sábado, 20 de maio de 2017

Divagações | O Etimba Fest e a nódoa no melhor pano

Sei que é contra-corrente, mas a mim ficou a nódoa pela irresponsabilidade da organização. Ligaram-me na terça-feira a convidar para o painel de uma mesa redonda que versaria sobre o papel e futuro da comunicação social em Angola, que teria lugar no museu às 11h de quinta-feira. Apresento-me 15 minutos antes e noto um vazio. Aí ligo para o senhor que marcou e ouço que estava já para ligar, numa voz de quem estava no conforto da caminha, e lá vêm as justificações de quem os eventos de um dia anterior terminaram tarde, que os alunos que seriam a audiência não estavam mobilizados e que os workshops passariam talvez para sábado ou domingo. Ora como é de calcular, por muito razoáveis, pecam por tardias. Quando se vai adiar um evento, o normal é comunicar com antecedência a quem se dignou colaborar. Estamos numa época cada vez mais dinâmica na planificação/gestão do tempo, e não se podem tomar por doces essas coisas de faltar com a palavra. Normalmente cumpro a minha e é o mínimo que espero dos outros. Portanto, mano António Hungulo Tonni, aceitem os parabéns pelo que correu bem, mas também a nota negativa pela desorganização e um toque irresponsabilidade no Etimba Fest. Eis a nódoa no melhor pano. Ainda era só isso. Obrigado
Gociante Patissa, Benguela 20.05.2017
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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Divagações | Gratifica-se

Tendo sua excelência eu despertado do soninho com um assomo de generosidade que nem ele próprio está a acreditar, e aproveitando a onda de  definição do sentido de voto quando o  oxigénio pré-eleitoral caminha para o clímax, então sua excelência eu vem por esta via exortar o profissional da noite que lhe furtou a carteira de decumentos. Não é por mal, até porque, segundo a doutrina cristã, somos todos filhos de um só, o que a lei complementa ao dizer que somos todos iguais. Ora, se os legisladores do Céu e da Terra convergem, só podemos assumir que todos somos parecidos com todos, pelo que os documentos de uns aplicam-se a outros, completamente transmissíveis Feitos os preliminares, vou ao que venho. Pede-se a quem herdou o cartão eleitoral de sua excelência eu que o contacte a fim de receber a orientação quanto ao partido a que deverá votar por mim. Gratifica-se com o PIN dos cartões electrónicos bancários (multicaixa e visa) já em vossa posse, na sequência do amável gesto de assaltarem a viatura e levar tudo, pese embora o tipo lá do banco os ter bloqueado (mas não lhe posso vestir as culpas por tamanha verdade de quem ainda não alcançou a nobreza da arte de furtar. Roubar é palavra feia. Não é à toa que a declaração da polícia, depois de relatada a ocorrência, reza que sua excelência eu extraviou os documentos, o que com toda a justeza indica que a culpa é do assaltado). Portanto, ainda era só isso. Obrigado.
PS: Ah, espero que a condução​esteja a correr bem com a minha carta de condução)
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Humor a Mwangolé | Sorte em tempos de crise

Um homem que não tinha o hábito de ir a restaurantes, entra num bar e puxa uma cadeira logo chega o garçon.
--bom dia senhor
- bom dia, quero um café, quanto é? 
-- o café custa 500 kz
- ok e o açúcar mano?
-- o açúcar aqui não se paga
- fezada, cancela o café me dá só 2 kilos de açúcar
(de autor desconhecido)
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Cultores da música tradicional Umbundu homenageados | JOAQUIM VIOLA E FLAY MERECIAM MAIS

