A parte chata do fazer literário é a revisão, ou caça ao erro, que na verdade nunca termina enquanto o livro não sair da gráfica. Mas a parte mais chata ainda é quando você percebe que boa parte das alterações (ortográficas, gramaticais, estéticas) não foram incorporadas na versão do original enviado para avaliação da editora. Definitivamente, há mais prazer no leitor do que no escritor. E aqui chegados, só pensei: se rever o nosso próprio texto já é a seca que é, imagino como é para os revisores profissionais. Respeitemos, pois, os revisores. Ainda era só isso. Obrigado. hahahhah
www.angodebates.blogspot.comdomingo, 11 de dezembro de 2016
sábado, 10 de dezembro de 2016
Uma palavrinha a propósito do prémio nacional de jornalismo
Foram
divulgados na quinta-feira, 8, os resultados da edição 2016 do Prémio Nacional
de Jornalismo, da iniciativa e patrocínio do Ministério da Comunicação Social,
cujo júri foi presidido por Albino Carlos, jornalista quadro do ministério e
escritor. A caneta de Benguela marcou presença dupla na categoria de imprensa
(escrita), designadamente por Joao Marcos
Pontes Antonio, que concorreu com uma reportagem publicada pelo Novo
Jornal, e por José Honório, da Agência Angola Press (Angop), que este ano
investiu numa série de reportagens sobre o potencial agro-indutrial de
Benguela. Coube a este último o galardão, avaliado em três milhões e meio de
kwanzas, aproximadamente 15 mil dólares. Como se sabe dessa coisa dos
resultados dos concursos, não sendo a decisão do júri apelável, também não
impede as polémicas de costume na opinião pública sobre a justeza (ou não) do
laureado. Quanto a nós, está de parabéns o vencedor, Jose Honório, ou Pensólogo
Nkazevy. Afinal 3,5 milhões de kwanzas dão sempre um jeito às contas. Está
ainda de parabéns o João Marcos, pelo fairplay com que tornou pública a sua
reacção ao resultado. Num tom coloquial na sua página do Facebook, Marcos
referiu que em termos de critérios, só havendo um lugar para vencedor da
categoria, então é preciso "saber perder", ou melhor "saber não
ganhar". Infelizmente não nos é possível colher a opinião do vencedor, que
optou por desactivar a sua página no Facebook já na véspera do concurso, nem
por outro lado saber se haverá uma espécie de "ceia" na redacção para
repartir algumas fracções do "bolo" com quem fez parte da equipa da
série de reportagens. Obrigado, Marcos e Honório, pois por vosso intermédio
Benguela esteve uma vez mais em grande no panorama intelectual. Já agora, ainda
era só isso. Obrigado.
Gociante Patissa, Benguela 10 Dezembro
2016 www.angodebates.blogspot.com
Citação
"O dia só que eu se matar, vai houver justiça. Vão perguntar 'se matou porquê?' Vão falar 'porque ele não tinha o que vai dar. Para não lhe acompanharem só já assim muito, então se matou sozinho"
(Arrancado da boca de um jovem, mutilado, morador de rua, agora na Zona Comercial, Lobito. Não deu para saber se estaria em causa uma espécie de dívida a saldar. Só sei que tais desabafos aleijam, falo por mim)
www.angodebates.blogspot.comsexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Memórias de há 3 anos no Brasil
(No almoço de despedida na Casa de Angola com Bruno Miguel Dos Santos, meu "tutor" em matéria de fotografia durante esses dias. Já posso, graças aos novos conhecimentos sobre fotometria, tratar a nova máquina máquina por "tu" heheheheh)
Novidade! Primeira Tradução de trabalho meu na língua romena | REVISTA ORIZONT LITERAR CONTEMPORAN
News! My first translation into Romanian
Novidade! Primeira Tradução de trabalho
meu na língua Romena
(Com a ponte feita pelo escritor angolano
Soberano Luciano Canhanga, a poliglota REVISTA ORIZONT LITERAR
CONTEMPORAN, editada na república da Roménia sob comando de Dragomirescu
Daniel, inclui dois poemas de Gociante Patissa na sua versão original e
tradução em romeno. Em princípio, os mesmos sairão no número de Janeiro e
Fevereiro traduzidos na língua umbundu a pedido dos editores.)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Habemus Director Geral na Rádio Ecclesia
A Rádio Ecclesia tem novo director, o regressado ao cargo Maurício Camuto, padre, que cumulativamente dirigia o Jornal online O Apostolado. Estranha-se de algum modo o tardar de notícias a confirmarem isto mesmo. Fecha-se assim um ciclo de "vacatura" deixada pelo seu antecessor, o também padre Kintino Kandandji, que saiu algum tempo depois de estalar o verniz na briga que opôs a emissora católica e a União Europeia.
