quarta-feira, 26 de abril de 2017

Divagações | DA AJS

Evitei sempre uma intervenção próxima da agenda dos partidos políticos durante os anos que integrei o corpo directivo da AJS (Associação Juvenil para a Solidariedade), ONG que co-fundei em 1999 no Lobito e cujo vínculo de membro tive de suspender em virtude de algum desgaste, volvida uma década queimando cérebro.

Outros tempos, outros sonhos. Dissera eu à saída acreditar que mais tarde ou mais cedo, a AJS encontraria o seu caminho, o que para já é visível e louvável, desde logo porque se mantém a casa aberta a caminho do décimo oitavo aniversário daquele pontinho na constelação da sociedade civil. Se a AJS morresse pela minha saída, então seria porque nunca chegou a existir. Pelo que ela existe e está aí, é o que basta, não importa eventualmente a que distância do sonho original.

E porque volta e meia chegam a mim questões sobre a postura da ONG e a nova identidade da sua actuação, com toda a perplexidade de quem, fazendo parte da sua história, entretanto não é necessariamente "dono da empresa", talvez ajude informar que já lá vão pelo menos seis anos que deixei de frequentar o espaço físico da AJS e se fez o respectivo distanciamento, literalmente​, do seu elenco. Isso mesmo. Portanto, e distorcendo o filósofo, só sei que já nada mais sei.

Ainda era só isso. Obrigado.
Daniel Gociante Patissa
www.angodebates.blogspot.com
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terça-feira, 25 de abril de 2017

S O S:

Pede-se a quem tenha encontrado ou eventualmente venha a encontrar uma pasta de bolso castanha feita em cabedal contendo documentos pessoais em nome de Daniel Gociante Patissa... (nomeadamente, Bilhete de Identidade, carta de condução encarnada, cartão de eleitor, passe de membro da União dos Escritores Angolanos, cartão de contribuinte, cartão da segurança social, cartão multicaixa e cartão visa Kamba, ambos do banco BAI. Havia também junto a estes algum valor em moeda estrangeira)  ... o favor de capturar os citados documentos lá onde forem encontrados, em virtude de os mesmos se terem evadido, provavelmente depois de ganharem pernas, na madrugada de sexta-feira, 21 de Abril, na cidade de Benguela. Aproveita sua excelência eu o ensejo para agradecer a pronta cooperação das rádios Benguela e Morena, logo que contactados no quadro do seu serviço de agenda pública. Ainda era só isso. Obrigado PS: o gestor de conta entra também nos agradecimentos pela prontidão com que bloqueou/desactivou os cartões electrónicos bancários.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Das saudades que ficam do sector voluntário, poder enfiar o trabalho na mochila e perder-se, viajando

(sua excelência eu em finais de 2006 numa expedição Benguela-Lubango-Namibe-Lubango-Kunene (Angola) - Oshikango-Windhoek- Oshikango (Namíbia) -Lubango-Benguela)
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Sua excelência eu, aos 14-15 anos (1993), empregado como ajudante de fotógrafo para custear os estudos na 7.ª classe (com uma escola de caminhar a pé 10 quilómetros dia em ida e volta), ao tempo do preto e branco analógico, aproveitando sobejos, montou e imprimiu este postal que à época se considerava foto artística, na artesanal Foto Kodak, bairro Santa Cruz, Lobito

Memória descritiva da montagem

Com uma caneta, escrevi os dizeres "feliz natal e boas festas" sobre o cartão postal em papel comprado a uma das tabacarias/livrarias da cidade do Lobito. Seguidamente, o mestre Lopes fotografou o postal e recortou-se o negativo para servir de maquete, obviamente depois de processado na câmara escura, onde passa por dois líquidos de efeito químico, o revelador e o fixador, mais tarde exposto (o negativo) ao sol para secar. Feito isso, de volta à câmara escura, insere-se o negativo no ampliador, uma máquina óptica em forma de busto com pescoço flexível e em cuja cabeça está a lâmpada que incide a luz pelo negativo e grava no papel fotográfico. O mesmo processo é repetido com o negativo do modelo, garantindo que se grava na metade do papel que andava protegida por uma venda escura. A parte final é passar o papel no revelador até divisar-se a imagem, sob a luz encarnada da câmara escura, depois pelo fixador, por água e então expôr ao sol para secar. E pronto, está contada a trabalheira que este aparente postal simples deu, coisas que na era digital faz-se a dois clics no computador. Ainda era só isso, obrigado. Daniel Gociante Patissa
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Citação

"A arrogância passa com a experiência, garanto, depois de doze livros meus publicados e uns quarenta traduzidos.
Até porque se descobre o óbvio: literatura não é nada neste país, não nos projeta, não nos faz reconhecidos, apenas nos torna partes de um grupo de gatos pingados cujos miados não fazem maior ressonância. E, quando debatemos e nos arranhamos com os egos eriçados, o que somos é netunianos debatendo com venusianos, nada que remotamente interesse ao planeta Terra."

