria de Estado da Cultura), vulala wocisoko co Fundação Pedro Calmon
PORTUGUÊS | Entrevista na Rádio Lobito conduzida António Firmino “Tula”, a 21/08/2018. Trataram da viagem do escritor Gociante Patissa ao Brasil, onde palestrou sobre a literatura angolana na FLIPELÔ (Festa Literária do Pelourinho), na cidade de Salvador, de 8 a 12 de Agosto, a convite da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por intermédio da Fundação Pedro Calmon
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Ensaio | Recolha de provérbios umbundu em «Fátussengóla, o homem do rádio que espalhava dúvidas», de Gociante Patissa
Gonçalves Handyman Malha, Luanda, 04.09.2018
«Nda wanda,
kukame ondalu: vasala vayota»: se tu vais, não apagues o fogo: os que ficam
aquecem-se.
Já que se
vai falar sobre o uso de provérbios no livro de Gociante Patissa, o melhor foi
iniciar com um provérbio, em que se abre uma ponte reflexiva aos egrégios
leitores para que possam transmitir aos mais novos tudo o quanto lhes foi
ensinado.
Destarte,
baseando-se no Dicionário Electrónico de Português Houaiss (2017), entende-se
por provérbios, como frases e expressões, geralmente, curtas e de origem
popular, que sintetizam um conceito a respeito da realidade, regra social ou
moral. Tais frases ou expressões são parte da cultura popular de um determinado
povo, transmitidos de forma oral ou escrita às gerações mais jovens pelas mais
idosas. As mesmas transmitem conhecimentos comuns sobre a vida, educam,
edificam, exortam e ajudam a reflectir. Muitos desses provérbios constituem
aquilo que muitos mais velhos são hoje.
Sentados à
volta de uma fogueira ou imbondeiro, eram contados vários contos, provérbios,
anedotas, lendas e adivinhas, assim eram transmitidos os conhecimentos de forma
oral aos mais novos. Com o passar do tempo e a forte influência da
globalização, tal prática caiu em desuso, e assim a nova geração acabou por
perder o fio das nossas origens, deixando-se levar pelas origens estrangeiras.
Hoje, os jovens, com a idade compreendida entre os 15 aos 19 anos de idade,
estão tão longe daquilo que os mais velhos foram na juventude e, por
consequência, muitos têm dificuldades de assumir a sua identidade cultural.
Afirmou
Jofre Rocha, numa entrevista concedida à Lavra & Oficina, que «a
Literatura é um veículo fundamental para levar o povo a reencontrar a sua
identidade, liberto de complexos e preconceitos, valorizando as tradições mais
positivas e a cultura em geral». E a tradição oral (ainda) constitui uma das
pontes que visa permitir aos angolanos o resgate da idoneidade cultural que
cada etnia possui. Geralmente, designa-se por literatura tradicional oral
angolana o conjunto de todos os contos, lendas, fábulas, provérbios, advinhas,
poesias, narrativas criadas pela alma artística do povo angolano, e foram
transmitidas oralmente de geração a geração. A literatura tradicional oral
angolana é uma marca que rompeu as barreiras da vida e a mesma trouxe um mundo
imaginário e a realidade das culturas dos povos indígenas.
Schipper
(2011, p. 14) afirma que a função dos provérbios na literatura oral é reforçar
o argumento do autor, animar a história ou explicar alguma situação ou
comportamento.
Na baila do
livro «Fátussengóla, O Homem do Rádio Que Espalhava Dúvidas», o escritor
relaciona os provérbios com os factos sociais e o enquadramento da língua
Umbundu para melhor expor uma ideia ou enriquecer os seus contos. É um livro
composto por catorze contos, lançado no ano de 2014 sob chancela do Grecima e
apurado no concurso de originais para colecção «11 Novos Autores», no quadro da
Bolsa Ler Angola. O livro marca a literatura angolana pelo modo como o escritor
desenrola os contos e pelas marcas de angolanidade que nela podemos encontrar.
Segue-se
abaixo uma lista de provérbios em Umbundu com a respectiva tradução original da
obra em análise de Gociante Patissa.
1. «Camãnle calinga eti mbanje, ka calingile eti mopye»:
coisa alheia é para ver apenas, não para falar.
