domingo, 5 de outubro de 2014

CÉU BAIXO

Há mesmo dias assim, de chuva, céu baixo, momentos belos pela própria sombra. Aí, vontade, a muito custo calada, é pedir: não os estragues com a inconveniência DO TEU SORRISO. 

Gociante Patissa, Lobito, Fevereiro 07, 2013
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sábado, 4 de outubro de 2014

Crónica| Como colher a semente

Um ano depois, ficamos a saber, já com aquela inofensiva – sem deixar de ser sádica – alegria, que a ministra tinha sido exonerada. As razões à volta do facto eram-nos irrelevantes (mas explico lá mais adiante porquê).

Hoje, visitei a residência sede da Rádio Ecclesia (agora Diocesana), na cidade de Benguela, junto do Bispado, como não fazia há seis anos. Foi preciso algum esforço para disfarçar os sorrisos de nostalgia, no mínimo, para não ser tomado por visitante emparvecido, como se arrisca quem esbanja alegria sem contextualizar os vizinhos. Foi como se um balão do tempo me fizesse mergulhar nos bons anos de convivência. Nomes, momentos e jocosidades brotaram. Depois veio a noção de ausência, como que a escorregar entre os dedos. O tempo tem das suas: um dia aproxima-nos, noutro manda-nos para hemisférios desencontrados e com isso o desgaste dos afectos.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Convite| Lançamento da antologia "BALADA DOS HOMENS QUE SONHAM", dia 9 de Out. em Luanda

No próximo dia 9 de Outubro (5ª feira), pelas 18H00, no Camões - Centro Cultural Português (Av. de Portugal, 50), à Embaixada Portuguesa, em Luanda, será lançado o livro "BALADA DOS HOMENS QUE SONHAM - Breve antologia do Conto angolano (1980-2010)".

Na antologia participam 14 contistas de várias gerações, designadamente Timóteo Ulika, Eduardo Bettencourt Pinto, E. Bonavena, José Luís Mendonça, António Fonseca, Frederico Ningi, João Tala, Zetho Cunha Gonçalves, José Eduardo Agualusa, Carmo Neto, Roderick Nehone, Albino Carlos, Ondjaki e Gociante Patissa.

Organizada por António Quino, a antologia foi reeditada este ano no âmbito do FENACULT.
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(Do arquivo) crónica| UM ENCONTRO CASUAL AO ALMOÇO

Foto: Webshots
No Lobito, contam-se aos dedos os restaurantes que sobreviveram à segunda república. O calar das armas e a transição para a abertura do mercado abalaram economias e hábitos de consumo. De sorte que, quando a paz não mais precisar da guerra para se autodefinir, os humanos ter-se-ão transcendido a si próprios, digo eu.
As cidades são árvores que mantêm a essência enterrada, enquanto galhos, folhas e frutos vão e vêm. O centro do Lobito resume-se a duas ruas, a de entrada e a de saída, entre o bairro da Caponte e a Zona Comercial. Só depois da Colina da Saudade se cruzam para o Compão, a sul, à procura do bom pescado da Kabaia, ou para a ponta da Restinga, a norte, onde a cidade se liberta na língua da praia, em geral para tirar proveito da escuridão que o lugar regala aos casais.
O Gunga-Bar (cujo nome provém do Umbundu "ongunga", sino) fica na rua de saída, resistindo a quaisquer infortúnios, sendo um deles, o mais pesaroso, a morte do proprietário por acidente rodoviário, há coisa de três anos. Guardo na memória a cena da moça que tiramos do sono, às duas da manhã, em finais da década de 90 do século vinte, para nos servir bebidas, numa breve fuga aos preços da discoteca ali perto. O restaurante prestava-se ao desafio de servir vinte e quatro horas por dia, muitas vezes à luz de poucas velas entre uma falha e outra da energia geral, não dispondo de uma simples fonte alternativa.
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Kunene... morfologicamente especulando

Se fosse na língua Umbundu, o topónimo Kunene (de origem Bantu) seria a aglutinação do prefixo "Ku", que tem o papel de locativo (no, na), com o adjectivo "unene", que significa grande. Assim, arriscaria em dizer que a palavra Kunene (ku+unene) tem o significado de "na parte grande; na grandeza", o que não sabemos ao certo se homenageia o território ou a bravura da sua gente. De qualquer modo, os falantes de Oshikwanyama têm a palavra. Até lá, uma coisa é certa: Cunene, com C de cu, não significa mesmo nada! Um abraço do vosso Gociante Patissa, Benguela 03.10.14
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

No “feice”| Ainda não careço de grupos

O Facebook lembra um pouco a adesão compulsiva à Associação dos Estudantes do Isced, na univ. Katyavala, onde o acto de matrícula implica pertencer e pagar quota, sem ter em conta o pressuposto da vontade individual, algo herdado dos tempos da UAN. Alguém sabe dizer por que razão temos que ser adicionados a grupos, fechados ou abertos, tantas vezes por semana, sem antes sermos ouvidos?! Estou seriamente a pensar em bloquear o próximo que me adicionar a algo em que não me reveja. Julgo-me suficientemente adulto para saber o que quero e gosto, no plano real ou no virtual, caramba! Por isso é que nunca o fiz a ninguém. Bom dia.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sim, senhores

Não acompanhei a gala nem os argumentos do júri, mas julgo merecido o prémio nacional de jornalismo, categoria de rádio, para o jornalista Lilas Orlov, chefe de produção, salvo erro, da Emissora estatal na cidade de Benguela.
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Dan Brown e o paradigma de personagem

"I love writing a hero who does a wrong thing for the right reason. and if I've done my job correctly, when somebody closes this book, they say 'that guy definetly wasa vilan, but I kind of see his point"

MINHA TRADUÇÃO: Adoro criar heróis que fazem coisa errada por uma razão certa. E quando consigo fazer bem o meu trabalho, no final do livro, o leitor diz 'o tipo é claramente um vilão, mas, pronto, eu até compreendo a situação dele.'
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Perfil profissional

"O meu pai era chefe de cozinha; não sabia cozinhar, sabia era dar ordens." (De uma convidada ao programa "Entre Nós", Rádio Benguela, 01.10.14)
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Não tinha, para já, uma posição definitiva sobre o aborto

“E agora, já tem?”, questiona-me uma pessoa amiga. Bem, há a perspectiva "americana" de até 4 semanas. Há a perspectiva "funcional" em Angola, onde os clandestinos perpetuam "mocidades". A imagem do cartaz é muito comovente. Tirando as circunstâncias tidas como "extremo recurso" médico, voto meu vai para o contra.

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A Voz do Olho Podcast, EP1, Temp 2

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

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