terça-feira, 4 de julho de 2017

Utilidade pública | LIVROS DE OSCAR RIBAS NAS BOMBAS DE COMBUSTÍVEL PUMANGOL DO LWONGO, CATUMBELA

"Izomba", "Ilundo", etc., 999 Kz cada. Não deixaram sua excelência eu fotografar as capas dos livros em causa. Ainda era só isso. Obrigado
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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Fazer rádio é a nova paixão do músico Fredy Tiago

O que é feito do artista Fredy Tiago? Esta é seguramente uma das perguntas que passam pela cabeça de muitos dos nossos leitores e, mais ainda, dos admiradores do benguelense Frederico Tiago, ou simplesmente Fredy Tiago. Nascido no ano de 1989, é daqueles que já não precisam de provar rigorosamente mais nada a ninguém. Dotado de uma voz musicalmente educada, dicção irrepreensível, ainda toca viola e teclado e dirige a Banda Tropical. Depois de vencer há três anos o concurso «Benguela, Gentes e Músicas», da  emissora local do grupo Rádio Nacional de Angola, com a interpretação do «Semba do amor», Fredy tem uma agenda dividida entre Luanda e Benguela para promover a sua carreira.

Mas o que muito poucos devem saber é da sua nova paixão, que não deixa de passar pelo uso do microfone, é verdade, só que em rádio. Fredy presta colaboração ao programa Karaoke na Rádio, às manhãs de domingo na Rádio Morena Comercial. A reportagem do Blog Angola, Debates & Ideias» www.angodebates.blogspot.com invadiu aquela estação para abrir as páginas recentes da carreira de Fredy, nas vestes de director artístico e narrador do show ao vivo, sem deixar de brindar os ouvintes com o bom cantar.  

Blog Angola, Debates & Ideias (Angodebates): Frederico Tiago, agora Fredy Tiago, bom dia. Como vai a carreira, qual é o ponto de situação?

Fredy Tiago (FG): A minha carreira vai tudo na paz, tudo tranquilo. Na verdade, estou sempre a empurrar o meu barco com ajuda de vários empresários que Benguela tem, por exemplo o kota Euclides, do bairro da Fronteira, o administrador, o mais-velho Leopoldo Muhongo, que me têem ajudado muito.

Angodebates: Quando se fala de si, a referência mais fácil era o Bar tropical, depois o Fredy venceu o concurso «Benguela, Gentes e Músicas», emissora local do grupo Rádio Nacional de Angola. De lá para cá, em termos concretos, o que é que se pode dizer que foi feito? O que foi que se conquistou da sua parte?

FG: Bem, muitas conquistas na verdade. Abriram-se várias portas porque foi dali que acreditaram que existe Fredy Tiago, existe um talento em Benguela. Vários empresários apostaram em mim, acreditaram. Tudo, através daquele concurso que eu venci em 2014, isso, se não estou m erro, em Setembro. Foi quando eu levei troféu. Aí várias coisas mudaram, sim senhora!

Angodebates: O Tiago compõe, interpreta, é instrumentista. Quais são as dificuldades, ainda assim, que considera que há nessa sua batalha pela música?

FG: Eu escrevo, também sou intérprete. Em Luanda hoje em dia me chamam ‘o rapaz que mais interpreta’. Porque eu interpreto vários cantores. O único “defeito” é como gravar agora, como ter a música em CD. É o único “defeito”, senão em mim, estou bem. Canto e escrevo normalmente.

Angodebates: Uma das questões que se observam é que a vossa música, a música feita em Benguela, não toca. Tem a mesma percepção? Você acha que o que vocês produzem toca, encontra depois espaço na rádio?

FG: Desculpa o que vou dizer, mas a música feita em Benguela, muitos patrocínios ainda duvidam. Eu acho que eles pensam que ainda não há qualidade, mas é mentira! Há mesmo muita qualidade, porque há músicos que saem de Luanda, da própria cidade capital, e vêm cá gravar. Por outra, para a nossa música tocar nas rádios, é preciso mesmo bater à porta das rádios também, porque só assim é complicado…

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Crónica | Criar para quê?

Uma das vantagens de fazer parte da lista de contactos de Adão Filipe é beneficiar da sua multifacetada alma: radialista, jornalista, locutor, director de rádio, produtor musical, gestor de carreiras, compositor e director artístico. O efeito colateral mais directo é partilhar as mais fresquinhas novidades musicais angolanas e não só.

É claro que nem sempre estamos de acordo, o que só pode ser saudável. Num passado relativamente recente, fui dos que se simpatizaram com a corrente oposta ao parasitismo – na ausência de uma palavra mais simpática –, onde talentos da nova geração passaram a concentrar a sua energia no garimpo de sucessos dos anos 70/80 para regravar, correndo-se o risco de não deixarem, estes mesmos jovens, legado quase nenhum do seu potencial criativo. Já sem falar da deturpação por falta de domínio das línguas nacionais. Um receio de resto que encontrou na pessoa do mais-velho Elias Dya Kimwezu o eco mais legítimo, várias vezes vítima de ultrapassagens pela direita por um mercado algo míope.

O amigo Adão, na linha do que também defendeu o conceituado Dionísio Rocha, levava a abordagem para uma leitura universalista, isto é, para a necessidade de se reorganizar o papel das instituições de defesa dos direitos autorais, uma vez que em qualquer parte do mundo a interpretação é igualmente uma faceta importante da arte performativa, pelo que o intérprete não pode ficar refém da inexistência deste segmento que tem como fim monitorar normas que levem o criador a embolsar os proventos que lhe são por direito.