2. «Ina yukwene, ndaño onima ndopalata, ka lisoki la
wove»: mesmo que a mãe do outro brilhe como a prata, jamais substituirá a tua.
3. «Ka mwinle ongongo ka kolele»: quem não sofreu não
amadureceu.
4. «Kapiñãlã ka lisoki la mwenle»: substituto é inferior
ao dono.
5. «Ocilema vacitaisa, ka vawutola»: que o aleijado nasça
na família, não se acolhe de outrem.
6. «Ocili viso»: verdade é o que for visto.
7. «Ombwa ka yiwulila cahenlã»: cão não ladra por algo
que passou ontem.
8. «Otembo ka yilyalya camãle»: aquilo que o tempo tirar,
o tempo vai devolver.
9. «Soma wakava okuyeva kowiñi, oyongola okuyevelela
kongolo»: o Rei fartou-se de ouvir o povo, agora quer conselhos do seu próprio
joelho.
10. «U kwendi laye ka kukutila ko epunda»: não te prepara
a trouxa quem contigo não viaja.
Os
provérbios na língua vernácula trazem na sua essência três partes. A primeira
são os provérbios na língua de origem, a segunda na língua traduzida (sem
perder o sentido original) e a terceira, a moral do provérbio. Tratando-se de
uma obra literária em que o escritor traz as duas primeiras partes da essência,
questionamos o escritor, Gociante Patissa, o porquê do não enquadramento da
terceira parte.
Por outra, o
Umbundu é a língua dos Ovimbundu, grupo sociocultural que está localizado no
centro-sul do país, ou seja, no Planalto Central e nalgumas áreas adjacentes,
especialmente na faixa litoral, a Oeste do Planalto Central. Uma região que
compreende as províncias do Huambo, Bié e Benguela. Por essa razão, entendemos
o uso dos provérbios na língua Umbundu, pois é a língua da região do escritor
do livro em questão, visando valorizar e divulga-la.
Sendo o
Umbundu “…a segunda língua mais falada em Angola (a seguir ao português) com
5,9 milhões de falantes (22,96% da população)”
(https://pt.mwikipedia.org/wiki/Línguas_de_Angola), propomos um desafio ao
escritor para que também implemente nas suas futuras obras as outras línguas
regionais de Angola, como requisito de valorização e divulgação das nossas
línguas.
Outrossim,
podemos dizer que os provérbios retirados da obra «Fátussengóla, O Homem do
Rádio Que Espalhava Dúvidas» têm uma finalidade educativa e muito reflexiva
sobre a vida, e também visam incutir valores éticos e morais às novas gerações
para que sejam bons cidadãos na sociedade.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
domingo, 2 de setembro de 2018
Foto-reportagem | NOITE CULTURAL "COOL FRIDAYS" HOMENAGEIA O ESCRITOR GOCIANTE PATISSA
A
quarta edição do evento denominado Cool Fridays, que teve lugar na zona alta da
cidade do Lobito, província de Benguela, na noite de sexta-feira, 31/08 e
madrugada de sábado, 01/09, homenageou Gociante Patissa, escritor benguelense,
pelo conjunto da sua obra nos campos da literatura, comunicação e investigação
científica. O projecto Cool Fridays, de periodicidade quinzenal, é uma iniciativa
privada encabeçada pelo professor e palestrante Félix Félix M. Kibeka,
numa parceria com o estabelecimento comercial do empreendedor José Pires
Bongue.
Vários empresários patrocinam o projecto, sendo que ao
homenageado coube, para além da menção honrosa, um conjunto de regalias, como
quem vence um concurso, nomeadamente, uma resma de papel A4, uma pen drive,
brindes publicitários com o seu nome, a garantia de uma manutenção da sua
viatura, dois cortes de cabelo, 40 litros de gasolina para a sua viatura, uma
refeição a dois, bem como uma pernoita numa das unidades hoteleiras da cidade
do Lobito.
Em jeito de retribuição, o escritor ofereceu ao mentor da Cool
Fridays um exemplar da sua narrativa mais extensa, Não Tem Pernas o Tempo,
editado pela União dos Escritores Angolanos em 2013. Pelo palco da quarta
edição passaram diversos atractivos, com realce para a promissora Laynayah,
acompanhada pelos acordes do violão de Mute.