Flay
Joaquim Viola (esq.) recebendo diploma
das mãos do Vice-governador Victor Moita
A organização do Top Benguela Acácia de Ouro, da iniciativa da Rádio Nacional nesta cidade, cuja edição de estreia aconteceu a 18 de Maio durante as festividades dos 400 anos da cidade de Benguela, atribui diploma de mérito a algumas figuras do sector da cultura, entre promotores e apoiantes, pela sua relevância. O destaque do blog www.ombembwa.blogspot.com vai para dois nomes incontornáveis na recolha, tratamento e divulgação da cultura musical da região Umbundu, designadamente o mais velho Joaquim Viola, autor do clássico Tchiunge, e Flay, da Catumbela e radicado em Luanda, autor dos originais "Sassa Motema", "Doçura", entre outras adaptações do folclore. São duas gerações que parecem ligadas por um mesmo factor, o pouco incentivo e visibilidade da sua vertente. Nestes casos, palavras à parte, é nas entrelinhas e no tom nada radiante dos discursos que se capta o estado de alma dos artistas. "Estamos a deixar o palco para os mais novos que querem abraçar a carreira", disse Joaquim Viola. "É uma honra muito grande para mim ser homenageado hoje ao lado dos Impactos4, em quem me inspirei para começar a cantar e fazer música", acrescentou Flay. Eles mereciam, de facto, mais, a começar mesmo pela divulgação das suas músicas, o que na última década tem sido bastante esporádico, com uma agenda discográfica das rádios e televisões muito voltada à "música" urbana, servida em doses e entulho electrónico.
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Top Benguela Acácia de Ouro | PRÉMIO SUNGURA DO ANO

Sukumunlã, que na língua Umbundu pode ser entendido como o imperativo do verbo descarregar (oku sukumunlã), do qual se infere que o artista se assume como uma fonte inesgotável de mensagens, é uma das vozes que melhor interpretam o cancioneiro popular, o qual "despeja" numa cadência de sungura. Para além da sua inusitada energia em palco, carrega a melancolia sobre o canto proverbial e as parábolas que constituem a matriz da região. Apesar de ter merecido numa carreira de quase duas décadas algumas distinções a nível local, dentre as quais o Prémio Provincial de Cultura e Artes, Sukumunlã continua sendo um desconhecido do grande público, fundamentalmente por culpa dos critérios do mercado, que fazem culto ao oco e a outros critérios fora do espírito da arte (estética e culturalmente falando) com um empurrão da comunicação social. O TOP BENGUELA ACÁCIA DE OURO teve a sua edição inaugural ontem (18/05) nesta cidade, numa iniciativa de Adão Filipe, pela Rádio Nacional de Angola.
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Crónica | Na ausência da estátua, que tal espalhar contentores de lixo em homenagem ao fundador de Benguela?

Não sou a favor da campanha pró regresso da estátua de Cerveira Pereira (acho que o museu não o desmereceria em nada), mas sei perder (nestas coisas em que a decisão do poder instituído já tomou partido). 

No entretanto, enquanto não se sai do impasse que se acabou de instalar em Benguela depois que o camarada administrador municipal Leopoldo Muhongo decidiu patrocinar institucionalmente a (re) colocação pomposa, junto do palácio do governo, do busto de Cerveira Pereira, figura do regime colonial e império português a quem se atribui a "fundação da cidade de Benguela" há 400 anos... busto que afinal também já não faz parte do património do museu, como fez crer um  dos rostos proeminentes da corrente favorável à presença do busto defronte ao palácio do governo... sua excelência eu tem um meio-termo a sugerir: 

Deixai-me antes acrescentar que não sou adepto dessa veneração a Cerveira Pereira, que nunca me fez directamente nada de mal mas que um renomado escritor, mais velho do que eu e sociólogo, qualificou de "filho de puta" (sic). Antes já outro académico, com créditos firmados na investigação e docência universitária em história, depois de aferir o perfil de Cerveira e as suas obras para com os indígenas de então, não teve dificuldades de o considerar "escória", curiosamente, do tipo que nem em Portugal recebe honras.

Dito isto, uma vez que a cidadã que cuidou da estátua durante mais de três décadas exige compensação financeira (nota preta, sublinha ela) para a liberar, e sabendo que o dinheiro não é coisa que abunde nos cofres da edilidade, então sejamos pragmáticos. 

Chefe Dudú ou Leopoldo Muhongo, meu antigo professor do curso básico de jornalismo,  assim não podia tipo, quer dizer, eh... comprar um contentor de lixo para acabar com a vergonha de o ver amontoado ao longo do muro do antigo centro ortopédico, ali no Kioxe, e pelo menos decorar o referido contentor com uma dedicatória a Cerveira Pereira? Depois era só replicar.