Há dias, do cabaz de novidades fiquei a ouvir uma versão da música de Maya Cool, dos anos 90, que fala da vergonha de alguém que andou por Portugal, supostamente a estudar, mas estagnou na fantasia de ser parente de ministros e diplomatas. A versão é de L’Vince. Curiosamente, já o tinha visto no dia anterior, via TPA2, em “covers”. O rapaz tem a música nas veias, articula bem, brilhou no The Voice Angola. Naquele jeito conciso das redes sociais, respondi: “reedito o meu receio de algum mau encaminhamento dos nossos novos artistas que, depois de conhecer os holofotes, colocam de parte a criação para o caminho fácil da interpretação. O miúdo até tem potencial, mas por este caminho...”

Para ser franco, ficou-me uma sensação insossa quanto ao produto final da versão daquele tema do Maya. L’Vince esteve abaixo do seu record, aqui para usar um cliché desportivo. E é aí que entra a perspicácia de um Adão que tem uma apurada sensibilidade, não só do que se produz, mas também dos hábitos de consumo do seu interlocutor.

Propositado ou não, instantes depois recebo uma balada da música “inocente” (kizomba original de Paulo Flores), na voz de Dino Ferraz, jovem de Luanda que também já venceu o festival da rádio LAC, uma das montras mais sólidas da música angolana. Harmonia, ritmo, timbre, coros, tudo impecável em quatro sublimes minutos. Só sei que já passam seis dias, e ainda não tirei o leitor do carro da opção “repeat”. Só dá Dino Ferraz.

Avisem o kota Paulo Flores, ele não perderia nada com a inclusão daquela versão no novo disco que eu sei que está a preparar para sair pela LS Republicano. Há realmente gratas surpresas, mas que tenhamos uma indústria com mais interpretações do que produção original, aí já não poderão contar com o meu voto. Ainda era só isso. Obrigado.

Gociante Patissa | Aeroporto Internacional da Catumbela, 03 Julho 2017
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EU NUNCA FAÇO PLAYBACK | Um dedo de prosa com Tomás Gomes, talento promissor do município da Catumbela

Prepara trabalho de defesa da sua licenciatura no curso de ciências da computação. É determinado e bom a comunicar. Ultimamente procura dar-se a conhecer ao público através dos seus dotes de compositor, vocalista e executante. É de Tomás Gomes que falamos, um jovem bastante versátil, residente na sede do município da Catumbela. A reportagem do Blog Angola, Debates & Ideias (Angodebates) www.angodebates.blogspot.com teve o privilégio de o ver cantar ao vivo num dos programas de fim-de-semana na Rádio Morena Comercial, na cidade de Benguela, e aproveitou o ensejo para travar uma agradável conversa.

Blog Angola, Debates & Ideias (Angodebates): É a primeira vez quem vem ao programa?

Tomás Gomes (TG): É, é primeira vez sim.

Angodebates: O que o motivou a vir cá participar?

TG: Exactamente a vontade de apresentar o material que nós fazemos, as músicas, cantar.

Angodebates: O que é que normalmente o Tomás Canta?

TG: Eu canto quase tudo. Praticamente tudo. Eu sou um artista que não gosta de ficar limitado. Faço pop, rock, jazz, blues, kizomba, semba. Na verdade, para mim, a uniformidade consiste mais no conteúdo cantado do que no estilo musical.

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domingo, 2 de julho de 2017

Londres, Abril 2015

Ia o amigo Neto Muhindo carregar o botão da minha Nikon D3100 quando esta simpática e animada londrina largou o parceiro dela com que vinha de braços dados... para se encostar a sua excelência eu, o que lhe valeu o banho de sorrisos simpáticos do modelo, do fotógrafo e do seu homem, com quem aliás seguiu caminhando. E valeu o improviso, que só enriquece o sentido cosmopolita chamado turismo. Afinal, os ingleses até conseguem não ser tão frios. Assim já vão dizer que é feitiço do Dombe-Grande, né? hahahah
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sábado, 1 de julho de 2017

Divagações | O kota J.J. ou o remédio que a OMS desperdiçou

Homem do século em Angola mesmo é o kota JJ, estou-te a falar! O kota um dia foi dormir e ao acordar, pahm! Os ancestrais lhe revelaram uma certeza, a de ter um pénis com propriedades medicinais. Pintava nos sonhos das clientes a garantia do sucesso na profissão do namoro moderno. Quer fisgar homem com posses e fazer delas transmissíveis sexualmente, JJ era a farmácia. Aí as damas no medicamento do kota JJ, é só atender tipo faca quente na manteiga. O medicamento era um pó que devia ser alocado no canal íntimo da cliente, mas não havia problema, pois o veio do mestre estava ali para introduções, desenvolvimentos e conclusões à velocidade de culatra. Até pensávamos já que a OMS ainda não perdia nada replicando a cura social contra a pobreza congénita, mas a ONU é tão lenta, tão lenta que não foi a tempo. Mas os tios lá da polícia e da justiça, com inveja do outro, só pode, até porque a fama que saía das virilhas do kota JJ não era pouca... pronto, lhe receitaram à força 22 anos de cadeia. O problema é só já se o kota decidir tratar os colegas de prisão, agora é que haverá um rico por cada centímetro quadrado. Mba ainda era só isso. Obrigado
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

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