Aproximadamente uma centena de
convivas testemunhou o evento, entre os quais amigos, artistas, jornalistas,
académicos, sem falar de admiradores da sua obra. A família do homenageado
esteve representada pelo seu irmão mais novo, Samuel Patissa.
Emocionado pelo gesto, Gociante Patissa, chorão por excelência, cuidou de
agradecer o carinho. Disse tratar-se de um simbolismo de valor incalculável e
ao mesmo tempo uma dívida social no sentido de continuar a dar o melhor de si.
Ainda era só isso. Obrigado | Benguela, 02 de Setembro de 2018
| www.angodebates.blogspot.com
sábado, 1 de setembro de 2018
Bonga: "Não me fale da lusofonia se faz favor"

"É
um mal que vem de longe e deram continuidade a um certo preconceito que existe
e, portanto, não há a promoção normal dos não brancos, e isso chateia-me
sobremaneira. Portugal tem a responsabilidade de ter ido lá, de ter fabricado
gente de lá - quando digo fabricado se calhar é pejorativo, mas entrosou -, fez
filhos, muitos voltaram, com a mesma tónica de instrução. Onde é que eles
estão? Ponham lá os homens a funcionar. Só há um que eu conheço, que está no
CDS [Hélder Amaral]. Não me fale da lusofonia se faz favor. Vamos à Alemanha e
há miúdas com programas de rádio, de televisão, na França então... Por isso é
que eu não gosto do termo lusofonia, CPLP. "Ai falamos todos em
português." Está bem, mas eu nunca fui a tua casa. Ao contrário, já entraste
na minha. Porque eu abro a porta às pessoas, e quando abro não estou a ver se é
branco, preto, azul, encarnado, branco. Nunca entrei na casa dos meus vizinhos
aqui. Não sei se temos de considerar aquele portuguesismo ou então aquele
estado preconceituoso e receios e medos."
Bonga Kwenda, 75 anos, músico
angolano radicado em Portugal (reportagem publicada originalmente no Diário deNotícias, conforme se retoma nas linha que se seguem)
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Em vésperas de celebrar 76 anos, músico angolano recorda a sua infância, a carreira e os truques para enganar a PIDE ao chegar à Portugal. Continuamos a correr até aos 75 anos sempre com Angola como pano de fundo, que em breve se tornarão 76, cuja passagem será celebrada num concerto-homenagem a 5 de Setembro, na Aula Magna, em Lisboa
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Em vésperas de celebrar 76 anos, músico angolano recorda a sua infância, a carreira e os truques para enganar a PIDE ao chegar à Portugal. Continuamos a correr até aos 75 anos sempre com Angola como pano de fundo, que em breve se tornarão 76, cuja passagem será celebrada num concerto-homenagem a 5 de Setembro, na Aula Magna, em Lisboa
Texto de: Mariana Pereira, Diário de Notícias, Portugal,
29.08.2018
Guarda as cartas que lhe enviam quem o
ouve?
Quando há casos específicos. Porque houve um poema lindo e
maravilhoso de alguém que narrou o espetáculo, filhos que nasceram com a
música, mulheres que reencontraram o marido, velhos na agonia quase a morrer
que põem a música do Bonga. Ainda no outro dia, em Braga, um homem de cadeira
de rodas queria ver-me. Em casa era a filha que o ajudava e ali ele levantou-se
da cadeira e andou. [Guardo] Principalmente a lágrima no canto do olho deste
povo fervoroso, cada vez mais jovem, que me vem ver nos espetáculos e está ali
com toda a emoção a cantar.
Mesmo quando é em kimbundu, não é?
Principalmente
quando é em kimbundu. Eu quebrei o gelo daquela coisa do preconceito, porque há
muita gente que não fala inglês e aceita a música inglesa normalmente. Por que
não aceitar a minha música que é em kimbundu, que eles não compreendem, da
mesma forma que não compreendem o inglês? Tive de me impor.
Mas tenho consciência de ter rebatido essa lacuna, para
diminuir este preconceito de pensar que há culturas superiores. Vendo mais
discos no exterior do que na minha terra, onde eles falam kimbundu.
Lembra-se de sons da sua infância no
Kipiri?
















