terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Crónica | GERAÇÃO QUE VIU A RÁDIO EVOLUIR DA BOBINE, VINIL, CASSETE, CD, MINIDISC À SONOPLASTIA DIGITAL

Gosto de estar em Benguela, na medida dopossível rever lugares e pessoas que ajudam a manter viva a vida da Terra, a inquietação de regressar um dia. Desta vez convivo com João Marcos e Constantino Chivela, herdeiros da tradição benguelense em jornalistas de alta qualidade.

Nos últimos dez anos a revolução digital alterou em grande medida o jornalismo como um dia o sonhámos, o aprendémos na apaixonante família da Comunicação Social. A evolução na técnica e nos hábitos de consumo é dialéctica.

A radiodifusão acaba por ser a mais afectada, perdendo o seu espaço de influência social e familiar para a hegemonia antissocial das redes sociais, o vício do telemóvel (aquele aparelho frio que tanto nos rouba a concentração e corrói valores familiares, contrariamente à caixa de som que é o radiorreceptor). 

A magia da radio, que reside no mistério da palavra falada sem ver, de instigar a imaginação, embalar os órgãos dos sentidos, vê-se obrigada a televisionar-se, indo atrás do público consumidor, ou não sobreviverá à frenética e abundante oferta do universo multimedia. Hoje a diferença entre Rádio e Tv está no mobiliário do estúdio, nada mais fica para a imaginação. 

Vantagens também as há, é certo, a começar pela velocidade e abrangência no acesso aos conteúdos, sem mais depender da deficiente distribuição dos jornais em papel. O digital facilita, ainda, a consulta aos arquivos, com o advento da Cloud.

É natural que não entra nas contas a perspectiva do cidadão-repórter-portalista e a poluição que grassa no mundo digital.

De resto, como diz Américo Aguiar, Cardeal de Lisboa, "respeito quem aprecia o cidadão jornalista, mas eu não aprecio porque é uma coisa muito perigosa. Não podemos esquecer que a tarefa do jornalista e do fotojornalista implica um código deontológico, ou seja, eu confio que aquele profissional tem regras, tem limites, tem linhas vermelhas e que a sua intermediação em me fazer chegar a realidade é peneirada coisa que, se não existir, ficamos sujeitos à avalanche das `fake news´".

Gociante Patissa | Janeiro 2026 | www.angodebates.blogspot.com

Share:

0 Deixe o seu comentário:

Gociante Patissa recita poema "Alugam-se velhos" na RTP África

A Voz do Olho Podcast

[áudio]: Académicos Gociante Patissa e Lubuatu discutem Literatura Oral na Rádio Cultura Angola 2022

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

Puxa Palavra com João Carrascoza e Gociante Patissa (escritores) Brasil e Angola

MAAN - Textualidades com o escritor angolano Gociante Patissa

Gociante Patissa improvisando "Tchiungue", de Joaquim Viola, clássico da língua umbundu

Escritor angolano GOCIANTE PATISSA entrevistado em língua UMBUNDU na TV estatal 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre AUTARQUIAS em língua Umbundu, TPA 2019

Escritor angolano Gociante Patissa sobre O VALOR DO PROVÉRBIO em língua Umbundu, TPA 2019

Lançamento Luanda O HOMEM QUE PLANTAVA AVES, livro contos Gociante Patissa, Embaixada Portugal2019

Voz da América: Angola do oportunismo’’ e riqueza do campo retratadas em livro de contos

Lançamento em Benguela livro O HOMEM QUE PLANTAVA AVES de Gociante Patissa TPA 2018

Vídeo | escritor Gociante Patissa na 2ª FLIPELÓ 2018, Brasil. Entrevista pelo poeta Salgado Maranhão

Vídeo | Sexto Sentido TV Zimbo com o escritor Gociante Patissa, 2015

Vídeo | Gociante Patissa fala Umbundu no final da entrevista à TV Zimbo programa Fair Play 2014

Vídeo | Entrevista no programa Hora Quente, TPA2, com o escritor Gociante Patissa

Vídeo | Lançamento do livro A ÚLTIMA OUVINTE,2010

Vídeo | Gociante Patissa entrevistado pela TPA sobre Consulado do Vazio, 2009

Com tecnologia do Blogger.

TV-ANGODEBATES (novidades 2022)

Categories

Tags

Publicações arquivadas