Mais sobre o diferendo aqui
e aqui
Mais sobre o diferendo aqui
e aqui
(arquivo) Nota solta | O Poeta Fulano
Por que razão vemos tanto jovem principiante a se dar a conhecer como sendo o poeta disso ou daquilo, antes de dizer o próprio nome? Como nunca cheguei a fazer parte de movimento literário algum e como tal sem experiência em tais “auto-catalogações”, procuro entender a razão por detrás da tendência reinante cá no país, no que respeita a títulos e epítetos no campo da escrita. Longe de mim ter algo contra os títulos, qualificações ou o que o valha, lá onde sejam plantados como corolário de uma estrada consistente. É diferente, por exemplo, do que testemunhamos nos novos talentos na escrita. Olho à volta e não encontro na minha estante de livros nenhum grande/bom escritor que se chame "poeta" disso ou daquilo. Temos um Fernando Pessoa, um Agostinho Neto, um Jorge Amado, um Shakespeare, assim mesmo, só nomes, nada desse avanço impessoal de cargos. Faz-me sempre mossa quando alguém se apresenta sob o título de escritor ou poeta antes do nome próprio, o que pode dever-se apenas, admito, à reluctância em aceitar o título como alcunha. Recordo bem da agressividade de um colega meu da 7.ª classe, há por aí 20 anos, por eu me recusar a trata-lo por "doutor", alcunha por si adoptada por influência de um personagem de novela brasileira. Com as antecipadas desculpas a quem se sentir eventualmente lesado, o esforço que dedicamos em assumir o título devíamos investi-lo em solidificar a cultura geral, o campo léxico, a coabitação com bons exemplos, ou seja, “a consistência devia sempre ser melhor do que a aparência”.
Gociante Patissa, Aeroporto Internacional da Katombela, 08.12.14
PS: Julgo que a tendência da declamação "aparatosa" como lhe chamo, que com alguns nomes deu certo e fez estrelato, criou um fenômeno que quase retira a literatura da esfera do isolamento e trabalho duro sobre a palavra... para a fixar no campo do show, do recitar espectacular. E o palco é o limite, onde o microfone relega a caneta para segundo plano, se não mais. Um abraço
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Sobre o jogo na Tv
"Angola está a perder?"
"Não, tio. Isso ainda é andebol, não é futebol."
www.angodebates.blogspot.com
"Não, tio. Isso ainda é andebol, não é futebol."
www.angodebates.blogspot.com
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Diário | Também não tenho direito?
"Doutor, doutor!"
"Sim, faz favor..."
"Sim, faz favor..."
"Doutor! Vocês assim que lêem muito, doutor, me tira só uma dúvida, faxavor."
"Se estiver ao meu alcance..."
"Doutor, vê só. As minhas colegas aqui no serviço, quando assim dão parto, né?, lhes dão assim um subsídio de aleitamento..."
"Pois, parece que a Lei Geral do Trabalho deve prever isso."
"Então, mas ó doutor! Sabendo que as minhas colegas depois do parto recebem subsídio de mãe, com direito a dias de repouso, né?, assim então se a minha mulher em casa também deu à luz, eu como pai não vou ter os mesmos direitos das minhas colegas?"
GP. Benguela, 6 Dezembro 2016
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Repassando | Livros grátis (É só clicar no título para ler ou imprimir)
1. A Divina Comédia -Dante Alighieri 2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare 3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa 4. Dom Casmurro -Machado de Assis 5. Cancioneiro -Fernando Pessoa 6. Romeu e Julieta -William Shakespeare 7. A Cartomante -Machado de Assis 8. Mensagem -Fernando Pessoa
domingo, 4 de dezembro de 2016
Divagações | QUE TAL UM CORRECTOR ORTOGRÁFICO POR ESTAS RUAS?
Estive cá a cogitar se o Facebook, a nossa montra mais colectiva do século, não podia introduzir assim tipo um corrector ortográfico para as publicações "muralinas", vulgo posts. E mesmo já que é para depois não se levantar o subterfúgio do clichê do custo elevado, tendo em conta os milhões de usuários da rede social de Mark Zuckerberg, para primeira experiência ajudaria pois a cobertura aleatória com base no perfil. Jornalistas, músicos, escritores, fazedores de opinião, linguistas, figuras públicas, professores e por aí vai. É que tem sido uma carrada de gralhas e desleixo de proporções violentas para o dicionário mental de qualquer generoso leitor. Neste campo de errar, sim senhor!, temos conseguido acertar. Claro que sei que os profissionais nunca têem problemas de base, a culpa dos erros gramaticais e ortográficos só pode ser do teclado dos computadores e telemóveis. O que um profissional publicou, está publicado e ponto final. Uns e outros amadores é que volta e meia ainda se dão ao caduco trabalho de reler e rever seus textos depois de publicados (editar se necessário), como forma de caça ao erro. Que desperdício de tempo!
Ainda era só isso. Obrigadowww.angodebates.blogspot.com