(Chico Lopes, escritor brasileiro, hoje, via facebook)
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Citação

“Eu acho que a música não pode ser porque tu queres, não; tem que ser dom. Quando é natural, as coisas acontecem naturalmente” 
(Euclides Dalomba, músico angolano. In “Ouvi Dizer”, programa Jovial Cidade, Rádio Luanda e TPA2, 03.02.2017) www.angodebates.blogspot.com
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Volta e meia me acho neste trecho

"Acabei com tudo
escapei com vida
tive as roupas e os sonhos rasgados
na minha saída.
Mas saí ferido,
sufocando o meu gemido.
Fui o alvo perfeito
muitas vezes no peito atingido.
Animal arisco
domesticado esquece o risco"

(Trecho da música brasileira Fera Ferida, atribuída a Erasmo, Betânia e Roberto, trilha sonora da novela com o mesmo título)
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Crónica | Um dia em grande

Odeio rotinas pela proeza de remeterem o cidadão
sua excelência eu à consciência de repetição crónica, qual engrenagem de uma máquina. Viver não pode ser só isso. Por isso é que se revestem de motivo duplo de enaltecimento aqueles dias que se superam a si próprios em altura e largura, sendo por isto muito mais do que simples marcha nos calendários. Adoro dias extraordinariamente originais. Vejamos o caso de hoje. Segunda-feira, dia de ressaca, calha-me estar de folga. Ainda bem, diria qualquer um. A minha voz  (se é que ainda tenho) está horrível. Garganta com... com ares de gripe. Um dia daqueles que aconselham tudo, excepto sair de casa. E tu não sais. Faltam-te filmes para  enganar o tempo, mas também não é caso para se fazer drama: de onde saíra a luz que ressuscite a tomada? A fome acende o fogão. Algo prático. Não mora pachorra para comprar peixe, arranjar e ir ao fim da rua descartar guelras e afins. Aí é que entra o surreal. Sai massa de atum e legumes com água mineral. A torneira tipo é na recauchutagem, só sai ar. Um dia em grande, não? Ainda era só isso. Obrigado 
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Gociante Patissa. Benguela, 10.04.2107
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domingo, 9 de abril de 2017

Citação

"A fome tem seus caminhos para amenizar as convicções." (Max Lucado, autor americano. In Ele Escolheu os Cravos. 2002, Pág. 63. Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro.  Brasil)
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Diário | PERSONALIDADE FORTE É ISSO?!

"Mas, ó meu! Pára ainda aí! Assim também, não! Desculpa-me lá, mas tudo menos isso!!!"
"É com a minha pessoa?..."
"Ya! Mas estás a pensar que isso é o quê, afinal?! Já ontem foi assim, passas aqui a pé - um, dois, um dois, - e não cumprimentas, com essa cara tipo deputado em carro com vidros esfumados. Pescoço bem duro, tipo avestruz. É o quê afinal?! Tu foste meu colega de escola, naquele tempo em que os exames vinham com soldados da segurança do estado, fugimos juntos, lanchamos bolacha e leite que nos queimava a boca... esqueceste?"
"Mas eu iria te saudar no Facebok. Ou será que o teu chat está off?"
"Mas..."
"Qual é mesmo o tipo de emoji que te alegra mais?"
"Mas não achas que isso é desconsideração? Então me fazes de estátua ao vivo e me esperas nas redes sociais?"
"Fica calmo, sócio. Não sejas arcaico! A evolução está à vista. Há aí gente a fazer grandes negócios, emocionantes reencontros, hã!, casamentos fortes... a partir mesmo só do virtual. O segredo é cortar no pão, na fuba, investir no saldo. Mas tens telefone inteligente afinal para quê, é brinquedo?!."
"Eh! Chegaste a este ponto?! Toda aquela irmandade dos anos de escola evaporaram?!"
"Meu amigo, eu sou uma pessoa de personalidade muito forte..."
"Arrogante? Personalidade forte é isso?!"
"Mas tu achas que eu levo a vida tipo novela mexicana, que é só choramingar e beijar?!"
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Gociante Patissa. Benguela, 9 Abril 2017
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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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