É que assim sempre respeitaríamos a história (devida ao já falecido fundador da cidade), sem deixarmos de priorizar a saúde pública da maioria, numa cidade que ainda chora as vítimas do surto de febre amarela. Ainda era só isso. Obrigado. 

Gociante Patissa, Benguela 17 Maio 2017
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terça-feira, 16 de maio de 2017

Divagações | E assim temos de volta o Face-Look

Consta que está a dar certo a campanha de uma certa companhia telefónica em reaproximar pessoas. Com a Internet a falhar 22 horas ao dia, chat mesmo só de porta a porta. E assim temos de volta o "face-look", "outr'sabe", etc. ou seja, olhar para as caras uns dos outros. Sei que o ortopedista não está a gostar muito assim da coisa e tal, pois a esperança de ver centenas de pescoços combalidos, de tanto que se anda de cabeça inclinada para a tela do telemóvel, mas saúde é o que interessa. Então, anda lá, não estragues o que está bem! Bate à porta do teu vizinho e devolve o tradicional "Olá, vizinho, como passaram a noite?" Depois disso, o anexo: "Continuação de boa terça-feira". Ainda era só isso. Obrigado
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Crónica | Um simpósio sobre a zunga mais ou menos inclusivo

Sua excelência eu acaba de dar uma olhada ao programa do inovador primeiro simpósio nacional sobre a mulher zungueira, realizado em Luanda ontem, 14 de Maio, conforme reza o documento. Tudo muito a preceito, doutores e jornalistas e ministros, e tal e tal, é capim. Uns palestrantes, outros moderadores. Até já estou a ver gente a sair da sala engripada, tal é a confluência de perfumes e aromas e ambientadores de orçamento rebuscado. Porque não é para gente com fragrância assim da cantina do mamadou ou do asiático, não.

Até você se pergunta mesmo se um terço dos oradores alguma vez mercou algo na zunga, onde não há garantias de chamar o Inadec por qualquer motivo. Mas pronto, iria faltar um big brother para fazer fé à coisa. Se calhar, é melhor só não avaliarmos por excesso ninguém, não é? E cá está a verdadeira maka do exercício cá das conjecturas, não havendo até ao momento alguma linha na imprensa sobre o êxito ou não do certamente, que nos valha como ponto de partida. Ora pois, não podendo nós partir para a futurologia, uma vez que o evento já aconteceu, e não tendo sido inventado ainda o critério da passadologia, estamos de mãos atadas. Seja como for, o programa nos põe à vontade para reivindicar a ausência dos actores. Pelo menos parte relevante deles.
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Movimento Lev'Arte e animação cultural enlutados na província da Huila

A activista cultural Manuela Dos Santos (de blusa preta na foto) já não está entre nós. Adiantou-se anteontem (13/05) na caminhada, vítima de doença. Foi a enterrar ontem mesmo na cidade do Lubango, onde residia. Apaga-se assim aquela que foi uma importante vela em simpatia, pilar na exibição da poesia dramatizada e adepta da moda.

Conheci-a durante a quarta edição do designado «Festival Nacional de Poesia», nas festas do 104.º aniversário da cidade cidade do Huambo a (25/09/2016), festival idealizado por Chico Pobre e co-produzido pelas representações do Movimento Lev’arte de Luanda, Benguela, Malanje, Huila, Kuando Kubango, Namibe e Kunene.

Legenda da foto: Ras Nguimba Ngola, Manuela Dos Santos, Justina Kibeka Gonçalves e Agostinho Sanjo Sanjambela

Sentidas condolências!
Gociante Patissa
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Diferendo

Com tanto de sono que tenho em atraso, e já agora tirando proveito da fórmula adiantada recentemente pela "imprensa local", agradeço que quem de direito crie uma comissão de gestão para cuidar do diferendo entre sua excelência eu relaxado e o trabalhador eu. Ainda era só ​isso. Obrigado
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domingo, 14 de maio de 2017

Utilidade pública | Recrutamento: VAGA PARA ESTAGIÁRIOS NA ESSO-ANGOLA

A Esso Angola é a afiliada local do Grupo ExxonMobil, empresa do sector petrolífero a nível mundial. Procura quadros angolanos com potencial e talento necessários para fazer face aos desafios profissionais gratificantes que oferece.

1) Breve descrição da Função
‐ Compreender e aplicar os standards de Segurança e Control da ExxonMobil;
‐ Manter os mais altos padrões de Segurança no trabalho e integridade ambiental;
‐ Prestar apoio técnico às Operações e Produção de Petróleo;

‐ Apoiar as equipas de offshore/onshore em projectos específicos;
‐ Conhecimentos de instalação de sistemas operativos informáticos (no caso dos engenheiros informáticos)

2) Qualificação académica

– Finalistas das seguintes licenciaturas: Engenharia Informática / Electrotécnica/ Civil / Ambiental / Quimica / Mecânica / Petróleos e Contabilidade e Finanças.

3) Qualificação profissional / Experiência
– Não é necessária experiência de trabalho (é preferível).
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Crónica | Procura-se ignorante

De vez em quando, o que para ser franco até ocorre com frequência ultimamente, sua excelência eu fica a matutar sobre a evolução semântica de certas palavras no dia-a-dia mwangolê, cuja velocidade é de preocupar porque se  afigura cada vez mais difícil de alcançar.

A título de exemplo, IGNORÂNCIA passou a ser uma virtude, refere-se à condição de quem (é ou) está usando a capacidade de resistir a provocações ou pressão mediante  o silêncio ou inacção. Trazido ao nosso contexto, há que destacar que se ainda há algum êxito no nosso sistema de ensino-aprendizagem, então o mérito vai para a classe docente, que é formada globalmente por grandes ignorantes... pois os alunos hoje em dia não provocam pouco. Neste caso, professor sai-se duplamente ignorante se olharmos também para as condições de trabalho nem sempre favoráveis ao exercício da profissão. Não será de admirar que nos próximos tempos, mesmo já que é para poupar espaço, a descrição de perfil em concursos de vaga em qualquer sector sejam resumidas a... "procura-se ignorante para admissão imediata". Vai daí o conselho: sempre que tiver de elaborar o seu curriculum vitae para dar aulas, uma vez conhecido já o fenómeno social  da tendência cada vez maior dos alunos à indisciplina, não se esqueça de destacar a sua maior virtude: IGNORANTE! Até pode mesmo acrescentar que o candidato é "ignorante de pai e mãe".

E há mais. Por favor que ninguém me trate por "amigo!"; amigo é o comerciante desconhecido, concretamente o chinês ou o vietnamita da casa das fotocópias ou da "repação" de motorizadas. E sua excelência eu, sendo que não tem jeito para negócios, desgraçado que talhado a subordinado, então também dispensa fama sem proveito. Ah, mas para depois não surgirem acusações de fundamentalismo, abre-se uma excepção. Quando assim ocorrer, falo de me chamar "amigo!", tenha a certeza de que estou pagando serviços no seu próprio estabelecimento. Senão, hum!...

Vou terminar com uma nota triste. Na adolescência aprendi noções básicas de tocar viola, andei no coral infantil, mas depois não houve talento para dar vida à semente. Porque se assim não fosse, hoje eu pegava nessas letras, inventaria uma melodia e COMPOSITAVA uma bela canção. É isso, esse profissional de arte que não ganhava fama nenhuma enquanto "compunha", agora já tem mais visibilidade porque passou a compositar. É como digo, depois do cuduro, nunca mais o sector da música será o mesmo. Ainda era só isso. Obrigado
Gociante Patissa. Lobito, 14 Maio 2017
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sábado, 13 de maio de 2017

Desafio Baleia Branca

ninguém briga nem estraga amizade por causa de opções partidárias e/ou eleitorais. Quem quebrar repete a partir do ponto em que violou o pacto. Está a contar. Ainda era só isso. Obrigado
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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